O Infinito nos Aguarda – Nova Geração 156


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Capítulo 25

CASTRO ALVES

Marchemos!

POETA baiano, desencarnou a 6 de julho de 1871, com 24 anos de idade. Mocidade radiosa, o autor consagrado de Espumas Flutuantes exerceu nas rodas literárias do seu tempo a mais justa e calorosa das projeções. Nesta poesia sente-se o crepitar da lira que modulou — O Livro e a América.

Marchemos!

Há mistérios peregrinos

No mistério dos destinos

Que nos mandam renascer:

Da luz do Criador nascemos,

Múltiplas vidas vivemos,

Para à mesma luz volver.


Livro dos Espíritos

166. Como a alma, que não atingiu a perfeição durante a vida corporal, pode terminar de depurar-se?

“Experimentando a prova de uma nova existência.”


Buscamos na Humanidade

As verdades da Verdade,

Sedentos de paz e amor;

E em meio dos mortos-vivos

Somos míseros cativos

Da iniqüidade e da dor.

É a luta eterna e bendita,

Em que o Espírito se agita

Na trama da evolução;

Oficina onde a alma presa

Forja a luz, forja a grandeza

Da sublime perfeição.


Livro dos Espíritos

a) Como a alma realiza essa nova existência? Será por sua

transformação como espírito?

“A alma, depurando-se, experimenta, certamente, uma transformação,

mas, para isso, é-lhe necessária a prova da vida corporal.”

b) Então, a alma tem várias existências corporais?

“Sim, todos temos várias existências. Os que dizem o contrário querem vos manter na ignorância em que eles próprios se encontram; este é o desejo deles.”

c) Parece resultar deste princípio que a alma, depois de ter deixado um corpo, toma um outro; ou, melhor dizendo, que ela reencarna num novo corpo; é assim que se deve entender?

“É evidente.” 


É a gota dágua caindo

No arbusto que vai subindo,

Pleno de seiva e verdor;

O fragmento do estrume,

Que se transforma em perfume

Na corola de uma flor.

A flor que, terna, expirando,

Cai ao solo fecundando

O chão duro que produz,

Deixando um aroma leve

Na aragem que passa breve,

Nas madrugadas de luz.

É a rija bigorna, o malho,

Pelas fainas do trabalho,

A enxada fazendo o pão;

O escopro dos escultores

Transformando a pedra em flores,

Em Carraras de eleição.

É a dor que através dos anos,

Dos algozes, dos tiranos,

Anjos puríssimos faz,

Transmutando os Neros rudes

Em arautos de virtudes,

Em mensageiros de paz.

Tudo evolui, tudo sonha

Na imortal ânsia risonha

De mais subir, mais galgar;

A vida é luz, esplendor,

Deus somente é o seu amor,

O Universo é o seu altar.


Livro dos Espíritos

167. Qual é o objetivo da reencarnação?

“Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade; sem isto, onde estaria a justiça?”

168. O número das existências corporais é limitado, ou o espírito

reencarna perpetuamente?

“A cada nova existência, o espírito dá um passo no caminho do progresso; quando se despoja de todas as suas impurezas, não tem mais necessidade das provas da vida corporal.” 


Na Terra, às vezes se acendem

Radiosos faróis que esplendem

Dentro das trevas mortais;

Suas rútilas passagens

Deixam fulgores, imagens,

Em reflexos perenais.

É o sofrimento do Cristo,

Portentoso, jamais visto,

No sacrifício da cruz,

Sintetizando a piedade,

E cujo amor à Verdade

Nenhuma pena traduz.

É Sócrates e a cicuta,

É César trazendo a luta,

Tirânico e lutador;

É Cellini com sua arte,

Ou o sabre de Bonaparte,

O grande conquistador.

É Anchieta dominando,

A ensinar catequizando

O selvagem infeliz;

É a lição da humildade,

De extremosa caridade

Do pobrezinho de Assis.

Oh! bendito quem ensina,

Quem luta, quem ilumina,

Quem o bem e a luz semeia

Nas fainas do evolutir:

Terá a ventura que anseia.

Nas sendas do progredir.

Uma excelsa voz ressoa,

No Universo inteiro ecoa:

“Para a frente caminhai!

“O amor é a luz que se alcança,

“Tende fé, tende esperança,

“Para o Infinito marchai!”


Livro dos Espíritos

170. O que se torna o espírito depois de sua última encarnação?

“Espírito bem-aventurado; ele é espírito puro.”

Mensagem de Encerramento

Obs. Publicaremos a transcrição no sábado dia 10.

 

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