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Diálogo mediúnico

Diálogo Mediúnico

16 de Janeiro, 2017

Que a paz do Cristo possa iluminar os nossos corações, nos fazendo credores da misericórdia imensa que nesse instante desce sobre nós, porque é com muita alegria que nós inauguramos, de uma maneira mais direta, o nosso diálogo fraterno nesse modulo que é tão caro aos nossos corações, porque é a oportunidade que nós, espíritos pequenos na Terra, temos de agradecer, minimamente, o imenso amor e o carinho o que Jesus de Nazaré tem devotado a cada um de nós, seus aprendizes-tutelados, ainda nas esferas inferiores da vida. Que iniciemos sob o amparo de nosso Mestre!

Primeiramente, gostaria de agradecer. Como primeira pergunta: por que é necessário passarmos por tanto sofrimento?

A dor é uma constante da evolução dos reinos inferiores até a condição humana máxima, para se tornar elemento desnecessário aos espíritos verdadeiramente puros. Entretanto, a condição humana por facultar um amplo livre arbítrio, em relação aos reinos que estão atrás, gera um compromisso muito maior.

Podemos afirmar que a dor humana, a maior parte dela, é fruto não da necessidade da evolução, mas do mau uso do livre arbítrio. As mitologias antigas já vos ensinam isso. O Cristo vos claramente: o amor cobre uma multidão dos pecados, significando que não é necessária a lei olho por olho, dente por dente.

Nosso Mestre vem nos ensinar e vem nos apontar a abolição da lei da equivalência do mal e do sofrimento. Mostrando-nos um novo caminho em que o amor repara todos os erros. Portanto, podemos afirmar fundamentando no Evangelho: sofremos, em essência, porque nos recusamos a amar.

Como fazer para reconhecer as nossas verdadeiras dores as nossas dores íntimas?

Observando, meu amigo, o que temos dificuldade em amar. O amor é a mola central, é a luz direcionadora, é a bussola, é a engrenagem essencial do ser. O que nos recusamos a amar? Recusamo-nos a amar o pecador, recusamo-nos a amar o corrupto? Recusamo-nos a amar quem nos humilhou? Recusamo-nos a amar o que e a quem? A partir desta reflexão encontraremos, sem nenhuma sombra de dúvida, quais são as nossas maiores dores. Porque muitas vezes disfarçamos como virtudes a nossa falta de amor. Esse é o nosso grande erro: ao invés de nos reconhecer limitados e falhos no amar e investir as nossas forças em prece sincera para superarmos a limitação, dizemos que é virtude, quando simplesmente é uma recusa rebelde ao amor. Portanto, a nossa maior dor estará sempre onde estiver a nossa indisposição ao amor.

A partir de que momento deixa de ser necessário passar pela dor?

Em cada aspecto da vida, meu amigo, quando chega o amor. Apenas isto! Quando estudamos a mitologia do paraíso perdido, o que observamos? A dor chega, porque os filhos recusaram o amor do Pai, do Criador. Então, em cada área da vida, entenda que a dor se fará presente até que o amor chegue nos diversos sentimentos, nas diversas ações, nas diversas dimensões do ser. A dor cessa quando o amor se implanta verdadeiramente.

Como conquistar a felicidade íntima?

Investindo todas as energias em cada área em que o amor não está. Se tendes uma relação de casal, questionai-vos: onde falta o amor? Onde falta o amor existirá a dor, o ciúme, o medo da perda. Porque aquele que ama estará feliz em amar, esteja o outro perto ou longe. Se pensardes em vossas atividades profissionais: conseguis já entender o sentido amoroso de vossa profissão? Se não, ela se tornará decepcionante e dolorosa independente da quantia monetária que poderá ser auferida. Se pensardes em vosso lazer: deste conta se há amor ou não? Se não há amor em vosso lazer irá exaurir a você mesmo.

Em cada esfera da vida, em cada dimensão espiritual do ser, em cada ato e ação, ter paz significa instalar o amor naquele setor. A paz plena é quando conseguimos instalar o amor em todos os milhares dos setore do nosso ser, da nossa emoção, da nossa vida. Porque ai sim: nada temeremos, nada ansiaremos, porque o amor será o nosso guia de impulso de nosso ser de forma completa e integral.

