Nova Geração Apocalipse – Capítulo 14 – Os Salvos

Capítulo 14

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Apocalipse, capítulo 14

Vi o Cordeiro que estava de pé no monte Sião e com ele cento e quarenta e quatro mil que traziam seu nome e o nome do Pai gravado na fronte. Ouvi um barulho no céu: era como barulho de águas torrenciais, como barulho de trovoada, o barulho que ouvi era como de citaristas que tocavam suas cítaras. Cantam um cântico novo diante do trono, diante dos quatro seres vivos e dos anciãos. Ninguém pode aprender o cântico, exceto os cento e quarenta e quatro mil resgatados da terra. São os que não se contaminaram! com mulheres e se conservam virgens. Eles acompanham o Cordeiro aonde for. Foram resgatados da humanidade como primícias para Deus e para o Cordeiro. Em sua boca não houve mentira: são íntegros.

(Capítulo 14: 1-5)

Bíblia do Peregrino

Diálogo mediúnico

 

Que a paz do Cristo esteja em nossos corações,

Confiança! Confiança que leva a uma dedicação máxima. Nenhum esforço jamais é perdido. Precisamos preservar todas as nossas boas qualidades sem abrir mão de nenhuma. Temos de lutar para que a semente do Cristo, que já está depositada em nós, cresça, se fortaleça, passo a passo com todas as dificuldades. Porque, queridos filhos e queridas filhas, entendam: as dificuldades e as dores são o adubo precioso para que as vossas virtudes se tornem plenas.
Podemos iniciar.

Muito obrigada pela sua presença hoje. A nossa pergunta é: como podemos entender o número 144 mil que estavam juntos com o Cordeiro?

Precisamos entender, como vocês estão começando a fazer, que são símbolos. Palavras e números são símbolos. 144 mil, o que que é isso? “Ah, já está definido? Então, se eu estou lá estou, se eu não estou não adianta mais?” Não, filho, tolice. 144. Vamos começar por isso. 12 apóstolos, 12 tribos. Dá para entender, filho? Os apóstolos têm a sua obra. Cada um se multiplica e atinge grupos. “Ah, mas são doze apóstolos, cada um atinge um indivíduo?”. Não. Cada um atinge muitos. Que símbolo bom para muitos? Mil. Milhares. Queremos dizer que esse grupo é o grupo dos que se tornaram apóstolos. O Cristo começou com 12. Se multiplicou por si mesmo, mais 1000 vezes. 12 vezes 12 vezes muitos. 12 vezes 12 vezes 1000. Este é o símbolo da multiplicação do bem, não foi usado só aí. Uma semente dá 30 por um, 50 por um, 100 por um, multiplica-se. Mas se der uma que deu 60, e aquelas 60 cada um derem mais 60? E se multiplica. Este grupo é o grupo de vocês, daqueles que quiseram se tornar eleitos. Daqueles que quiseram colocar sobre si, de dentro para fora, uma fronte que estava dizendo: “sou filho de Deus, sou servo do Cordeiro”. Este é o grupo. Não é uma coisinha limitada, “ah, não, já encheu, não pode entrar mais ninguém”. Isso é ridículo. É o grupo dos verdadeiros seguidores que se tornaram íntegros.

Espíritas, entendam, cuidado com as mentiras. Quantas mentiras temos visto. Isto não é bom para vocês. Quantos irmãos amados perdem a encarnação porque mentem? Porque mentem, porque querem parecer o que não são. “Ah, tenho que fazer de conta que sou evoluído” e não cuida das feridas. “Tenho que parecer uma coisa muito bela” e não cultiva a beleza dentro de si. “Tenho que mandar, tenho que ser aplaudido” e as energias maravilhosas para acender em si, acender no próprio períspirito algo luminoso, são dissipadas, são estragadas. Ao invés de orar, fica pensando “como conquistar isso, aplauso”, que triste. Que triste.

Sim, filhos, haverá um grupo imenso dos ditos eleitos, mas dos que conquistaram, sabemos disso, e esses sentirão uma paz, uma grandeza. Não é porque Deus não fale com vocês hoje, é porque vocês ouvem pouco, é isso. Vão poder ouvir coisas que não dá para dizer. Vão sentir paz que não existe no miserável mundo chamado Terra. Vão sentir mais alegria e felicidade que esses milionários que tantos invejam, que esses falsos profetas que vivem de fama, de palestra, de dinheiro, essas coisas todas aí que vocês quiseram criar em nome do Cristo.

