Eurípedes Barsanulfo e a Nova Geração ​

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A paz seja com todos aqui reunidos, nesta hora tão propícia, em que temos o ensejo de dirigir, de maneira direta, a nossa palavra aos nossos queridos amigos.

Oh! Que alegria, que prazer, que contentamento imenso experimentamos por esta situação feliz!

Amigos queridos, familiares, companheiros em crença, aqui estamos presentes para vos dar as boas-vindas, para vos aconchegar ao nosso coração, num gesto de carinho, de amizade e de amor. Sim, amigos, fomos testemunhas do conclave que hoje realizastes; sabei que está chegando a hora do preparo para a recepção dos prepostos da Espiritualidade, que vêm descer ao plano terreno, no desempenho de tarefas nas lides do Espírito de Verdade.

Estai a postos, amigos; desenvolvei por toda parte, à luz da Doutrina, essas instruções às crianças, aos moços, aos homens, a fim de que as hostes do Senhor desçam ao plano terreno num ambiente onde possam receber instruções, luzes e conhecimento para o preparo de sua tarefa, da sua responsabilidade e até da sua missão na Terra!

Eia, pois, amigos! Nada de desânimo, nada de receios; aqui estamos todos presentes. Sabei que a falange do Bem está ativa no mundo espiritual, neste anseio de que mui próximo possa dar-se esta descida de Espíritos prepostos, sob a égide do Cristo na direção deste trabalho de reestruturação, de transformação e de renovação das inteligências.

Alistai-vos, amigos de bom coração! Alistai-vos na Doutrina; vivei em fraternidade; abri os vossos corações à dor, à necessidade do seu semelhante.

Orai ao Pai com fervor, quotidianamente, formando ambiente de serenidade, de união e fraternidade.

E, com o pensamento preso à figura sacrossanta do Cristo, sejais habilitados nesta tarefa que vós mesmos vos propondes, de desenvolver os trabalhos do esclarecimento da verdade espiritual do Evangelho do Cristo em todos os corações.

Agradecido. Mil vezes agradecido pelos pensamentos fervorosos dirigidos à nossa direção.

Que a paz do Mestre amado seja em todos os corações!

Eurípedes Barsanulfo.

Recebida por intermédio do Dr. Tomás Novelino, ex-aluno de Eurípedes, em 28 de janeiro de 1990, em Sacramento-MG, durante a realização de um encontro de evangelizadores, na qual o Dr. Tomás tomou parte ativa, proferindo uma maravilhosa palestra exaltando a importância do trabalho da Evangelização.

Allan Kardec e a Nova Geração

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A nova geração

26. Para que os homens sejam felizes sobre a Terra, é preciso que ela seja povoada somente por bons espíritos encarnados e desencarnados, que só queiram o bem. O tempo sendo chegado, uma grande emigração se verifica, neste momento, entre os que a habitam; a dos que fazem o mal pelo mal, e que o sentimento do bem não toca, não sendo mais dignos da Terra transformada, dela serão excluídos, porque, caso contrário, lhe trariam de novo a perturbação e a confusão, e seriam um obstáculo ao progresso. Eles irão expiar o endurecimento dos seus corações, uns em mundos inferiores, outros em raças terrestres atrasadas que serão o equivalente de mundos inferiores, para onde levarão seus conhecimentos adquiridos, e terão por missão fazê-las avançar.


Serão substituídos por espíritos melhores que farão reinar entre eles a justiça, a paz e a fraternidade.
A Terra, no dizer dos espíritos, não deve ser transformada por um cataclismo que aniquilaria subitamente uma geração. A geração atual desaparecerá gradualmente, e a nova a sucederá da mesma maneira, sem que nada seja mudado na ordem natural das coisas.


Tudo, pois, se passará exteriormente, como de hábito, com uma única diferença, mas uma diferença capital, a de que uma parte dos espíritos que encarnavam na Terra não voltará mais a encarnar nela. Em uma criança que nasça, no lugar de um espírito atrasado e inclinado ao mal, que nela poderia encarnar, virá um espírito mais adiantado e propenso ao bem.


