Encontro 05- Evangelho e Ciclo Evolutivo


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Capítulo 05- Evangelho e Ciclo Evolutivo

A Humanidade tem suas estações, como os indivíduos têm suas várias idades.

Allan Kardec.

Todos os grandes iniciados compreenderam o movimento da evolução, os ciclos evolutivos. Em cada cultura, isso foi expresso de formas diferentes e, como não poderia deixar de ser, os que pouco ou nada entendiam, distorceram. Isso é a lógica da vida: aprendemos errando. Assimilamos grandes verdades e as distorcemos, depois as compreendemos melhor ao longo dos séculos.

Uma das forma de nos preparar para ampliar a compreensão é estudando os símbolos. Por meio deles começamos a nos familiarizar com ensinos profundos e distorcemos menos a verdade. Jesus utilizou-se de dezenas de ensinos simbólicos, alguns enigmáticos que podem ser compreendidos, apenas quando prepararmos nossa mente e nosso coração ao longo dos milênios.

No que se refere aos ciclos, fica evidente o esforço do Cristo em nos mostrar que existe uma ordem no processo evolutivo, que tudo tem um tempo determinado e que ele compreende nossos erros como parte do processo. No Cristo, vemos a união entre suprema sabedoria e a misericórdia. Uma passagem que nos mostra essa compreensão foi registrada pelo apóstolo João, que foi iniciado mediunicamente por Jesus ainda adolescente, por isso foi capaz de receber o mais complexo livro mediúnico da Terra, o Apocalipse.

Ainda tenho muitas coisas para vos dizer, mas não podeis carregar agora. Quando, porém, aquele vier – o Espírito de Verdade – vos guiará a toda a Verdade.

No capítulo 16:12 e 13 (capítulo 16, versículos 12 e 13), Edição Feb

Saber não é ter conhecimento, nem apenas aplicar informações no mundo externo. Saber é sentir e viver. Aqui vemos a imensa diferença entre o Cristo e os iniciados, de um lado, é os espíritos atra- sados de outro. Muitas vezes pensamos que basta dizer “Na questão tal de O Livro dos Espíritos (de preferência com a voz de dramática) e pronto! Sabemos Espiritismo! Na verdade, sabemos repetir… Rs.

Quando você desencarnar, não vai passar vergonha, não chega no mundo espiritual repetindo conhecimento teórico, se você fizer isso, nem diz que me conhece!!! Rs…

Apenas sabemos o que vivemos, o que aplicamos em nossas vidas, o que guia a nossa forma de sentir e pensar. Depois desta dica de “etiqueta desencarnatória”, vamos a questão: o que o Cristo ensinou sobre os ciclos evolutivos e sobre o que vivemos hoje? Muita coisa, prepare-se!

Pedro, o apóstolo, explica o simbolo da duração do dia

Falamos no capítulo 3 de um ciclo de 28 mil anos, que come- çou 25 mil anos antes do Cristo. Jesus fala-nos mais diretamente dos últimos três mil anos deste ciclo, quer dizer, dos três mil anos após a vinda dele ao mundo. O ensino simbólico também é feito por experiências vividas, a forma mais profunda de ensinar o que significam os símbolos. Respira fundo, têm ensinos sublimes!

O ensino mais marcante é o da ressureição. A ressureição é uma materialização de Jesus após seu desencarne. (Tem gente dizendo “materialização é coisa de espírito atrasado”, quero ver quando souberem disso! Rs…) Voltemos.

Jesus materializa-se, aparece a Maria Madalena e depois a seus outros discípulos três dias após sua crucificação. No início do ter- ceiro dia. Entendeu? É o anúncio de um ciclo! Quando tempo falta para terminar o ciclo de 28 mil anos? 3 mil anos. Quanto tempo depois de desencarnado o Cristo materializa-se? No terceiro dia. Atenção, vou dar uma excelente notícia para quem está na Terra hoje, Jesus volta no início do terceiro dia! Isso significa, tudo se modificará no início do terceiro milênio. Entendeu o símbolo? Cristo “volta” da morte três dias depois, no início do terceiro dia, o cristianismo começa a ser vivido no início do terceiro milênio. E você achou que era inteligente… Imagina Jesus?! Mas quando no início do terceiro milênio? Tem algum símbolo? Sim, temos! Mas antes vamos fundamentar a relação de um dia – mil anos. Pedro, o apóstolo ensina isso. Alguns grupos, na época de Pedro, estava dizendo, Cadê as promessas de Jesus? Cadê, não tô vendo?! Quero agora! Sabe como é, espirito atrasado é quase sempre impaciente! Rs… Aí Pedro, que conhecia Jesus e os símbolos, explica.

Meus amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia.

