Nova Geração # 203 – Sexualidade Doentia: Sonhos Infelizes

O sonho de desdobramento mostra a verdade de nossa sintonia espiritual. Nessa fase de nossa evolução, um dos maiores desafios é o de manter-se sexualmente equilibrado em uma sociedade que adota por normal os profundos desregramentos da emoção e as experiências embrutecedoras dos relacionamentos vulgares.

Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

402. Como podemos julgar da liberdade dos espíritos durante o sono?

“Através dos sonhos. Acredita-o: quando o corpo repousa, o espírito possui mais faculdades do que no estado de vigília; tem a lembrança do passado e, algumas vezes, a previsão do futuro; adquire maior potência e pode comunicar-se com os outros espíritos, quer deste mundo, quer de um outro. Dizes, com frequência: tive um sonho estranho, um sonho horrível, mas que não tem verossimilhança alguma; tu te enganas; frequentemente, é uma lembrança dos lugares e das coisas que viste ou verás, numa outra existência ou num outro momento. O corpo estando adormecido, o espírito tenta quebrar suas correntes, pesquisando no passado ou no futuro. 

Pobres homens, como conheceis pouco os fenômenos mais comuns da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais vulgares vos confundem; a estas perguntas que todas as crianças fazem: O que fazemos quando dormimos? O que são os sonhos? Ficais embaraçados.

O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo. Quando dormimos, ficamos, durante certo tempo, no estado em que nos encontraremos, de uma maneira fixa, depois da morte. Os espíritos que rapidamente se desligaram da matéria, por ocasião de sua morte, tiveram sonos inteligentes; esses, quando dormem, juntam-se à sociedade dos outros seres superiores a eles; com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham mesmo em obras que, ao morrerem, acham-se inteiramente concluídas. Isto deve vos ensinar, ainda uma vez, a não temer a morte, visto que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo.

Isto, para os espíritos elevados; mas, quanto à massa dos homens que, por ocasião da morte, têm de permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que já vos falaram, estes vão, ora para mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, ora em busca dos prazeres talvez ainda mais baixos do que aqueles que aqui têm; vão haurir doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam no vosso meio. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao despertar, ligados pelo coração com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer.

O que também explica essas antipatias invencíveis é que sabemos, no fundo do nosso coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque nós as conhecemos sem jamais tê-las visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, visto que não se procura fazer novos amigos, quando se sabe que existem outros que nos amam e nos querem. Numa palavra, o sono influi, sobre a vossa vida, mais do que imaginais.

Graças ao sono, os espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos espíritos, e é isto o que faz com que os espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós.

Deus quis que, durante o contato deles com o vício, eles pudessem ir se retemperar na fonte do bem, para eles próprios não falirem, eles que tinham vindo para instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para irem em direção a seus amigos do céu; é a recreação após o trabalho, enquanto aguardam a grande libertação, a liberação final, que deve restituí-los ao meio que lhes é próprio.

O sonho é a lembrança do que o vosso espírito viu, durante o sono; mas observai que não sonhais sempre, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. É vossa alma que não está em toda sua potência; frequentemente, é apenas a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa chegada, a que se soma o que fizestes ou o que vos preocupa no estado de vigília; sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm os mais sábios, assim como os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.

Aliás, dentro em pouco, vereis vulgarizar-se uma outra espécie de sonhos; ela é tão antiga quanto a que conheceis, mas a ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos: este sonho é a lembrança da alma inteiramente desligada do corpo, a recordação dessa segunda vida de que vos falava ainda há pouco.

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos entre aqueles de que vos lembrais; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos à vossa fé.

Comentário Kardec

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se tornou mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí, uma espécie de clarividência indefinida que se estende aos lugares mais afastados ou que nunca se viram e, algumas vezes, até em outros mundos. Daí, também, a lembrança que traz à memória os acontecimentos efetuados na existência presente ou nas existências anteriores; as estranhas imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas com as coisas do mundo atual, formam esses conjuntos singulares e confusos que parecem não ter sentido ou ligação.

