Nova Geração # 206 – O Sonho dos Profetas : o sonho salvador

A paz é a condição básica para encontrarmos a solução de nossas angústias mais dolorosas, bem como, de nossos graves desafios materiais. José é a lição prática de como lidar com a traição, a calúnia e a solidão e crescer com essas experiências.

Genesis 41

14 O faraó mandou chamar José, que foi trazido depressa do calabouço. Depois de se barbear e trocar de roupa, apresentou-se ao faraó.

15 O faraó disse a José: “Tive um sonho que ninguém consegue interpretar. Mas ouvi falar que você, ao ouvir um sonho, é capaz de interpretá-lo”.

16 Respondeu-lhe José: “Isso não depende de mim, mas Deus dará ao faraó uma resposta favorável”.

17 Então o faraó contou o sonho a José: “Sonhei que estava em pé, à beira do Nilo, 18 quando saíram do rio sete vacas, belas e gordas, que começaram a pastar entre os juncos. 19 Depois saíram outras sete, raquíticas, muito feias e magras. Nunca vi vacas tão feias em toda a terra do Egito. 20 As vacas magras e feias comeram as sete vacas gordas que tinham aparecido primeiro. 21 Mesmo depois de havê-las comido, não parecia que o tivessem feito, pois continuavam tão magras como antes. Então acordei.

22 “Depois tive outro sonho. Vi sete espigas de cereal, cheias e boas, que cresciam num mesmo pé. 23 Depois delas, brotaram outras sete, murchas e mirradas, ressequidas pelo vento leste. 24 As espigas magras engoliram as sete espigas boas. Contei isso aos magos, mas ninguém foi capaz de explicá-lo”.

25 “O faraó teve um único sonho”, disse-lhe José. “Deus revelou ao faraó o que ele está para fazer. 26 As sete vacas boas são sete anos, e as sete espigas boas são também sete anos; trata-se de um único sonho. 27 As sete vacas magras e feias que surgiram depois das outras, e as sete espigas mirradas, queimadas pelo vento leste, são sete anos. Serão sete anos de fome.

28 “É exatamente como eu disse ao faraó: Deus mostrou ao faraó aquilo que ele vai fazer. 29 Sete anos de muita fartura estão para vir sobre toda a terra do Egito, 30 mas depois virão sete anos de fome. Então todo o tempo de fartura será esquecido, pois a fome arruinará a terra. 31 A fome que virá depois será tão rigorosa que o tempo de fartura não será mais lembrado na terra. 32 O sonho veio ao faraó duas vezes porque a questão já foi decidida por Deus, que se apressa em realizá-la.

Fonte:  https://www.biblegateway.com/passage/?search=G%C3%AAnesis+39&version=NVI-PT

Livro dos Espíritos

Parte 2. Capítulo VIII – Emancipação da alma

402. Como podemos julgar da liberdade dos espíritos durante o sono?

Através dos sonhos. Acredita-o: quando o corpo repousa, o espírito possui mais faculdades do que no estado de vigília; tem a lembrança do passado e, algumas vezes, a previsão do futuro; adquire maior potência e pode comunicar-se com os outros espíritos, quer deste mundo, quer de um outro. Dizes, com frequência: tive um sonho estranho, um sonho horrível, mas que não tem verossimilhança alguma; tu te enganas; frequentemente, é uma lembrança dos lugares e das coisas que viste ou verás, numa outra existência ou num outro momento. O corpo estando adormecido, o espírito tenta quebrar suas correntes, pesquisando no passado ou no futuro. 

Pobres homens, como conheceis pouco os fenômenos mais comuns da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais vulgares vos confundem; a estas perguntas que todas as crianças fazem: O que fazemos quando dormimos? O que são os sonhos? Ficais embaraçados.

O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo. Quando dormimos, ficamos, durante certo tempo, no estado em que nos encontraremos, de uma maneira fixa, depois da morte. Os espíritos que rapidamente se desligaram da matéria, por ocasião de sua morte, tiveram sonos inteligentes; esses, quando dormem, juntam-se à sociedade dos outros seres superiores a eles; com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham mesmo em obras que, ao morrerem, acham-se inteiramente concluídas. Isto deve vos ensinar, ainda uma vez, a não temer a morte, visto que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo.

Isto, para os espíritos elevados; mas, quanto à massa dos homens que, por ocasião da morte, têm de permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que já vos falaram, estes vão, ora para mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, ora em busca dos prazeres talvez ainda mais baixos do que aqueles que aqui têm; vão haurir doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam no vosso meio. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao despertar, ligados pelo coração com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer.

O que também explica essas antipatias invencíveis é que sabemos, no fundo do nosso coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque nós as conhecemos sem jamais tê-las visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, visto que não se procura fazer novos amigos, quando se sabe que existem outros que nos amam e nos querem. Numa palavra, o sono influi, sobre a vossa vida, mais do que imaginais.

Graças ao sono, os espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos espíritos, e é isto o que faz com que os espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós.

