Nova Geração Apocalipse – 3 – Igreja de Éfeso

Éfeso

é uma das sete igrejas citadas no Apocalipse. Destaca-se por sua postura austera em relação aos desvios dos falsos apóstolos e das falsas doutrinas. 

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Diálogo mediúnico

Que o Cristo nos ampare sempre nos auxiliando a compreender tudo aquilo que é central, que é indispensável para a nossa compreensão. 

Queiramos nós, que consigamos aplicar em nossas vidas, todos os alertas que esse livro contém, porque também podemos dizer, por favor não me entendam mal, mas podemos dizer, que é uma espécie de manual de salvação, guia de orientação em tempos difíceis. Que, se compreendido e aplicado, nos será de um valor incalculável. 

Por isso damos tanta atenção a esse livro e achamos de imensa importância que vocês estudem ele. 

Podemos iniciar as questões.

Muito obrigada pela sua presença. A nossa primeira pergunta é: o que devemos entender pela expressão primeiro amor?


Há uma tradição antiga que busca refletir sobre isso, o que podemos dizer que seja primeiro amor em um sentido espiritual ou mais profundo, porque o básico vocês já disseram, então vamos tentar desenvolver. 

Podemos dizer que primeiro amor é o impulso que guia o ser em sua trajetória espiritual. Se vocês aceitam o ensino de Paulo compreenderão que ele já dizia: há um impulso divino no ser e quem melhor viveu esse impulso chama-se Jesus de Nazaré. 

Vocês já se deram conta: o ser está sempre em uma busca. Ninguém consegue parar, nunca. Há sempre uma busca. E essa busca é o primeiro amor. E o que busca o primeiro amor? Busca o Primeiro. Quem é o primeiro, se não o Criador? Portanto, em nossa compreensão, primeiro amor é a busca de Deus. É a busca entusiasmada de Deus. É a busca número Um, é a busca principal, é a busca primária. É a busca pela causa de todas as coisas. 

O que não desmente o primeiro amor num sentido específico: primeiro amor de uma existência, de uma encarnação, de um encontro. Mas eu queria muito que vocês pensassem nisso. O Cristo é o símbolo do ser que vive plenamente o primeiro amor. 

Ora, como se representa relação de Israel, do povo, com Deus, se não como a esposa que busca seu amado? Observe quanta riqueza nesta linguagem, nesse conceito tão simples que alguém lê e diz: ah, que interessante… Interessantíssimo, dizemos nós! 

E o que é perder o primeiro amor? É esquecer que precisa vincular-se a Deus, e o grande exemplo é o Cristo. Não basta desmascarar os falsos profetas, é necessário amar como o Cristo ama. É necessário ter o Cristo como modelo

Como o Cristo se relaciona com Deus? Não adianta compreender tudo e perder isso. Avancemos um pouco mais. O que busca a verdadeira iniciação espiritual avançada? Iniciar o indivíduo no que se chamava mistérios do primeiro amor. É a última etapa de evolução na Terra. 

O indivíduo alcança um patamar que ele tem entusiasmo por tudo, mas porque ele liga apenas para uma coisa: Deus. Tudo é belo, é importante, é interessante, não por si, mas porque ele tem um vínculo com Deus. A flor é uma expressão do seu amor primeiro, do seu amor principal, assim também o outro ser humano, porque ali ele alimenta, ele vê a expressão do seu amor principal. E, nutrindo-se disso, nada pode decepcioná-lo ao ponto de desmotivá-lo, nada pode fazê-lo parar, porque seja o que for, ainda assim, persiste, permanece o primeiro amor. 

Dizemos que nessa etapa imensa de evolução espiritual que vocês estão inseridos a busca é a conquista, é o estabelecimento de forma inquebrantável, do primeiro amor. Compreendamos, então, que o entusiasmo juvenil de um amor é apenas uma expressão muito frágil do primeiro amor. 

O primeiro amor é algo tão profundo que depois que o indivíduo o encontra de forma verdadeira, sólida, permanente, ele não liga mais para o mundo. Por isso quem não sabe dessa verdade não entende, como pode perder a vida por amor ao Cristo? Como prefere renunciar a tudo do que renunciar uma relação honesta com Deus? Porque esse indivíduo já sente que tudo só tem sentindo se ele tiver em si o primeiro amor. 