Viu! Explicou e ainda chamou os espíritos revoltados de meus amados! Coisa de apóstolo! Para quem duvida, segue a origem da citação, capítulo 3 da segunda da carta de Pedro aos coríntios. (Sim, carta! Eles não tinha e-mail nem whatsapp)

A materialização é um fenômeno mediúnico que sempre aconteceu ao longo da história. No espiritismo brasileiro, o médium de maior destaque foi Peixotinho. Na nova fase do Espiritismo, estes fenômenos voltarão. Para conhecer mais assista o documentário: Peixotinho e a Materialização dos Espíritos.

A expulsão do templo, a expulsão da Terra.

O apóstolo João também registra o significado do mesmo sím- bolo, no capítulo 2, itens (versículos)13 a 22. Atenção que isso foi dito no meio de uma confusão das grandes no templo de Jerusa- lém!

O templo era o lugar da comunhão com Deus. Um lugar tão importante que nos quarenta anos que viveram no deserto, todo o povo se movia em forma de colunas para transportar da forma correta o templo. Ainda assim, infelizmente, os sacerdotes não honraram o templo, o local para nos ensinar a ter um contato pro- fundo com o Pai. O templo como o símbolo de Deus na Terra deve ser um local de máximo respeito.

Jesus, ao visitar o templo de Jerusalém, o mais importante do povo judeu, dá uma lição muito forte ao ver que as pessoas ali estavam mais preocupadas em ganhar dinheiro, em fazer negócio do que sintonizar com Deus. O que o Mestre faz? Bota o povo para correr! Pegou uma corda, fez um chicote, derrubou as mesas com a moedas e soltou bois, ovelhas e mandou tirar os pombos dali. Quando alguns olhavam sem entender, disse.

Não façam da casa de meu Pai, um local de comércio!

Depois, aí vem o símbolo que procuramos, disse o Jesus,

Destruirei esse santuário e eu o levantarei em três dias.

Resposta do povo: esse santuário levou quarenta e seis anos para ser construído e você diz que em três dias o levantará? “Cá para nós, que mico!” Quem manda não estudar simbolismo! Isso é pergunta que se faça?! Rs.

Jesus falava de outro templo, ou melhor, de outros templos. Pri- meiro e mais óbvio, falava do seu corpo, o templo do espírito, que deve ser o templo de Deus. Segundo, a missão do Cristo, como dirigente máximo da Terra, é tornar a Terra o templo de Deus. Hoje se diz que a Terra é uma prisão e um hospital, concordo. Jesus a transformará em um templo, em um santuário! Em três mil anos, em três dias, ele prometeu erguer o templo! Pois um dia para o Senhor é mil anos. Sabemos disso, Pedro nos ensinou.

Por que tanto tempo? Por que três mil anos?

Esse é o período de resistência emocional máximo aceitável para a implantação do Reino de Deus na Terra. Quem quiser resis- tir mais, pode, mas, em outro planeta. Vai ser expulso do templo! É o tempo dado para diminuirmos nosso orgulho e arrogância
e aceitemos o Amor do Mestre. O Cristo tinha consciência dessa resistência emocional ao amor? O que você acha? Dá uma lida nesta passagem do Novo Testamento. Ela é chocante, mas verda- deira. Está em Mateus 13:15, também no capítulo 24 do Evangelho Segundo o Espiritismo.

O coração deste povo se tornou pesado, e seus ouvidos se tornaram surdos e fecharam os olhos para que seus olhos não vejam e seus ouvidos não ouçam, para que seu coração não compreenda e para que, tendo-se convertido, eu não os cure.

O texto descreve a atitude psicológica da maioria de nós ao encontrar, há dois mil anos, com Jesus! Não quisemos ver nem sentir. Não porque quiséssemos permanecer inferiores, mas porque, nós, os expulsos de capela e de outros planetas, temos uma grande chaga, a dificuldade em aceitar e doar amor. Por isso, a proposta do Cristo foi combatida e rejeitada… Por muitos de nós. Infelizmente, ainda hoje, ela é combatida.

Como essa resistência é simbolizada no Evangelho? O Cristo não nos deixaria sem amparo. Apesar de nossa revolta, eles nos ama. Para que não tivéssemos nenhuma dúvida, ele entendeu e amparou o medo e a revolta de dois apóstolos, de Pedro e de Paulo.

Pedro nega Cristo por três vezes, a última vez aconteceu de madrugada, no início do dia. A negação social do Evangelho ces- sará no início do terceiro milênio. Esse episódio foi previsto por Jesus que disse a Pedro, antes do galo cantar (antes do amanhecer) me negará três vezes! Humberto de Campos, em uma psicografia do Chico Xavier, fala um detalhe importante deste diálogo. Veja o que Pedro respondeu ao ouvir de Jesus que ele o negaria.

Fragilidade e maldade.

Julgai-me então, um espírito mau e endurecido a esse ponto? Indagou o pescador, sentindo-se ofendido.