Portanto, dizemos, o coração do Cristo jamais é mesquinho. Jamais é fechado. Jamais é limitador. O que ele quer dizer é: cada um multiplica muitas vezes. Muitas vezes. Incontáveis, mil. Portanto, entendamos: a salvação, se vocês querem usar essa linguagem, depende só de vocês. Não depende de presidente de país, não depende do time de futebol, não depende do vizinho, não depende sequer do pai, da mãe, da esposa, de amigo, não depende. É o teu períspirito que precisa ser purificado. E você diz “ah, eu sofro”. Aproveita, filho, aproveita. Aproveita, energia preciosa. “Ah, fui abandonado”, que interessante. Que excelente oportunidade para você entender que precisa acender a tua própria luz. Para de mendigar bênção de palestrante, de escritor, para de estupidez. Tu carrega uma luz infinita. Tua luz é capaz de brilhar como um sol. Busca, acima de tudo, um contato profundo com o Cristo e ele é capaz de gerar em ti a Luz que nunca se apagará.

Por isso te pedimos: reconhece a ti mesmo no como filho de Deus como amigo do Cristo de verdade. Eu vejo vocês dizendo “ah, eu estive com fulano famoso”. Que lástima, que blasfêmia estúpida. Queremos vocês dizendo “à noite eu senti o Cristo no meu coração”. Sim, é isso que você tem que buscar. Não é um autógrafo do livro, é a assinatura do Cristo no teu ser. Isso vale muito mais, filho. Eu vejo com tanta tristeza “ah, eu fui amigo do médium A, do médium B, do fulano”. Meu Deus. E eu me pergunto: onde estão aqueles que foram amigos do Cristo? Cadê vocês? Cadê? É isso que nós buscamos. Aqueles que dedicam horas dizendo “Senhor, estou em silêncio prostrado em espírito te esperando para que o teu autógrafo esteja no meu coração”. Filhos, todos vocês podem e eu peço, queiram, por favor queiram, porque o nosso Mestre já nos disse, ele está à disposição de todos seus irmãozinhos que o buscarem com devoção e sinceridade.

Paz,
Do amigo espiritual de sempre.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - capítulo xv

Meus filhos, na afirmativa fora da caridade não há
salvação, encerram-se os destinos dos homens na Terra e no céu; na Terra, porque, à sombra desse estandarte, eles viverão em paz; no céu, porque, aqueles que a houverem praticado encontrarão
graça diante do Senhor. Essa divisa é a luz celeste, a coluna luminosa que guia o homem no deserto da vida, para conduzi-lo à Terra da Promissão.

Ela brilha no céu como uma auréola santa na fronte dos eleitos, e sobre a Terra está gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: “Ide para a direita, benditos de meu Pai”. Vós os reconhecereis pelo perfume de caridade que espalham à volta de
si. Nada exprime melhor o pensamento de Jesus, nada resume tão bem os deveres do homem como essa máxima de ordem divina. O Espiritismo não poderia provar melhor a sua origem do que apresentando-a como regra, porque ela é o reflexo do mais puro Cristianismo; com um tal guia, o homem não se perderá jamais. Dedicai-vos, portanto, meus amigos, a compreender-lhe o profundo sentido e as consequências, procurando, por vós mesmos, as suas aplicações. Submetei todas as vossas ações ao controle da caridade,  e a vossa consciência não somente vos impedirá de fazer o mal, mas vos fará praticar o bem, porque não é suficiente uma virtude negativa, é preciso uma virtude ativa. Para fazer o bem, necessita-se sempre da ação da vontade, para deixar de fazer o mal, basta, muitas vezes, o não fazer nada, a indiferença.

Meus amigos, agradecei a Deus, que permitiu pudésseis desfrutar da luz do Espiritismo; não que somente os que a possuem possam ser salvos, mas, ajudando-vos a compreender melhor os ensinamentos do Cristo, ela faz de vós melhores cristãos. Fazei, portanto, que, ao serdes observados, se possa dizer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, porque todos aqueles que praticam a caridade são discípulos de Jesus, qualquer que seja o culto a que pertençam. (Paulo, apóstolo.
Paris, 1860.)

 

Livro Gênesis

Deus os abençoou, e lhes disse: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra”. (Gênesis 1:28)

Livros citados

Prefácio da segunda edição

Revisão criteriosa impunha-se nesta obra que há alguns anos me fora confiada para exame e compilação, em virtude das tarefas espiritualmente a mim subordinadas, como da ascendência adquirida sobre o instrumento mediúnico ao meu dispor.

Fi-lo, todavia, algo extemporaneamente, já que me não fora possível fazê-lo na data oportuna, por motivos afetos mais aos prejuízos das sociedades terrenas contra que o mesmo instrumento se debatia, do que à minha vontade de operário atento no cumprimento do dever. E a revisão se impunha, tanto mais quanto, ao transmitir a obra, me fora necessário avolumar de tal sorte as vibrações ainda rudes do cérebro mediúnico, operando nele possibilidades psíquicas para a captação das visões indispensáveis ao feito, que, ativadas ao grau máximo que àquele seria possível comportar, tão excitadas se tornaram que seriam quais catadupas rebeldes nem sempre obedecendo com facilidade à pressão que lhes fazia, procurando evitar excessos de vocabulário, acúmulos de figuras representativas, os quais somente agora foram suprimidos. Nada se alterou, todavia, na feição doutrinária da obra, como no seu particular caráter revelatório. Entrego-a ao leitor, pela segunda vez, tal como foi recebida dos Maiores que me incubaram da espinhosa tarefa de apresentá-la aos homens. E se, procurando esclarecer o público, por lhe facilitar o entendimento de factos espirituais, nem sempre conservei a feitura literária dos originais que tinha sob os olhos, no entanto, não lhes alterei nem os informes preciosos nem as conclusões, que respeitei como labor sagrado de origem alheia.

