Nova Geração Apocalipse 9 – Congregação da Laodiceia

Laodiceia

é uma das sete congregações citadas no Apocalipse. 

Nova Geração Apocalipse 9 – Congregação da Laodiceia

Apocalipse, capítulo 3

14 E ao anjo da congregação de Laodiceia escreve: Essas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus. 15 ‘Conheço as tuas obras, porque não és frio nem quente. Prouvera que fosses frio ou quente. 16 Assim, porque és morno e nem quente nem frio, estou prestes a te vomitar da minha boca. 17 Porque dizes que “sou rico” e “enriqueci” e “não preciso de nada”; e não sabes que tu és o desgraçado e miserável e mendigo e cego e nu. 18 Aconselho-te a comprares junto de mim ouro purificado pelo fogo para que enriqueças, e vestes brancas para que [as] vistas e não fique visível a vergonha da tua nudez; e [aconselho-te] colírio para ungires os teus olhos, para que vejas. 19 Àqueles que eu amo eu repreendo e castigo. Sê zeloso, portanto, e arrepende-te. 20 Eis que estou em pé, na porta, e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei para junto dele e jantarei com ele, e ele comigo. 21 O vencedor: darei a ele [o privilégio] de se sentar comigo no meu trono, assim como eu venci e me sentei com o meu Pai no Seu trono. 22 Quem tem ouvido que ouça aquilo que o espírito diz às congregações.’”

Bíblia – Novo Testamento, vol. II: Apóstolos, Epístolas, Apocalipse. Tradutor: Frederico Lourenço

Diálogo mediúnico

Que o Cristo nos auxilie neste momento em que buscamos entender suas palavras tão sábias, tão lúcidas, tão firmes, tão equilibradas dirigidas a todos nós espíritos da Terra. Porque não interessa que religião o indivíduo afirma ter, é necessário que ele evolua para poder conquistar o mérito de viver em um mundo muito melhor.

Podemos iniciar. 

Muito obrigada pela sua presença hoje. A nossa pergunta do estudo é: o que se deve entender por frio, morno e quente no Apocalipse? 

Aqueles que buscam os prazeres do mundo, aqueles que buscam a posse de riquezas excessivas, aqueles que buscam o destaque social tornam-se mornos. Por quê? Porque todos nós temos a energia da vida. Todos nós temos um fogo sagrado em nós, que é o poder que Deus nos concede para realizarmos a obra do Bem. A luz, a produção da beleza, a conquista da harmonia, a construção da paz. Isto é a utilização das energias sagradas que Deus nos concede. 

Existem aqueles que se afastam do caminho, tornam-se frios, congelam-se, param, como frutos estragados, tombam como árvores mortas. Mas há aqueles que usam as energias divinas na falsa construção: estes são os mornos, são os que possuem algo que parece quente, mas que na verdade não é. Semelhante coisa: a parábola da figueira seca. Parece árvore frutífera, mas não é. Parece generoso, mas não é. Parece que abriga e ajuda muitos, mas não o faz. Este é o tipo do cristão que Jesus vomitará.

Os maus são aqueles que, de tanto usar a energia divina só para coisas erradas, esfriaram. Não há dúvida. Você olha o indivíduo e diz: é frio, não há dúvida. Você olha o verdadeiro missionário e diz: sim, é quente como fogo, há calor, há um calor que comove, que consola, que alimenta, pessoas que naturalmente alimentam outras vibratoriamente, intelectualmente, que ensinam, que conduzem. Estas carregam a chama da vida. 

Mas aqui o Cristo trata daqueles que parecem fazer isso, mas nunca fazem. Parecem realizar, mas, de fato, não realizam. Por quê? Porque estão tão envolvidos consigo mesmos, acham-se autossuficientes. É o símbolo dos falsos espíritas. Que apenas fazem atividade social. São mornos. Porque ali não tá amor, não tá o fogo que Deus passou para eles. O fogo da caridade, o carinho verdadeiro, a preocupação legítima. Eles são mornos, eles só distribuem coisas, eles só realizam tarefas, eles só têm atitudes técnicas e jamais amam. Portanto, filhos, é preciso entender, que não interessa o que você faça, é preciso que você tenha o fogo do amor. Que tuas atitudes sejam envoltas numa paixão superior. Alguém que se comove, que se dedica, que se preocupa, que entende o sofrimento do outro, não alguém que entrega um cobertor apenas. Porque é preciso, acima de tudo, aquecer a alma com o brilho teu olhar, com a tua expressão de fraternidade sincera. 

