Triste Alegria – Nova Geração – 152

 

 

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Extraído do livro Parnaso de Além-Túmulo

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Álvaro Teixeira de Macedo

ÁLVARO Teixeira de Macedo nasceu no Recife em 13 de janeiro de 1807 e desencarnou em 7 de dezembro de 1849, na Bélgica, onde era encarregado dos negócios do Governo Imperial do Brasil. Publicou, em livro, um poema heróico-burlesco – “A Festa de Baldo”.


Depois da festa

Não te entregues na Terra à vil mentira,
Desfaze a teia da filáucia* humana,
Que a Morte, em breve, humilha e desengana
A demência da carne que delira…

* Filáucia – Desmedido amor próprio – narcisismo.

O gozo desfalece à própria gana*,
Toda vaidade ao báratro** se atira,
Sob a ilusão mendaz chameja a pira
Da verdade, celeste, soberana.

*Gana – grande apetite.
** Báratro – abismo, precipício

Finda a festa de baldo riso infando*,
A alma transpõe o túmulo chorando,
Qual folha solta ao furacão violento.

*Infando – nefasto

E quem da luz não fez templo e guarida*,
Desce gemendo, de alma consumida,
Ao turbilhão de cinza e esquecimento.

*Guarida – proteção, abrigo.


 

Mensagem de Encerramento

 

Queridos filhos e filhas, peço a todos vocês que me ouvem, oração, oração, muita prece, muita!

Espírita não é para ser folha ao vento, levado pelo furacão da iniquidade. Quantas tolices nos corações espíritas, quantas cenas sensuais no coração daqueles que precisaríamos do auxilio para colher energias elevadas. Quanta estupidez naqueles que conhecem a verdade do Consolador.

Preciso de você! Preciso que você ore com firmeza. Preciso que você ocupe mente vibrando pelos dementes. E tanto precisaríamos que estudiosos espíritas nos auxiliassem, criando uma consciência, uma atuação espírita durante o Carnaval! Precisamos de plantões espirituais, precisamos de pessoas encarnadas para atender aqueles que estão à beira do suicídio.

O Carnaval não gera o suicídio de forma imediata, mas o carnaval é o período em que as trevas conseguem concluir processos de autodestruição.

Onde estão os braços? Onde estão os corações? Precisamos atuar, precisamos de grupos que digam: estamos aqui, vamos trabalhar juntos! Espíritas, onde vocês colocarão o coração durante estes dias? Precisamos de corações que sejam colocados à serviços do amor, do socorro e da cura. Quanta situação já está se vivenciando por conta deste período na Pátria do Evangelho? Quanta angústia, quanta tristeza, quantas mortes já geradas, quanta dor acumulada, para quem vai explodir de gozos doentios e nefastos.

Filhos, não precisamos de comarcas condenatórias, de palestrantes que escarnecem o Cristo com críticas labiais da conduta de seus irmãos.

Precisamos de corações que servem, precisamos de corações que suplicam uma sintonia melhor, para que o mundo seja menos podre durante este período. Precisamos daqueles dos dispostos a enxugar feridas tristes, que habitam os corações dos que gozam com corpos, muitas vezes, deslumbrantes, mas que carregam chagas seculares que pioram, filhos.

Somente quem é capaz de ver isto, será capaz de se condoer de seus irmãos doentes e será capaz de estar em nome do Cristo ao nosso lado, auxiliando a quem mais sofre.

Não esqueçam: acendam uma pequena vela em vossos corações, iluminando-os, para que estes espíritos perdidos encontrem o caminho de Cristo. Que esta vela, que simboliza vossos corações, um dia se torne uma chama e ilumine muito mais.

Mas, hoje, pedimos apenas que acendam esta pequena luz em seus corações e isto já será muito, se for feito em nome do Amor.

Do amigo espiritual de sempre

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