Alternativas de Felicidade – Nova Geração – 151


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Livro dos Espíritos – Parte 2- Capítulo 1

Diferentes ordens de espíritos

96. Os espíritos são iguais, ou existe, entre eles, algum tipo de hierarquia?

“São de diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que tenham chegado.”

97. Há um número determinado de ordens ou de graus de perfeição entre os espíritos?

“Este número é ilimitado, porque, entre essas ordens, não há uma linha de demarcação traçada como barreira e, desta forma, podem-se multiplicar ou restringir as divisões à vontade; todavia, considerando-se os caracteres gerais, pode-se reduzi-las a três principais.”

“Na primeira ordem, situam-se os que atingiram a perfeição: os puros espíritos; os da segunda chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é a preocupação deles. Os da última ordem ainda estão na parte inferior da escala: os espíritos imperfeitos. São caracterizados pela ignorância, o desejo do mal e todas as más paixões que retardam o seu adiantamento.”

Dos espíritos

98. Os espíritos da segunda ordem possuem somente o desejo do bem; têm eles, também, o poder de praticá-lo?

“Eles têm este poder, conforme o seu grau de perfeição: uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade, todos, porém, ainda têm provas a suportar.”

99. Os espíritos da terceira ordem são todos essencialmente maus?

“Não; uns não fazem o bem nem o mal; outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos, quando encontram ocasião de praticá-lo. E há, ainda, os espíritos levianos ou travessos, mais perturbadores do que maus, que se comprazem muito mais na malícia do que na maldade, encontrando prazer em mistificar e em causar pequenas contrariedades, de que se riem.”

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Capítulo 3 – Swedenborg Precursor da Mediunidade

— Patrícia e José estão sentados à mesa com um dos precursores do Espiritismo, Emanuel Swedenborg. Todos aguardam em silêncio.

Após a prece de José, Patrícia inicia.

— Considerado o homem mais cultos do seu século, Emanuel Swedenborg, conhecia física, química, astronomia, zoologia, anatomia, metalurgia e economia, teologia além de muitos outros ramos das ciências. Ele irá compartilhar conosco suas experiências mediúnicas que ocorreram entre 1741 e 1772. Certamente, todos devem ter lido o relato que ele fez a Allan Kardec e que consta na Revista Espírita de novembro de 1859.

— Segue o relato da Revista Espírita de Allan Kardec, para você, amigo leitor. No final do livro colocamos o relato completo. Inclusive, a entrevista de Allan Kardec com Emmanuel Swedenborg.

— “Eu estava em Londres, onde jantei muito tarde, em minha estalagem ordinária, onde reservara um quarto para ter a liberdade de nele meditar à vontade. Sentia‑me pressionado pela fome e comi com bom apetite. No fim do repasto, percebi que uma espécie de nevoeiro se derramava sobre os meus olhos, e vi o soalho de meu quarto coberto de répteis horrendos, tais como serpentes, sapos, lagartas e outros; fui tomado, tanto mais que as trevas aumentavam, mas logo elas se dissiparam; então vi claramente um homem no meio de uma luz viva e radiante, sentado num canto do quarto; os répteis haviam desaparecido com as trevas. Eu estava só: julgai o pavor que se apoderou de mim, quando o ouvi pronunciar distintamente, mas com um tom de voz bem capaz de imprimir o terror “Não coma tanto!”A essas palavras, minha vista se obscureceu, mas se restabeleceu, pouco a pouco, e vi‑me só no meu quarto. Ainda um pouco assustado com tudo o que vira, retornei com pressa à minha casa, sem dizer nada a ninguém do que me tinha acontecido. Ali, entreguei‑me às minhas reflexões, e não concebi que isso fora o efeito do acaso ou de alguma causa física.

Na noite seguinte, o mesmo homem, radiante de luz, se apresentou ainda diante de mim e me disse: “Eu sou Deus, o Senhor, criador e redentor: eu te escolhi para explicar aos homens o sentido interior e espiritual da Escritura Santa; eu te ditarei o que deves escrever.

