A percepção e o equilíbrio dos pontos magnéticos centrais

Vamos falar sobre o chacra frontal. Ele é simplesmente fascinante! Nele estão as atividades que mais me encantam. É chamado de terceiro olho no hinduísmo, como ensina Calderaro a André Luiz, ele ordena, estrutura, as percepções.

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Educação Espírita: um Convite à Juventude- Magnetismo – Encontro 8

A percepção e o equilíbrio dos pontos magnéticos centrais

 

Vamos falar sobre o chacra frontal. Ele é simplesmente fascinante! Nele estão as atividades que mais me encantam. É chamado de terceiro olho no hinduísmo, como ensina Calderaro a André Luiz, ele ordena, estrutura, as percepções.

As percepções do corpo de carne como ver, ouvir, perceber pela pele (tato) são apenas uma parte das percepções. Existem outros, as percepções psíquicas associadas a mediunidade: ver, ouvir e captar energias do mundo dos espíritos. Quem vê os espírito não é o olho material, o vidente vê melhor de olhos fechados! Estas percepções também acontecem desse ponto magnético.

A intuição – que pode ser a orientação espiritual e também orientações de nosso eu mais profundo – que no Espiritismo chamamos consciência, acontece também graças a esse ponto magnético.

Naturalmente, esse é o centro ligado ao autoconhecimento. Conhecer-se é perceber a si mesmo. Perceber quem somos, como nos expressamos, como sentimos, como nos alimentamos, como interagimos, como nos associamos a outros seres humanos.

A percepção, porém, não se restringe ao nosso presente é percepção, também, do nosso passado. Por isso, é importante sabermos que constantemente estamos percebendo nosso passado: o passado desta existência e de outras, materiais e  espirituais.

Não se trata apenas da memórias de outras vidas, se trata da memória e de como nos a percebemos, de como interpretamos o que já vivemos. De como lidamos com tudo o que já experienciamos.

Todo esse conjunto que engloba a percepção da nossa história e da humanidade, das expressões artísticas, da beleza e do universo se faz presente a cada pequena percepção em nosso dia a dia. Vemos um por do sol ou olhamos outro ser humano com base nessa percepção global.

Por isso, o Cristo nos ensina,

A luz do teu corpo é o olho. Portanto, se teu olho for sincero, teu corpo inteiro será luminoso. Porém se teu olho for causador de infortúnio, mal, teu corpo inteiro estará em trevas. Portanto, se a luz que há em ti é trevas, como não será grande tua treva?  (Mateus 6: 22 e 23, edição Feb.)

 

Jesus não apenas definiu o olho como a ponto de percepção passivo, afirma que ele a própria luz! É muito interessante aprendermos com Kardec que os espíritos emitem a própria luz e não dependem da luz do ambiente para ver, quando são superiores. Isso ajuda a entender melhor o Cristo.

Aqui chegamos ao ponto mais importante deste encontro: como está a sua percepção da vida, de você mesmo e das pessoas ao seu redor? Uma expressão poderosa desse trecho do Evangelho, recuperada graças a tradução de Haroldo Dutra Dias é “se teu olho for causa de infortúnio”; se percebemos de forma perversa, já estamos causando mal a nós e aos outros. Essa é a verdade do Evangelho. Aprender a perceber não apenas amplia nossos poderes psíquicos, perceber com o Evangelho é iluminar-se. Consequentemente, surge a pergunta: como educar esse ponto magnético segundo o Evangelho?

Meimei, um espírito ligado ao Evangelho desde a época de Jesus nos ensina de forma muito bela. No capítulo 25, do livro Ideal Espírita, editora Cec.

MENSAGEM DO HOMEM TRISTE

Passaste por mim com simpatia, mas quando me viste os olhos parados, indagaste em silêncio porque vagueio na rua.

Talvez por isso estugaste o passo e, embora te quisesse chamar, a palavra esmoreceu me na boca.

