Educação Espírita: um Convite à Juventude

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Capítulo 10: Origem da psicologia ocidental

A civilização hindu atingiu imenso desenvolvimento científico e religiosos muitos milênios antes da vinda de Jesus. Amparados pelo Mestre, tornaram-se a fonte de nosso saber. Todas as línguas faladas na Europa e nas Américas são variações da língua hindu, o sânscrito.

Ainda estamos iniciando estudos sérios e profundos que nos revelem a relação dessa fonte imortal de saber e o que iniciamos a aprender hoje. Na área da psicologia a mais revolucionária descoberta, desde o surgimento da psicologia no ocidente há cerca de duzentos anos, é a do inconsciente.

Quer dizer, existe “algo” em nós que mobiliza nosso comportamento sem que sequer tenhamos consciência. Allan Kardec, abordo este assunto no livro A Gênese, quando trata do instinto. Quando formos aprofundar esse assunto, estudaremos em detalhe o texto de Kardec. Ante disso, é preciso compreender o conceito e como ele chegou até nós. Nosso curso pretende ser uma processo de iniciação espiritual, em que, passo a passo, nos preparamos para compreender de maneira mais profunda o Espiritismo e, principalmente, nos preparamos para vivenciar o Evangelho de Jesus.

Dos Espíritos degredados no ambiente da Terra, os que se gruparam nas margens do Ganges foram os primeiros a formar os pródromos de uma sociedade organizada, cujos núcleos representariam a grande percentagem de ascendentes das coletividades do porvir.

As organizações hindus são de origem anterior à própria civilização egípcia e antecederam de muito os agrupamentos israelitas, de onde sairiam mais tarde personalidades notáveis, como as de Abraão e Moisés.

As almas exiladas naquela parte do Oriente muito haviam recebido da mise- ricórdia do Cristo, de cuja palavra de amor e de cuja figura luminosa guar- daram as mais comovedoras recordações, traduzidas na beleza dos Vedas e dos Upanishads. Foram elas as primeiras vozes da filosofia e da religião no mundo terrestre, como provindo de uma raça de profetas, de mestres e iniciados, em cujas tradições iam beber a verdade os homens e os povos do porvir, salientando-se que também as suas escolas de pensamento guardavam os mistérios iniciáticos, com as mais sagradas tradições de respeito.

Emmanuel, em A Caminho da Luz, Editora Feb

Vamos agora ler um texto que apresenta uma excepcional revelação sobre nosso aprendizado do que é o inconsciente.

A noção de inconsciente tornou-se popular com a publicação do livro de Von Hartmann, A Filosofia do Inconsciente, que foi publicado em 1869, 30 anos antes de Freud e tornou-se um excepcional sucesso editorial com oito edições em dez anos. Von Hartmann em seu livro expressa filosofia de Schopenhauer; e Schopenhauer afirmava claramente que sua filosofia era originária do misticismo oriental, em particular do budismo e dos Upanishads (Hinduísmo), em particular: no núcleo da consciência individual encontra-se uma consciência cósmica, o que para a maioria das pessoas é “inconsciente”, mas que pode ser despertado e plenamente realizado. Tornar consciente o que é inconsciente é a maior de todas as dádivas a serem alcançadas por homens e mulheres.

Do livro: Integral Psychology: Consciousness, Spirit, Psychology, Therapy de Ken Wilber, tradução minha

O que aprendemos aqui? Deus é o centro de nossa consciência! Deus, muitas vezes nos guia sem que sequer saibamos! Meu amigo e amiga, se você não está com os olhos cheios de lágrimas ou com o coração emocionado, você não entendeu o que eu disse. Repito: no centro do teu ser, a força mais profunda que te mobiliza é a força do Criador! Não existe solidão! Deus está dentro de ti. Isso é o que a psicologia chama inconsciente, é o mesmo que Kardec chama de instinto. Sei, é algo grande demais para simplesmente se aceitar. Por isso, vamos ao texto de Allan Kardec, depois de ler esse texto, você sentirá a grandeza de Kardec.

Allan Kardec (1804-1869) é considerado, no mundo espiritual, como um dos mais lúcidos apóstolos do Cristo. Foi um iniciado entre do druidas é um profundo conhecedor da Doutrina Secreta desde tempos imemoriais.

O texto é do capítulo III – instinto e inteligência.

O instinto e a inteligência

(…) O instinto é um guia seguro, que não se engana jamais. A inteligência, só porque é livre, está, por vezes, sujeita ao erro. Se o ato instintivo não tem o caráter do ato inteligente, ele revela, não obstante, uma causa inteligente, essencialmente previdente.