Dessa vez, não fiquei muito assustado, e a luz, embora viva e resplandecente, da qual estava cercado, não produziu nenhuma impressão dolorosa sobre os meus olhos; ele estava vestido de púrpura, e a visão durou um bom quarto de hora. Nessa mesma noite os olhos do meu homem interior foram abertos e dispostos para verem no céu, no mundo dos Espíritos e nos infernos, e encontrei, por toda parte, várias pessoas de meu conhecimento, algumas mortas há muito tempo, outras há pouco. Desde esse dia renunciei a todas as ocupações mundanas para não trabalhar senão nas coisas espirituais, para me conformar à ordem que para isso recebera.

Freqüentemente, ocorreu‑me na continuação, ver os olhos do meu Espírito abertos, e de ver em pleno dia o que se passava no outro mundo, de falar aos Anjos e aos Espíritos como falo aos homens.”

* * *

— Swedenborg levanta‑se e afirma. Sintam‑se a vontade para questionar as minhas experiências. Somente conversando com franqueza e amizade é que poderemos aprender uns com os outros.

Era mesmo Deus que se comunicou com o senhor quando estava encarnado? Pergunta Rivalina.

Certamente, não. Se na época dos profetas era aceitável crer‑ se que quem se comunicava era Deus, no século XVIII, eu deveria saber que não era, mas eu aceitei por vaidade.

Então era um espírito mistificador? Pergunta Astrobrito.

Na verdade, não. Ele identificou‑se como Deus para que eu tivesse mais fé. Era um espírito que queria me ajudar, mas tinha uma evolução limitada, apesar de ser honesto. Esse é o motivo central dos erros de minha doutrina: acreditei no que vi, no que imaginei e no que me foi revelado sem nenhum critério de lógica e de pesquisa. Apesar de minha extensa formação científica não apliquei nenhum método para avaliar as comunicações. Essa foi a grande diferença entre mim e Allan Kardec. Ele estabeleceu um método lúcido e científico para analisar as comunicações. Sem método cheguei a acreditar que era infalível. Por isso, penso que simbolizei a transição do mediunismo para a mediunidade espírita que surgiria 100 anos depois de minhas experiências. Somente com a Escala Espírita é que podemos entender que os espíritos não se classificam apenas em bons e maus ou anjos e demônios. Existe uma imensa diversidade de personalidade no mundo espiritual, é preciso entender isso.

Como o senhor recebeu a maioria das revelações espirituais?

Questiona Romildo.

Eu entrava em estado de êxtase, espécie de desdobramento, e descrevia o que via, mas como não tinha um método de avaliação, juntava, sem consciência, o que via e o que achava que tinha visto em uma interpretação sem critério. O desdobramento, mais até do que as outras faculdades mediúnicas, permite uma grande participação da imaginação, por isso, o método de verificação é indispensável.

Quais os aspectos mais positivos o senhor avalia de seu trabalho? Pergunta Eclésio.

Como era conhecido internacionalmente, pude provar a verdade dos fenômenos mediúnicos para muitos reis, rainhas e inclusive para o filósofo Kant. A convicção sobre a realidade espiritual é essencial para a espiritualização do ser. A dúvida sobre a realidade espiritual, mesmo que sutil, é um empecilho terrível para a conquista da paz verdadeira e nos induz a muitos desequilíbrios morais.

Que lição o senhor nos deixaria? Estimula Patrícia.

Vivi em uma época em que os fenômenos mediúnicos ainda não tinham sido estudados por Allan Kardec. Isso foi uma enorme desvantagem para mim. Após estabelecido o método seguro de Allan Kardec, deve‑se avançar nas pesquisas mediúnicas de forma equilibrada e profunda.

Não é aceitável que os seguidores de Allan Kardec adorem médiuns como se eles fossem especiais. Não! Os que fazem isso os ajudam a se iludir e os empurram para o precipício. Posso falar a partir da minha experiência e do conhecimento da Codificação Espírita, que hoje estudo com afinco: médiuns que aceitam adoração e adoradores tornam‑ se verdadeiros traidores do Consolador. A época das revelações pessoais já passou. Foram úteis e importantes, mas os que hoje querem ser especiais estão distantes da Codificação, estão condenados a conviverem com os seres inferiores da espiritualidade por escolha própria.

Dito isso, ele retira do bolso um exemplar de O Livro dos Espíritos, abre‑o no Livro Segundo, Capítulo I, no Item VI, e diz apontando para o livro.

