Resumo

Estudamos o exemplo de Allan Kardec por meio de uma bela história em que o Livro dos Espíritos previne um bom homem de se matar… Em nosso diálogo, fomos premiados com uma belíssima mensagem de encerramento de um convidado especial trazido por nosso coordenador Cairbar Schutel.


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Encontro 12 – Ascensão espiritual, hoje.

Uma história de Allan Kardec

Penso que a história que segue apresenta com fidelidade um dos numerosos exemplos da grandeza de Kardec e de sua obra. Ela aceitou a própria crucificação por amor aos que mais sofrem, por amor a todos nós. Espírito poderoso e sensível, abastecia-se ao se sensibilizar com a nossa dor.  Segue o capítulo 52 do livro Espírito da Verdade, de Hilário Silva, psicografia de Francisco C. Xavier.

… A missão dos reformadores está cheia de escolhos e de perigos; a tua é rude, previno-te, pois trata-se de abalar e transformar o mundo inteiro. Não penses que te bastará publicar um livro, dois livros, dez livros, e ficares tranquilamente em casa; não, ser-te-á preciso expor tua pessoa; suscitarás contra ti ódios terríveis; inimigos encarniçados conjurarão tua perda; estarás exposto à malevolência, à calúnia, à traição mesmo daqueles que te parecerão os mais devotados; tuas melhores instruções serão desprezadas e deturpadas; sucumbirás, mais de uma vez, sob o peso da fadiga; numa palavra, será uma luta quase constante que terás que sustentar, e o sacrifício de teu repouso, de tua tranquilidade, de tua saúde, e até de tua vida, pois, sem isso, viverias muito mais tempo.

Obras Póstumas, Mensagem do Espírito Verdade a Allan Kardec, em 1856. 

“Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado. Fazia frio. Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos Superiores lhe haviam colocado nas mãos. A pressão aumentava… Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa. Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail – a doce Gaby –, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.

O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu:

Sr. Allan Kardec:

Respeitoso abraço.

Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso.

Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital. Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal. Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoinette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia.

Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo. Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade…

A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano. Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.

Minhas forças fugiam.

Namorara diversas vezes o Sena e acabei planeando o suicídio.

“Seria fácil, não sei nadar” – pensava.

Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia. Em madrugada fria, quando as  preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a Ponte Marie. Olhei em torno, contemplando a corrente… E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés.

Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera. Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça de poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso:

“Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. – A. Laurent.”

Estupefato, li a obra O LIVRO DOS ESPÍRITOS, ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver.”

Ainda constavam da mensagem agradecimentos finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.

O Codificador desempacotou, então, um exemplar de O LIVRO DOS ESPÍRITOS ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na página do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missivista se referira, mas também outra, em letra firme:

“Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. – Joseph Perrier.”

Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro…

Conchegando o livro ao peito, raciocinava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.

Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas…

Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo. Allan Kardec levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinhos…

O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima…”

A vida e a obra de Allan Kardec pode salvar não apenas a nossa vida, pode nos assegurar a vida plena na Terra e em qualquer esfera espiritual. Ele é o interprete fiel do pensamento e do sentimento do Cristo para construção na Civilização Espírita Cristã do futuro em que todas as tradições religiosas serão amadas, estudadas e respeitadas.

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São 1019 perguntas com excepcionais respostas e com interressantíssimos comentários de Kardec. Esse livro também ensina, na prática, como relacionar-se com os bons espíritos. 


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Um livro que estuda a fundo a prática mediúnica com exemplos e com o diálogo esclarecedor com os espíritos superiores.  


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Um dos livros mais extraordinários da humanidade. Kardec, amparado pelo próprio Cristo, explica o sentido profundo da doutrina do Mestre com o auxílio de centenas de espíritos superiores.


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Um livro de duas partes. Na primeira, um estudo teórico sobre as teorias sobre o céu e o inferno. Na segundo, um livro de entrevistas antropológicas com os desencarnados nas mais diversas situações sociais. 


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Um livro que marca a grandiosa despedida de Allan Kardec. Temos centenas de casos de apliação interpretativa sobre as mais diversas situações da vida. desde a formação da Terra, a mitologia judaica e os milagres de Jesus.  