Trata-se, pois, muito menos de uma nova geração corpórea do que de uma nova geração de espíritos. Assim, aqueles que esperam ver a transformação ocorrer através de efeitos sobrenaturais e maravilhosos, ficarão decepcionados.*

27. A época atual é a da transição; os elementos das duas gerações se confundem. Colocados no ponto intermediário, nós assistimos à partida de uma e à chegada da outra, e cada uma já se assinala no mundo pelas características que lhe são próprias.


As duas gerações que se sucedem têm ideias e pontos de vista opostos. Pela natureza das disposições morais, mas, sobretudo, pelas disposições intuitivas e inatas, é fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo.


Devendo fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por uma inteligência e uma razão, geralmente precoces, aliadas ao sentimento inato do bem e das crenças espiritualistas, o que é sinal indubitável de um certo grau de adiantamento anterior. Ela não será composta exclusivamente por espíritos eminentemente superiores, mas pelos que, já tendo progredido, estão predispostos a assimilar todas as ideias progressistas e aptos a secundar o movimento de regeneração.


O que, ao contrário, distingue os espíritos atrasados, é, em primeiro lugar, a revolta contra Deus, pela recusa em reconhecer algum poder superior à humanidade; depois a propensão instintiva às paixões degradantes, aos sentimentos antifraternos de egoísmo, de orgulho, de inveja, de apego a tudo o que é material.


São esses os vícios de que a Terra tem que ser expurgada pelo afastamento daqueles que se recusam em se emendar, porque são incompatíveis com o reino da  fraternidade, e porque os homens de bem sempre sofrerão com o seu contato; quando a Terra estiver livre deles, os homens caminharão sem empecilhos para o futuro melhor que lhes está reservado desde este mundo, como recompensa de seus esforços e de sua perseverança, enquanto esperam que uma depuração ainda mais completa lhes
abra a entrada dos mundos superiores.

28. Por essa emigração dos espíritos, não se deve entender que todos os espíritos retardatários serão expulsos da Terra e relegados a mundos inferiores. Muitos, ao contrário, aqui voltarão, uma vez que muitos cederam ao arrastamento das circunstâncias e do exemplo. Nesses, a aparência era pior do que o íntimo. Uma vez subtraídos à influência da matéria e dos preconceitos do mundo corporal, a maioria deles verá as coisas de uma maneira inteiramente diferente da que viam quando em vida, como nos provam numerosos exemplos. Nisso, eles são ajudados pelos espíritos benévolos que se interessam por eles e que se apressam em esclarecê-los e mostrar-lhes o falso caminho que seguiram. Nós mesmos, com as nossas preces e exortações, podemos contribuir para que se melhorem, porque há uma perpétua solidariedade entre os mortos e os vivos. A maneira pela qual se opera a transformação é muito simples, e, como se vê, ela é toda moral, e não se afasta em nada das leis da Natureza.

29. Que os espíritos da nova geração sejam novos espíritos melhores, ou os antigos espíritos que se melhoraram, o resultado é o mesmo; desde o instante em que eles apresentem melhores disposições, é sempre uma renovação. Assim, segundo as suas disposições naturais, os espíritos encarnados formam duas categorias: de um lado, os retardatários que partem, e do outro, os progressistas que chegam. A situação dos costumes e da sociedade estará, portanto, no seio de um povo, de uma raça, ou do mundo inteiro, diretamente relacionada com aquela categoria que, entre as duas, tiver preponderância.


Para simplificar a questão, suponhamos, por exemplo, um povo com um grau qualquer de adiantamento, composto de vinte milhões de almas; a renovação dos espíritos se fazendo ao mesmo tempo e proporcionalmente às extinções, isoladas ou em massa, houve necessariamente um momento em que a geração dos espíritos retardatários prevalecia, em número, sobre a dos progressistas, que não comportava mais que raros representantes sem influência, e cujos esforços, para fazer predominar o bem e as ideias progressistas, estavam paralisadas. Ora, uns partindo e outros chegando, após um dado tempo, as duas forças se equilibram e sua influência se contrabalança. Mais tarde, os recém vindos estão em maioria e sua influência se torna preponderante, embora ainda entravada pela influência dos primeiros; estes continuando a diminuir, enquanto que os outros se multiplicam, acabarão por desaparecer. Chegará, então, um momento em que a influência da nova geração será exclusiva; mas isso não pode se compreender se não se admite a vida espiritual independente da vida material.

