Nova Geração – 108 – Evangelho e Compaixão

Resumo

Conversamos sobre o significa do conceito paixão e sobre a atitude íntima do Samaritano na parábola contada por Jesus.


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Mensagem Final

Paz e alegria em seus corações filhos e filhas, que buscam com verdadeira sinceridade compreender as questões básicas, mas indispensáveis para ter uma vida cristã.

Ao longo dos séculos, a Igreja resolveu combater os sentimentos, de uma forma ou de outra, isto trouxe resultados muito infelizes para todos vocês que, de uma forma ou de outra, quiseram acreditar nestas ideias porque pareciam mais confortáveis ou mais certas, mas é um grande erro achar que se evolui combatendo os próprios sentimentos. Ora, os sentimentos foram dados por Deus, tem uma gênese muito profunda que precisará de muito estudo para ser entendido, mas vocês já podem saber uma coisa: não se pode crescer, ter paz, felicidade, combatendo os sentimentos.

Vocês muitas vezes tornam-se inimigos deles e vivem muito infelizes. As drogas quase sempre são utilizadas para combater o sentimento, não pensem que se utiliza droga para se sentir feliz. Isto é a ilusão e desculpa. Usa-se droga para fugir dos verdadeiros sentimentos, criando falsos sentimentos, mas que nunca se sustentam, mas que sempre acabam de forma trágica, independente de qualquer coisa.

Um espírito pode chegar até o final da vida, mas se utilizou droga, mesmo tendo uma vida aparentemente de equilíbrio, todo o seu corpo espiritual está danificado. Frequentemente, muitas vezes, deformado. Por isto precisa entender, que quando se fala de paixão, fala-se de educar sentimentos para senti-los, para desenvolvê-los com muita intensidade no caminho do bem, no caminho da luz, da paz sincera.

Não pensem que é possível ascender aos mundos superiores sem um sentimento poderoso, um sentimento intenso. Sem uma paixão sublime. Não pensem que existiria um Francisco de Assis ou um Allan Kardec, em seu mundo, se esses espíritos não carregassem em si um sentimento, uma paixão imensa e avassaladora, mas, ao mesmo tempo, sublimada, doce, profunda.

Todos os que encontraram com esses espíritos puderam sentir isso. Porque eles transbordam de uma maneira intensa, mas, ao mesmo tempo, de uma maneira não destrutiva, que não esmaga aqueles que ainda fogem de sentir a si mesmo.

Nosso Mestre mostra com toda clareza, ao longo de sua vida, que sempre foi um jovem de intensa paixão, de uma vida emocional muito forte e ao mesmo tempo muito suave. Sei que parece contraditório, pois vocês acham que suavidade é fraqueza. Não é filhos! Suavidade, a verdadeira e penetrante suavidade, só pode vir de uma alma poderosa, de uma alma que soube mexer com os sentimentos mais grosseiros do ser e sublimá-los. A suavidade verdadeira é como um perfume que sai de um caldeirão intenso de paixões de todos os tipos e que são depurados dentro do ser. Então não dizemos: vivam todos os sentimentos intensamente, não! O que dizemos é preparem-se para viver os verdadeiros sentimentos com toda a intensidade possível, porque a intensidade dos sentimentos grosseiros é vazia, não se sustenta. Ela vem e vai e depois se esgota e se exauri. A verdadeira paixão, filhos, atravessa os séculos – a verdadeira paixão cria obras que duram milênios e milênios. A verdadeira paixão gera uma paz duradoura e imperturbável.

Vocês podem alcançar isto, porque vocês possuem sentimentos. O sentimento não abafado, o sentimento da paixão bem conduzido leva a luz e a verdade, filhos. É que só o sentimento intenso nos leva a Deus. Por isso, Jesus pode chocar a tantos ainda hoje, pois a sua paixão é intensa para cada um de nós. Jesus nunca olhou o ser com indiferença, nunca olhou para ninguém e disse: é só uma pessoa. Jesus é um ser apaixonado por todos nós. Jesus é um ser apaixonado por toda a vida.

Quando estamos em assembleias em planos superiores, e observamos o comportamento dos espíritos, podemos dar este testemunho: não existe nenhum espírito verdadeiramente evoluído, que seja indiferente. São todos espíritos apaixonados, são espíritos que possuem paixão sublime por tudo o que os cerca. Por tudo, pois eles sabem que tudo é uma fonte de tocar com o sentimento, isso Jesus ensina. Tudo deve ser tocado com sentimento. O que sofre e o que se alegra, o nascer e o por do sol, a árvore e o fruto, o animal pequeno e o grande.

Nada passava indiferente aos olhos de nosso Mestre, porque ele é o Mestre do sentimento intenso e profundo. Ao ver um por do sol, o Mestre se fundia com ele. As suas vibrações adquiriam ondulações muito preciosas e muito específicas e até hoje isto é muito estudado por nós, nos mundos em que isto é possível, nos planos em que isto faz sentido educativo.

Apenas dou exemplos para que vocês entendam o que significa paixão verdadeira. É um sentimento que toca a tudo que cerca a todos os seres. O Mestre via a beleza da infância, mas também a da velhice, nada passava a ele despercebido. O Mestre olhava com carinho as dobras nos rostos das mulheres idosas, o Mestre olhava com respeito a mão calejada dos velhos pescadores que se aproximavam dele. O Mestre observava os traços fisionômicos dos jovens, observando como cada traço revela a personalidade. O Mestre olhava nos olhos de cada ser, não apenas vendo o fulano filho do beltrano, o menino danado e o obediente. Ele olhava e ficava apaixonado, sim, pela história daquele espírito, pelo o que tinha conseguido, e o que o mais empolgava: para dizer a verdade, era ver como aquele espírito iria chegar ao Pai. Isso era segundos, mas ainda assim com sentimento intenso e profundo.

Isso é viver sentimento, é permitir-se sentir intensamente a beleza, o lado elevado. Posso resumir da seguinte forma: viver paixão segundo o Cristo, viver sentimento segundo o Cristo, é descobrir o toque de Deus em tudo que está ao redor. Isto o Mestre fazia, ainda melhor, observava: como meu Pai se revela neste ser, neste passarinho, como o meu Pai se revela neste peixe? Como o meu Pai se revela neste doutor da lei? Isso é o olhar com paixão, filhos. Ver o lado divino, sentir com o outro, que, em verdade, deve sempre representar Deus também para nós. Descobrir isto, nosso Mestre sempre descobriu em tudo. Por isso, a todos ele amou e ama intensamente, pois não vê nossas falhas e erros, mas a centelha de Deus em nós e nos ama com uma intensidade que nem todos os milênios podem abalar. Isso é olhar a cada um como o Mestre ensina. Quem quiser faça, é um exercício que cada um pode fazer e devemos começar pensando: sou obra de Deus!

Descubra Deus em você, filha e filho, porque o Mestre já descobriu e doou tudo para que o coração dele tocasse o seu.

Fiquem em paz, do amigo espiritual de sempre.

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