Gostaria de agradecer esse diálogo e deixar o espaço para nosso encerramento.

Yvonne Pereira, na encarnação analisada, encerra um ciclo de erros imensos e terríveis; e inicia um ciclo maravilhoso de ascensão espiritual. Ela foi eleita por Bezerra como exemplo aos médiuns espíritas, porque não se trata de um espírito redimido, se trata de um espírito que pode representar, em grande parte, a realidade dos espíritas encarnados.

Espíritos endividados na área da sexualidade, espíritos endividados na área  dos impulsos inferiores, provando, a todos os que queiram, que é possível educar-se verdadeiramente.

Por que se inicia tão cedo nos trabalhos da mediunidade, da psicografia e do socorro psicofônico aos sofredores? Para que os seus impulsos sexuais sejam sublimados, para que as suas angústias da carne sejam transmutadas e assim ela cura-se a si mesma, acolhendo os outros. E por que em reuniões específicas para os suicidas? Para que os seus impulsos suicidas sejam transformados em impulsos de amor à vida.

Aos espíritas, é necessária a reflexão sobre a vida dessa verdadeira heroína, não por ser espírito redimido, repito, mas por ser espírito que se dispôs a aceitar as provas da própria redenção.

Avaliemos amigos, portanto, que a necessidade do espírito deverá, obrigatoriamente, estar ligada à necessidade do trabalho. Quantos filhos e filhas de espíritas, sexualmente desequilibrados, poderiam receber educação sublime de seus guias, se se dedicassem verdadeiramente às práticas mediúnicas socorristas? Porque apenas socorrendo aos mais necessitados o excesso de energia sexual pode ser canalizado a reestruturação de períspiritos em verdadeiras cirurgias psíquicas. Porque apenas atendendo aos mais sofredores, o excesso de energias acumuladas, por uma mente secularmente desequilibrada, pode ser reajustado. Porque os espíritas recusaram-se a entender, hoje, vemos o suicídio de muitos filhos de trabalhadores espíritas. Porque quiseram proteger seus filhos do trabalho redentor. Porque tiveram medo de confiar nos seus guias espirituais e encaminhar seus filhos para as tarefas socorristas, nas quais eles seriam os verdadeiros beneficiados.

Podemos afirmar, sem medo de erro, que se os pais, os orientadores adultos de Yvonne do Amaral Pereira, tivessem tolhido-a de suas vivências mediúnicas, o seu destino seria a loucura ou o suicídio ou ambos. Porque não teria terapêutica adequada, em profundidade, para lhe dar suporte para atravessar uma existência de profundos testemunhos em que seus erros pudessem ser transformados em acertos.

Podemos ter em mente: esse espírito abnegado, não superior, como modelo real para as vossas existências, para vós que ainda lutais contra os desequilíbrios da sexualidade, para vós que ainda lutais contra o desânimo e a depressão profunda. Trabalhai meus amigos, trabalhai! Porque no dia que esta amiga chegou ao nosso plano, tivemos uma imensa exibição de sua vida em detalhe, apresentada pelos mesmos suicidas que ela socorreu. Eles diziam do fundo de suas almas: nós agora teremos coragem, porque você foi capaz e o Espiritismo é capaz de nos sustentar em uma encarnação provacional e por isto mergulharemos na carne.

É necessário saber, porque muitos dos que nos ouvem, viverão isto. Entendam. Trabalho não pontual, trabalho abnegado, meus irmãos. Não trabalho de um fim de semana, mas trabalho de uma semana sem fim. Para que possais com as vossas dores, estardes preparados para receber o Cristo em vossos corações.

Com alegria, vos damos esta mensagem que assustará alguns, mas que poderá ser o estímulo da redenção de milhares, porque é assim que o Cristo deseja. Abri os corações, vivendo a dor, para que dali a luz cure a todos nós.

Muita paz do vosso irmão e amigo,

Cairbar de Souza Schutel.

Cairbar Schutel

Cairbar Schutel

Coordenador espiritual do Curso Iniciação à Psicologia Crística.

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