É possível tenhamos suposto que desisti do trabalho, no entanto, ainda hoje, bati, em vão, de oficina a oficina… Muitos disseram que ultrapassei a idade para ganhar dignamente o meu pão, como se a madureza do corpo fosse condenação à inutilidade, e outros, desconhecendo que vendi minha roupa melhor para aliviar a esposa doente, despediram-me apressados, acreditando-me vagabundo sem profissão.

Não sei se notaste quando o guarda me arrancou à contemplação da vitrina, a gritar me palavras duras, qual se eu fosse vulgar malfeitor. Crê, porém, que nem de leve me passou pela mente a idéia de furto; apenas admirava os bolos expostos, recordando os filhinhos a me abraçarem com a fome, quando retorno à casa.

Ignoro se observaste as pessoas que me endereçavam gracejos, imaginando-me embriagado, porque eu tremesse, encostado ao poste; afastaram-se todas, com manifesto desprezo, contudo não tive coragem de explicar-lhe que não tomo qualquer alimento, há três dias…

A ti, porém, me fitaste sem medo, ouso rogar apoio e cooperação. Agradeço a dádiva que me estendas, no entanto, acima de tudo, em nome do Cristo que dizemos amar, peço me restituas a esperança, a fim de que eu possa honrar, com alegria, o dom de viver. Para isso, basta que te aproximes de mim, sem asco, para que eu saiba, apesar de todo o meu infortúnio, que ainda sou teu irmão.

O que esse mensagem nos ensina? A olhar, a perceber! Ela nos leva a questionar nossas certezas sobre o outro, certezas que causam infortúnios e, consequentemente, fazem nosso ser envolver-se em trevas.

Emmanuel, no capítulo 1, do livro Chico Pede Licença, nos ajuda e educar a percepção. É uma excelente orientação de educação mediúnica.

NO MOMENTO DE JULGAR

No momento de julgar alguém, como poderás julgar esse alguém, de todo, se não conheces tudo?

Terá sucedido um crime, estarrecendo a multidão.

Suponhamos que um homem desequilibrado haja posto uma bomba em certa casa, no intuito de destruir-lhe os moradores. Entretanto, por trás dele estão aqueles que fabricaram o engenho mortífero; os que o conservaram para utilização em momento oportuno; os outros que lhe identificaram o perigo, aprovando-lhe a existência; e aqueles outros ainda que, indiferentes, lhe acompanharam o fogo no estopim, sem a mínima disposição de apagá-lo.

De que maneira medirias o remorso do espírito de um homem assassinado, na hipótese desse mesmo assassinado haver provocado o seu contendor até que o antagonista lhe furtasse o corpo, num instante de insanidade? E como observarias o pesar do semelhante, à vezes, ilhado no fundo de uma penitenciária, na posição de um vivo-morto, quando o imaginado morto permanece vivo? E com que metro verificarias o sofrimento de um e outro?

Com que pancadas ou palavras agressivas conseguirias punir, durante algumas horas, a criatura menos feliz que já carrega em si o tormento da culpa, à feição de suplício que lhe atenaza o coração, noite e dia?

Ante a queda moral de alguém, é mais razoável entrarmos para logo no assunto, na condição de partícipes dela, antes que nos alcemos à indébita função de censores.

Não precisaríamos tanto de justiça, se não praticássemos a injustiça e nem tanto de medicina se não tivéssemos doença.

Necessitaríamos, porventura, na Terra, de tantas e tão multiplicadas lições, em torno do bem, se o mal não nos armasse riscos, quase que em todas as direções do Planeta? E onde estão aqueles que estejam usufruindo a glória da instalação segura no bem, sem o prejuízo de algum mal, ou aqueles outros que atravessam os espinheiros do mal, sem a vantagem de algum bem?

No momento de julgar, peçamos a Inspiração da Providência Divina para os magistrados que as circunstâncias vestiram com a toga, a fim de que acertem, nas suas decisões,em louvor do equilíbrio geral, porquanto é tão delicado o encargo de juiz chamado a interferir no corpo da ordem social, quão difícil é a tarefa do cirurgião convocado para interferir no corpo físico.

