Nova Geração #215 – Fantasmas deste mundo

Um encontro inesperado decide o casamento de um homem que, a princípio, preferiria permanecer solteiro. De fato, existem Fantasmas deste mundo.

Nova Geração #215 – Fantasmas deste mundo

Livro dos Espíritos – Parte II

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos. Capítulo 8 – Item 2 – Visitas Espirituais entre pessoas vivas

417.

Um certo número de espíritos encarnados pode se reunir e formar assembleias?

“Sem-dúvida alguma; os laços de amizade, antigos ou novos, frequentemente reúnem, assim, diversos espíritos felizes por estarem juntos.”

Pela palavra antigo, é preciso entender os laços de amizade contraídos em

outras existências anteriores. Ao despertar trazemos uma intuição das ideias que haurimos nessas conversações ocultas, mas ignoramos-lhes a fonte.

418.

Uma pessoa que julgasse morto um de seus amigos, embora não o estivesse, poderia encontrar-se com ele, em espírito, e saber, assim, que ele estava vivo? Poderia, neste caso, ter a intuição disto, ao despertar?

“Como espírito, ela pode, certamente, vê-lo e conhecer sua situação; se não lhe tiver sido imposto, como prova, crer na morte de seu amigo, ela terá um pressentimento de sua existência, como poderá ter o de sua morte.

Livro dos Médiuns

Cap. 7 – BICORPOREIDADE E TRANSFIGURAÇÃO

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Sabemos que o Espírito, durante o sono, recobra em parte a sua liberdade, ou seja, que ele se afasta do corpo. E é nesse estado que muitas vezes temos a ocasião de observá-lo. Mas o Espírito, tanto do vivo quanto do morto, tem sempre o seu envoltório semi material , que pelas mesmas causas já referidas pode adquirir a visibilidade e a tangibilidade. Há casos bastante positivos que não podem deixar nenhuma dúvida a esse respeito. Citaremos somente alguns exemplos de nosso conhecimento pessoal, cuja exatidão podemos garantir, pois todos estão em condições de acrescentar outros, recorrendo às suas lembranças.

115.

A mulher de um nosso amigo viu repetidas vezes, durante a noite, entrar no seu quarto, com luz acessa ou no escuro, uma vendedora de frutas da vizinhança que ela conhecia de vista, mas com a qual nunca havia falado. Essa aparição a deixou muito apavorada, tanto mais que a senhora, na época, nada conhecia de Espiritismo e o fenômeno se repetia com freqüência.

A vendedora estava perfeitamente viva e de certo dormia naquela hora. Enquanto o seu corpo material estava em casa, seu Espírito e seu corpo fluídico estavam na casa da senhora. Qual o motivo? Não se sabe. Nesse caso, um espírita já experimentado lhe teria feito a pergunta, mas a senhora nem sequer teve essa idéia. A aparição sempre se desfazia sem que ela soubesse como, e sempre, após o seu desaparecimento, ela ia ver se todas as portas estavam bem fechadas, assegurando-se de que ninguém poderia ter entrado no seu quarto.

Essa precaução mostra que ela estava bem acordada e não era iludida por um sonho. De outra vez ela viu, da mesma maneira, um homem desconhecido, mas um dia viu seu irmão, que então se encontrava na Califórnia. A aparência era tão real que, no primeiro momento, pensou que ele havia regressado e quis falar-lhe, mas ele desapareceu sem lhe dar tempo. Uma carta recebida depois lhe provou que ele não havia morrido. Esta senhora era o que se pode chamar um médium vidente natural. Mas nessa época, como já dissemos, ela nunca ouvira falar de médiuns.

116.

Outra senhora que reside na província, estando gravemente enferma, viu certa noite, cerca das dez horas, um senhor idoso da sua mesma cidade, que encontrava às vezes na sociedade mas com o qual não tinha intimidade. Estava sentado numa poltrona ao pé da sua cama e de vez em quando tomava uma pitada de rapé. Parecia velar por ela. Surpresa com essa visita àquela hora, quis perguntar-lhe o motivo, mas o senhor lhe fez sinal para não falar e dormir. Várias vezes tentou falar-lhe, e de cada vez ele repetia a recomendação. Acabou por adormecer.