30. Nós assistimos a esta transformação, ao conflito que resulta da luta das ideias contrárias que buscam se implantar; umas marcham com a bandeira do passado, outras com a do futuro. Se examinarmos o estado atual do mundo, reconheceremos que, tomada no seu conjunto, a humanidade terrestre ainda está longe do ponto intermediário onde as forças se equilibram; que os povos, considerados isoladamente, estão a uma grande distância uns dos outros nessa escala; que alguns chegam a esse ponto, mas nenhum ainda o ultrapassou. Não obstante, a distância que os separa dos pontos extremos está longe de ser igual em duração, e uma vez o limite vencido, a nova rota será percorrida com muito mais rapidez, porque inúmeras circunstâncias virão aplaná-la.


Assim se realiza a transformação da humanidade. Sem a emigração, isto é, sem a partida dos espíritos retardatários que não devem voltar, ou que só podem voltar após se terem melhorado, a humanidade terrestre não ficaria por isso indefinidamente estacionada, porque os espíritos mais atrasados, por sua vez, avançam; mas seriam precisos séculos, talvez milhares de anos, para alcançar o resultado que meio século bastaria para realizar.

31. Uma comparação comum fará compreender ainda melhor o que se passa nessa circunstância. Imaginemos um regimento composto, na sua maioria, por homens turbulentos e indisciplinados, que nele provocam uma desordem que a severidade da lei penal terá, muitas vezes, dificuldade para reprimir. Esses homens são os mais fortes, porque são os mais numerosos; eles se amparam, se encorajam e se estimulam pelo exemplo. Os poucos bons não exercem influência; seus conselhos são desprezados; eles são escarnecidos, maltratados pelos outros e sofrem com a sua companhia. Essa não é a imagem da sociedade atual?


Suponhamos que se retirem esses homens do regimento um a um, dez a dez, cem a cem, e que sejam substituídos gradativamente por um número igual de bons soldados, mesmo por aqueles que foram expulsos, mas que seriamente se tenham corrigido. Ao cabo de algum tempo, teremos sempre o mesmo regimento, mas transformado. Nele a boa ordem terá substituído a desordem. Assim acontecerá com a humanidade regenerada.

32. As grandes partidas coletivas não têm somente por objetivo ativar as saídas, mas também transformar mais rapidamente o espírito das massas, livrando-as das más influências, e dar maior ascendência às novas ideias.


É porque muitos estão maduros para essa transformação, apesar das suas imperfeições, que partem, a fim de irem se retemperar em uma fonte mais pura. Enquanto que se ficassem no mesmo meio e sob as mesmas influências, teriam persistido nas suas opiniões e na sua maneira de ver as coisas. Uma estada no mundo dos espíritos basta para lhes descerrar os olhos, porque ali eles veem o que não podem ver sobre a Terra. O incrédulo, o fanático e o absolutista poderão, então, voltar com ideias inatas de fé, tolerância e liberdade. Ao regressarem, encontrarão as coisas mudadas e sofrerão a influência do novo meio em que nascerão. Em lugar de fazer oposição às novas ideias, eles serão seus auxiliares.

33. A regeneração da humanidade, portanto, não tem absolutamente necessidade da renovação integral dos espíritos; basta uma modificação em suas disposições morais. Essa modificação ocorre com todos os que estão predispostos a ela, quando são subtraídos à influência perniciosa do mundo. Assim, os que voltam não são sempre outros espíritos, mas frequentemente os mesmos espíritos, pensando e sentindo de uma outra maneira. 


Quando essa melhora é isolada e individual, ela passa despercebida e não tem influência ostensiva sobre o mundo. O efeito é muito diferente quando a melhora ocorre simultaneamente sobre grandes massas, porque, então, conforme as suas proporções, em uma geração, as ideias de um povo ou de uma raça podem ser profundamente modificadas.

É o que se observa quase sempre após os grandes choques que dizimam as populações. Os flagelos destruidores apenas destroem o corpo, não atingem o espírito; ativam o movimento de vai e vem entre o mundo corporal e o mundo espiritual e, por consequência, o movimento progressivo dos espíritos encarnados e desencarnados. É de se notar que, em todas as épocas da História, as grandes crises sociais foram seguidas de uma era de progresso.