Se eu tivesse tido acesso apenas a essas páginas que expressam a Escala Espírita minha história teria sido muito superior. Permitam‑me fazer uma breve exposição, pois estou certo que em outro momento vocês terão um estudo aprofundado da Escala Espírita.

Existem apenas dois critérios, e apenas dois, definidos por Allan Kardec para caracterizar a evolução de um espírito. É essencial entender isso. Os critérios são: evolução moral, que é o mesmo que evolução emocional, e evolução intelectual. Assusto‑me ao ver espíritas que, consciente ou inconscientemente, criam vários critérios para avaliar a evolução de um espírito encarnado ou desencarnado. Por exemplo, muitos falam da alimentação como falou o espírito que se comunicou comigo.

Mas se alimentar de forma saudável não é prova de evolução?

Indaga Rivalina.

Não! Diz Swedenborg de forma firme. Claro que não. Alimentação saudável é um bom hábito que deve ser cultivado, mas não significa evolução. Preste atenção, apenas existe dois critérios: evolução moral e intelectual. O resto pode ser importante, mas NÃO caracteriza a evolução de um indivíduo. Todos sabemos da importância dos exercícios físicos, mas fazer exercício físico não comprova a evolução do espírito nem escovar os dentes antes de dormir, embora seja importante. Conclui com bom‑humor.

Todos riem.

Existe uma opinião comum de que a alimentação revela a evolução. Você poderia nos esclarecer um pouco mais? Indaga Eclésio.

O mais curioso é ver que as pessoas que defendem essas teses pensam estar inovando. Fala Swedenborg.

E não estão? Sempre pensei que essas informações são uma nova revelação? Pergunta Eclésio.

Não, caro amigo. A discussão sobre alimentos puros e impuros, sobre alimentos que devem ser consumidos e os que não devem ser consumidos data de milênios antes do Cristo, está bem longe de ser uma novidade! Era uma questão séria para os fariseus, mas não para Jesus. O Mestre alertava aos discípulos vindos do judaísmo, ousas chamar de impuro o que Deus criou!

Então não devemos nos preocupar com a alimentação?

Pergunta Astrobrito.

Devemos nos preocupar, certamente. O que não podemos é nos iludir ou fingir que somos evoluídos por ter determinada dieta. Afinal, não é o que entra pela boca que torna o homem impuro. Já ouviram falar isso? Responde mais uma vez citando Jesus e continua.

Observemos a Escala Espírita e teremos a certeza de que não é a fama, a forma de falar, de se vestir, o cargo, o tipo de voz, o penteado, o tipo de alimentação, de maquiagem, de perfume ou de exercício físico que caracteriza a evolução do espírito. O critério é simples, é o critério intelecto‑moral. O resto é ilusão ou como ensina o Eclesiastes: é vaidade, tudo vaidade! Sua forma sincera de falar contagia a todos. Após pequena pausa, continua.

Allan Kardec organiza três grupos ou ordens evolutivas. A terceira ordem dos espíritos imperfeitos ou atrasados; a segunda ordem dos bons espíritos; a primeira ordem dos espíritos puros.

Você poderia nos dar exemplos de espíritos dessas ordens?

Pede Eclésio.

Não é fácil citar indivíduos, pois o objetivo de Kardec foi principalmente nos auxiliar a entender a imensa variedade da evolução dos seres humanos, por isso, apenas como explicação didática posso citar alguns exemplos e desde já afirmo que pode haver alguma discordância sobre meus exemplos. Citarei alguns nomes apenas como ilustração e não como uma verdade inquestionável.

Swedenborg olha para Patrícia, pois sabe que seria importante ilustrar sua explicação com nome conhecidos, mas que isso poderia gerar polêmicas estéreis como é frequente entre espíritos atrasados. Patrícia acena positivamente apoiando sua intenção, afinal, precisamos aprender a conversar, debater, discordar sem odiar.

Emanuel Swedenborg sorri feliz com a liberdade e a confiança que lhe é concedida, inicia.

A terceira ordem como já disse é o grupo dos espíritos inferiores ou IMPERFEITOS, mas é preciso entender que entre os espíritos que cultivam as paixões da animalidade como o orgulho, o egoísmo, os vícios e a sensualidade existem imensas diferenças. A ordem dos imperfeitos tem cinco divisões. Irei explicar dando exemplos.

