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Aprofundar

Apresentamos abaixo um depoimento de um espírito que atuou por muitos séculos como um líder das trevas. Hoje, vive o início de sua recuperação. Foi trazido carinhosamente pelo coordenador de nosso curso, Cairbar S. Schutel. 

Acreditamos que esse relato possa ser útil aqueles que atuam ou desejam participar de reuniões mediúnicas, bem como a todos os que se preocupam com as atuais desafios que enfrenta nosso movimento. Principalmente, por aqueles que desejam servir ao Cristo verdadeiramente, evitando os desastres emocionais causados pela fuga ao dever espiritual.    

Esse depoimento nos fez lembrar o que afirma Jesus ao repetir a profecia de Isaías, em Mateus 15:13 ao falar a forma de agir do homens que agem de tal forma

… Para que vendo com os olhos, não vejam; ouvindo com os ouvidos, não ouçam, para que eu não os cure.  

Quer dizer, muitos, de maneira hábil, discreta e dissimulada fogem do Cristo. 


o evangelho segundo o espiritismo

Capítulo XVI – Servir a Deus e a mamon Item 7, instrução dos Espíritos. O Dever. Tradução José Herculano Pires.

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

O DEVER

7. O dever é a obrigação moral, primeiro para consigo mesmo, e depois para com os outros. O dever é a lei da vida: encontramo-lo nos mínimos detalhes, como nos atos mais elevados.
Quero falar aqui somente do dever moral, e não do que se refere às profissões.
Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de ser cumprido, porque se encontra em antagonismo com as seduções do interesse e do coração. Suas vitórias não têm testemunhas, e suas derrotas não sofrem repressão. O dever íntimo do homem está entregue ao seu livre arbítrio: o aguilhão da consciência, esse guardião da probidade interior, o adverte e sustenta, mas ele se mostra frequentemente impotente diante dos sofismas da paixão. O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem. Mas como precisar esse dever? Onde ele
começa? Onde acaba? O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo, e termina no limite que não desejaríeis ver transposto em relação a vós mesmos.
Deus criou todos os homens iguais para a dor; pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelos mesmos motivos, a fim de que cada um pese judiciosamente o mal que pode fazer. Não existe o mesmo critério para o bem, que é infinitamente mais variado nas suas expressões. A igualdade em relação a dor é uma sublime previsão de Deus, que quer que os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não cometam o mal desculpando-se com a ignorância dos seus efeitos.
O dever é o resumo prático de todas as especulações morais. É uma intrepidez da alma, que enfrenta as angústias da luta. É austero e dócil, pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, mas permanecendo inflexível diante de suas tentações. O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais que as criaturas, e as criaturas mais que a si mesmo; é a um só tempo, juiz e escravo na sua própria causa.
O dever é o mais belo galardão da razão; ele nasce dela, como o filho nasce da mãe. O homem deve amar o dever, não porque ele o preserve dos males da vida, aos quais a humanidade não pode subtrair-se, mas porque ele transmite à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
O dever se engrandece e esplende, sob uma forma sempre mais elevada, em cada uma das etapas superiores da humanidade. A obrigação moral da criatura para com Deus jamais cessa, porque ela deve refletir as virtudes do Eterno, que não aceita um esboço imperfeito, mas deseja que a grandeza de sua obra resplandeça aos seus olhos. 

Lázaro, Paris, 1863