Sucesso reencarnatório – Educação Espírita: um Convite à Juventude – Reencarnação – 7

Conversamos sobre o que significa o sucesso na reencarnação a partir do estudo da vida de Carlos Magno, Pedro da Vaux, Francisco da Assis e do projeto do Cristo para um mundo unificado.

 


 

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Educação Espírita: um Convite à Juventude

Módulo – Reencarnação

Sucesso reencarnatório – 7

 

Textos citados

 

A CAMINHO DA LUZ

XVII

A idade Medieval

 

CARLOS MAGNO  [Uma tentativa de reorganizar a sociedade.]

 

É depois dessa época que Jesus permite a reencarnação de um dos mais nobres imperadores romanos, ansioso de auxiliar o espírito europeu na sua amargurada decadência. Essa entidade renasceu, então, sob o nome de Carlos Magno, o verdadeiro reorganizador dos elementos dispersos para a fundação do mundo ocidental. Quase analfabeto, criou as mais vastas tradições de energia e de bondade, com a superioridade que lhe caracterizava o espírito equilibrado e altamente evolvi do. Num reinado de 46 anos consecutivos, Carlos Magno intensificou a cultura, corrigiu defeitos administrativos que imperavam entre os povos desorganizados da Europa, deixando as mais belas perspectivas para a latinidade.

Sabe Jesus quanto de lágrimas lhe custou o cumprimento de uma tarefa dessa natureza, cujo desempenho exigia as mais altas qualidades de cérebro e coração.

 

(…)

 

Parece-lhe voltar ao passado longínquo, contemplando a Roma do pretérito, cheia de dignidade e de virtude. Seu coração derrama lágrimas, como Jeremias sobre a Jerusalém das suas dores, agradecendo a Jesus os favores divinos.

Decorridos alguns anos sobre esse acontecimento, o grande imperador busca de novo as claridades do Além, para reconhecer que o seu esforço caía sobre as almas qual uma bênção, mas o império por ele organizado teria escassa duração.

 

XVIII

Os abusos do poder religioso

 

Gregório VII

 

Foi nesse movimento de restauração que Hildebrando, conhecido como Gregório VII, ouvindo as inspirações que lhe desciam ao coração, do plano invisível, preparou-se para a missão que o esperava no Vaticano. Sua figura é das mais importantes do século XI, pela fé e pela sinceridade que lhe caracterizaram as atitudes. Eleito papa, após a desencarnação de Alexandre II, reconheceu que as primeiras providências que lhe competiam eram as do combate ao simonismo no seio da instituição católica e as 157 A CAMINHO DA LUZ do restabelecimento da autoridade da Igreja, que ele desejou sinceramente reconduzir ao seio do Cristianismo, embora as lutas sustentadas contra Henrique IV façam parecer o contrário. Convocando um concílio em Roma, no ano de 1074, procurou reprimir a enormidade de tantos abusos referentes ao mercado dos sacramentos e às honras eclesiásticas. Filipe I e Henrique IV prometem amparo e auxílio às decisões do pontífice, no sentido de regenerar a organização da Igreja. Henrique IV, porém, prestigiado pelos bispos culpados de simonia, fugiu ao cumprimento da promessa e, depois de exortado por Gregório VII, tenta depô-lo, reunindo em Worms um sínodo de sacerdotes transviados. O papa excomunga o príncipe rebelado, ocorrendo então os célebres acontecimentos de Canossa. A luta ainda não havia terminado, quando Gregório VII se desprende do mundo em 1085, deixando, porém, o caminho preparado para a Concordata de Worms, que se realizaria em 1122 com Henrique V, com a independência da Igreja e a regeneração aproximada de sua disciplina.

 

Pedro de Vaux (1185 a 1218)

 

Neste caso está Pedro de Vaux, que, embora sendo um homem de negócios, em Lião, desligou-se de todos os laços que o prendiam às riquezas humanas, despojando-se de todos os bens em favor dos pobres e necessitados, comovido com a leitura da exemplificação de Jesus no seu Evangelho de amor e redenção. Esse homem extraordinário, a quem fora cometida a missão de instrumento da vontade do Senhor, mandou traduzir os livros sagrados para leitura pública e, junto de outros companheiros que passaram à História com o nome de valdenses, iniciou amplo movimento de pregações evangélicas, à maneira dos tempos apostólicos. Os “Pobres de Lião” foram excomungados, primeiramente pelo arcebispo da cidade e mais tarde, em 1185, pelo pontífice do Vaticano. A Igreja não poderia tolerar outra doutrina que não a sua, feita de orgulho e mal disfarçada ambição. Qualquer lembrança verdadeira e sincera, do seu divino Fundador, era tomada como heresia abominável e suscetível das mais severas punições. A verdade, porém, é que, se os valdenses foram caluniados pelas forças católicas, suas pregações e apelos nunca mais desapareceram do mundo desde o século XI, porque, com vários nomes, as suas organizações subsistiram na Europa até à Reforma, não obstante os guantes de ferro da Inquisição.

 

A INQUISIÇÃO

 

Muito pouco valeram as lições do bem, diante do mal triunfante, porque em 1231 o Tribunal da Inquisição estava consolidado com Gregório IX. Esse instituto, ironicamente, nesse tempo não condenava os supostos culpados diretamente à morte – pena benéfica e consoladora em face dos martírios infligidos aos que lhe caíssem nos calabouços -, mas podia aplicar todos os suplícios imagináveis.