ESPÍRITOS IMPUROS. Entendo como ESPÍRITOS IMPUROS, segundo o termo do Codificador, os espíritos dedicados conscientemente ao mal. São espíritos inteligentes, que podem ser líderes, cientistas e sacerdotes voltados para o mal que utilizam suas capacidades para dominar e massacrar os espíritos que optaram pela fraqueza. São os líderes políticos e culturais das trevas estejam encarnados ou desencarnados. No mundo da matéria densa, os líderes nazistas são um dos exemplos históricos. Na atualidade, são aqueles que dirigem o comércio de armas, de drogas ou que geram as grandes catástrofes financeiras que prejudicam a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. Vinculam‑se aos mais degradantes vícios e tem ódio ao ser humano e ao bem. No mundo espiritual, além dessas atividades, presidem cidades em que vivem os espíritos que optaram pela animalidade e combatem todas as atividades que podem espiritualizar o ser humano e, em particular, a mediunidade cristã. Incentivam a discórdia, o desequilíbrio e a sensualidade para afastar o indivíduo do caminho divino. Bocó Menfistófoles, conhecido de vocês, é um exemplo desses espíritos. Muitos são socorridos em reuniões mediúnicas sérias e bem orientados do movimento espírita encarnado, o que exige preparo e dedicação do grupo mediúnico como um todo.

ESPÍRITOS LEVIANOS. São espíritos irresponsáveis e zombeteiros que se divertem gerando aborrecimentos e enganando as pessoas ingênuas com previsões falsas ou com meias verdades. São mais irresponsáveis do que maus. Quando encarnados, desejam apenas “aproveitar a vida” sem se preocupar com os outros nem com suas obrigações. No mundo espiritual, vinculam‑se aqueles que têm seus gostos e utilizam‑se de médiuns, que não entenderem que a mediunidade é uma faculdade sagrada, como adivinhos e até médiuns espíritas que usam a mediunidade para se promover e não para servir.

PSEUDO‑SÁBIOS. Podemos defini‑los como sábios arrogantes que não admitem suas limitações e, por isso, apesar de terem muito conhecimento, ensinam verdades e erros absurdos. Podemos identificá‑los por seus preconceitos e pela presunção de serem “os donos da verdade”. Quando encarnados, muitos afirmam ser a reencarnação de espíritos elevados como Jesus de Nazaré e Allan Kardec. São facilmente desmascarados por não apresentar as virtudes e a sabedoria dos espíritos que dizem ser.

ESPÍRITOS NEUTROS. Se caracterizam pela acomodação, não são bastante bons para fazerem o bem nem bastante ativos para fazerem o mal. São os voluntariamente inúteis.

BATEDORES. Como afirma o codificador não são propriamente um grupo, mas são os espíritos que atuam mais diretamente na matéria. Auxiliam os espíritos mais evoluídos na condução dos fenômenos naturais e nos efeitos físicos.

Obviamente, todos evoluem e desde que queiram podem se tornar úteis aceitando a orientação dos espíritos superiores.

Perguntas?

Como existem tipos diferentes de espíritos! Exclama Rivalina.

É verdade. Graças à sabedoria de Kardec, que adotou o critério intelectual e moral, tudo ficou mais fácil de compreender, sem isso nunca teríamos uma visão ampla da multimilenar evolução do ser humano. Comenta Patrícia.

Continua Swedenborg.

A SEGUNDA ORDEM exigirá de nós atenção redobrada. Espero exemplificar de forma adequada, caso não consiga, peço a compreensão de vocês. Essa ordem tem quatro divisões.

ESPÍRITOS BENEVOLENTES. São as pessoas boas que todos conhecemos. Tem sempre satisfação em ajudar e amparar, mas têm o saber limitado. Todos já tivemos a oportunidade de conviver com um espírito dessa classe.

ESPÍRITOS SÁBIOS. São os estudiosos equilibrados. São os intelectuais, cientistas libertos das paixões inferiores, mas que ainda não desenvolveram um grande amor pela Humanidade. Os exemplos são comuns no mundo da matéria densa, bem como sua atuação no movimento espírita como desencarnados, são médicos, escritores, entre outros.

