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Diálogo mediúnico

Diálogo Mediúnico

Que a paz do Cristo, vibrando em vosso ser, alterando cada célula do seu organismo físico e espiritual, se estabeleça para sempre. Irmãos, o convite do Mestre é o convite da ação, é o convite do amor, é o convite, acima de tudo, ao respeito às outras opiniões mesmo quando equivocadas.
O Mestre nunca humilhou os orgulhosos fariseus com o seu saber. Quanto não poderia ter feito o Mestre, se o quisesse, no sentido de humilhar, de citar detalhadamente todas as escrituras, de mostrar que muitos que discutiam com ele, em nome da Lei da tradição judaica, conheciam infinitamente menos do que ele? Não teria sido fácil? Facílimo, garanto. Mas não é essa lição do nosso Mestre.
A lição do Mestre é a da cura da mão, a lição do Mestre é do encaminhamento para a atividade que leva a Deus. A lição do Mestre é do silêncio que compreende e do ato que educa.
Jamais, é ele o Mestre que humilha, o Mestre que despreza, o Mestre que faz questão em destacar o erro do outro. Jamais.
Por isso, podemos vos assegurar: se o vosso coração se alegra em vencer uma discussão, em humilhar aquele se opõe, em destruir o argumento do outro, não estais com o Cristo. Não estais na vibração do Mestre. Não sois, no instante em que fazeis isso, discípulo do Senhor da Verdade deste mundo.
Meus irmãos, entendamos: somos seres pequeninos. Não precisamos plantar vergonhas futuras discutindo como se representássemos a verdade. Não precisamos plantar desastres emocionais no nosso coração e no do outro por meio de discussões agressivas e estéreis, isso é tolice. Isso é afastar-se do Cristo, isso é perder a sintonia com as esferas superiores da vida.
Argumentar, sim, em clima de honestidade construtiva. Afirmar a verdade, sempre, por meio de atos, de ações e de sentimentos acima de tudo. Quando necessário, a título de exceção, expressá-la como palavra.
Assim fez o nosso Mestre. Observai os Evangelhos: há muito mais atos do que palavras, há muito mais ações do que teorias, há muito mais alegria do que discussão, há muito mais comoção do que discussão polêmica e esterilidade intelectual.
Nosso Mestre jamais perdeu o seu precioso tempo tentando convencer aqueles que, por definição prévia, não o querem. Mas dedicou-se, correndo o risco de morte consciente, a curar a mão de um enfermo para que ele voltasse a trabalhar. Esse é o nosso Mestre. Sacrificou com plena consciência a própria vida para nos ensinar a abnegação, mas nunca sacrificou um minuto sequer com teorias vazias e polêmicas destrutivas.
Esse é o nosso Mestre, o Mestre do Amor, o Mestre do ensino simples e da simplicidade de coração, porque nos ensinou nosso Mestre: somente sendo simples sentiremos a Deus.
Muita paz, do vosso irmão e amigo,

Cairbar de Souza Schutel.

Cairbar de Sousa Schutel

Cairbar de Sousa Schutel

Coordenador espiritual do Curso Iniciação à Psicologia Crística.

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