Educação Espírita: um Convite à Juventude


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Capítulo 7: Evangelho e simbolismo egípcio

 

Agora que sabemos que existe a Doutrina Secreta, que todas as religiões possuem seu ensino geral e popular e seu ensino profundo, poderemos avançar uma pouco mais em nossas reflexões sem nos perdermos em afirmações que pareçam sem sentido. Quando falamos do Evangelho, temos duas forma de lidar com ele, uma é assim, “é um livro antigo que diz pra gente ser bonzinho, essas coisas…” Bem, acredito, muitos de nós pensa assim, embora não tenha coragem de dizer! Se você pensa, assim. Tudo bem. Eu já pensei.

A outra forma de ver o Evangelho é diferente. É coisa de “gente grande” ou que quer crescer. O Evangelho é um código cifrado, secreto que apenas os iniciados, aqueles que superaram a fase “o tolo que sabe tudo” e que começaram a desconfiar, talvez Deus seja mais inteligente do que eu… Rs!!!

Para provar o que digo, basta ler o Evangelho no capítulo 13 de Mateus. Os apóstolos perguntam para Jesus, porque ele falava muitas vezes por parábolas, o que Jesus responde? Olha aí: lhes falo por parábolas, porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem compreendem. Quer dizer, eu diria assim, é porque são burros! Ou de má vontade! Rs… Tem outra coisa, as parábolas poderiam ser entendidas pelo iniciados já na época e por nós no futuro. Olha nossa caso, dois mil anos depois, es- tamos começando a entender! Rs… Melhor do que nada, pensa assim que consola. Rs.

Com os conceitos espíritas e com a educação de nosso corações, poderemos entender os ensinos da Doutrina Secreta que estão no Evangelho. O Cristo, como um espírito vinculado de forma plena a Deus e como governador do planeta, em seus gestos, em suas palavras e mesmo em suas brincadeiras, nos revela de forma amena uma sabedoria que ainda precisaremos de muitos milênios para entender.

Por estar vivendo n povo Judeu, ele utilizou-se da simbologia judaica, que em grande medida originou-se dos iniciados egípcios e foi ensinada por Moisés. Estes símbolos expressam milhares de aspectos específicos das Leis de Deus, eles mostram como o Amor age nos universos e em nossas vidas. Moisés, como afirma Emmanuel, foi um grande iniciado nos mistérios egípcios.

Por isso, antes de estudarmos a simbologia egípcia, em particular, Ísis e Osíris e o chamado equivocadamente de Livro Egípcio dos Mortos (os egípcios o chamavam de “O livro que guia para a Luz”), precisamos entender que Jesus utilizou-se de muitos símbolos, inclusive, de animais-símbolos conhecido dos egípcios.

O Evangelho, como a cultura egípcia antiga, tinham na linguagem simbólica a forma de transmitir elevadas verdades espirituais. Aqui nesse momento falaremos dos animais-símbolos. Um símbolo central no Evangelho é do o Cordeiro. O Cristo é chamado de Cordeio de Deus. O que isso quer dizer? O que isso significa? E de onde surge essa associação simbólica do Mestre com o Cordeiro? Para responder, vejamos as pistas que Emmanuel nos dá. No capítulo sobre a civilização egípcia, em A Caminho da Luz, ele afirma,

Depois dessa edificação extraordinária, os grandes iniciados do Egito voltam ao plano espiritual, no curso incessante dos séculos.

Com o seu regresso aos mundos ditosos da Capela, vão desaparecendo os conhecimentos sagrados dos templos tebanos, que, por sua vez, os receberam dos grandes sacerdotes de Mênfis.

O que isso significa? Que em Tebas e, antes em Mênfis, estavam os mais lúcidos e espiritualizados sacerdotes iniciados. Quem era o deus cultuado em Tebas? Amon. Como ele era representado? Por um Carneiro! Essa informação está no respeitadíssimo trabalho O Livro dos Símbolos: reflexões sobre imagens arquetípicas. O que significa o símbolo do cordeiro? O cordeiro é o símbolo da humildade (ao nascer, se alimenta de joelhos) e também da confiança. O cordeiro permite ser conduzido com mansidão, mesmo para o sacrifício. Ele é um animal que não possui defesa contra os pre- dadores, quer dizer, não tem garras, não corre muito, não tem dentes que o defendam.

Amon era considerado o mais antigo dos deuses. O deus que existia antes do mundo. Segundo a interpretação espírita, Jesus foi o espírito que coordenou os espíritos que fizeram o mundo, a Terra. Por isso, na Gêneses, de Moisés, há afirmação: façamos – no plural – o homem a nossa imagem e semelhança. Os maiores templos do mais antigo Egito, de Tebas, Luxor e Karnak são em homenagem a Amon. O deus superior representado como Carneiro.

Estaria eu insinuando que os antigos egípcios conheciam a Jesus, o governador do planeta? Sim, sem sombra de dúvida! Fácil de explicar. Imagine grupos de centenas de espíritos, tão elevados que deixaram a Terra há milênios, trabalhando, em conjunto, harmônica e abnegadamente, por séculos e séculos, sempre interagindo por meio da mediunidade e do sonambulismo com o mundo espiritual. Além de disso, eles conhecem a interligação entre todas as ciências materiais com as dimensões espi- rituais, imagine o quanto de informações espirituais obtiveram e forma capazes de entender.

