Nova Geração 226 – Permanecer no mundo

  Marchemos!
Castro Alves 


Há mistérios peregrinos
No mistério dos destinos
Que nos mandam renascer:
Da luz do Criador nascemos,
Múltiplas vidas vivemos,
Para à mesma luz volver.


Buscamos na Humanidade
As verdades da Verdade,
Sedentos de paz e amor;
E em meio dos mortos-vivos
Somos míseros cativos
Da iniqüidade e da dor.


É a luta eterna e bendita,
Em que o Espírito se agita
Na trama da evolução;
Oficina onde a alma presa
Forja a luz, forja a grandeza
Da sublime perfeição.




Castro Alves foi poeta baiano, desencarnou a 6 de julho de 1871, com 24 anos de idade. Mocidade radiosa, o autor consagrado de Espumas Flutuantes exerceu nas rodas literárias do seu tempo a mais justa e calorosa das projeções. Nesta poesia sente-se o crepitar da lira que modulou – O Livro e a América.
Extraído do livro Parnaso de Além Túmulo, Psicografia Francisco C. Xavier, Espíritos diversos, Editora Feb.

O Livro dos Espíritos 

Parte 2 – Vida Espiritual – Capítulo 8 – Emancipação da Alma – Item Êxtase

441. Quando o extático exprime o desejo de deixar a Terra, fala sinceramente? E não é retido pelo instinto de conservação?

“Isso depende do grau de purificação do espírito; se vê sua posição futura melhor do que sua vida presente, faz esforços para romper os elos que o prendem à Terra.”

442. Se se deixasse o extático entregue a si mesmo, sua alma poderia abandonar, definitivamente, o seu corpo?

“Sim, ele pode morrer; é por isso que se torna preciso chamá-lo, através de tudo aquilo que pode prendê-lo a este mundo, e, principalmente, fazendo-o entrever que, se quebrasse a corrente que o mantém aqui, este seria o jeito certo de não permanecer lá, onde vê que seria feliz.”

Mensagem encerramento

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