Livro em destaque – Encontro – 7

Considera por muitos o mais brilhante livro do continuador de Allan Kardec, o autor corajosamente aborda do tema do sentido da vida e da dor contradizendo de maneira frontal os valores de nossa cultura adoecida pela busca do excesso, do prazer a qualquer custo e da revolta ante as provas da Vida.
O que mais chama atenção na elaboração do livro é o método utilizado por Léon Denis. Este livro não nem uma psicografia nem um escrito desse grande espíritos. Deixo que ele explique a curiosa forma de composição deste livro. como está no início da primeira parte, páginas 55 e 56.

Durante vinte anos recebemos, em Tours, comunicações desta ordem. Elas abordavam todos os grandes problemas, todas as questões importantes de filosofia e de moral e compunham 56 O Problema do Ser e do Destino Léon Denis vários volumes manuscritos. É o resumo deste trabalho, extenso demais, muito vasto para se publicar integralmente, que eu queria apresentar aqui. Jerônimo de Praga, meu amigo, meu guia do presente e do passado, o espírito magnânimo que dirigiu os primeiros impulsos de minha inteligência infantil, em tempos longínquos, é o autor dele. Quantos outros espíritos eminentes expandiram, assim, seus ensinamentos pelo mundo, na intimidade de alguns grupos! Quase sempre anônimos, eles se revelam apenas pelo alto valor de suas concepções. Foi-me dada a possibilidade de retirar o véu que escondia a personalidade verdadeira de alguns deles. Mas, devo guardar seu segredo, porque os espíritos de elite se reconhecem precisamente por esta particularidade: eles se ocultam sob pseudônimos e querem continuar incógnitos. Os nomes célebres que encontramos abaixo de certas comunicações medíocres e vazias, com muita frequência, não passam de um engodo.
Com todos estes detalhes, quis demonstrar uma coisa: esta obra não é exclusivamente minha, mas, antes, o reflexo de um pensamento mais elevado que procuro interpretar. Ela está de acordo, em todos os pontos essenciais, com os ensinos expressos pelos instrutores de Allan Kardec; contudo, pontos deixados obscuros por estes foram nela abordados. Igualmente, tive de levar em conta o movimento do pensamento e da ciência do homem, suas descobertas, e assinalá-los neste trabalho. Em certos casos, acrescentei-lhes minhas impressões pessoais e comentários, pois, no Espiritismo, nunca seria demais dizê-lo, não há dogmas e cada um de seus princípios pode e deve ser discutido, julgado, submetido ao controle da razão.