Nova Geração Apocalipse 14 – Terceiro Selo

Os Selos - apocalipse - Capítulo 6

Ouça o Nova Geração Apocalipse 14 – Terceiro Selo

Apocalipse, capítulo 6

5 E quando [o Cordeiro] abriu o terceiro selo, ouvi a terceira criatura dizendo: “Vem!”. E olhei — e eis um cavalo preto! E quem está sentado em cima dele tem uma balança na mão.

6 E ouvi [algo] como uma voz no meio das quatro criaturas vivas dizendo: “Uma medida de trigo por um denário; e três medidas de cevada por um denário; e no que toca a azeite e vinho não sejas injusto”

 

Diálogo mediúnico

Queridos filhos, queridas filhas,

Que o Mestre, o Cordeiro e o Leão divino, nos inspire nesse instante para que possamos desenvolver de forma adequada e sábia as nossas explicações.

 

Muito obrigada pela sua presença hoje. A nossa pergunta é: do ponto de vista espiritual como poderíamos entender o cavaleiro preto?

Toda vez que a criatura humana busca realizar justiça, esquecendo-se da misericórdia, ela erra. Primeiro, porque não é capaz de avaliar tudo. Segundo, porque a natureza mostra para todos, como toda a Criação, a generosidade tem que ser a marca dos que amam a Deus. 

Pedimos que vocês entendam que Apocalipse é um choque terrível de diferentes mentalidades, de formas diversas de perceber o mundo, a vida, o universo e mesmo Deus. Cada um desses indivíduos podem ser apresentados como símbolos de determinada compreensão do que é Deus. 

Ora, o cavaleiro branco, coroado pelo Alto, sabe melhor o que é Deus. Deus é o Rei, mas é também o Pai amoroso que o Cristo ensina: é o Ser que se preocupa acima de tudo com a felicidade de seus filhos. É o pai da Parábola ensinada pelo Cristo que ama o filho que erra, que acolhe o filho que se arrepende. Veja, o Deus de Kardec é o Pai que cuida a cada instante de seus filhos, que se preocupa quando o seu dente está nascendo, que está atento quando ele começa a andar. É uma concepção de Deus: amoroso, carinhoso, que tudo larga para acolher seu filho que busca socorro.

Que concepção de Deus podemos falar do cavaleiro vermelho? O Deus cruel. O Deus que quer impor tudo por meio da violência. O Deus que coloca os próprios filhos para lutarem uns contra os outros. O Deus que diz “tens que matar”, “tu precisas destruir o outro”, “o único caminho é o da maldade”, “só é possível fazer algo quando estás disposto a destruir teu irmão, a estraçalhar o fraco, a não perdoar o que erra, a tornar inimigo a todos aqueles que pensam de forma diferente”. Este é o Deus do cavaleiro vermelho.

Em seguida, vemos o que vocês perguntaram hoje, o cavaleiro preto. Que interessante essa cor, que é a ausência. A ausência da misericórdia, a ausência da bondade. Observem que curioso, muitas vezes, as roupas dos juízes são pretas. Não condenamos ninguém, apenas alertamos: simplesmente fazer o que é justo é também destrutivo. Por isso o Cristo nunca se prendeu no conceito de justiça, porque a justiça para o homem mais sábio, executada da forma mais perfeita, sempre será um ato de maldade. Não condenamos a justiça, mas a justiça precisa ser enriquecida com a generosidade. Você pode dizer “ah, então o que fazer com assassino?”, prendê-lo, faz a justiça. Mas por que é preciso prendê-lo em um lugar horrível? Aí deveria o cristão dizer “ele tem que ser preso, tem que ser isolado da sociedade, mas ele não precisa ser torturado, ele não precisa ser submetido à maldade”. Aqui é a marca de uma civilização verdadeiramente cristã: os que erram sofrerão as consequências da justiça, mas não precisarão sofrer a vingança da maldade. 

Mas este símbolo apresenta algo muito mais específico: o trigo e a cevada, que mostram algo mais físico, o óleo do azeite e o vinho, que mostram algo menos físico, líquido. Vocês lembram, filhos, que antes da crucificação o Cristo deu o pão, trigo e cevada, para as pessoas comerem? Vocês lembram, filhos, que o Cristo deu o vinho? E também azeite, porque se comia pão com azeite. Vocês lembram da cena “aquele que molhar o pão comigo”? O que era aquilo? Não era água, era azeite, eu garanto. Que coisa curiosa. Que significa isso? Que o cavaleiro negro irá sim restringir o alimento físico, mas Deus não permitirá que ele falsifique o alimento espiritual. O que isso significa? Significa que vocês, cristãos verdadeiros, sim, enfrentarão dificuldades nas lutas materiais, porque o cavaleiro negro irá gerar imensos problemas. Mas a ele não será permitido adulterar o sangue do Cristo simbolizado pelo vinho, os ensinos do Mais Alto. Quando a lógica dele invade centros espíritas, nós falamos pela internet, entende?