Portanto, repetimos a crítica do espírito Emmanuel em dizer: as comunidades estão se tornando mornas. Mas faço a minha própria crítica, de forma mais objetiva para vocês: o movimento espírita está morno: técnicas de exibição, aprece que é evoluído, parece que é nobre, é importante, está sempre próximo da riqueza. 

É o modelo espírita atual, das instituições poderosas que pensam: não precisamos de nada, não precisamos de orientação espiritual sincera, precisamos de médiuns bajuladores. Hoje vivemos o momento em que o movimento espírita está morno. 

É preciso estar atento para que não confundamos o ouro do mundo do ouro purificado com fogo. É importante que entendamos: não é aparência social, representada aqui pela veste, que faz diferença, mas é a roupa espiritual, que muitos não têm. 

Entendamos as palavras generosas do Cristo são um alerta verdadeiro e que deve servir para todos vocês. Onde está, filho, onde está, filha o teu amor pelos que sofrem? Ora por eles, não precisa do ouro do mundo para isso. Olha-os com ternura quando eles cruzarem o teu caminho. Pede a Deus, dá energia ao anjo guardião dele para que possa envolvê-lo melhor. Pede a Deus por ele. Não precisas do ouro do mundo para isso. Ninguém precisa do ouro do mundo para ser cristão. Ninguém precisa do aplauso dos poderosos para ter o Cristo. 

O que você precisa, filho, o que você precisa, filha, é silenciar e ouvir a voz do Cristo e abrir a porta e se confraternizar com Ele, porque entendemos que o jantar que o Cristo diz que terá com aqueles, é a ceia da comunhão do amor. 

Que vocês fiquem em paz, 

Do amigo espiritual de sempre.

 

As sete comunidades a que se refere o Apocalipse localizam-se na Ásia menor (hoje, Turquia) e são próximas umas das outras.
A ilha de Patmos, onde se acredita que o apóstolo João recebeu a revelação.

Visão interna de congregação de Laodiceia

Rua da cidade de Laodiceia

Conceitos

Sete candelabros

O candelabro é o símbolo das comunidades cristãs, grupos no mundo material que tem a função de sustentar e propagar a luz. O número sete significa totalidade. Nesse contexto, a totalidade dos grupos cristão no mundo.

Árvore da vida

A árvore é um dos símbolos mais ricos e complexos que existem. É integração entre as profundezas da terra, a superfície e o ar. Árvore da Vida é a origem e fonte nutridora de toda a vida material e espiritual.

Sete estrelas

As estrelas representam os anjos ligados as igreja. O número sete significa totalidade. Nesse contexto, significa o conjunto dos anjos - espíritos orientadores - responsáveis por todas as comunidades cristãs.

Nicolaítas

Tudo isso indica que os Nicolaítas ensinaram que os cristãos estavam livres da lei e que ele pode fazer exatamente o que quiser. Eles perverteram os ensinamentos de Paulo e transformaram a liberdade cristã em licenciosidade cristã..

REVISTA ESPÍRITA

OUTUBRO DE 1866 

NOTA [DE KARDEC, sobre a comunicação de uma amiga recém-desencarnada, viúva Foulon]: A comunicação seguinte nos foi endereçada durante a viagem que acabamos de fazer, por um dos nossos queridos protetores invisíveis. Embora tenha um caráter pessoal, ela tem tudo a ver com a grande questão que acabamos de tratar, que ela confirma. Por esse motivo, julgamos oportuno colocá-la aqui, porquanto as pessoas perseguidas por suas crenças espíritas, nela encontrarão úteis encorajamentos.“Paris, lº de setembro de 1866.

“Já faz bastante tempo que não marco minha presença em vossas reuniões dando uma comunicação assinada com o meu nome. Não julgueis, caro mestre, que seja por indiferença ou esquecimento, mas eu não via necessidade de manifestar-me e deixava a outros mais dignos o encargo de vos dar instruções úteis. Entretanto, aí estava e seguia com o maior interesse os progressos desta cara doutrina à qual devo a felicidade e a calma dos últimos anos de minha vida. Eu aí estava, e o meu bom amigo Sr. T… vos deu mais de uma vez essa certeza durante suas horas de sono e de êxtase. Ele inveja minha felicidade e também aspira vir para o mundo que habito agora, quando o contempla brilhando no céu estrelado e remete o seu pensamento às suas rudes provas.