E quanto a nós outros, os que não somos trazidos a sentenças de lei, já que não nos achamos compromissados para isso, usemos a sobriedade e a compaixão em todos os nossos processos de vivência pessoal no cotidiano, conscientes, quanto devemos estar, de que os justos são as âncoras dos injustos e de que os bons constituem a esperança para todos aqueles que a maldade ensandece.

No momento de julgar, ainda que te coloquem no último banco, entre os últimos réus, e mesmo que se te negue o direito de defender a própria consciência edificada e tranqüila, a ninguém condenes, nem mesmo àqueles que, porventura, te condenem.

Usa sempre a misericórdia e acertarás.

Diálogo Mediúnico

Meus filhos, é com muita alegria que venho hoje me comunicar com vocês, observando que o conhecimento verdadeiro do Espiritismo irá mostrar as belezas do Evangelho de Jesus.

Muitas vezes, na Terra, como desejei poder explicar à juventude, ainda confusa, do meu tempo, o quanto Jesus tem a ensinar para cada um de nós!

Muitas vezes, sonhei com a juventude empolgada em descobrir as alegrias contidas no Novo Testamento.

Quantas vezes imaginei os jovens do Brasil unidos acima das fronteiras religiosas a construir a verdadeira Pátria do Evangelho!

Tantas vezes, questionei aos generosos guias da espiritualidade maior, por que não poderíamos, naquele instante, agir de tal forma a envolver todos os jovens da nação, já que o Cristo, em sua ação generosa, havia eleito os adolescentes iluminados como apóstolos prediletos.

Agostinho me dizia, repetidas vezes: Bezerra, chegará o tempo em que a juventude brasileira ensinará ao mundo que nenhuma religião importa, se não houver amor nas ações do dia a dia. Chegará o dia em que os jovens tornarão fora de moda a pergunta “a que religião tu pertences? ”. Chegará o dia em que a juventude deste país irá criar uma nova cultura de diversão a partir das alegrias da ação continuada no Bem.

Por ora, Bezerra, apenas prepara o caminho de forma abnegada, porque teu coração, um dia, se alegrará ao ver estas palavras se concretizarem. Mas, meu filho, isso será o futuro, porque precisas antes organizar o presente, de tal sorte, que o Consolador se instale na cultura atual, para que, no futuro, os jovens descubram o valor da palavra do Cristo.

Assim me consolava meu generoso guia e me estimulava à escrita dos primeiros romances que objetivavam destacar o valor da juventude na transformação real da Pátria do Evangelho.

Hoje, para mim, está marcado o início da compreensão da juventude brasileira do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo de uma forma mais profunda. Porque não iremos mais associar a figura do Mestre sublime a querelas inúteis de sectários de todas as ordens, mas poderemos dizer: amas o Cristo e o resto não nos interessa. Percebe a beleza de teu irmão que sofre sem julgá-lo e conseguirás a compreensão profunda da mensagem de Jesus.

Jovens queridos, amai o Cristo como vosso melhor amigo, amai o Cristo como o benfeitor abnegado e como o vencedor de todas as trevas.

Jovens, aplicai-vos a descobrir a grandeza desse Mestre incansável e tereis acesso à fonte de energias magnéticas mais poderosas desse planeta. E o cansaço e as dores nunca vos atormentarão, porque tereis, meus jovens queridos, o Jovem de Nazaré a nutrir os vossos corações, a espantar todas as trevas e a vos tornar verdadeiros cristãos.

Espalhai, amigos, a compreensão profunda do Evangelho, e não mais tereis na Terra a maldade que calunia, a ganância que empobrece e a leviandade que deprime.

Ficamos convosco, alegres, por perceber que o vosso coração busca ao Cristo, e que Ele vos nutrirá sempre.

Muita paz, do vosso irmão e amigo carinhoso de sempre,

Bezerra de Menezes.

 

 

2 comentários

  1. Muito reflexivo o conteúdo deste encontro … Precisamos não só trabalhar nossas percepções, mas também estar cientes que estas percepções contagiam outras pessoas ao nosso redor, seja de maneira positiva ou negativa…

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  2. Extremamente profundo, nos remente a questionar nossas crenças, atitudes, nossa essência, não basta desejar a iluminação, é preciso trabalhar a nossa consciência…

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