Alguns dias depois, já restabelecida, recebeu a visita do mesmo senhor, mas em hora conveniente e de fato em pessoa. Estava vestido da mesma maneira, com a mesma tabaqueira e precisamente com os mesmos gestos. Certa de que ele a visitara durante a doença, agradeceu-lhe o trabalho que tivera. O senhor, muito espantado, disse que há tempos não tinha o prazer de vê-la. A senhora que conhecia os fenômenos espíritas, compreendeu o que se passara, mas não querendo entrar em explicações a respeito, contentou-se em dizer que provavelmente sonhara.

O provável é isso, dirão os incrédulos, os espíritos fortes, os que por essa expressão entendem pessoas esclarecidas. Mas o que consta é que essa senhora não dormia tanto como a outra. – Então sonhava acordada, ou seja, teve uma alucinação. – Eis a palavra final, a explicação de tudo o que não se compreende. Como já refutamos suficientemente essa objeção, prosseguiremos para aqueles que podem compreender-nos.

117.

Eis, porém, um caso mais característico, e gostaríamos de ver como se poderia explicá-lo por um simples jogo de imaginação.

Um senhor, residente na província, jamais quis se casar, malgrado as instâncias da família. Haviam principalmente insistido a favor de uma jovem de cidade vizinha, que ele nunca vira. Certo dia, em seu quarto, foi surpreendido com a presença de uma jovem vestida de branco, a fonte ornada por uma coroa de flores. Ela lhe disse que era a sua noiva, estendeu-lhe a mão, que ele tomou nas suas e notou que tinha um anel. Em poucos instantes tudo desapareceu. Surpreso com essa aparição, e seguro de que estava bem acordado, procurou informar-se se alguém havia chegado durante o dia. Responderam-lhe que ninguém fora visto na casa.

Um ano depois, cedendo a novas solicitações de um parente, decidiu-se a ir ver aquela que lhe propunham. Chegou no Dia de Corpus-Christi. Todos voltavam da procissão e uma das primeiras pessoas que viu, ao entrar na casa, foi uma jovem que reconheceu como a que lhe aparecera. Estava vestida da mesma maneira, pois o dia da aparição havia sido também o de Corpus-Christi. Ficou atônito, e a moça, por sua vez, gritou de surpresa e sentiu-se mal. Voltando a si, ela explicou que já vira aquele senhor, nesse mesmo dia, no ano anterior. O casamento se realizou. Estava-se em 1835. Nesse tempo não se tratava dos Espíritos, e além disso ambos são pessoas extremamente positivas, dotadas da imaginação menos exaltada que pode haver no mundo.

Poderão dizer que ambos estavam tocados pela idéia da união proposta e que essa preocupação provocou uma alucinação. Mas não se deve esquecer que o futuro marido permanecera tão indiferente ao caso, que passou um ano sem ir ver a noiva que lhe ofereciam. Mesmo admitindo-se essa hipótese, restaria a explicar a semelhança da aparição, a coincidência das vestes com o Dia de Corpus-Christi, e finalmente o reconhecimento físico entre pessoas que jamais se haviam visto, circunstâncias que não podem ser produzidas pela imaginação.(1)

118.

Antes de prosseguir, devemos responder a uma pergunta que inevitavelmente será feita: como o corpo pode viver enquanto o Espírito se ausenta? Poderíamos dizer que o corpo se mantém pela vida orgânica, que independe da presença do Espírito, como se prova pelas plantas, que vivem e não têm Espírito. Mas devemos acrescentar que, durante a vida, o Espírito jamais se retira completamente do corpo.

