Nova Geração 295 – Lendas fantásticas

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Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos 

Capítulo IX – Intervenção dos Espíritos no Mundo Corporal

Item 11 –  Pactos 

Questão 550

Livros
Dos
Espíritos

550. Qual o sentido das lendas fantásticas, segundo as quais alguns indivíduos teriam vendido suas almas a satanás para obterem certos favores?
“Todas as fábulas encerram um ensinamento e um sentido moral. O vosso erro consiste em tomá-las ao pé da letra. A lenda dos pactos é uma alegoria que se pode explicar assim: aquele que chama em seu auxílio os Espíritos para deles obter os dons da fortuna ou qualquer outro favor rebela-se contra a Providência; renuncia à missão que recebeu e às provas que terá de suportar neste mundo, sofrendo na vida futura as consequências desse ato. Isto não quer dizer que sua alma fique para sempre condenada à infelicidade. Porém, se em vez de se desligar da matéria, nela se enterra cada vez mais, não desfrutará, no mundo espiritual, dos prazeres de que gozou na Terra, até que tenha resgatado suas faltas por meio de novas provas, talvez maiores e mais penosas. Coloca-se, por amor dos gozos materiais, na dependência de Espíritos impuros, estabelecendo-se entre eles um pacto silencioso que leva à perda do delinquente, mas que lhe será sempre fácil romper com a assistência dos Espíritos bons, desde que o queira firmemente.”
A dependência em que o homem se acha, algumas vezes, em relação aos Espíritos inferiores provém de sua entrega aos maus pensamentos que estes lhe sugerem, e não de quaisquer acordos feitos entre eles. O pacto, no sentido vulgar do termo, é uma alegoria que simboliza uma natureza má simpatizando com Espíritos malfazejos.

Mensagem de encerramento

Queridos filhos, queridas filhas,

Que o Cristo esteja conosco neste instante, nos dando paz, equilíbrio, muita harmonia.

Quanto se perde quando não se quer ouvir os sábios conselhos de Kardec e do Consolador! Quanto vocês poderiam compreender muito mais da vida ao aprender a descobrir o significado ocultos nas lendas, em toda a gama de mitologias e, acima de tudo, nas parábolas do Cristo.

Os espíritas da velha geração, os que estão aí quase morrendo ou mortos no corpo, nunca vão entender isto. Nunca irão se emocionar, lendo em voz alta a Parábola do Semeador. Nunca irão conseguir captar a beleza poética da caminhada sozinha, ansiosa, do filho pródigo que retorna ao lar. Não os condenamos, porque seus corações são ressequidos, mas necessitamos dizer: vocês não precisam ser assim. Eles não são modelos, eles são necessitados. Não são corajosos, têm medo de sentir. Fiquemos nós com a grandeza do Cristo, com a beleza da história do Mestre e com a sabedoria do Espiritismo.

O Espiritismo não é uma doutrina árida, seca, carrancuda. Isto é estupidez do movimento espírita do século XXI, que nós não concordamos. Ora, se o Espiritismo é o Consolador, ele é portador de quê? De carinho. De beleza.De paz. De sentimentos tenros, de convocação amorosa e poderosa ao trabalho do Bem.

Kardec, vocês não sabem, ou melhor, vocês não querem saber. Era um Espírito austero, mas extremamente sensível, uma sensibilidade superior. Quantas vezes este amigo da Humanidade não chorou discretamente ao contemplar o mendigo nas malcuidadas ruas de Paris. Quantas vezes, ele não abraçou crianças imundas, doando energias poderosíssimas que tocavam em profundidade o Espírito que abraçava.

Porque vocês não querem ver a ternura de Allan Kardec? O motivo é o mesmo, porque vocês têm medo de sentir. Como vocês não sentem é muito fácil dizer: Kardec é um insensível, então estou no lugar certo. Não façam isto, filhos. Assim fizeram os fariseus com o Cristo, não aceitavam a ternura deste coração maravilhoso.

Allan Kardec ensina uma sensibilidade superior, com ternura tratava, inclusive, os inimigos dele e do Espiritismo. Aprendamos com ele, pois se você não é capaz de descobrir a ternura nas parábolas do Cristo, não será capaz de sentir ternura por seu inimigo, e terá muitas dificuldades em sentir, inclusive, ternura pelos amigos. Isto está ligado filhos, este é o ponto que eu quero muito destacar hoje. 

Se você não tem e não quer desenvolver sensibilidade para entender a linguagem das lendas, dos símbolos, mitos, das parábolas. Você não terá sensibilidade para entender em profundidade o coração que tu ama e que no momento é do seu inimigo, porque a sensibilidade é uma coisa única que se espraia pelo Ser. 

Ora! Porque Jesus falou em parábolas? Não foi somente porque o povo não entendia, mas que ele queria tocar acima de tudo, o sentimento. Ora, porque Kardec e os Espíritos da codificação tanto valorizam as parábolas? Tanto valorizam as lendas? Pois eles sabiam como o Cristo ensinou! Não existe verdadeira evolução espiritual, sem o desenvolvimento do sentimento, da sensibilidade. Não adianta saber muito e sentir quase nada, filhos.

Movimento Espírita Novo, será caracterizado por Espíritos de homens e mulheres que serão corajosos o suficiente para sentir, para se sensibilizar com a alegria e com a tristeza, com a beleza e com a miséria, porque somente aprendendo a sentir, saberemos um dia, amarmo-nos uns aos outros como o Cristo nos ama.

Paz, 

Do amigo espiritual de sempre!

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