ESPÍRITOS PRUDENTES. São os espíritos sábios ou estudiosos que desenvolveram a verdadeira humildade e o amplo amor pela humanidade. Podemos citar como exemplo alguns pretos velhos que conheço que unem amplo conhecimento e elevado sentimento.

Astrobrito assusta‑se ao ouvir a palavra preto velho e pergunta.

Quer dizer então todos os pretos velhos são espíritos dessa ordem?!

Swedenborg, como se esperasse essa reação fala.

Eu disse alguns. Se o tipo de alimentação, de penteado ou o cargo social não define a evolução, a forma de se apresentar também não define. Afinal tanto tem preto velho como branco novo evoluído e atrasado!

Rimos.

Mas como pode um preto velho ter imensos conhecimentos científicos? Pergunta Rivalina.

Reencarnação. Diz Swedenborg. Tenho um amigo preto velho que domina com muito mais profundidade a ciência médica e o magnetismo do que eu. Ele foi um grande cientista que optou por reencarnar como escravo no Brasil. Após seu desencarne, decidiu apresentar‑se como preto velho aos espíritas para ajudá‑los a superar os seus preconceitos, ensinando‑os, na prática, que o critério é intelectual e moral e não racial.

Você poderia dar outros exemplos? Romildo.

Sim. Para facilitar a compreensão citarei alguns nomes conhecidos do movimento espírita. No Brasil, posso citar Cairbar Schutel, o grande divulgador do Espiritismo e profundo estudioso do Novo Testamento, e José Herculano Pires que segundo Emmanuel foi o pensador que melhor entendeu Kardec.

Que alegria poder conviver com José e Cairbar! E como eles são amigos. Pensa Felipe.

ESPÍRITOS SUPERIORES. Eles se caracterizam pela elevadíssima condição intelectual e moral. Compreendem em profundidade as leis da ciência e amam abnegadamente a humanidade. Sua linguagem frequentemente é sublime. Os exemplos são muitos, o que prova a misericórdia de Deus em relação aos homens. Citarei alguns: Sócrates, o filósofo grego; Francisco de Assis, Antônio da Pádua e Vicente de Paulo, santos católicos; Gandhi líder político e religioso hindu; Eurípedes Barsanulfo e Bezerra de Menezes dirigentes do movimento espírita.

A PRIMEIRA ORDEM é a mais fácil de explicar e a mais difícil de atingir. A primeira ordem tem como símbolo máximo, Jesus de Nazaré. São os PUROS ESPÍRITOS também conhecidos como anjos. Eles têm um domínio total da matéria, são os mensageiros diretos de Deus no universo. Eles compreendem a Deus.

Swedenborg silencia. Vemos que está emocionado. Ele irradia belíssima luz que nos sensibilizava. Ele olha para cada um nos olhos e conclui com voz firme a vibrante. Allan Kardec foi um dos mais elevados enviados de Deus ao mundo, escutai‑o! Ele vos apresenta Deus e o Cristo de forma sublime para todos que querem ter olhos para ver a Verdade.

Estamos emocionados. A lição é sublime. Os integrantes do grupo de recuperação, que não tinham entendido a importância da Escala Espírita, agora, conhecem sua importância e começam a entender a grandeza do amado codificador.

Patrícia agradece a Emanuel Swedenborg e fala que ele continuou desde seu desencarne a auxiliar a mediunidade, inclusive ajudou outro precursor da mediunidade espírita: André Jackson Davis, o maior médium norte‑americano do século XIX.

Swedenborg despede‑se e parte.

A Dinâmica Relacional, realizada em conjunto, teve o objetivo de relacionar as lições aprendidas com uma experiência mediúnica vivenciada após o desencarne.

Eclésio começa.

É interessante ver que têm muitos de nosso movimento que acham que os desencarnados são espíritos superiores ou impuros. Eles, como Swedenborg no século XVIII, não entendem que existe a Escala Espírita e que existem muitos espíritos que não são superiores nem impuros. Certa vez, em um grupo mediúnico, falei sobre importância de se evitar os vícios do álcool e do cigarro. Falei como eu sou: sem uma vibração superior, mas também sem mentir. Falei com ênfase e entusiasmo, porque tinha vivido esse problema e tento me recuperar auxiliando. No final da reunião, foi um desencontro! Como eu não era nem Bezerra de Menezes nem o Bocó Menfistófoles, recebi o nome de mistificador! Um disse: espírito bom sempre fala manso! Será que vou ter entrar para um coral para ser ouvido?!