Não, Pedro – adiantou o Mestre, com doçura —, não te suponho ingrato ou indiferente aos meus ensinos. Mas vais aprender, ainda hoje, que o homem do mundo é mais frágil do que perverso.

É assim que o Mestre nos vê. Por isso, três mil anos de espera por nossa conversão voluntária.

Paulo, após encontrar o Cristo no deserto de Damasco, fica cego por três dias. Vejamos como Jesus o tratou no momento do encontro. Lembrando, neste momento Paulo já tinha condenado a morte Estevão por ser cristão e estava indo matar Ananias, outro conhecido cristão. “Cá pra nós”, acho que foi embaraçoso para Paulo… Não comenta.

Eis o contexto. Saulo (Paulo) trinta anos, poderoso, com atri- buições do templo para prender Ananias, atravessa o deserto com dois funcionários, e todas as bugigangas da vaidade, está próximo da cidade de Damasco… Segue o trecho do livro.

Mas a confusão dos sentidos lhe tira a noção de equilíbrio e tomba do animal, ao desamparo, sobre a areia ardente. A visão, no entanto, parece dilatar-se ao infinito. Outra luz lhe banha os olhos deslumbrados, e no caminho, que a atmos- fera rasgada lhe desvenda, vê surgir a figura de um homem de majestática beleza, dando-lhe a impressão de que descia do céu ao seu encontro. Sua túnica era feita de pontos lumi- nosos, os cabelos tocavam nos ombros, à nazarena, os olhos magnéticos, imanados de simpatia e de amor, iluminando a fisionomia grave e terna, onde pairava uma divina tristeza.

O doutor de Tarso contemplava-o com espanto profundo, e foi quando, numa inflexão de voz inesquecível, o desconheci- do se fez ouvir:

— Saulo!… Saulo!… por que me persegues?

O moço tarsense não sabia que estava instintivamente de joelhos. Sem poder definir o que se passava, comprimiu o coração numa atitude desesperada. Incoercível sentimento de veneração apossou-se inteiramente dele. Que significava aquilo? De quem o vulto divino que entrevia no painel do firmamento aberto e cuja presença lhe inundava o coração precípite de emoções desconhecidas?

Enquanto os companheiros cercavam o jovem genuflexo, sem nada ouvirem nem verem, não obstante haverem percebido, a princípio, uma grande luz no alto, Saulo interrogava em voz trêmula e receosa:
— Quem sois vós, Senhor?

Aureolado de uma luz balsâmica e num tom de inconcebível doçura, o Senhor respondeu:
— Eu sou Jesus!…
(…)
Ali mesmo, sob o olhar assombrado dos companheiros e ao calor escaldante do meio-dia, a sua primeira profissão de fé.

— Senhor, que quereis que eu faça?
— Levanta-te, Saulo! Entra na cidade e lá te será dito o que te convém fazer!…
Então, o moço tarsense não mais percebeu o vulto amorável, guardando a impressão de es- tar mergulhado num mar de sombras. Prosternado, continuava chorando, causando piedade aos companheiros. Esfregou os olhos como se desejasse rasgar o véu que lhe obscurecia a vista mas só conseguia tatear no seio das trevas densas.

Mesmo querendo amar, a maioria de nós, precisou entrar no terceiro milênio para, de fato, iniciar a própria cristianização dos sentimentos. Paulo de Tarso recuperou a visão no terceiro dia. Coincidência? Acho que não.

Além dos apóstolos, na época do Cristo, um grupo de espíritos evoluídos reencarna para divul- gar as verdades espirituais. É um grupo muito especial, pois é dele que se origina grande parte dos trabalhadores que lideram o movimento espírita. Tivemos acesso a estas informações, bem como o registro da primeira reunião do Cristo, ainda quando era adolescente, com esse grupo, os essênios.

Está em uma obra escrita por Eurípedes Barsanulfo por meio de Corina Novelino, sua conti- nuadora no colégio Allan Kardec. Ao visitar o Chico Xavier, ele informa que Emmanuel estaria amparando o trabalho psicográfico. Corina só foi saber que era Eurípedes que escrevia após o ter- mino da psicografia. Este livro chama-se A Grande Espera. Fizemos alguns programas sobre este livro, você pode baixar ou escutar em nosso blog. Este será o tema de nosso próximo encontro. O ciclo evolutivo do movimento espírita e sua relação com o ciclo dos últimos três mil anos. Responde- remos a pergunta feita no início, quando no terceiro milênio.

Vivência da Semana

Respira, acalme o coração. Se possível, ouça uma música instrumental.

Lembre de uma situação em que você agiu com revolta, em que você não aceitou viver o Evangelho.

1) Desenhe esta situação.

Lembre-se do Cristo. Mentalize sua figura amiga, gentil e luminosa. Sinta Sua energia penetrar em todo o seu ser. Sinta-a.

2) Agora desenho novamente, Refazendo o desenho como você gostaria de ter agido.

Compareos dois desenhos.

Prática da semana

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