FRANCISCO DE ASSIS

 

Todavia, se a Inquisição preocupou longamente as autoridades da Igreja, antes da sua fundação, o negro projeto preocupava igualmente o Espaço, onde se aprestaram providências e medidas de renovação educativa. Por isso, um dos maiores apóstolos de Jesus desceu à carne com o nome de Francisco de Assis. Seu grande e luminoso espírito resplandeceu próximo de Roma, nas regiões da Úmbria desolada. Sua atividade reformista verificou-se sem os atritos próprios da palavra, porque o seu sacerdócio foi o exemplo na pobreza e na mais absoluta humildade. A Igreja, todavia, não entendeu que a lição lhe dizia respeito e, ainda uma vez, não aceitou as dádivas de Jesus.

 

Diálogo Mediúnico

 

Que o Cristo possa nos auxiliar nesse instante em que buscamos desenvolver uma reflexão que tem por objetivo máximo tocar em feridas dolorosas para que estas possam sarar. Somente o amor, somente a ternura, carregam em si o poder necessário para a cura das almas mais sofridas. Somente uma compreensão infinita da fragilidade humana por parte de nosso Mestre poderá resgatar a todos os seres da Terra que desejam seguir o seu caminho de luz.

Por isso, jamais nos colocaremos na posição daquele que condena, daquele que deseja revolver a lâmina na ferida que sangra, daquele que acusa, daquele que esforça-se por destacar o erro do outro. Jamais o Cristão poderá ter essa atitude, porque compreende que o poder do seu Mestre nasce de um coração que é todo misericórdia e como fiel seguidor impõe-se o dever de aprender a amar mesmo aquilo que não o agrada.

Podemos iniciar, minha filha.

 

Obrigada, amiga Patrícia, pela sua presença hoje. Que critérios nós podemos adotar para avaliar o nosso sucesso ou o nosso fracasso na nossa existência atual?

O fundamento de toda autoanálise é a compaixão, a autocompaixão, a misericórdia por si mesmo. Sem isso, vos tornareis inquisidores de vós mesmos, vos distanciando do caminho do amor.

É imprescindível entender, que a criatura da Terra, em algum grau, possui uma tendência inquisitorial. Não apenas aqueles irmãos que participaram de forma direta do abjeto ofício de infligir sofrimento ao próximo, mas é também importante considerar que eles foram apoiados energeticamente por grande parte da sociedade. Portanto, qualquer atividade de autoanálise e autoavaliação deverá, em seu início, considerar que jamais a autoavaliação deve adquirir características inquisitoriais. Acolham-se como se fossem o próprio Francisco de Assis.

Infelizmente, a maioria das criaturas da Terra, encarnadas e desencarnadas, tendem a tratar-se mais com o verbo ácido da inquisição do que com a palavra do amor de Francisco. Mas, Deus, de forma nenhuma, aprova a atitude inquisitorial.

Acima de tudo, a criatura, antes de iniciar uma autoanálise profunda, deve estar convencida que, independente do que veja e sinta, a estrutura do universo e a estrutura do seu ser é amor. Portanto, minha filha, qualquer análise precisa, obrigatoriamente, ser fundamentada no amor. Caso contrário, jamais servirá para os propósitos da luz.

Como uma segunda parte da resposta, posso dizer: aquele que está no caminho da luz é intimamente inquieto. Não é nervoso, não é agitado, não é confuso, mas está insatisfeito consigo mesmo. Não por uma atitude inquisitorial que o distanciaria da luz, mas por querer acelerar o seu caminho em direção ao Cristo.

Essa inquietude se manifesta, obrigatoriamente, se for sincera, no desejo de servir.

Aos espíritos rebeldes, a tarefa da caridade, material e espiritual, é uma autoimposição necessária para que eles trilhem o caminho da redenção.

Para aqueles que estão verdadeiramente buscando ao Mestre, servir ao próximo é primeiro um objetivo, depois um prazer, depois o sentido da própria vida.

Aos seres que já sentem a fragrância suave do Mestre de Nazaré, servir torna-se o sentido profundo da existência. Não interessa como. Se o abnegado espírito de Carlos Magno retorna à Terra em um cortiço, em uma favela, não tenhais dúvida, será esse espírito que irá reorganizar o meio em que vive: tomar providências de limpeza na sua casa e na vizinhança, educar para que os quintais estejam organizados, organizar uma coleta de lixo, reivindicar pacificamente a melhoria por todos, criar normas e regras sociais. Porque é um espírito capaz de sentir que apenas movimentando a energia do amor se sentirá pleno.

Aos intelectos ensina o Cristo: fora da caridade não há salvação, aos corações sussurra Jesus: serve e tu sentirás o meu amor. Portanto, se quereis um critério o há, e apenas um: como está o serviço ao próximo em seu coração? Se é uma tarefa que você se coloca, é um começo belo. Mas se você se esforça para que o servir tome cada vez mais espaço em sua vida, você está no caminho da luz. Mas se, em nome do Cristo, você deseja ser uma autoridade respeitada e servida, você permanece nas trevas. Portanto, a prática do serviço é o indicador. Mas não apenas o serviço externo, mas a energia que sai do ser ao realizar o serviço.

Aquele que deseja amparar o outro, aquele que se felicita por ter feito uma prece sincera, discreta e oculta. Aquele que sai do corpo e vai auxiliar os espíritos mais necessitados, esse sim está no caminho da luz. E aquele que ainda não vive isso, mas que isso deseja, também está no caminho da luz. Porque o Mestre não precisa de nós para amar, mas nós carecemos do seu amor para nos sustentarmos e, um dia, graças a misericórdia desse Amigo, emitirmos a nossa própria luz vinda do Pai.

Que vocês reflitam sobre os impulsos emotivos da caridade e, se caso verifiquem que não os há com força suficiente em vosso ser, não se condenem, orem diariamente, porque o Mestre de Nazaré é capaz de fazer que esses impulsos se fortaleçam e que vocês se tornem verdadeiros discípulos.

De vossa irmã e amiga, Patrícia.

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