Todos riem.

Porque é tão difícil entender que sou apenas um espírito parecido com a maioria dos seres humanos! Eles me rejeitam como eu rejeitava as mensagens que vinha para mim. Conclui Eclésio.

Rivalina fala.

Frequento uma reunião mediúnica de um grande centro espírita que é dirigida pelo presidente da instituição. Eles têm muitas regras não espíritas: não podem entrar jovens, tem de ter tantos anos de curso mediúnico, já pré‑estabelecido, para todo mundo e muita teoria sem prática. Em uma ocasião, o mentor do centro pediu ajuda a um espírito muito evoluído, um preto velho, para socorrer a situação aflitiva do filho do dirigente do centro. Eu pude acompanhar essas tarefas. Foram meses de trabalhos intensos. Ao final, evitou‑se o suicídio do jovem e este iniciou hábitos mais saudáveis, inclusive o da oração.

No último dia dessa tarefa, o mentor da casa pediu que o preto velho pronunciasse alguns conselhos para o grupo e, em particular, para o dirigente. Ao apresentar‑se, o dirigente irritou‑se. O amigo espiritual ia começar a falar, quando foi interrompido pelo presidente que disse rispidamente: meu irmão, seu lugar não é aqui. Procure um terreiro e não volte! Eu mal podia acreditar. Essa foi a “recompensa” que esse espírito teve por salvar‑lhe o filho. Depois, conversando com essa elevada entidade, perguntei por que ele se apresentava como preto velho. Ele simplesmente disse: minha filha, Deus quer que os homens aprendam a julgar com amor e lucidez e não pela aparência. Se dissesse quem fui, no passado, seria adorado, mas eles continuariam infantis e vaidosos.

Talvez com a repetição dessas experiências, eles amadureçam, disse o preto velho. Foi uma tremenda lição para os meus preconceitos. Finaliza Rivalina.

Foi a vez de Astrobrito.

Em uma reunião mediúnica que tive a oportunidade de me comunicar falei da obra de Léon Denis, seguindo a orientação do espírito guia da instituição. Acho que falei bem, todos gostaram, mas a partir daí minha vida ficou difícil. Começaram a me adorar de tal maneira que eu não tinha paz! Todo mundo queria que eu ensinasse tudo e resolvesse os problemas de todos! Coitado de mim, eles pensaram que eu era Denis ou Deus! Diz desabafando de forma engraçada… Deus me livre, é pedido que não acaba mais, e o pior é que são problemas que cabem a eles resolver. Veja se eu posso ajudar um grupo entender o Espiritismo sem que eles estudem!

Aí entendi a lição: eu, quando encarnado, que só queria estudar fui colocado para ajudar aqueles que só queriam saber de prática sem o estudo. Temos muito a aprender uns com os outros… Conclui.

Minha experiência foi na reunião mediúnica que criei, começa Romildo. Autoritário que fui, infelizmente, fiz escola e provei do veneno do autoritarismo que espalhei. Todos me adoravam e, coitado de mim, apresentei‑me como de fato sou! Fui repelido grosseiramente, nem sequer se deram o trabalho de examinar minha identidade com critério. Como não elogiei ninguém nem tomei aparências de evoluído, fui desconsiderado e expulso. Era assim que fazia.

Com expressão arte‑cultural Patrícia solicita a criação de uma mensagem que será psicografada por jovem médium. O grupo elegeu a redação do Eclésio, peço que vocês avaliem.

“Jovem amigo,

Fui no mundo espírita e não sabia nada do real valor do Espiritismo. Amigo! Aproveita a oportunidade de hoje. Não precisas mais do tóxico dos vícios nem dos desequilíbrios das mentes doentias ligadas ao sexo desregrado. Sei que não és santo, muito menos eu, mas pensa e pensa muito, porque a tristeza de se sentir fracassado e deprimido após o término das loucuras é terrível. Usa muito bem tuas energias e conhecerás cidades espirituais de beleza indescritível.