Deus quis que, durante o contato deles com o vício, eles pudessem ir se retemperar na fonte do bem, para eles próprios não falirem, eles que tinham vindo para instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para irem em direção a seus amigos do céu; é a recreação após o trabalho, enquanto aguardam a grande libertação, a liberação final, que deve restituí-los ao meio que lhes é próprio.

O sonho é a lembrança do que o vosso espírito viu, durante o sono; mas observai que não sonhais sempre, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. É vossa alma que não está em toda sua potência; frequentemente, é apenas a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa chegada, a que se soma o que fizestes ou o que vos preocupa no estado de vigília; sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm os mais sábios, assim como os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.

Aliás, dentro em pouco, vereis vulgarizar-se uma outra espécie de sonhos; ela é tão antiga quanto a que conheceis, mas a ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos: este sonho é a lembrança da alma inteiramente desligada do corpo, a recordação dessa segunda vida de que vos falava ainda há pouco.

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos entre aqueles de que vos lembrais; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos à vossa fé.

Comentário Kardec

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se tornou mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí, uma espécie de clarividência indefinida que se estende aos lugares mais afastados ou que nunca se viram e, algumas vezes, até em outros mundos. Daí, também, a lembrança que traz à memória os acontecimentos efetuados na existência presente ou nas existências anteriores; as estranhas imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas com as coisas do mundo atual, formam esses conjuntos singulares e confusos que parecem não ter sentido ou ligação.

A incoerência dos sonhos se explica, ainda, pelas lacunas que produz a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho. Seria, assim, como uma narrativa da qual tivessem truncado, ao acaso, frases ou partes de frases: os fragmentos restantes, sendo reunidos, não teriam qualquer significado racional.

Mensagem de Encerramento

Que Jesus esteja conosco hoje e sempre.

Que bela história, meus filhos, vocês tem diante de vocês. Quanta sabedoria, quantos ensinos! Quanta coisa ainda poderemos revelar sobre esta história. Mas, é preciso, como ensina o personagem José, que vocês aprendam a educar o coração.

As revelações de Deus só podem ser compreendidas quando o coração é mantido em paz. Muitos pensam que uma correria excessiva, fazer e fazer e fazer é agradável a Deus. Não é meus filhos. Porque não pode ser agradável a Deus algo que distancia dEle os corações dos filhos. Sim, precisamos fazer muito, mas precisamos fazer muito com muita paz no coração.

Não se justifica do ponto de vista do amor divino, nós nos distanciarmos de Deus alegando muitas tarefas. E para que façamos muitas tarefas com Deus, coração precisa permanecer em paz.

Vemos estudantes dizerem: Ah… Estou estudando muito e por isto estou tão nervoso! Mas, se você tiver perto de Deus, você não aprendera melhor, meu filhos? Ah, estou aqui estou com muito ódio, porque fui traída, abandonada! Mas, minha filha, se você se distanciar de Deus a solidão não será mais cruel? Vamos pensar um pouco: qualquer que seja a situação, se ficamos longe de Deus, tudo tende a piorar…

José estava no calabouço. É um símbolo, meus filhos, porque todos nós, ao passarmos pela Terra, vamos para um calabouço. Vamos para um momento em que tudo está escuro ao nosso redor, que a solidão é imensa, que nos sentimos totalmente desamparados, que não conseguimos ver como sairemos daquela situação.

Eu vivi isto tantas vezes, filhos, onde você pensa e sente e diz: não tem saída, não vejo como sair disto, não vejo como sair deste poço escuro.

Vejam que José foi jogado, primeiro, no poço pelos irmãos, segundo o texto de Gênese, depois estava no calabouço. Porque, filhos, que todas as vezes que somos traídos é assim que nos sentimos. Num poço escuro, em um calabouço sombrio.

Vocês, certamente, passarão por este tipo de experiência em um momento ou outro. Lembrem-se que se o coração de vocês estiver em paz, vocês sempre terão acesso à sabedoria divina.

Esse é o ensino que eu gostaria humildemente de destacar desta história maravilhosa: não importa se você foi traído, não importa se você está no fundo de um calabouço sórdido, não importa se aparentemente não tem solução. Se o seu coração estiver com Deus, você terá a solução! No momento certo você será elevado. No momento certo a solidão vira convívio maravilhoso. A miséria vira abundância. A escassez vira fartura. A inanição vira trabalho.

Portanto, filhos, guardem isto: só há uma saída dos calabouços da vida e essa saída se chama: entender a vontade de Deus. E para entender a vontade de Deus é indispensável manter o coração elevado, livre de rancor, livre de inveja, de mágoas, de ódios.

Então, nos vossos calabouços existenciais saibam que tudo deve ser feito para permanecer a ligação com o Pai, porque Ele, de forma inesperada, no momento adequado e certo, vos tirará desta situação tenebrosa e vos colocará em um lugar maravilhoso.

Esta é uma lição que carrego ainda hoje no coração e com muita alegria e com muita emoção eu dou ao coração de cada um de vocês que queiram recebê-la, porque ela me salvou muitas vezes. Ela foi o auxílio para suportar tantas dores. Que José possa inspirar vocês a nunca esquecerem que no pior momento da vida é quando Deus vos libertará.

Paz a todos, do amigo espiritual de sempre.

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