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A Revista Espírita é o registro do riquíssimo laboratório de estudo de Allan Kardec. É a melhor fonte de estudo  sobre a formação do Espiritismo no mundo. 


Diálogo Mediúnico

Que a paz do Cristo se estabeleça em vossos corações, irmãos e amigos de ideal espírita, porque apenas aqueles que não recuarem conquistarão a paz plena dada pelo Mestre de Nazaré.

Nos colocamos a disposição para responder as questões relativas a um tema tão importante para todos os espíritos da Terra.

Obrigado por esse momento, por essa oportunidade. Primeira pergunta, para falar um pouco sobre Kardec. Queria saber quais as dores mais marcantes na vida de Kardec?

O espírito austero e iluminado de Allan Kardec enfrentou tantas dores que seria impossível para nós elencá-las nesse momento. Contudo, com a finalidade educativa, destacaríamos a dor da imensa solidão, devido a traição que sofreu de seus amigos mais próximos.

Sentir-se sozinho no mundo, sem companheiros para semear em conjunto com ele. Foi a sua verdadeira provação. Viveu o mestre de Lyon, no centro da Paris do século XIX, em um verdadeiro deserto. Sentindo-se não apenas sozinho, sentindo-se, muitas vezes, como quem cultiva para um futuro distante, porque não encontrava companheiros capazes  de compreender a missão do Espiritismo, em sua profundidade justa e adequada, pois, mesmo os adeptos mais sinceros, não conseguiam, como conseguia o mestre, compreender que o Espiritismo ao mundo vem para criar uma nova era da civilização humana ao longo dos séculos.

E isso o fazia sentir-se só, porque, muitas vezes, em que comentou o que seria o impacto do Espiritismo no mundo, muitos de seus seguidores o achavam fanático ou lunático, mas o mestre aprendeu a sentir a solidão daquele deserto de incompreensão e voltar-se para o mais Alto, para que não perdesse a sua energia poderosa que se espalhava por todo o planeta.

Como é que ele lidava com essa solidão?

A solidão é a prova mais amarga para os espíritos evoluídos, meu amigo. Porque, o espírito de Kardec, o exemplo que estudamos, já é um espírito acostumado a enfrentar os piores obstáculos que se possa imaginar. Contudo, se a grande alegria dos evoluídos é a comunhão com os que possuem o mesmo padrão energético e emocional, a pior tormenta é a ausência daqueles que podem lhe partilhar, em profundidade, a compreensão da vida.

Só há uma forma de um espírito como Allan Kardec suportar tamanho testemunho: ligar-se em toda a profundidade a Jesus de Nazaré, porque o anseio de amor de um espírito muito evoluído nunca poderá ser atendido num mundo tão inferior.

Por isso, o Espírito da Verdade se dispôs a encontrar com ele, regularmente, por isso, mesmo quando não haviam os encontros de comunicação mediúnica, estava ele presente.

Porque, meu amigo, o amor é a necessidade mais o profunda do ser e aquele que evoluiu tem plena consciência do que é a dor causada pela ausência do amor. Não encontrando esse alimento indispensável em seu meio, precisava o codificador alçar-se com esforço extremo, a superar todas as vibrações de um planeta, para criar um canal puro e santo de comunicação com o Espírito de Verdade, seu  guia  espiritual, e  o único capaz de nutrir esse coração, no mundo, de forma adequada.

 

Quais as dores que nós, cristãos da atualidade, devemos enfrentar?  

Exatamente a mesma. Obviamente, com uma intensidade infinitamente menor. Precisais entender que se não vos isolardes das correntes doentes do magnetismo inferior do mundo, perecereis. Será preciso, na medida de cada um, fazer o que fez o codificador: isolar-se do excesso de influências inferiores e alçar, se não um imenso, pelo menos um pequeno voo em direção ao Mestre. Para que ele possa vos nutrir de um amor puro e santo. Para que possais superar os impulsos inferiores que explodem hoje nessa época de renovação, e, apenas assim, meu amigo, conseguireis, como conseguiu Allan Kardec, ser um verdadeiro cristão, vivendo a própria crucificação, ajustada na medida da capacidade de cada um.

Porque a cruz se tornou o principal símbolo do cristianismo?