Em uma linguagem mais direta, imagine dezenas de espíritos como Francisco de Assis, Bezerra de Meneses, Eurípedes Barsanulfo, Chico Xavier e Yvonne Pereira trabalhando em conjunto sob a orientação do mais Alto ao longo dos milênios… Isso foi o Egito antigo.

Entendendo a sociologia espírita, é perfeitamente racional e lógica concluir, os grandes iniciados egípcios conheciam o Cristo, sabiam de sua vinda ao mundo (abordaremos isso ao estudar as profecias das pirâmides), sabiam que deixariam este mundo – a Terra – e voltariam a habitar a sua estrela, o mundo perdido em outro sistema solar.

Outra passagem do Evangelho, em que um animal-símbolo é utilizado, é a do batismo de Jesus por João Batista. João Batista, segundo Cairbar Schutel, no livro, O Batismo, foi um grande iniciado nos mistérios gregos, que, como sabemos, foram os herdeiros do mistérios egípcios.

“João [Batista], profundo conhecedor dos mistérios e da ciência da Grécia, ao iniciar a sua elevada tarefa de Precursor do Cristianismo, para aparelhar devidamente o Caminho por onde as gentes de- veriam aproximar-se de Jesus Cristo…”

Vejamos o encontro do Mestre com João Batista, contado por Mateus (3:13-17, edição Feb)

“Então, veio Jesus da Galileia, até João, para ser mergulhado por ele. João, porém o dissuadia, dizendo: eu é que tenho necessida- de de ser mergulhado por ti, e tu vens a mim? Respondendo Jesus lhe disse: Permite, no momento, desta maneira, pois nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele permitiu. Mergulhando, Jesus subiu imediatamente da água. Eis que os céus se abriram, e viu o espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele, e uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu filho amado, em quem me comprazo..”

Esta passagem é emocionante! Já pensou que um dia podermos assisti-la?! Ela é rica demais para ser esgotada em pouca linhas, não falaremos sobre o símbolo do batismo, da imersão na água e dos outros. Estudaremos apenas porque o espírito de Deus desce sob o Cristo como uma pomba. A primeira compreensão é mais óbvia, desce suavemente, pousa como um pássaro manso. Contudo, há algo mais. O próprio Cristo utilizou a pomba como símbolo em outra passagem do Evangelho quando afirma, em Mateus 10:16,

Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede cauteloso (prudentes) como as serpentes e sem malícia (ou inocente) como as pombas.

Esse trecho já daria outra aula! Ovelhas, lobos, serpentes e pombos. Em outro momento, falaremos dos outros animais-símbolos. Voltemos ao nosso animal-símbolo. O que podemos dizer so- bre os pombos? O que eles representam? O pombo é o animal mensageiro desde há muitos milênios, na mais alta antiguidade, ele é o único capaz de transportar a mensagens por longas distâncias. Os pombos-correios salvaram muitas vidas durante a Primeira e Segunda guerras mundiais, muitas vezes, chegando gravemente feridos ao seu destino. E como é longe, para nós, a origem da mensagem que Jesus nos traz, Ele é o mensageiro de Deus!

Segundo o Livro dos Símbolos, a pomba é o símbolo da inocência, da beleza e da simplicidade símbolo também do casamento. Veja que interessante, para o judeus a comunhão com Deus era representada pelo casamento! Jesus veio efetivar nossa união, nosso casamento, com Deus. Observe esse trecho do livro citado:

Monogâmica por natureza (…) a pomba fêmea pode deixar o macho a alimentar como se fosse sua cria [capacidade de entrega madura], pondo o seu bico no seu como num beijo. Os pombos, ma- cho e fêmea, partilham a tarefa da construção do ninho, a incubação dos ovos e a alimentação das crias…

A pomba também é o símbolo da reconciliação do homem com Deus, pois ela é a anunciadora do final do dilúvio, no mito de Noé. Quando a pomba aparece a Noé, significa que o dilúvio terminou, o mundo saia das águas; quando Jesus se ergue da água, o espírito de Deus em forma de pomba, anun- cia mais uma oportunidade de superarmos a materialidade, de transcendermos por meio de uma relação fiel com o Pai, que significa entrega, parceria, cuidado partilhado com Sua – e nossa – Obra.

Os autores dos Evangelhos conheciam em profundidade a linguagem dos símbolos e foram capazes de registrar para benefício de toda a humanidade a palavra plena de significados e os atos reple- tos de ensinamentos do maior de todos os Mestre. De tudo, algo me chama mais atenção, na verdade me emociona. Os animais-símbolos mais ligados ao Cristo, ao Senhor deste mundo, são o cordeiro e a pomba, que são dóceis por natureza. São animais pacíficos, tenros, servidores. Em nosso mundo, que os “fortes”, os “vencedores”, os “poderosos” são admirados, o espírito mais elevado, sábio e, de fato, o mais poderoso é representado como o mais dócil animal. A grandeza de nosso Mestre é mansa e simples como a dos cordeiros, o cuidado que tem conosco é maternal como das pombas e seu po- der é o mais elevado, porque vem de Deus, o Pai que nos ama a todos, que deseja se unir a cada um de nós.

Vivência emocional

Pense em dois animais que melhor te simbolizam.

Desenhe estes animais, sejam qual for. Veja o lado positivo de cada um deles. Veja o lado que precisa ser educado.

Prática da semana

Observe durante a semana uma virtude de alguém de seu convívio. Ore a Deus para que Ele fortaleça a virtude dessa pessoa, em seguida, expresse a essa pessoa o reconhecimento desta virtude.

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