Que medites sobre estas páginas, leitor, ainda que duro se torne para o teu orgulho pessoal o aceitá-las! E se as lágrimas alguma vez rociarem tuas pálpebras, à passagem de um lance mais dramático, não recalcitres contra o impulso generoso de exaltar teu coração em prece piedosa, por aqueles que se estorcem nas trágicas convulsões da inconseqüência de infrações às leis de Deus! 

LÉON DENIS 

Belo Horizonte, 4 de abril de 1957.

Novo amigo

Os prefácios, em geral, apresentam autores, exaltando­lhes o mérito e comentando­lhes a personalidade. Aqui, porém, a situação é diferente. Embalde os companheiros encarnados procurariam o médico André Luiz nos catálogos da convenção. Por vezes, o anonimato é filho do legítimo entendimento e do verdadeiro amor. Para redimirmos o passado escabroso, modificam­se tabelas da nomenclatura usual na reencarnação. Funciona o esquecimento temporário como bênção da Divina Misericórdia. André precisou, igualmente, cerrar a cortina sobre si mesmo. É por isso que não podemos apresentar o médico terrestre e autor humano, mas sim o novo amigo e irmão na eternidade. Por trazer valiosas impressões aos companheiros do mundo, necessitou despojar­se de todas as convenções, inclusive a do próprio nome, para não ferir corações amados, envolvidos ainda nos velhos mantos da ilusão. Os que colhem as espigas maduras, não devem ofender os que plantam a distância, nem perturbar a lavoura verde, ainda em flor.

Reconhecemos que este livro não é único. Outras entidades já comentaram as condições da vida, além­túmulo… Entretanto, de há muito desejamos trazer ao nosso círculo espiritual alguém que possa transmitir a outrem o valor da experiência própria, com todos os detalhes possíveis à legítima compreensão da ordem que preside o esforço dos desencarnados laboriosos e bem­intencionados, nas esferas invisíveis ao olhar humano, embora intimamente ligadas ao planeta. Certamente que numerosos amigos sorrirão ao contacto de determinadas passagens das narrativas. O inabitual, entretanto, causa surpresa em todos os tempos. Quem não sorriria, na Terra, anos atrás, quando se lhe falasse da aviação, da eletricidade, da radiofonia?

A surpresa, a perplexidade e a dúvida são de todos os aprendizes que ainda não passaram pela lição. É mais que natural, é justíssimo. Não comentaríamos, desse modo, qualquer impressão alheia. Todo leitor precisa analisar o que lê.

Reportamo­nos, pois, tão­somente ao objetivo essencial do trabalho. O Espiritismo ganha expressão numérica. Milhares de criaturas interessam­ se pelos seus trabalhos, modalidades, experiências. Nesse campo imenso de novidades, todavia, não deve o homem descurar de si mesmo. Não basta investigar fenômenos, aderir verbalmente, melhorar a estatística, doutrinar consciências alheias, fazer proselitismo e conquistar favores da opinião, por mais respeitável que seja, no plano físico. É indispensável cogitar do  conhecimento de nossos infinitos potenciais, aplicando­os, por nossa vez, nos serviços do bem. O homem terrestre não é um deserdado. É filho de Deus, em trabalho construtivo, envergando a roupagem da carne; aluno de escola benemérita, onde precisa aprender a elevar­se. A luta humana é a sua oportunidade, a sua ferramenta, o seu livro. O intercâmbio com o invisível é um movimento sagrado, em função restauradora do Cristianismo puro; que ninguém, todavia, se descuide das necessidades próprias, no lugar que ocupa pela vontade do Senhor.

André Luiz vem contar a você, leitor amigo, que a maior surpresa da morte carnal é a de nos colocar face a face com a própria consciência, onde edificamos o céu, estacionamos no purgatório ou nos precipitamos no abismo infernal; vem lembrar que a Terra é oficina sagrada e que ninguém a menosprezará, sem conhecer o preço do terrível engano a que submeteu o próprio coração. Guarde a experiência dele no livro d’alma. Ela diz bem alto que não basta à criatura apegar­se à existência humana, mas precisa saber aproveitá­la dignamente; que os passos do cristão, em qualquer escola religiosa, devem dirigir­-se verdadeiramente ao Cristo, e que, em nosso campo doutrinário, precisamos, em verdade, do “Espiritismo” e do “Espiritualismo”, mas, muito mais, de “Espiritualidade”. 

Emmanuel
Pedro Leopoldo, 3  de outubro de 1943

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