Magnetismo - Iniciação aos Princípios do Magnetismo

O Espírito e o Médium

E. Quinemant

A comunicação de que aqui tratamos foi assinada pelo Espírito E. Quinemant, cuja morte foi anunciada na mesma edição da Revista Espírita que contém a referida dissertação. Conforme um correspondente de Sétif, Argélia (Sr. Dumas), o Sr. Quinemant, falecido em 20 de abril aquele 1867, foi o primeiro adepto do Espiritismo naquela cidade, juntamente com ele (Dumas).

Era, além disso, um bom magnetizador e dedicado prestador de serviços às pessoas sofredoras. Dumas relata que ele: Morreu quase sem sofrimentos, com a tranquilidade e a resignação de um espírita, dizendo à sua mulher que se consolasse, que se encontrariam no mundo dos Espíritos. No dia anterior à manifestação espontânea ocorrida na Sociedade de Estudos Espíritas de Paris, ele foi evocado em uma sessão particular e lá compareceu assim principiando sua fala assim: Embora meu retorno ao mundo dos Espíritos seja recente, estou suficientemente desprendido para me comunicar com facilidade; as ideias que já possuía sobre o mundo invisível, minha crença nas comunicações e a leitura das obras espíritas haviam-me preparado para ver sem espanto, mas não sem infinita felicidade, o espetáculo que me aguardava.

Armand Théodore Desliens

As comunicações de Quinemant foram recebidas por Armand Théodore Desliens, membro da Sociedade Espírita de Paris e um dos seus principais médiuns, também secretário-geral de Allan Kardec e que viria a ser ainda o redator-chefe da Revista Espírita logo após a desencarnação de Kardec. Ou seja, um intermediário qualificado para dar voz a um Espírito como Quinemant. E para analisar o teor da mensagem em pauta e aquele novo ponto de vista ali trazido, ninguém melhor do que Allan Kardec, especialista tanto em Espiritismo quanto em Magnetismo — os dois tópicos abordados naquela mensagem especial.