Por isso o Cristo diz: quem encontra o Reino dos Céus vende tudo para permanecer no Reino. Por isso o próprio Sócrates, antes de Cristo, vai falar de que é muito melhor ser o mais ínfimo em um mundo supremo do que o maior da Terra, porque lá se vive melhor o primeiro amor. 

Portanto, o primeiro amor é também o amor primeiro, é o impulso central da criatura que Kardec vai estudar de forma muito interessante, chamando isso de Lei de Adoração. 

Muito obrigada pela sua resposta. Então, o que pode nos fazer perder o primeiro amor?


A idolatria, que é o que vocês adoram fazer. Quando vocês dizem que alguém vale mais na sua vida do que o Cristo, vocês perderam já o primeiro amor. 

Quando vocês preferem seguir as amarras sociais ao invés de desenvolver uma boa relação com o Mestre, vocês perderam o primeiro amor. 

Quando dirigente espírita quer mandar, ele perde o primeiro amor. E quando vocês querem obedecer sem considerar o Cristo, vocês perdem o primeiro amor. 

Este é o alerta do Cristo neste livro que estamos aqui estudando. Não adianta apenas saber. Se vocês não conseguem, não querem, não se dedicam a se vincular ao Cristo, vocês perderão a luz. 

Não interessa quantos milhares de aplausos conseguiram, não interessam essas palavras estúpidas – mas foi a instituição que mandou. Por que vocês sabem quem dirige essas instituições? Não seriam aqueles que continuam viciados no mando? 

Então, hoje movimento espírita, e é triste constatar isso, perdeu o primeiro amor, porque adora-se tudo, menos o Cristo. Se sentem importantes, médiuns, intelectuais, palestrantes, chefe disso, chefe daquilo. Cadê o Cristo? Cadê a tua relação íntima com o Cristo? Onde isso está sendo estimulado? Onde isso está sendo desenvolvido? 

Portanto, filhos, muitas práticas hoje ditas espíritas são práticas que destroem o primeiro amor. Não acredite no que digo, se pergunta: onde está o entusiasmo verdadeiro dessas pessoas? Onde está a paixão juvenil guiada por uma mente sábia? Onde está? Onde está? Portanto, muitos perderam o primeiro amor. 

Caberá a vocês decidir se vocês querem fazer uma análise de consciência muito detalhada e se perguntar: onde está meu entusiasmo verdadeiro? Onde está a minha força profunda que, apesar dos falsos missionários, vai me fazer continuar progredindo para Deus? Sou mais devotado hoje do que antes? Amo mais hoje do que antes? Renuncio mais hoje do que antes? Quantos vocês conhecem assim? Mas não importa. Porque importa para você apenas: você perdeu ou não, o seu primeiro amor? Caso tenha perdido, há tempo. 

Busca teu impulso divino, ora e pede ao Cristo: Mestre, acende em mim a chama do entusiasmo, prepara-me para os grandes testemunhos que estão próximos de vir. Prepara-me, Mestre, ajuda-me, porque eu quero ser uma luz. Eu quero sim refletir a tua luz e dos bons espíritos. Distancia de meu coração tudo o que faz perder o primeiro amor, e eu faço aqui uma pequena lista: adoração de médiuns, adoração de palestrante, adoração de instituições, adoração de todo e qualquer indivíduo; esquecimento de quem sofre, esquecimento das próprias dores, fuga de uma reflexão séria sobre Allan Kardec e seus legítimos continuadores, falta de uma prece profunda e sincera. 

Meu irmão, se você nunca se emocionou em sua prece, preocupa-te, porque é preciso que tu eleve teu coração ao ponto que o Cristo possa tocá-lo, e assim tu preservarás o teu primeiro amor. 

Paz, 

Do amigo espiritual de sempre.

As sete igrejas localizavam-se onde hoje é a Turquia

As sete igrejas a que se refere o Apocalipse localizam-se na Ásia menor e são próximas umas das outras.
A ilha de Patmos, onde se acredita que o apóstolo João recebeu a revelação.

