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Diálogo mediúnico

Diálogo Mediúnico

É com disposição íntima e fraterna que aqui nos apresentamos para as reflexões fundamentadas na vida e nos ensinos do nosso Mestre tão amado, que merece, de cada um de nós, a ternura e a devoção que ele já presta incondicionalmente há incontáveis milênios a cada criatura desse planeta, porque a sua luz e o seu amor envolve a todos, encarnados e desencarnados,  humanos e animais, plantas e minerais, não esqueçamos: Jesus de Nazaré é o Senhor supremo deste mundo.

Agradecemos mais um vez a oportunidade desse diálogo para o encontro de hoje, queria sua opinião: qual o perigo que enfrentamos, quando nos envolvemos em polêmicas constantes?

O primeiro e mais relevante perigo que enfrentamos ao adotar essa postura continuada na vida é a da queda na hipocrisia. Porque, muitas vezes, em disputas em que nosso orgulho é ferido, tendemos a exagerar e a mentir, a negar as próprias fraquezas e os próprios erros.

Um ambiente de polêmica cria um clima psíquico, uma cultura favorável à bactéria da hipocrisia, que cresce com muita facilidade. Então, o fruto mais infeliz e imediato de um clima de polêmica, onde cada um preocupa-se defender e acusar, é a instituição da máscara da hipocrisia como norma de relação humana.

Como devemos nos posicionar quando a gente se depara com situações de distorções doutrinárias, falando do Espiritismo?

Esclarecer de maneira clara, objetiva e extremamente franca, o que não nos permite agredir a ninguém. Se há um ponto em que observamos que há uma distorção, primeiro e, acima de tudo, orar ao Cristo para que tenhamos paz no coração. Segundo, meditar em profundidade sobre o ponto que acreditamos ser distorção. Terceiro, pesquisar de forma séria e continuadamente a questão antes escrever uma só linha ou pronunciar publicamente uma só palavra.

É inútil a postura de indivíduos que querem se utilizar de supostas ou reais distorções doutrinárias para aparecem vaidosamente ao público espírita. Se vemos pontos de distorção, que tiremos um ou dois anos para estudar em profundidade, que pesquisemos detidamente dezenas de trechos da codificação que fundamentam aquilo que acreditamos ser a verdade.

Como momento seguinte, compartilhemos com pessoas lúcidas e de confiança para que façam observações sobre nossa opinião, e, em conjunto, decidamos com elas se é necessário que aquilo venha a público ou não.

Após isso, que se consulte os próprios amigos espirituais, em grupo, porque quando se fala em Espiritismo, fala-se de um tema precioso sempre.

Após esse processo, acreditamos que a pessoa poderá ter uma condição segura de poder posicionar-se. Somos contrários às posturas levianas e vaidosas, que mais se preocupam em destacar o erro do outro do que em esclarecer. Quem quer educar, quem quer ser fraterno também tem que se perguntar: o que levou o meu irmão a defender essa ideia?

Então, é preciso uma imensa preparação íntima, um amparo espiritual adequado, outras opiniões para que nos posicionemos dignamente diante de uma questão doutrinária sem jamais acusar a ninguém, mas compreender e poupar o indivíduo, porque a nossa crítica, após um processo sério, deve ser sempre direcionada a ideia e nunca a pessoas.

Certo. Mas, depois de todo esse processo, depois de todo esse estudo, o aconselhamento dos amigos espirituais, como verdadeiramente defender sem polemizar? 

É importante entender que o Espiritismo não precisa de defesa, se precisasse seria fraco. Apenas devemos dar a nossa pequena cota de colaboração. Como fazer, após todo esse processo, amadurecido, meditado, fundamentado, revisado por diversas pessoas? Que se publique um texto, que se publique um livro, que se profira uma conferência e que se ore, pedindo ao Cristo que aquelas ideias possam ser aceitas fraternalmente, nunca como um combustível para alimentar o incêndio da vaidade humana.

Uma vez feito, que se retorne ao trabalho, que se pense na real necessidade de cada um e que, se necessário, se torne público também as próprias deficiências, para que a vaidade e a hipocrisia não se tornem uma marca daquele que busca simplesmente orientar os irmãos.

Porque a questão não é do Espiritismo, em essência, porque o Espiritismo é uma emanação do mais Alto que os homens são impotentes para distorcer, mas a questão que se trata é de ajudar os irmãos a não caírem no erro e na mentira.