Se admitirmos que o instinto procede da matéria, é preciso admitir que a matéria é inteligente, por certo mais inteligente e previdente do que a alma, uma vez que o instinto não se engana, mas a inteligência sim.

Se considerarmos o instinto uma inteligência rudimentar, como explicar que, em certos casos, ele seja superior à inteligência que raciocina? Que ele dê a possibilidade de executar coisas que ela não pode realizar?

(…)

14. Enfim, uma última hipótese [ hipótese de explicação sobre qual é a origem do instinto] que, em suma, se alia perfeitamente à ideia da unidade de princípio, ressalta do caráter essencialmente previdente do instinto e está de acordo com o que o Espiritismo nos ensina, no tocante às relações do mundo espiritual com o mundo corpóreo.

Sabe-se agora que espíritos desencarnados têm por missão velar pelos encarnados, dos quais são os protetores e os guias; que eles os envolvem com seus eflúvios fluídicos e que o homem muitas vezes age de uma maneira inconsciente, sob a ação desses eflúvios.

(…)

Assim, o instinto, longe de ser o produto de uma inteligência rudimentar e incompleta, seria a ação de uma inteligência estranha, na plenitude da sua força, suprindo a insuficiência, quer de uma inteligência mais jovem — compelindo-a a fazer inconscientemente, para o seu bem, o que ainda é incapaz de fazer por si mesma — quer de uma inteligência madura, porém, momentaneamente tolhida no uso de suas faculdades, assim como acontece com o homem na infância e nos casos de idiotia e de afecções mentais.

Diz-se proverbialmente que há um deus para as crianças, os loucos e os ébrios. Esse ditado é mais verdadeiro do que se supõe; esse deus, não é outro senão o espírito protetor, que vela pelo ser incapaz de se proteger, com o uso da sua própria razão.

15. Pode-se ir mais longe nesta ordem de ideias. Por mais racional que seja, essa teoria não resolve todas as dificuldades da questão. Para averiguar as causas, é preciso estudar os efeitos, e, da natureza dos efeitos pode-se deduzir a natureza da causa.

Se observarmos os efeitos do instinto, notaremos em primeiro lugar, uma unidade de vista e de conjunto, uma precisão nos resultados, que não existem mais desde que o instinto é substituído pela inteligência livre. Por outro lado, reconheceremos uma profunda sabedoria na adequação tão perfeita e tão constante das faculdades instintivas às necessidades de cada espécie. Essa uniformidade não poderia existir sem a unidade de pensamentos, e, por conseguinte, com a multiplicidade
das causas ativas. Ora, em consequência do progresso que as inteligências individuais realizam incessantemente, há entre elas uma diversidade de aptidões e de vontades incompatível com esse conjunto tão perfeitamente harmonioso que se produz desde a origem dos tempos e em todas as regiões, com uma regularidade e uma precisão matemáticas, sem jamais apresentar defeito. Essa uniformidade no resultado das faculdades instintivas é um fato característico, que implica forçosamente na unidade da causa. Se essa causa fosse inerente a cada individualidade, haveria tantas variedades de instintos quantos fossem os indivíduos, desde a planta até o homem.

Um efeito geral, uniforme e constante, deve ter uma causa geral, uniforme e constante. Um efeito que revele sabedoria e previdência deve ter uma causa sábia e previdente. Ora, uma causa sábia e previdente, sendo necessariamente inteligente, não pode ser exclusivamente material.

Não se encontrando nas criaturas, encarnadas ou desencarnadas, as qualidades necessárias para produzir tal resultado, é preciso ir mais alto, isto é, ao próprio Criador.

A Gênese, publicada em 1868, por Allan Kardec, é uma obra sobre a aplicação dos princípios espíritas aos diversos problemas da ciência e da religião.

 

Resumo da ópera. Primeiro, os hindus milênios antes de nossa civilização existir já conheciam a existência do inconsciente. Segundo, eles já compreendiam que o inconsciente na verdade
é Deus guiando a criação e cada um de seus filhos em particular, dando mais liberdade a medida em que este se torna mais consciente. Consequentemente, solidão é não dialogar com Deus que está no centro de nosso ser. Temos o mais fiel, compreensivo e sábios de todos os amigos dentro de nós, por isso, sempre disponível para brincar, partilhar dores e nos aconselharmos e consolarmos. Terceira, apenas uma pequena parte da psicologia ocidental foi capaz de entender essa realidade. Embora, Allan Kardec tenha compreendido de forma mais profunda antes do início da psicologia na Europa. Não é preciso dizer que há muito mais saberes sobre a alma humana no hinduísmo. Porém, estes serão temas de encontros futuros ou respostas as perguntas enviadas. A todos, grande abraço!

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