A incoerência dos sonhos se explica, ainda, pelas lacunas que produz a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho. Seria, assim, como uma narrativa da qual tivessem truncado, ao acaso, frases ou partes de frases: os fragmentos restantes, sendo reunidos, não teriam qualquer significado racional.

Mensagem de Encerramento

Que Jesus, meus filhos, nos inspire a todos, neste instante, em que falaremos de tema tão delicado aos corações sofridos da Terra.

O desequilíbrio sexual toca a mente de todos vocês, mas não precisa tocar o coração. Situações aberrantes são propostas constantemente como se fossem normais. Meus filhos, olhem sempre a simplicidade da Natureza.

Os seres humanos em busca de satisfações tão breves e tão infelizes abrem mão de alegrias inimagináveis hoje. Por uma farra se perde uma vida; por uma loucura se compromete o futuro.

Trabalhadores espíritas vítimas de obsessão sexual desencarnam todos os dias e aqueles fluidos que deveriam ser para transmitir as energias do Cristo, se tornam fontes de prazer grosseiro intenso: de loucura e de maldade. E muitos dizem: todos são assim. Não! Existem os sinceros, existem aqueles que choram, suplicando a ajuda do Alto para vencer as suas tentações carnais; existem aqueles que acordam e de joelhos suplicam o perdão do Cristo. A esses nós abençoamos sempre!

Não quero saber de santos, esses não precisam. Me interessa você que tem o coração conturbado, mas que não tem dúvida de uma coisa: quer o Cristo dentro de você. Não me interessa vergonha, interessa a Luz. Trevas todos temos, mas o Cristo aguarda o convite para acender a sua chama em nosso ser.

Precisamos tratar deste tema de forma didática, mas também direta. Não é possível que tantos, comprometidos com o Cristo, hoje queiram viver orgias sexuais depravadas para que em poucos anos estejam absolutamente aniquilados como instrumentos da Luz.

Isso fazem esses espíritos, eles dão prazer até que você esteja totalmente desarmonizado e ai depois, filhos, começam a dar angústias insuportáveis. Porque ai eles já lhe inutilizaram para o trabalho direto do bem.

Médiuns famosos tornam-se vítimas e se tornam caricaturas públicas. Médiuns tornam-se seres tenebrosos, porque suas energias passam a nutrir o verdadeiro anticristo do mundo, entidade consolidada pelas paixões depravadas.

Não é possível ser médium do mal e médium do Cristo, não é possível em cada ambiente direcionar as energias para depravar, para perturbar os sentidos dos outros filhos de Deus, e dizer-se verdadeiro cristão. Não é possível desejar a depravação e, ao mesmo tempo, construir o mundo sublime que a Terra será. Não é possível contaminar as próprias energias e querer realizar curas maravilhosas.

O Cristo não precisa de vocês para curar, mas vocês precisam do Cristo para que através de vocês o bem se instale no mundo e floresça no vosso próprio coração.

Filhos não se trata de moralismos falsos. Trata-se de abandonar a luz; trata-se, muitas vezes, de optar por trevas terríveis, por imundices tenebrosas; trata-se de optar pela própria regeneração ou pelo abismo de milênios de loucuras e dores e angústias sem fim.

Não há pessoa que vivendo de forma depravada seja feliz. Impossível, porque teria que ter mais poder que Deus para isto. As Leis indicam o amor, nunca a maldade e não há amor quando se sabe que o que se faz gera angústia para o outro. Não há amor quando se age para destruir, desestruturar psiquicamente o outro ser.

O amor acolhe, protege, ampara, o amor é a força e a energia que cura. O amor eleva, nunca rebaixa o ser espiritual. Por isto, filhos, tenham compaixão de todas estas entidades depravadas que querem impor sua regra ao mundo, mas que apenas conseguirão a loucura e a demência em séculos de dores excruciantes e milênios de recuperação.

Que o Cristo nos ampare a todos nos ensinando a misericórdia com os nossos próprios erros, nos ensinando a compaixão a quem nos quer mal e disfarça o veneno com prazer sexual, porque dia virá em que uma sexualidade sublime existirá no mundo e nós saberemos a alegria de ser filhos de Deus.

Muita paz, do amigo espiritual de sempre.

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