Os Espíritos, como alguns médiuns videntes, reconhecem o Espírito de uma pessoa viva por um traço luminoso que termina no seu corpo, fenômeno que jamais se verifica se o corpo estiver morto, pois então a separação é completa. É por meio dessa ligação que o Espírito é avisado, a qualquer distância que estiver, da necessidade de voltar ao corpo, o que faz com a rapidez do relâmpago. Disso resulta que o corpo nunca pode morrer durante a ausência do Espírito e que nunca pode acontecer que o Espírito, ao voltar, encontre a porta fechada, como tem dito alguns romancistas em estórias para recrear. (O Livro dos Espíritos, nº 400 e seguintes).

Mensagem de Enceramento

Muita paz a todos! É o que desejo do fundo do meu coração. Que o Cristo, tão tranquilo e sereno, nos influencie neste instante para que consigamos realizar um diálogo de amigos.

Fico muito feliz por vocês já compreenderem isto: sempre é necessário entender que o que se pode e o que se não pode está ligado ao grau evolutivo do Espírito.

Muitos tão infantilmente dizem: ah… Quando eu morrer vou perguntar isto a Deus. Ora, meu filho, porque não pergunta agora? Ou você acha que porque vai perder corpo físico vai ver Deus de maneira mais objetiva? O Cristo diz: um dia vocês verão a Deus. Mas, se você não entendeu o que é grau evolutivo, vai achar que simplesmente porque morreu vai ver tudo. É uma tolice!

Então, filhos, todos os que querem caminhar para experiências espirituais mais profundas, conhecer vidas passadas, conhecer o futuro, conhecer o que são vibrações espirituais de corpo espiritual mais sutil, ver, entender, viver múltiplas experiências, precisam entender que é a mesma coisa do que estou dizendo em relação a tudo que o Espírito pode fazer. Claro que pode. Mas, é preciso querer evoluir…

Espírito pode sair do corpo e ser visto por outro? Claro. Espírito pode sair do corpo, fazer algo, voltar ao corpo e lembrar-se de tudo? Pode. Mas, precisa conquistar paz interior para que a memória esteja sem confusões, sem bloqueios e sem estar atrapalhada… Precisa adquirir domínio emocional, porque do domínio emocional nasce o domínio energético do próprio corpo.

Portanto, filhos, não existem conquistas espirituais separadas de conquistas psicológicas, conquistas emocionais ligadas ao conhecimento de si mesmo, ao autocontrole, à sabedoria verdadeira.

Por isso, não pode ter curso de médiuns sério, ensinando só a parte técnica, é uma tolice, porque o instrumental que o médium trabalha é basicamente o seu perispírito, o seu instrumento espiritual, o seu corpo espiritual, é um instrumento técnico, mas é um instrumento emotivo que se altera dinamicamente a partir das emoções do médium.

Por isso as pessoas dizem: ah… Centro espírita tem curso maravilhoso, e não forma nada que preste, por quê? Porque é um curso para mecânicos, como se a mediunidade fosse manipulação de parafusos… Não é filho, nunca será! Deus assim não fez o universo.

Somente os que entendem que desenvolvimento é um conjunto. Maturidade emocional está ligada com qualidade mediúnica… Falo de obras significativas… Ah… O médium estúpido tal fez um fenômeno… Ah… Tudo bem… Problema nenhum… Sempre se faz. Mas, você não vai dizer que este médium estúpido vai ter uma obra psicografada de verdadeira sabedoria. Impossível!

Portanto, filhos, entender isto é um passo central para que vocês não caiam em ilusões. Não falo de fama torpe, não falo de vaidades. Falo de uma preparação que tem o Cristo como modelo. Falo de fenômenos que vão se realizar por muitos de vocês, se quiserem entender como o médium cristão deve portar-se, vocês serão verdadeiros veículos da luz, mesmo sem serem evoluídos, mas por serem esforçados, abnegados e mansos de coração.

Que o Cristo fique conosco, agora e sempre!

Muita paz a todos, do amigo espiritual de sempre.

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