34. É um desses movimentos gerais o que acontece neste momento, e que deve realizar a remodelação da humanidade. A multiplicidade das causas de destruição é um sinal característico dos tempos, uma vez que elas devem apressar a eclosão dos novos germens. São as folhas de outono que caem, e que serão substituídas por novas folhas plenas de vida, visto que a humanidade tem suas estações, como os indivíduos têm as suas idades.


As folhas mortas da humanidade caem levadas pelas rajadas e pelos golpes do vento, mas para renascerem mais vivazes sob o mesmo sopro de vida, que não se extingue, mas se purifica.

35. Para o materialista, os flagelos destruidores são calamidades sem compensações, sem resultados úteis, uma vez que, segundo ele, aniquilam os seres para sempre. Porém, para aquele que sabe que a morte destrói apenas o envoltório, tais flagelos não têm as mesmas consequências, e não lhe causam o mínimo pavor. Ele compreende o seu objetivo, e também sabe que os homens não perdem mais por morrerem juntos do que por morrerem isoladamente, uma vez que, de uma forma ou de outra, isso sempre terá de acontecer.


Os incrédulos rirão dessas coisas e as tratarão de quimeras; mas, digam o que disserem, não escaparão à lei comum; a seu turno, eles tombarão, como os outros, e, então, o que lhes acontecerá? Eles dizem: “Nada!” porém, viverão, apesar de si mesmos, e um dia serão forçados a abrir os olhos.

Extraído do livro A Gênese de Allan Kardec.

Apresentação do Grupo Marcos por Ivan de Albuquerque

Paz a todos.

O grupo Marcos é o símbolo do trabalho cristão dos que voltam ao mundo com a missão de reviver o cristianismo primitivo. Necessário será – como os primeiros cristãos – enfrentar a zombaria da soberba materialista que se instalou nos corações duvidosos de suas obrigações com o Cristo.

Não é apenas ao combate externo ou das tentações sociais que deve enfrentar o novo cristão – o cristão do século XXI – é, também, o combate da inércia nos próprios ambientes do Espiritismo-cristão; mais uma vez a criatura encarnada se acomoda gostosamente as convenções do mundo, esquecendo-se, temporariamente, das convenções de Deus, isto é, das Leis eternas e imutáveis; mais uma vez o Cristo lança mão de seus recursos amorosos no intuito de socorrer aos homens empedernidos no mal e afogados nas vaidades terrenas e rasteiras. Contudo, amigos, não mais se repetirá o ciclo dos vícios que marcaram a história da Terra por milênios, pois se a misericórdia é a marca distintiva do Cristo, a justiça e a renovação devem ser atendidas. Pela última vez, neste planeta, assistiremos os embates da revolta arrogante que se disfarça de sabedoria e do comodismo egoísta que se disfarça de prudência contra a verdadeira misericórdia que se transforma em ação caridosa, em compreensão verdadeira e em consolo para todas as dores. A educação é vossa porta de acesso ao mundo superior que irá se transformar a Terra. A educação em seu sentido sério, profundo e transformador. A educação que desperta reflexões, às vezes, dolorosas; a educação que induz o educador a avaliar a si mesmo e a agir como cristão ante seus erros e defecções; a educação que ensina a verdadeira abnegação, a renúncia silenciosa; a educação que cristifica a criatura. Aos cultivadores do vazio, que esqueceram sua missão no mundo, alertamos – a hora soou! Calem as críticas apressadas ou levianas; silenciem as discórdias das posições de destaque; orem para que a misericórdia toque vossos corações e vos faça compreender que “o fim dos tempos são chegados” e isso acarreta responsabilidades centuplicadas a todos que se candidataram a participar do “Grande dia do Senhor” conforme a linguagem evangélica

 Apóstolos, santos e mártires voltam-se ao mundo para auxiliar, para socorrer, para tocar em profundidade o íntimo da criatura amolentada pelos vícios da maldade, da inconformação e da comodidade. Por que não se juntar a eles? Por que não seguir as sugestões que são roteiros divinos? Por que não superar o medo, a depressão e o comodismo e juntar-se aos verdadeiros discípulos do Cristo como aprendiz humilde? Renuncia, amigo e amiga, a tudo que pode embaraçar o teu caminho com o Cristo, afasta-te do “fermento dos fariseus” e cuida de tuas responsabilidades morais, espirituais. Sente que poderias fazer mais? Se sim, faz, hoje. Não adie teus planos de ventura verdadeira por conta de lazeres e conquistas perecíveis. Nesse instante, o Cristo olha a ti e como ele te vê? Serás o abnegado e laborioso trabalhador da vinha ou o servo preguiçoso e infiel que possui na bagagem espiritual mil desculpas e ardis para se escusar das obrigações assumidas?

