Diálogo Mediúnico – Encontro – 3

Diálogo Mediúnico

Paz e alegria em vossos corações. Que Jesus, o Mestre amado da Galileia e de nossos corações, possa, nesse instante, nos dar a coragem necessária, para que consigamos, olhando nossas próprias fraquezas, afirmarmos com convicção íntima: sim, apesar de todas as minhas fraquezas, Mestre, o teu amor é capaz de me conduzir às regiões celestes por meio de uma vida guiada por teus ensinos, pela tua misericórdia e pela tua paz, poderei purificar-me.
Coloco-me à disposição para a discussão deste tema.
Muito obrigada pela sua presença, amigo Cairbar. Como primeira pergunta: como identificar de que forma o complexo de inferioridade nos afasta do Cristo?
Comecemos, acima de tudo, entendendo. Entendo o valor do amor. Porque aquele que reconhece a grandeza do amor não se intimida ante os desafios evolutivos que precisa enfrentar.
O amor é um fogo sagrado que tudo purifica, o amor é a água divina que aplaca todas as sedes, o amor é o ar que alimenta e o amor é o chão que sustenta.
Entendamos que o poder do amor está em cima do impulso da animalidade inferior, porque o amor nada combate, mas o amor tudo transforma. Apenas tomando-se uma ciência verdadeira do poder do amor poderemos crescer em direção a Deus. Porque o Mestre é o caminho e é o símbolo do amor mais perfeito para todo o mundo.

Se entendemos que quando permitimos que o Mestre fale em nosso coração tudo se dulcifica. Se entendemos que quando, através do serviço do Bem, sintonizamos como coração do Cristo, se entendemos que quando olhamos a um irmão compadecido de suas dores, verdadeiramente o Mestre está conosco, nada temeremos.
O que poderá acontecer a um verdadeiro cristão, de ruim? Nada. Pois aquele assassino que tira a vida do cristão lhe dá um motivo verdadeiro de ampliar a sua confiança em Deus. Pois aquele que calunia será objeto que consternação e de misericórdia, pois aquele que finge, pois aquele que julga, que exclui ou que condena será a oportunidade dada ao cristão de se aproximar do Mestre.
Compreendamos, irmãos e irmãs em Cristo, que servir Jesus de Nazaré é colocar-se na posição daquele que entende que cada calúnia, que cada pedrada, que cada impulso inferior é uma bênção divina e que deve assim ser aproveitado.
Silenciar no momento da calúnia, pacificar-se no momento da guerra, servir no momento mais difícil. É o que pede Jesus de cada um de nós. Permanecer no serviço divino, apesar de todos os obstáculos externos criados por nossa própria inferioridade é o desafio do cristão. Aquele que se torna obstáculo é uma representação de tua própria inferioridade, meu irmão. Aquele que dificulta o teu caminho representa os espinhos que ainda existem em teu ser. Não pares, continua em tua caminhada, porque à medida em que tu aceitas cumprir a tua obrigação, em nome do Cristo, apesar de todos os obstáculos, íntimos e externos, pois na verdade são uma mesma coisa, aprenderás com o divino amigo. primeiro, a suportar, depois, iniciarás o teu processo de cura íntima para um dia dizer: o Cristo vive em mim.

E, dizendo isso, saberás que tu és forte por toda a eternidade, porque o Cristo vivendo em nós, habita em nosso ser o poder de Deus. E nada te acanhará e nada te fará voltar e nada será motivo de interrupção em tua caminhada luminosa.
Amigos em Cristo, quero vos dizer, é hora de iniciar a caminhada gloriosa no Bem! Esperai calúnia, esperai espinhos e tenhais a certeza de que nos momentos mais dolorosos o próprio Mestre estará convosco.

Muita paz, do vosso irmão e amigo,
Cairbar de Souza Schutel.