Pesando-se tudo isso, que se faça a reflexão, a defesa, de um aspecto ou outro da Doutrina Espírita com a vibração fraterna de ajudar e nunca de corrigir de forma rude e impiedosa. Uma vez feito, a missão está cumprida. Cabe ao Cristo um encaminhamento muito mais complexo ao longo dos milênios.

Qual a postura que a gente tem que ter para com aqueles que atacam o Espiritismo?

Idêntica. De fraternidade humana e de honestidade em posição intelecto-moral, exatamente a mesma coisa. Esclarecer fundamentadamente. Tive a oportunidade de defender, fundamentando-me no Evangelho do Cristo a Doutrina contra o ataque de fariseus terríveis e a melhor defesa é a análise crítica, lúcida, de tudo aquilo que se diz. É a pesquisa imparcial e sincera, e sempre o fiz, amparado pelos meus amigos desencarnados.

Nunca publiquei uma crítica mais ferrenha sem que ouvir a opinião sincera de Léon Denis e de outros amigos, porque necessitava de uma visão mais ampla, para que o meu coração de espírito encarnado não me traísse e eu não pregasse a maldade em nome do Cristo.

Fiz isso ao longo de toda a minha vida e todos os meus livros e artigos foram sempre avalizados por amigos e pelo mais Alto, porque não interessava a minha defesa pessoal, interessava que eu cumprisse a minha pequena tarefa em nome de Jesus de Nazaré.

Muito obrigado por esse momento e disponibilizamos um espaço pra você concluir.

Queremos alertar a todos os que nos ouvem: é preciso cuidado com as disputas farisaicas que penetram no nosso movimento. Não há necessidade de escondermos as nossas limitações. Ante o irmão que finge saber mais, que finge ser evoluído só há um remédio: o silêncio e, no momento oportuno, assumirmos as nossas próprias deficiências, assumir-se é postura do cristão ante a hipocrisia.

Assim fez o Cristo, ao enfrentar a hipocrisia farisaica, ele assumiu quem ele era, ele disse: eu sou maior do que Moisés. Assumir quem se é com honestidade é o remédio indicado pelo Mestre para que não sejamos vítimas das máscaras sociais.

Aceitar-se como de fato se é, é o verdadeiro antídoto para a hipocrisia. Deus nunca vos abandonará e vossos guias sorrirão de felicidade ao ver que você não nega as próprias imperfeições, que você não precisa camuflar-se com palavras e discursos que parecem complexos, mas emanam da miséria emocional.

É preciso aceitar-se para que as discussões hipócritas percam o sentido emocional, porque nos engajamos com a  mentira apenas quando necessitamos mentir sobre nós mesmos. É isso que o Cristo quer nos ensinar ao dizer que apenas os lobos caem nas armadilhas dos lobos.

Portanto, digo com muito carinho a todos vocês: se as polêmicas espíritas vos interessam é porque estais, meu irmão ou minha irmã, mentindo muito para si mesmo, porque estais querendo fugir da vossa realidade. Porque de que vos interessam encarnações que não interferirão na vossa? Porque vos interessam livros esdrúxulos e esquisitos? Que eles morram pela falta de essência espiritual e sejam relegados ao triste arquivo das distorções espíritas.

Quanto a vós, quantas obras nobres a estudar, que a vossa encarnação toda não será suficiente. Dedicai-vos a elas e, acima de tudo, como ensinou o Cristo, dedicai-vos aos que sofrem. A curar os enfermos do corpo e da alma, a consolar os aflitos, independente de um detalhe ou outro, compreendido ou não, o Cristo estará em vossos corações.

Não há um só caso, em toda a vida do Cristo, em que ele exigiu o saber, de quem o buscava ou de quem o seguia. Mas, em todos os casos, o Cristo investiga os corações e é a partir daí, meus irmãos, que vos aproximarei do Mestre, por meio da elevação dos vossos corações guiados para a luz do nosso tão amado Mestre, o meigo jovem que nasceu na pequena e belíssima cidade de Nazaré.

Muita paz, do vosso irmão e amigo,

Cairbar de Souza Schutel.

Cairbar Schutel

Cairbar Schutel

Coordenador espiritual do Curso Iniciação à Psicologia Crística.

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