Magnetismo - Iniciação aos Princípios do Magnetismo

Pergunta: magnetismo e socorro espiritual

Recordações da Mediunidade
Trecho da introdução

Muitas cartas temos recebido, principalmente depois que saiu a lume o nosso livro DEVASSANDO O INVISÍVEL, onde algo relatamos do que conosco há sucedido, referência feita ao  nosso âmbito mediúnico. Desejariam os nossos correspondentes que outro noticiário naqueles moldes fosse escrito, que novos relatórios viessem, de algum modo, esclarecer algo do obscuro  campo mediúnico, esquecidos de que o melhor relatório para instrução do espírita e do médium são os próprios compêndios da Doutrina, em cujos testos os médiuns se habilitam para os devidos
desempenhos. Confessamos, entretanto, que não atenderíamos aos reiterados alvitres que nos fizeram os nossos amigos e leitores se não fora a ordem superior recebida para que o tentássemos, ordem que nos decidiu a dar o presente volume à publicidade. Como médium, jamais agimos por  nossa livre iniciativa, senão fortemente acionada pela vontade positiva das entidades amigas que nos dirigem, pois entendemos que o médium por si mesmo nada representa e que jamais deverá adotar a pretensão de realizar isto ou aquilo sem antes observar se, realmente, é influenciado pelas verdadeiras forças espirituais superiores. Disseram-­nos os nossos Instrutores Espirituais há cerca de seis meses, quando  aguardávamos novas ordens para o que ainda tentaríamos no ângulo da mediunidade psicográfica: 

“Narrarás o que a ti mesma sucedeu, como médium, desde o teu nascimento. Nada mais será necessário. Serás assistida pelos superiores do Além durante o decorrer das exposições, que por eles serão selecionadas das tuas recordações pessoais, e escreverás sob o influxo da inspiração.”
E por essa razão ai está o livro RECORDAÇÕES DA MEDIUNIDADE, porque estas páginas nada mais são que pequeno punhado de recordações da nossa vida de médium e de espírita. Muito  mais do que aqui fica poderia ser relatado. Podemos mesmo dizer que nossa vida foi fértil em dores, lágrimas e provações desde o berço. Tal como hoje nos avaliamos, consideramo-­nos testemunho vivo do valor do Espiritismo na recuperação de uma alma para si mesma e para Deus, porque sentimos que absolutamente não teríamos vencido, nas lutas e nos testemunhos que a vida exigia das nossas forças, se desde o berço não fôramos acalentada pela proteção vigorosa da Revelação Celeste denominada Espiritismo. Poderíamos, pois, relatar aqui também as recordações do que foi o amargor das lágrimas que choramos durante as provações, as peripécias e humilhações que nos acompanharam em todo o decurso da presente existência, e os quais a Doutrina Espírita remediou e consolou. Mas para que tal explanação pudesse ser feita seria necessário apontar ou criticar aqueles que foram os instrumentos para a dor dos resgates que urgia realizássemos, e não foram acusações ao próximo  que aprendemos nos códigos espíritas, os quais antes nos ensinaram o Amor, a Fraternidade e o Perdão. Encobrindo, pois, as personalidades que se tornaram pedra de escândalo para a nossa expiação e olvidando os seus atos para somente tratarmos da sublime tese espírita, é o testemunho do Perdão que aqui deixamos, único testemunho, ao demais, que nos faltava apresentar e o qual os nossos ascendentes espirituais de nós exigem no presente momento.