Contexto Histórico do Capítulo Um

 

Século 19 

(1801 - 1900)

Apresentação em áudio do estudo 

Contexto histórico

século 19 -
o século da fragmentação

O século XIX é marcado por um imenso avanço científico e social, mas, também, pela fragmentação do saber e da sociedade em geral.  A ciência e religião opõe-se mutuamente; a filosofia contrapõe-se a teologia; e os grupos sociais começam a verem-se como inimigos.  As religiões – catolicismo e protestantismo – disputam o poder social e político. As ciências diferenciam-se e isolam-se umas das outros. 

01

Ciência

A ciência torna-se materialista e reducionista, direcionando seus esforços apenas para conquistas materiais.

02

Pensamento Social

Os pensamento social se empobrece, a incredulidade de um lado e o fanatismo formalista de outro limitam a compreensão espiritual da vida.

03

Religião

As religiões preocupadas em defender suas dogmas e interesses materiais perdem respeito social por ficar claro que a instituição tinha se tornado mais importante do que os valores cristãos. 

Construção da Moral Espírita

Linha do Tempo

Moisés

"Foi Moisés quem abriu o caminho, Jesus continuou a obra, e o Espiritismo a arrematará." (Evangelho segundo o Espiritismo)

Cristo

 

“… O Espiritismo é obra do Cristo, que Ele mesmo preside, assim como preside, conforme igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara o Reino de Deus na Terra.” (Evangelho segundo o Espiritismo)

Allan Kardec

 

625. Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e modelo?

– Vede Jesus.

Jesus é para o homem o tipo de perfeição moral a que pode aspirar a Humanidade na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque ele estava animado do Espírito divino e foi o ser mais puro que já apareceu na Terra.

Se alguns dos que pretenderam instruir os homens na lei de Deus algumas vezes os desviavam para falsos princípios, foi por se deixarem dominar por sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regem as condições da vida da alma com as que regem a vida do corpo. Muitos deles apresentaram como leis divinas o que era apenas leis humanas, instituídas para servir às paixões e dominar os homens. (Livro dos Espíritos, comentário de Allan Kardec)

Diálogo Mediúnico

Paz e alegria em todos os corações.

Esta é a vontade de nosso Mestre tão amado, que acolhe a cada um de nós, desde que desejemos com sincera humildade a sua suave vibração, a sua proteção incondicional, o seu sorriso divino. Começamos hoje o início de uma longa caminhada. 

Estudaremos a obra inicial para a compreensão do Evangelho. Para, em seguida, abordarmos diretamente os textos do Novo e eventualmente do Antigo Testamento da grande obra da Revelação. 

Estudaremos inicialmente, observando as amplas perspectivas que o Codificador nos oferta para apenas em seguida mergulharmos na sabedoria específica dos textos de nosso Mestre, porque verificamos: o mundo precisa do amor que eleva. 

Os corações estão ressequidos e a loucura tomará parte de todos aqueles que não quiserem se vincular às doçuras protetoras do Mestre da Galileia. 

Comecemos. 

 

Obrigada pela sua presença hoje. A nossa pergunta é: qual é o objetivo espiritual de Allan Kardec começar o Evangelho Segundo o Espiritismo com esse tema?

 

Kardec, como representante do Cristo no planeta no momento da codificação do saber espírita no mundo, lida com as poderosas forças que fazem a história humana nos dois planos da vida. 

A este professor que se fez pequeno, colocou o Mestre em suas mãos, decisões de extraordinária responsabilidade e grandeza, pois o próprio Criador depositou nele a tarefa a ser executada. Quando o professor decide evidenciar a aliança profunda da religião e das religiões, das ciências e da religião, ele institui uma prática espiritual que será marcante no futuro da Terra. Kardec convoca, com a autoridade que lhe foi concedida, a todos os espíritos lúcidos do globo a trabalhar em comunhão. A comunhão iniciada pelo Codificador em breve mudará a história da Terra de forma inegável e objetiva. 

Se Moisés não trai a aliança espiritual com o saber da secreta doutrina egípcia, se o Cristo, exemplo maior, respeita e ensina a reverência a lei e aos profetas, Kardec, continuador da obra, realiza a vontade de Deus ao ordenar que todos os espíritos lúcidos do planeta devem trabalhar em comunhão. 