“Eu também as tive muito penosas. Graças ao Espiritismo eu as suportei sem me lastimar e as bendigo agora, pois lhes devo o meu adiantamento. Que ele tenha paciência; dizei-lhe que ele virá para cá um dia, mas que antes deve voltar à Terra, para vos ajudar na conclusão de vossa tarefa. Mas então, como tudo estará mudado! Julgar-vos-eis ambos num mundo novo.

“Meu amigo, enquanto puderdes, repousai o espírito e o cérebro fatigados pelo trabalho; reuni forças materiais, porque em breve muito tereis que gastar. Os acontecimentos, que de agora em diante vão suceder-se com rapidez, vos chamarão à estacada. Sede firme de corpo e de espírito, a fim de estar em condições de lutar com proveito. Então será preciso lutar sem descanso. Mas, como já vos disseram, não estareis só para carregar o fardo; auxiliares sérios mostrar-se-ão, no devido tempo. Escutai, pois, os conselhos do bom doutor Demeure e guardai-vos de toda fadiga inútil ou prematura. Aliás, aí estaremos para vos aconselhar e vos advertir.

Desconfiai dos dois partidos extremos que agitam o Espiritismo, quer para restringi-lo ao passado, quer para precipitar seu avanço. Temperai os ardores prejudiciais e não vos deixeis arrastar pelas tergiversações dos tímidos ou, o que é mais perigoso, mas que infelizmente é muito verdadeiro, pelas sugestões dos emissários inimigos.

Marchai com passo firme e seguro, como fizestes até aqui, sem vos inquietar com o que digam à direita ou à esquerda, seguindo a inspiração dos vossos guias e da vossa razão, e não vos arriscareis a deixar a carruagem do Espiritismo sair dos trilhos. Muitos empurram esse invejado carro para precipitar sua queda. Cegos e presunçosos! Ele passará, a despeito dos obstáculos, e não deixará no abismo senão os seus inimigos e os invejosos desconcertados por terem servido ao seu triunfo.

Os fenômenos já surgem e vão surgir de todos os lados, sob os mais variados aspectos. Mediunidade curadora, doenças incompreensíveis, efeitos físicos inexplicáveis pela Ciência, tudo se reunirá num futuro próximo, para assegurar nossa vitória definitiva, para a qual concorrerão novos defensores.

Mas quantas lutas ainda será necessário sustentar, e também quantas vítimas! não sangrentas, sem dúvida, mas feridas em seus interesses e em suas afeições. Mais de um desfalecerá ao peso das inimizades desencadeadas contra tudo o que carrega o nome de espírita. Ditosos, porém, aqueles que tiverem mantido sua firmeza na adversidade! Por isto eles serão bem recompensados, mesmo aqui embaixo, materialmente. As perseguições são as provações da sinceridade de sua fé, de sua coragem e de sua perseverança. A confiança que houverem posto em Deus não será vã. Todos os sofrimentos, todos os vexames, todas as humilhações que tiverem suportado pela causa serão valores dos quais nenhum será perdido. Os bons Espíritos velam por eles e os contam e saberão bem separar os devotamentos sinceros das dedicações fictícias. Se a roda da fortuna os trai momentaneamente e os lança no pó, em breve os erguerá mais alto que nunca, dando-lhes a consideração pública e destruindo os obstáculos amontoados em seu caminho. Mais tarde alegrar-se-ão por terem pago seu tributo à causa, e quanto maior for esse tributo, mais bela será a sua parte.

Nestes tempos de provas, ser-vos-á necessário prodigalizar a todos a vossa força e a vossa firmeza. A todos serão necessários também encorajamento e conselhos. Também será necessário fechar os olhos às defecções dos mornos e dos covardes. De vossa parte, também tereis muito a perdoar…

Mas eu paro aqui, porque se posso tecer-vos conjeturas acerta do conjunto dos acontecimentos, nada me é permitido precisar. Tudo quanto posso dizer-vos é que não sucumbiremos na luta. Podem cercar a verdade com as trevas do erro, mas é impossível abafá-la. Sua chama é imortal e brilhará mais cedo ou mais tarde.”

“VIÚVA F…”

Ruínas históricas das cidades citadas no Apocalipse
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