A educação espírita supera sua fase de aprendizado primitivo, necessário é utilizar seu maior recurso – o educador cristão! O educador organizado, preparado espiritualmente, o educador abnegado. Não carecemos de intelectuais vazios nem de improvisadores “criativos”, pedimos tua dedicação sincera e contigo superaremos as barreias das limitações teóricas e da monotonia que já se instalam nas práticas educativas de nosso movimento.

O Cristo – nosso modelo verdadeiro – nunca permitiu que a monotonia, que a repetição contraproducente, que a cizânia embotassem seus ensinos sublimes! E nós, educadores espíritas, o que temos feito? Estamos a criar um momento educativo de elevação e de amadurecimento espiritual com crianças, jovens e adultos que, por período preciso, compartilham conosco os ensinos do Mestre? Podemos afirmar que – como Jesus – utilizamos nosso ser, nossos sentimentos, nosso saber em plenitude para educar? A resposta a esta questão é grave e, em grande medida, determinará nosso futuro espiritual nos próximos séculos.

O temor não deve fazer parte de vossas vidas. Ação construtiva no bem; renúncia necessária; enfrentamento dos testemunhos com disposição! Amigo, amiga – estamos convosco! Estendam vossas mãos colocando-as a disposição do Cristo e, em nome do Mestre, multiplicaremos vossos esforços, vos ensinaremos a magia do amor, o poder da vibração elevada, a superação de si mesmo, pois agindo em nome de Jesus, sintonizados com Ele, você e eu – juntos com a imensa falange encarnada e desencarnada que aprofunda a sua atuação no mundo – seremos imbatíveis. Quem poderá afastar-te do Pai? Ninguém. Quem poderá decidir conquistar a ventura de viver em um mundo pleno de luz? Você.

Contamos contigo, com teu esforço valoroso, juntos superaremos todos, todos os obstáculos. O Cristo nos espera, como Ele nos ensinou, “um Rei preparou as bodas e mandou seus servos a todos convidar…” estejamos juntos, unidos em nome de Seu amor, e conquistaremos a nós mesmos e estaremos preparados a participar do divino banquete.

Muita paz, são os votos do amigo,

Ivan de Albuquerque.

 

 Psicografia  em 15/02/2012

Apresentação do Grupo Marcos por Eurípedes Barsanulfo

Paz do Cristo em vossos corações,

 O Grupo Marcos é o impulso de nosso coração a estender-se em trabalho, sacrifício e bondade cotidiana. Não queremos propor ações particulares nem orientar definições pessoais, afirmamos: é hora do bom combate! Não deixeis, bons amigos, de aceitar a oportunidade de auto-sacrificarem-se pelo Cristo.

A Terra, escola bendita, passa por comoções sócio-espirituais que exigirão de cada ser encarnado equilíbrio, abnegação, renúncia de toda cobiça e desapego sincero do ego. Aqueles que continuarem, mesmo que discretamente, a cultivar a vaidade ociosa, o orgulho inoperante e as polêmicas descabidas, afirmo, não poderão manterem-se equilibrados ante os testemunhos necessários a admissão a ordem do Bem.

Amigos, jovens vos serão envidados muito em breve, atentai, não estais no mundo para vos deleitar em falsas promessas de imortalidade risonha e inoperante; a vós cabeis a tarefa de educar e incentivar a Nova Geração a agir imediatamente no Bem. Não pensei que sejam por demais moços. Não! Nosso trabalho urge e se exige de cada trabalhador a prontidão indispensável ao serviço do Cristo. Finda seja toda discussão tola e improdutiva; basta de polêmicas estéreis e concorrências descabidas. Consulte-se a própria consciência ante os temas e assuntos pautados em vossas atividades espíritas sempre em relação aos benefícios que eles geram. Exclua-se do coração a maldade disfarçada em tolerância com o mal, bem como, a falsa bondade que a tudo permite e aceita em favor da desordem e da vilania. Amigos! Orai sempre ao Cordeiro de Deus que humildemente veio ao mundo e se fez homem para que pudéssemos entender em profundidade a paternidade divina em nossos corações e as profundas lições da sabedoria eterna.