Por isso, vereis em breve, nos laboratórios dos mais diversos, a comunhão sincera entre encarnados e desencarnados. Superando as fronteiras do espaço, Espíritos nobres se farão visíveis para melhor intuírem os seus pupilos. Porque quer Deus que a criatura humana se eleve e não poupará os recursos de socorro necessário para todos aqueles que O buscarem com humildade verdadeira e de coração.

O objetivo, portanto, de Allan Kardec é, como representante do Cristo, deixar um marco luminoso de que não há fronteiras a serem respeitadas quando se trata de viver o amor. A cultura espiritual que surge, da força desse Espírito altera para sempre as tradições do mundo espiritual europeu que se espalha pelo ocidente. 

É por isso que os Espíritos que se intitulam pretos velhos são tão bem vindos entre os verdadeiros seguidores de Kardec. É por isso que os espíritos que compreenderam a missão do Codificador e suas lições estudam com tanto desvelo as tradições mais antigas. É por isso que a fraternidade será a marca que evidenciará os verdadeiros seguidores do Espiritismo, do Cristianismo, das elevadas revelações do passado. 

Allan Kardec compreendeu de forma tão profunda sua missão que jamais por características exteriores excluiu ninguém da mesa mediúnica da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Encarnados e desencarnados eram estudados com o critério do amor e da lucidez espiritual. Allan Kardec institui no mundo o arcabouço filosófico necessário para a integração do mundo religioso. 

Surgirão nesses séculos indivíduos inspirados por Allan Kardec nas mais diversas religiões que, com base nesse texto, produzirão um movimento integrador do cristianismo no Brasil, inicialmente. Não se trata, portanto, de mera produção teórica. O que esse Espírito fez é uma estruturação de forças espirituais de construção da Nova Era: unindo espíritos que representam todos esses setores. Ele é o líder escolhido por Deus para a Nova Era. 

Não se trata, portanto, de um religioso ou um filósofo ou de um pensador. Allan Kardec mostrou-se digno da tarefa dada por Deus tornou-se o líder da Nova Era. Capaz de superar todas as barreiras intelectuais e emocionais, ensinando aos seus discípulos como realizar isso. 

Mas, é preciso que haja uma meditação mais profunda para que o coração daqueles compromissados com o Cristo convertam-se ao verdadeiro Espiritismo. O Espiritismo no coração dos encarnados ainda é obra em aberto. Não digo inconclusa, porque não sabemos se haverá conclusão, talvez não haja. Porque se opta pela repetição de todos os preconceitos sociais que o mestre da Nova Era tão veementemente combateu com as suas armas de misericórdia. É necessário a conversão. É necessário a união. É necessário a integração de forma superior. 

Allan Kardec com todos conversava e, acredite, com todos aprendia. E isso era uma lição aos sábios desencarnados que o acompanhavam. Precisamos compreender a lição do capítulo primeiro para que tenhamos a condição intelectual de compreendermos o Novo Testamento. Sem essa visão de integração, seremos como pessoas incapazes de obra continuada, porque diferentes forças atuarão no nosso ser atraídas por nossos fragmentos em desalinho. Porque como ensina o Cristo, no momento de sua crucificação, ao afirmar que ao Pai entrega-se a si mesmo, confirmando seu ensino anterior, quando afirma “eu o Pai somos um”. 

Esse caminho da unidade é o único caminho da ascensão. Se não iniciarmos a nossa conversão profunda para a vivência íntima desta união, toda a colheita será perdida. Portanto, é grave o momento em que a Nova Era está na sua fase de implantação mais dolorosa e delicada que ainda hajamos de forma fragmentada: que sejamos espíritas em ambientes espíritas e tolos e estúpidos materialistas, se não na palavra, mas nos atos, em outros ambientes, porque estamos assim cultivando a loucura. 

Entendamos: se Allan Kardec acolheu com generosidade representantes de Moisés, se Allan Kardec prega a unidade de todos os cristãos, se Allan Kardec diz que religião e a ciência abordam a mesma unidade, que é Deus e Sua obra, não sejamos nós os seguidores antifraternos, os judas atuais que buscam compactuar com os aparentemente poderosos desestruturando o grupo do Cristo. 

Sejamos nós aqueles que meditaram em profundidade para que possamos dizer ante ao nosso mestre enviado por Deus: mestre, apesar de minhas imperfeições esforcei-me plenamente para viver a tua lição de inteireza.

Paz, 

Do amigo Cairbar de Souza Schutel.