Personalidades do Passado – Educação Espírita: um Convite à Juventude – Reencarnação – 5

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Estudamos como a lidar com os traços psicológicos do passado, as personalidades que ainda direcionam nosso comportamento, é indispensável a nossa verdadeira evolução espiritual.

Educação Espírita: um Convite à Juventude

Módulo – Reencarnação

Encontro 5 – Personalidades do Passado

 

Diálogo Mediúnico

Que Jesus possa, iluminando os nossos corações, nos fazer reviver os momentos sublimes que todos tivemos, de uma forma ou de outra, com a sua presença. O Cristo é uma presença real na vida de todos aqueles que desejam, porque, tenhamos uma certeza, o Mestre nos conhece, o Mestre já esteve conosco e aguarda que nós hoje estejamos com ele.

Podemos iniciar.

Muito obrigada pela sua presença hoje, amiga Patrícia. Como primeira pergunta, como nós podemos desenvolver abnegação nas nossas vidas?  

A abnegação pode ser entendida como a renúncia em prol do projeto do Cristo em nossos corações. É necessário, minha filha, que o espírito inteligente que almeja caminhar em direção à luz deste mundo entenda: existem obstáculos intransponíveis, caso se queira seguir o caminho do prazer excessivo, das lutas materiais sem ética. Mas que, uma vez dispostos a cultivar a luz do Mestre no coração, tudo isso pode ser facilmente superado com a renúncia. Entendamos aqui a abnegação como a renúncia a tudo aquilo que se torna obstáculo.

Lembremo-nos que o Cristo nos disse que era necessário deixar casa e posses, afeições e cargos, para segui-lo. E este alerta deve se fazer presente hoje no mundo atual.

O cristão precisa avaliar cada uma de suas atividades no mundo, indagando-se: é necessário que eu a renuncie em nome do Cristo? Algumas dessas perguntas obterão respostas afirmativas.

O espírito Emmanuel, desde a época aqui narrada, caracterizou-se até hoje pela sua extensa capacidade de renúncia em nome do Cristo. Não apenas a renúncia material, mas, acima de tudo, a difícil renúncia psicológica. Porque muitas vezes precisamos renunciar a posição de pai, no sentido de compreender que não somos donos de nossos filhos. Muitas vezes, precisamos renunciar a posição de esposo e mantermo-nos casados, no sentido de aceitarmos que o outro não é propriedade nossa. E apenas abrindo mão do mando em relação ao outro o nosso coração estará apto a habitar a luz do Cristo, porque o apego é inimigo da devoção.

Não é possível devotar-me ao outro e à causa do Cristo colocando-me psicologicamente na posição de dono, de proprietário. Por isso, os piores inimigos da causa do Cristo são aqueles que, atuando em nome de Jesus, colocam-se na posição de donos da obra, de donos da causa e de comandantes máximos da vida de outros seres humanos.

A abnegação, portanto, não se resume a uma postura pontual, mas a abnegação cristã é uma postura psicológica contínua de renúncia tranquila a tudo aquilo que não é luz, que não é paz, que não é o Cristo.

Não sei se me fiz entender, minha filha.

Sim, acredito que sim.

Muito obrigada pela sua resposta e deixo o espaço para a mensagem de encerramento.

Ao avaliar o passado espiritual próprio é necessário que o indivíduo estabeleça uma meta clara se deseja caminhar para a luz ou se deseja acomodar-se e buscar as vantagens do mundo. Para todos aqueles que estabelecem o Cristo como meta máxima é necessário entender que o processo de cristificação requer um esforço continuado e intenso.

Abrir mão dos traços psicológicos viciados é o maior desafio da criatura encarnada. Abrir mão das loucuras do mando e da vaidade requer uma coragem semelhante a de ser crucificado por Roma.

Por isso, a todos aqueles que se dispõem a seguir ao Cristo eu indico que roguem ao Mestre e preparem-se, porque serão necessários testemunhos cruciantes. Se muitas vezes vocês serão poupados da morte física, vocês não poderão ser poupados da morte emocional, da morte de traços psicológicos doentios e perversos para que as vossas virtudes possam florescer.

É necessário, meus filhos, enfrentar como serenidade as características que ainda impedem a vossa própria iluminação verdadeira. Olhar para isso e ser capaz de, em prece sincera, suplicar ao Mestre a transubstanciação das angústias da perversão em virtude sublime é o testemunho eterno que todos os cristãos precisarão prestar para que Cristo possa viver em seus corações.