É hora de testemunho, não vos convoco a um trabalho simples e leve. Não. Quereis ser cristão? Aceitai de boa vontade vossa cruz e com coragem repitais as palavras de Paulo no deserto – Senhor, que queres que eu faça? Diremos, é hora do trabalho incessante no bem! Que vossa alegria seja a recuperação dos enfermos, que vosso lazer seja o cuidado com o idoso, familiar ou solitário, e não deixeis passar jamais em vossos corações a ideia que estais fazendo obra abnegada, pois ao servidor obediente o salário será proporcional ao desprendimento real e nunca a fantasia emotiva.

Amigos! Irmãos! Acolhei com vossas vibrações de amor, amor que sabe sacrificar-se a favor da Nova Geração, e recebereis alegrias ainda neste encarnação que nunca poderias imaginar, porque Deus abençoa a fraternidade e quando o menor ousa no bem e serve o maior; torna-se digno de ser acolhido como amigo no Reino de luz em que habitam os seres superiores da Criação. Paz.

De vosso amigo Eurípedes Barsanulfo.

Psicografia médium do grupo Marcos em 23/10/2013.

Apresentação do Grupo Marcos por Léon Denis

Irmãos  cristãos! Paz em seus corações.

Vamos entender a divina função da dor para que não nos tornemos negadores dos valores do Cristo. É fundamental o correto entendimento do papel do sofrimento em a evolução humana. Não penseis mais como os tacanhos de inteligência que ora elegem a dor como salvação cega ora como método de punição eterna de Deus! Nem uma coisa nem outra, irmãos!

A dor é o impulso natural ao vosso crescimento físico. O sofrimento é o impulso, também natural, a vossa melhoria espiritual. A emoção se purifica, a alma se engrandece, o ser se eleva com a experiência do sofrimento se dignamente suportado. Poderíamos fazer, inclusive, a diferenciação entre os santos e demônios da linguagem católica ou entre os nobres espíritos e os viciosos por essa característica central: a forma de viver e suportar a dor. Daí a importância de vossa correta compreensão do processo de purificação que, certamente, comporta o elemento do sofrimento em seu bojo. Mas, não temais! Não sejais como as crianças que fogem como assustados animais de tudo aquilo que lhes pareça desagradável. Não ensina a “mãe” natureza que após a dor ocorre o êxtase do bem-estar? Após o parto e seus desagradáveis mecanismos, a mãe sente-se plena e alegre! Assim, é o parto do ser luminoso que existe em vosso íntimo! Quão difícil é explicar algo tão simples, quando o ser por medo e covardia se recusa a escutar! Sofrei, amigos! Sofrei dignamente e o Senhor vos cobrirá de glória por toda a eternidade! Que vale vossa miserável estadia nesse mundo se não for por vosso progresso e purificação? Vossa vida tem valor inestimável se a aplicares em devoção a Deus. Vossa vida é miserável e inútil se vos ocupardes apenas com a satisfação animal e egóica. Amigos, quem vos tirará desse vale de lágrimas que viveis a tantos milênios a não ser a dor, o sofrimento bem compreendido e, por isso, bem vivido?

Escutai-me! Não prego o martírio inútil nem o cultivo do autoflagelamento. Não! Quero ensinar-vos, jovens espíritas, a erguerem vossas frontes ante o desafio tremendo de reformar o mundo e, sem duvidar de vossa própria capacidade, a usar todo o sofrimento que encontrardes em vosso caminho em prol de vossa ascensão, de vossa paz e de vossos irmãos. Como fazer isso a não ser pela disposição íntima de assimilar os sofrimentos naturais de um mundo inferior que se transmuta para uma forma superior? Assistirei a cada um de vocês: jovens espíritas que se abnegarem em prol do Cristo em um mundo em que a mentira atinge e avassala inumeráveis corações, mesmo no seio do Consolador! Assistirei a cada um de vocês que, reconhecendo a própria pequenez, erguer suplica honesta e corajosa em busca de  conquista da paz interior e do enfrentamento do sofrimento purificador.