Pouco a pouco nós nos comunicaremos por muitos médiuns. Então, o essencial nunca faltará a vocês. Esse é o símbolo. Se foi permitido que ele criasse muitos problemas, não foi permitido que ele adulterasse a essência, o vinho, que simboliza o ensino do Cristo, como está descrito em prolegômenos de Livro dos Espíritos. Basta ir lá ler. O fruto, o líquido que se extrai da cepa da uva, do cacho da uva, isto não poderá ser adulterado. Mas vocês dizem: mas estão tentando adulterar Espiritismo. Sim, há muito tempo. Mas uma adulteração completa jamais será permitida. Nós estamos atentos. Deus não permitirá, e por isso nos ordena que estejamos atuantes e vigilantes corrigindo tudo para que não falte o verdadeiro alimento espiritual. De que serve isso? Talvez alguém pergunte. Serve para que você entenda: em meio a conflitos, em meio a crises materiais, você sempre terá acesso aos ensinos puros e não adulterados do Cristo, se você quiser, claro. Sempre estará disponível para você, desde que você busque, desde que você queira.

Portanto, filhos, destaco um último ponto que peço que vocês observem: tudo permanece no controle de Deus. Tudo que é desagradável para vocês está limitado por um Pai amoroso que nunca permitirá que se passe determinado ponto e que sempre garantirá que tudo que é indispensável seja protegido e entregue a você. 

Se você perder algo, tenha certeza: este algo não era essencial. Porque, como diz o símbolo descrito belamente por João, esse espírito maravilhoso: não será permitido que o azeite e o vinho sejam alterados, porque nunca faltará alegria e combustível para os verdadeiros cristãos, mesmo em meio às maiores limitações e provações.

Que vocês fiquem em paz,

Do amigo espiritual de sempre.

As sete comunidades a que se refere o Apocalipse localizam-se na Ásia menor (hoje, Turquia) e são próximas umas das outras.
A ilha de Patmos, onde se acredita que o apóstolo João recebeu a revelação.

O Evangelho Segundo o Espiritismo

Capítulo XX – Os trabalhadores da última hora

1. O Reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu de madrugada, a fim de assalariar trabalhadores para a sua vinha. Tendo convencionado com os trabalhadores que pagaria um denário a cada um por dia, mandou-os para a vinha. Saiu de novo à terceira hora do dia e, vendo outros que se conservavam na praça sem fazer coisa alguma, disse-lhes: “Ide também vós outros para a minha vinha e vos pagarei o que for razoável”. E eles foram. Saiu novamente à hora sexta e à hora nona do dia e fez o mesmo. Saindo mais uma vez à hora undécima, encontrou ainda outros que estavam desocupados, aos quais disse: “Por que permaneceis aí o dia inteiro sem trabalhar?” — “É”, disseram eles, “porque ninguém nos assalariou”. — Ele então lhes disse: “Ide vós também para a minha vinha”.
Ao cair da tarde disse o dono da vinha àquele que cuidava dos seus negócios: “Chama os trabalhadores e paga-lhes, começando pelos últimos e indo até os primeiros”. — Aproximando-se então os que só à undécima hora haviam chegado, receberam um denário cada um. Vindo em seguida os que tinham sido contratados em primeiro lugar, julgaram que iam receber mais; porém, receberam apenas um denário cada um.
Recebendo-o, queixaram-se ao pai de família, dizendo: “Estes últimos trabalharam apenas uma hora e lhes dás tanto quanto a nós que suportamos o peso do dia e do calor”.
Mas, respondendo, disse o dono da vinha a um deles: “Meu amigo, não te causo dano algum; não convencionaste comigo receber um denário pelo teu dia? Toma o que te pertence e vai-te; apraz-me a mim dar a este último tanto quanto a ti. — Não me é então lícito fazer o que quero? Tens mau olho, porque sou bom?”
Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos. (MATEUS, 20:1 a 16. Ver também: “Parábola do Festim das Bodas”, cap. XVIII, item 1.)

Ruínas históricas das cidades citadas no Apocalipse
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