Fontes de informações

Um Caso de Reencarnação

Os textos que seguem foram extraídos das obras citadas pela médium sobre suas existências passadas

Os textos deste pequeno livro foram publicados pela médium Yvonne A. Pereira na revista Reformador entre os meses de setembro a dezembro de 1979. Estão disponíveis para consulta online no Acervo Digital do Reformador da Federeção Espírita Brasileira (Feb)

Vemos o mesmo Espírito (…) no livro “Nas Voragens do Pecado” (…) sob o nome de Luís de Narbonne. Vemo-lo, depois, em “O Cavaleiro de Numiers”, em reencarnação posterior àquela, com o nome de Henri Numiers. Vemo-lo ainda no pungente caso “O Drama da Bretanha”, sob o nome de Arthur de Guzman d’Évreux. E finalmente, em meados do século XIX, com o nome de Roberto de Canallejas.  (…) Espírito que foi meu constante companheiro de lutas amorosas e quedas dramáticas através do tempo. (…)  Foi ele [Roberto de Canllejas] o meu esposo incompreendido e desprezado de minhas passadas existências. (p.13- 15)

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Século XVI (1501-1600) Ruth-Carolina assume a identidade de sua amiga morta para vingar-se das mortes de pessoas amadas por conta da perseguição religiosa realizada por Luis de Narbonne

A sombra de Otília me impele irresistivelmente para este pavoroso destino e eu não me poderei esquivar… Terei de prosseguir nesta aventura sinistra até à completa destruição de Narbonne… Otília manda-me torturá-lo por amor, tal como a morte de Carlos, às vésperas das suas bodas com ele, até hoje tortura o seu coração! Confesso que, por vezes, chego a lamentar que fosse precisamente ele, Luís, o algoz de minha família, pois eu vergonhoso será dizê-lo – de bom grado o teria amado, tão terno e tão amigo se vem apresentando desde o primeiro instante… Mas, não importa que eu mesma sucumba nessa missão ingrata que minha Otilia a mim confiou… De que me valeria viver destituída de minha família… (p.149)

Século XVII (1601-1700) Berthe casa-se com Henri Numiers, mas foge com o primo Louis de Stainesbourg, o que ocasiona o suicídio do marido Henri.

Penalizado com o drama a que eu pudera assistir investigando, por mercê de Deus, as vibrações da luz circunjacentes à aldeia de Saint-Omer, na província francesa da Bretanha, roguei ao Todo-poderoso me permitisse investigar ainda as suas causas remotas, ocorridas na Flandres Ocidental. Não me seria fácil o trabalho. Extrair da ambiência etérica de uma localidade os episódios ocorridos em seus cenários e nela fotografados é tarefa melindrosa, exaustiva. Mas, pensei: – Quem sabe se desse exaustivo labor não resultariam lições instrutivas para mim próprio ou para outrem? (Prólogo, Espírito Charles)

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Século XVII (1701-1800) Andrea de Guzman está prometida em matrimônio a Alexis, mas tem um caso com o vizinho Marcus de Villiers e engravida. Por conta do desgosto causado a seus familiares suicida-se. Ao lado: Diálogo entre Andrea (Yvonne) e Victor (Charles) seu irmão.

– Sou muito infeliz, meu caro Victor! (…) Amo Alexis profundamente, e sei que não poderei viver sem ele, mas amo também Arthur, embora, às vezes, sinta um certo temor dele e uma instintiva repulsa, logo dominada pelo coração. Em ambos é que tenho encontrado amparo e consolo para o meu isolamento… Entre um e outro, eu não poderia. (p.54) 

Século XIX (1801-1900) Nina em Sublimação Duas encarnações acontecem nesse século. A primeira narra a vida de uma jovem e sedutora dançarina que contrai tuberculose e é amparada por Ramiro. Na segunda renasce como filha do nobre médico Ramiro e casa-se com Roberto de Canallejas. Mais uma vez, dominada pelas paixões, atrai o seu esposo que abatido descuida-se da saúde e morre de tuberculose, sendo considerado suicida no mundo espiritual. Diante desse quadro nossa personagem comete suicídio, jogando-se no rio Tejo em Portugal.

Em um curto período de tempo, Charles encontra o mesmo Espírito – Nina –  em duas encarnações. A primeira como um dançaria cigana que morre doente apesar de seu amparo. Em seguida, ele reencarna cm sua filha. Segue o diálogo mediúnico no qual eles combinam sua encarnação seguinte:

O coração de D. Ramiro vibrou de violenta emoção.

As lágrimas correram livremente por suas faces e ele respondeu:

– Oh, Nina, minha filha! Ter-te junto de mim, sem que ninguém me acuse por isso, apertar-te em meus braços como pai, pois sempre te quis paternalmente, ensinar-te a falar desde pequenina, guiar os teus primeiros passos, prover tudo o de que necessitares, para que nada te falte, compensar-te do martírio que padeceste ainda ontem, como Nina, dar-te um novo
corpo para que progridas para Deus sob o meu cuidado, dar-te o meu nome, para que sejas respeitada como eu próprio o tenho sido… oh, sim, minha amada! é o supremo desejo, a suprema felicidade do meu coração!

Mas… dize, minha querida: resolves isso de ti mesma ou possuis o beneplácito das leis de Deus para esse importante acontecimento?

– Meus bons conselheiros aprovaram essa minha petição, apelando, antes, para o Conselho Maior que os inspira. Disseram que será uma recompensa ao muito que padeci agora, com paciência e humildade, pois, vivendo como Nina Vidigal, nunca me revoltei ou me queixei. Será ensejo novo que a lei de Deus me concederá para progredir, um prêmio, pois, se eu for obediente à direção moral que, como pai, me derdes, terei dado grande passo para a minha redenção espiritual… (p.266)

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Neste livro publicado em 1968, Yvonne do Amaral na muitas de suas experiências mediúnicas, testemunhos e lembranças do passado.

Disseram-­nos os nossos Instrutores Espirituais há cerca de seis meses, quando aguardávamos novas ordens para o que ainda tentaríamos no ângulo da mediunidade psicográfica:


“Narrarás o que a ti mesma sucedeu, como médium, desde o teu nascimento. Nada mais será necessário. Serás assistida pelos superiores do Além durante o decorrer das exposições, que por eles serão selecionadas das tuas recordações pessoais, e escreverás sob o influxo da inspiração.”


E por essa razão aí está o livro RECORDAÇÕES DA MEDIUNIDADE, porque estas páginas nada mais são que pequeno punhado de recordações da nossa vida de médium e de espírita. Muito mais do que aqui fica poderia ser relatado. Podemos mesmo dizer que nossa vida foi fértil em dores, lágrimas e provações desde o berço. Tal como hoje nos avaliamos, consideramo­-nos testemunho vivo do valor do Espiritismo na recuperação de uma alma para si mesma e para Deus, porque sentimos que absolutamente não teríamos vencido, nas lutas e nos testemunhos que a vida exigia das nossas forças, se desde o berço não fôramos acalentada pela proteção vigorosa da Revelação Celeste denominada Espiritismo.