Jovens amigos, o Grupo Marcos é símbolo de luz em nossa pátria, que seja também em vosso mundo denso e doente para que todos os de boa vontade, aprendam amar por meio de uma vivência salutar ao lidar com a dor evolutiva de cada dia. Paz. Léon Denis.

Psicografia médium Grupo Marcos em 24/02/2014

A Proposta Política do Grupo Marcos

Filhos e filhas que estão no mundo, discípulos amados, o Colégio Allan Kardec vive em seus corações, devereis no mundo criar e instituir educandários ao seu redor alimentado por vossos corações.

Utilizamos, na época do colégio, todos os recursos necessários, que estavam disponíveis, para ofertar a melhor educação possível a todos. Deveis, precisais, fazer o mesmo. Refiro-me aqui a utilização da ampla e vasta tecnologia viável para que crieis educandários virtuais, mas que possuem consequências reais no coração daqueles para aqueles a quem mensagem é dirigida.

O Colégio Allan Kardec é um projeto que se desdobra em nosso plano e que irá revisitar o mundo a partir de ações, centralizadas por nossa equipe de ação, mas descentralizadas do ponto de vista físico no mundo da matéria densa.

É preciso que cada um, em sua área de ação, indague-se, como fizemos no passado, como integrar, não a teoria espírita, mas, também, a prática espiritual em minhas ações. Verificareis que isto foi possível com os recursos limitados do início do século passado. Que podeis fazer agora? Como integrar cada área de atuação específica com as provas da imortalidade? O novo Pentecostes que se anuncia deverá gerar uma abundância de provas da imortalidade. Sois médico, sois fotógrafo, sois desenhista: como integrar isto às provas da imortalidade? Porque o mundo necessita de um novo Pentecostes. A Terra carece de provas em abundância, surgida em todos os lugares, para que a incredulidade seja de uma vez por todas aniquilada do coração humano. Não pela violência impositiva, mas pela riqueza das comprovações que todo verdadeiro cristão se verá obrigado a gerar.

Portanto, que pensemos honestamente: como gerar provas da sobrevivência após a morte? Como colaborar na difusão destes saberes sagrados, porque precisamos, antes de mais nada, consolidar na mente do espírito encarnado a perspectiva da continuidade da vida em seu aspecto real e objetivo. Que sejam banidos as opiniões frágeis, que seja instituída a compreensão emocional: eu continuarei vivendo.

A imortalidade, portanto, é a nossa tarefa central em relação à educação da nação brasileira. Apenas um povo convicto da continuidade da existência poderá gerar um ambiente psíquico necessário às verdadeiras transformações do porvir. Não nos agastemos em discussões intelectuais descabidas, quando necessitamos educar o povo carente de espiritualidade. Em todas as classes, a dúvida sobre a própria continuidade da individualidade gera uma fraqueza excessiva para que consigamos prosseguir com um processo de renovação nacional, que seja, portanto, em qualquer setor de atividade em que atueis, o cultivo íntimo e o fruto externo da imortalidade, a vossa bandeira. Se, em cem anos, construirmos uma nação absolutamente convicta da continuidade da vida e das consequências da justiça vinculadas a essa continuidade, estaremos aptos a receber os ensinos mais elevados de Jesus de Nazaré.

Preparemo-nos, portanto. Nada mais precioso para este instante do que dirigir as nossas mais sinceras e ardentes energias na construção de um povo caracterizado pela convicção profunda da imortalidade, porque assim teremos uma base verdadeira para construir a primeira nação cristã da história deste planeta, que há de ser a pátria escolhida por Nosso Senhor Jesus Cristo, a Terra do Cruzeiro, onde a cruz santa será venerada todos os dias por meio da abnegação e onde uma chama eterna do amor, um braseiro de luz, há de conduzir a humanidade a um patamar superior.

De vosso amigo e irmão, Eurípedes Barsanulfo.

Psicofonia médium Grupo Marcos em 1 de novembro de 2018