Nova Geração #173 – Alguém escolheu e escolhe tua vida: você – 2

Continuamos nossas reflexões sobre a lógica que nos leva a escolher situações difíceis a enfrentar e nossas expectativas ao optar viver experiências desagradáveis. 

 

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Livro dos Espíritos

Segunda Parte

Capítulo VI

Item 5. Escolha das provas

266. Não parece natural escolher as provas menos penosas?

“Para vós, sim; para o espírito, não; quando desligado da matéria, a ilusão cessa e ele pensa de uma outra maneira.”

O homem, na Terra, e sob a influência das ideias carnais, só vê o lado penoso dessas provas; é por isso que lhe parece natural escolher as que, do seu ponto de vista, podem aliar-se aos gozos materiais; mas, na vida espiritual, ele compara esses gozos fugidios e grosseiros com a felicidade inalterável que entrevê e, assim sendo, o que lhe poderiam causar alguns sofrimentos passageiros? O espírito pode, portanto, escolher a prova mais rude e, por conseguinte, a existência mais penosa, na esperança de alcançar mais depressa um estado melhor, como o enfermo escolhe, frequentemente, o remédio mais desagradável para se curar mais rápido. Aquele que quer ter seu nome ligado à descoberta de um país desconhecido não escolhe uma estrada florida; sabe dos perigos que corre, mas sabe, também, da glória que o aguarda, se tiver êxito.

A doutrina da liberdade na escolha de nossas existências e das provas que devemos suportar deixa de parecer extraordinária, se considerarmos que os espíritos, desligados da matéria, apreciam as coisas de uma maneira diferente daquela segundo a qual nós próprios apreciamos. Percebem o objetivo, objetivo muito mais sério para eles do que os gozos fugidios do mundo; depois de cada existência, veem o passo que deram e compreendem o que ainda lhes falta em pureza para atingi-lo: eis por que submetem-se, voluntariamente, a todas as vicissitudes da vida corporal, pedindo, eles próprios, as que podem fazer com que alcancem mais depressa. É, portanto, sem-motivo que se espantam de não ver o espírito dar preferência à existência mais suave. Dessa vida isenta de amargura, ele não pode fruir, no seu estado de imperfeição; ele a entrevê e, para atingi-la, é que procura se melhorar.

Aliás, não deparamos todos os dias com o exemplo de coisas semelhantes? O homem que trabalha uma parte de sua vida, sem-trégua nem descanso, para acumular haveres que lhe assegurem o bem-estar, o que faz, senão executar uma tarefa que impõe a si mesmo, tendo em vista um futuro melhor? O militar que se oferece para uma missão perigosa, o viajor que desafia não menores perigos, no interesse da Ciência ou de sua fortuna, o que fazem também, senão enfrentar provas voluntárias que devem proporcionar-lhes honra e proveito, se as superarem? A que o homem não se submete e não se expõe pelo seu interesse ou pela sua glória?  Todos os concursos não são também provas voluntárias a que nos submetemos, tendo em vista nos elevar na carreira que escolhemos? Não se ascende a qualquer posição superior nas ciências, nas artes, na indústria, senão passando pela escala das posições inferiores que são outras tantas provas. A vida humana é, assim, a cópia da vida espiritual; nela encontramos, em ponto pequeno, todas as mesmas peripécias. Se, portanto, na vida, escolhemos, frequentemente, as provas mais rudes, em vista de um objetivo mais elevado, por que o espírito que enxerga mais distante do que o corpo e para quem a vida do corpo é somente um incidente fugidio, não faria a escolha de uma existência penosa e laboriosa, se ela o conduzisse a uma felicidade eterna? Os que dizem que já que é o homem quem escolhe sua existência, pedirão para ser príncipes ou milionários, são como míopes que só veem aquilo que tocam ou, como essas crianças gulosas, a quem se pergunta o que desejam ser e que respondem: confeiteiro ou doceiro.

Assim é o viajante que, no fundo do vale escurecido pelo nevoeiro, não enxerga a extensão, nem os pontos extremos de sua estrada; tendo chegado ao cume da montanha, abarca o caminho percorrido e o que lhe resta a percorrer; vê seu objetivo, os obstáculos que ainda terá que transpor e pode, então, organizar com mais segurança os meios de chegar. O espírito encarnado é como o viajante no sopé da montanha; desligado dos liames terrestres ele vê mais longe como aquele que se encontra no topo do monte. Para o viajante, a meta é o repouso, após a fadiga; para o espírito é a felicidade suprema, após as tribulações e as provas.