A vida na Terra é tão breve e tão preciosa! Peço‑te: aproveita a oportunidade que ela é única e intransferível. Assume todas as tuas responsabilidades, ninguém irá exercê‑las por ti. Se tu fores um discípulo do bem, irás beneficiar a todos que você ama, nesta encarnação e na vida espiritual.”

Eclésio.

A pedido de Patrícia, Romildo faz a prece de encerramento.

Como vivência prática, todos vão visitar as enfermarias que acolhem os espíritas que não vivenciaram a mediunidade eticamente.

Felipe não alimentou mais o pessimismo. Entendeu, os espíritas que fracassam merecem misericórdia e amparo. A obra do Cristo segue adiante e os que nela não se integram são dignos de compaixão, porque não poderão desfrutar a vida em uma sociedade superior.


Mensagem de Encerramento

 

Queridos filhos e filhas,

Existem verdadeiras alternativas que são caminhos belíssimos para a felicidade. Um enfermeiro que ama seus pacientes, o médico que esquece a ganância e lembra-se do coração, os professores que se esforçam para impulsionar os seus alunos tutelados para a luz. O pai que se desvela pelo filho, a mãe que em silêncio supera angústia para produzir energias saudáveis que os envolvem são caminhos para a verdadeira felicidade.

Alcançar planos superiores não é através de realização de feito extraordinário. Alcançar planos superiores é a realização de feitos simples, de atos simples, envoltos em verdadeiro amor e abnegação. Isto o Cristo veio ensinar. Não é necessária a fama, a riqueza, o aplauso, a estratégia mórbida da ascenção no mundo para se alcançar a Deus.

Todos vocês que me escutam, em qualquer momento, podem ter uma certeza: vocês têm em suas mãos os instrumentos necessários para construir o caminho para ascensão aos mundos superiores. Basta que vocês desejem, basta que vocês queiram. Não façam programas malucos de fama, de coisas estupidamente extraordinárias, pois isto é tolice. Façam programas simples, de seu cotidiano, aprendam a caminhar com mais equilíbrio, falo fisicamente mesmo, aprendam a lembrar das pessoas lembrando-se que elas são filhas de Deus e carreguem esta lucidez em seus corações: eu sou filho de Deus. E realize cada pequena tarefa de forma simples e sincera com a convicção de que esta tarefa feita com amor lhe guiará às esferas superiores da vida.

Fiz um estudo muito interessante: provei que os espíritos que desencarnaram verdadeiramente vitoriosos em dois países, Brasil e Alemanha, são espíritos em grande maioria que usaram suas energias para realizarem de forma correta as tarefas simples.

Apresentei isto para vários dirigentes espíritas e não espíritas, porque precisamos ter qualificação real para entender que são as tarefas simples, que elevam o espírito. Pois havia na comunidade espírita, desencarnada, a ilusão, falo do Brasil agora, de que eram necessários feitos extraordinários para se conquistar um patamar superior de consciência. Provei que isto era mentira, errado, isso tem consequências ruins, pois os espíritas ficaram magnetizados pelos holofotes de famas mediúnicas de dois ou três médiuns. Pois ficaram magnetizados também na idade média pela figura de santos. Na verdade ficaram magnetizados pelo brilho do ouro das igrejas. É um estudo mais complexo que não desenvolverei aqui é só para entender isto, e como consequência, fica a comunidade espírita desencarnada magnetizada por exemplos de brilho social. Os mesmos que amavam o brilho do ouro passaram a amar o brilho social, resumo dizendo isto.

Digo para eles que isso não é ser cristão, que não tem que ter vida de fama mediúnica, que isto é uma traição sutil ao Cristo. Provei para eles fornecendo dados científicos de milhares de desencarnados que mandei e coletei, nos diversos bancos de dados que temos aqui e provei para todos que os casos dos milhares de casos bem sucedidos foram aqueles de indivíduos que usaram seu foco para realizar com desvelo tarefas simples. E desencarnaram iluminados.

Entendam isto, entendam, saiam do hipnotismo da fama mediúnica e entrem no realizar cristão, no fluxo energético do verdadeiro cristianismo que é o realizar das coisas simples com extrema devoção. Isto ajudará você a ascender espiritualmente e o contrário atrapalha muito como pude constatar aqui.

Que vocês fiquem em paz, que o Cristo ensine a prática das ações cotidianas com Deus no coração.

Do amigo espiritual de sempre

 

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