Apocalipse, capítulo 2

1 Ao anjo da congregação de Éfeso escreve: Essas coisas diz aquele que tem na mão direita as sete estrelas, aquele que caminha no meio dos sete candelabros dourados. 2 ‘Conheço as tuas obras e o teu esforço e a tua perseverança e [sei] que não consegues aguentar os maus; e puseste à prova os que se dizem apóstolos e não são; e descobriste que eles são uns mentirosos; 3 e tens perseverança e aguentaste por causa do meu nome e não esmoreceste. 4 Mas tenho [como motivo de censura] contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. 5 Lembra-te, portanto, de onde caíste e arrepende-te e faz [de novo] as obras primeiras. Porém se não [fizeres assim], venho encontrar contigo e tirarei o teu candelabro do seu lugar, se não te arrependeres. 6 Mas tens isto [a teu favor], porque odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio. 7 Quem tem ouvido que ouça aquilo que o espírito diz às congregações. Ao vencedor darei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.”

A biblioteca de Éfeso tinha capacidade para armazenar 12 mil rolos de pergaminhos.

Biblioteca de Celso

O teatro de Éfeso comportava 25 mil pessoas.



Conceitos

Sete candelabros

O candelabro é o símbolo das comunidades cristãs, grupos no mundo material que tem a função de sustentar e propagar a luz. O número sete significa totalidade. Nesse contexto, a totalidade dos grupos cristão no mundo.

Árvore da vida

A árvore é um dos símbolos mais ricos e complexos que existem. É integração entre as profundezas da terra, a superfície e o ar. Árvore da Vida é a origem e fonte nutridora de toda a vida material e espiritual.

Sete estrelas

As estrelas representam os anjos ligados as igreja. O número sete significa totalidade. Nesse contexto, significa o conjunto dos anjos - espíritos orientadores - responsáveis por todas as comunidades cristãs.

Nicolaítas

Tudo isso indica que os Nicolaítas ensinaram que os cristãos estavam livres da lei e que ele pode fazer exatamente o que quiser. Eles perverteram os ensinamentos de Paulo e transformaram a liberdade cristã em licenciosidade cristã..

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Capítulo X - Bem-aventurado os misericordiosos

                 É permitido repreender os outros? 

19. Ninguém sendo perfeito, não se segue que ninguém tem o direito de repreender o próximo?

– Certamente que não, pois cada um de vós deve trabalhar para o progresso de todos, e sobretudo dos que estão sob a vossa tutela. Mas isso é também uma razão para o fazerdes com moderação, com uma intenção útil, e não como geralmente se faz, pelo prazer de denegrir. Neste último caso, a censura é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda cumprir com todas as cautelas possíveis; e ainda assim, a censura que se faz do outro deve ser endereçada também a nós mesmos, para vermos se não a merecemos. 

20. Será repreensível observar as imperfeições dos outros, quando disso não possa resultar nenhum benefício para eles, e mesmo que não as divulguemos?

Tudo depende da intenção. Certamente que não é proibido ver o mal, quando o mal existe. Seria mesmo inconveniente ver-se por toda a parte somente o bem: essa ilusão prejudicaria o progresso. O erro está em fazer essa observação em prejuízo do próximo, desacreditando-o sem necessidade na opinião pública. Seria ainda repreensível fazê-la com um sentimento de malevolência, e de satisfação por encontrar os outros em falta. Mas dá-se inteiramente o contrário, quando, lançando um véu sobre o mal, para ocultá-lo do público, limitamo-nos a observá-lo para proveito pessoal, ou seja, para estudá-lo e evitar aquilo que censuramos nos outros. Essa observação, aliás, não é útil ao moralista? Como descreveria ele as extravagâncias humanas, se não estudasse os seus exemplos?

21. Há casos em que seja útil descobrir o mal alheio?

– Esta questão é muito delicada, e precisamos recorrer à caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só prejudicam a ela mesma, não há jamais utilidade em divulgá-las. Mas se elas podem prejudicar a outros, é necessário preferir o interesse do maior número ao de um só. Conforme as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode ser um dever, pois é melhor que um homem caia, do que muitos serem enganados e se tornarem suas vítimas. Em semelhante caso, é necessário balancear as vantagens e os inconvenientes. 

  • São Luis, Paris, 1860
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