Todos os espíritos dizem que no estado errante, eles pesquisam, estudam, observam para fazer a sua escolha. Não temos um exemplo deste fato na vida corporal? Não buscamos, frequentemente durante anos, a carreira na qual fixamos, livremente, nossa escolha, porque acreditamo-la mais apropriada para realizar nosso caminho? Se fracassamos numa, procuramos uma outra. Cada carreira que abraçamos é uma fase, um período da vida. Cada dia não é empregado em imaginar o que faremos no dia seguinte? Ora, o que são as diferentes existências corporais para o espírito, senão fases, períodos, dias para sua vida espiritual, que é, como o sabemos, sua vida normal, sendo a vida corporal apenas transitória e passageira?

Tradução de Maria Lucia Alcantara de Carvalho. 2. ed. — Rio de Janeiro: CELD, 2011.

Mensagem Encerramento

Filhos, é com imensa alegria que conversamos com os corações de cada um de vocês.

Pensem nisso: as suas vidas na Terra servem para vocês conquistarem a felicidade verdadeira. Podemos dizer suprema, porque ela excede, ultrapassa em muito tudo que vocês têm na Terra como referência de felicidade. Por isto o Mestre diz: recebereis dezenas e dezenas de vezes mais do que vocês imaginam, porque vocês não têm como, de forma verdadeira e real, saber o que é felicidade suprema, porque ela está muito além deste mundo, porque a matéria grosseira bloqueia, impede os fluidos mais sutis que podem dar felicidade suprema. Como que distorce um pouco e impossibilita a vocês sentirem.

Cada um que cumpre a sua missão, mesmo com erros, pois ninguém é perfeito. Independente de erros do passado, cada um que cumpre a missão atual na Terra, ao desencarnar, sente o que podemos dizer ser a felicidade suprema. Não porque se tornou um Cristo, mas porque é algo absolutamente superior a todas as alegrias já vividas no mundo.

Kardec usa conceitos muito sábios, ele não diz: felicidade do Cristo, felicidade incomparável a todas as outras felicidades, não. Ele diz: felicidade suprema. O que quer dizer: felicidade totalmente acima do tudo que você já sentiu. Felicidade muito além do que você já teve.

Então, filhos, ante as dores e amarguras do dia a dia, ante as provas mais difíceis, por favor,  meus filhinhos e filhinhas amados, por favor lembrem-se o que vocês vieram fazer na Terra. Digam em prece para si mesmo: Senhor, ajude-me, está na hora de conquistar a minha felicidade suprema. Ajude-me, para que esta dor não me enlouqueça, mas para que esta prova seja a oportunidade aproveitada para que eu alcance a felicidade suprema.

Não podemos, meus filhos, desperdiçar mais as provas da vida. Elas são duras, são muito difíceis e, por vezes, terríveis mesmo. Mas pensem: vocês não estão no mundo para serem vítimas das provas. Estão no mundo para adquirirem a capacidade de sentir felicidade suprema. E aqui quero explicar algo profundamente importante para vocês. Por favor, tentem me entender, não é tão fácil falar isto por meio de um médium. Acredito que conseguiremos juntos desenvolver essa compreensão. As provas, as dores da vida, elas têm uma finalidade muito particular, para cada caso de todos vocês, uma finalidade muito específica. As dores da vida, para vocês, meus filhos e filhas, têm uma finalidade especifica que é ampliar a vossa percepção. Entendam, se vocês utilizarem as dores que sofrem para ampliar a vossa percepção, perceberão mais, vocês terão menos ilusões e estarão aptos a sentir uma felicidade suprema ao desencarnar.

Meus filhos e filhas, Deus nunca teve ódio ou raiva de nenhum filho, nenhum de vocês, ninguém. Infelizmente, vocês caminharam de certa forma e agora estão precisando destas provas para se livrar das ilusões que vocês criaram em vocês, para ampliar a percepção que antes não queriam ampliar. Então, filhos, a ampliação da percepção é necessária e ela se dá por meio de provas, por meio de surpresas desagradáveis e dores imensas. O animal amplia a percepção para fugir do predador, vocês ampliam vivendo a dor. Então, não recusem as dores, sintam e entendam, elas acontecem, porque vocês precisam ampliar a percepção. Este é o símbolo da conquista da árvore da vida! Amplia-se a percepção para reconhecer o fruto bom e o fruto mau. Quem amplia a percepção percebe a trama imunda e a pureza da beleza. Quem amplia a percepção um dia verá a Deus.

Paz a todos, do amigo espiritual de sempre

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