A cruz é o símbolo eleito pelo Mestre para a primeira grande etapa do cristianismo no mundo, porque a renovação se fará pela dor, porque a renovação se fará pela renúncia de si mesmo, porque a renovação se fará pelo abandono de coisas que amais, mas que são lama podre e inferior.

Por isso, a cruz será sempre o símbolo para todos aqueles que precisam da dor de uma renúncia de si mesmos, para tornarem-se mansos e pacíficos. Mas, não duvideis, o cordeiro manso será também, no futuro, um grande símbolo dos verdadeiros cristãos. Espíritos redimidos, purificados das paixões mais infelizes, livres da revolta contra o amor e a luz, mansos como cordeiros. Esse é símbolo do novo cristão meu irmão.

Que assim seja. Agradecemos mais essa oportunidade e gostaria da mensagem de encerramento. 

Para o encerramento deste módulo, meu amigo, convidamos um espírito que temos muito carinho, para que venha encerrar por nós. Haveria ainda alguma coisa, meu irmão, a colocar antes de nossa mensagem final?

Não, estamos a disposição.

Despeço-me, de todos vocês, feliz, porque o Cristo é a fonte mais plena, deste mundo, da felicidade. E todas vez que mergulhamos o nosso coração no psiquismo dele é impossível  não nos melhorarmos. Que vocês fiquem em paz. Afasto-me, para que tenhamos o encerramento de nosso módulo.

(Término do diálogo com Cairbar de Souza Schutel)

O Cristo, meus filhos, é ainda aquele espírito que, com o poder da sua doçura, nos tornou capazes de enfrentar os leões no circo romano.

O Cristo, meus filhos, ainda é o mesmo espírito que, com seu olhar tranquilo, é capaz de acalmar e domesticar as piores feras humanas. O Cristo ainda é o jovem que tem em suas mãos o poder de abater qualquer força da natureza segundo sua vontade.

Portanto, que não se pense que o nosso Mestre é o mestre da fraqueza. Portanto, que não se diga que a sua mansidão é fruto da covardia ou da falta de coragem. Portanto, que entendais, se quereis ter esse Mestre, deveis fazer o imenso sacrifício da vossa auto crucificação.

As dores romanas nos purificaram, as dores psicológicas devem vos purificar.

Nós, os cristãos do primeiro tempo, aprendemos com o nosso Mestre, que a dor deste mundo é apenas um triste espetáculo de entrada para o reino da felicidade. Que vocês aprendam a coragem do Mestre de Nazaré, que vocês se tornem capazes de dizer não a estupidez que varre a vossa tecnologia tão exaltada, que vocês se tornem tão dignos ao ponto de não se tornarem espíritos estimuladores da pornografia e da corrupção do próprio corpo, porque Jesus não é uma docilidade tola e frouxa.

O nosso Mestre é uma ternura arrasadora de todos os impérios das trevas. E hoje, que o circo romano torna os espetáculos da degradação à moda do mundo, precisamos, ainda uma vez, morrer em testemunho. Agora, uma morte psicológica, para que testemunhando, sendo desprezado pelo aparentemente vitorioso pervertido, nos tornemos uma fonte da paz do mundo que o Cristo continua a construir.

Que sejamos, hoje, cristãos verdadeiros que não admitem em seu coração a podridão daqueles que querem a felicidade dos brutos e que se alimentam das imundícies oriundas da regiões inferiores, transformadas em filmes, livros e revistas.

O cristão precisa morrer para todos estes alimentos impuros, servidos por espíritos infelizes, por seus médiuns, que trazem para o mundo as obras da degradação humana. Se não conseguis, ainda, amar ao vosso próximo como a vós mesmos começai, negando-se a colaborar com a verdadeira desestruturação emocional do vosso próximo pela propagação inconsciente e desavisada de tudo aquilo que não seja mensagem de fraternidade pura e legítima.

Meus filhos, os leões terríveis da inferioridade já foram soltos na arena da Terra, cabe a vós orar e cantar com fé, para que a morte das vossas inferioridades seja completa e vocês possam, como nós fomos, serem recebidos no plano da luz, cantando Ave Cristo, o vencedor do mundo, o superador de todas as inferioridades.

Paz, Cristo em você.


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