Nova Geração – Especial Páscoa

Conversamos sobre o sentido bíblico e cristão da Páscoa, destacando o aspecto educativo-espiritual da mensagem do Cristo por meio de sua crucificação.

Mensagem de Encerramento – 1

Que a paz do Cristo esteja sempre em nossos corações e que possa sempre nos motivar a enfrentar as dores de cada dia, os testemunhos, aceitando que o sofrimento não é motivo de ódio, mas oportunidade de ascensão.

Meus filhos, a Páscoa ensina um novo padrão de relacionamento humano. Se as criaturas da Terra entendessem a postura do Cristo ante todos aqueles que o traíram, que o perseguiram, que o injustiçaram; o mundo já teria se transformado.

Quantas dores diferentes esse coração não sentiu em tão curto espaço de tempo. Os amigos correram ou o venderam. Chegaram a negar que o conheciam. As autoridades da justiça o desprezaram. Os religiosos o acusou e a massa o utilizou como objeto de escárnio e de calúnia.

Mas, filhos e filhas, quem de nós, na Terra, não passa por isso em algum grau? Todos, sem nenhuma exceção. É preciso se perguntar com toda a honestidade: como reajo ante essas dores que o outro me proporciona? Em que medida a minha atitude é verdadeiramente cristã? Ou ajo como um farsante? Ah, não doeu… Estou muito bem, não me atingiu… Ou ajo como um hipócrita? Sim, eu lhe perdoo, embora o coração cheio de mágoa… A atitude do Cristo foi de profunda compaixão honesta. Em nenhum momento o Mestre disse: ah, não estou sofrendo, ah, isto não está me acontecendo. Em nenhum momento o Mestre disse: vou me vingar de você.

Que relação humana é essa que veio o Cristo propor ao mundo? Sentir as dores mais agudas e utilizá-las para caminhar para Deus. Não importa quem gerou essa dor, porque essa dor foi gerada para você caminhar para Deus. Não importa no sentido de – tenho que me vingar, ah, mas a ele não perdoarei.

A pessoa foi instrumento infeliz, muitas vezes. Outras vezes, não. Você tem uma doença e vai sofrer uma dor para se curar. O que digo é: a atenção central tem que ser em Deus.

Cristo sofreu tudo isso, mas servia a Deus. Dizia, expressava e ensinava: Pai, se Tua vontade é que isso aconteça é porque algo de muito bom vai surgir daqui, desde que eu não me revolte. Desde que eu acolha Tua Santa Vontade.

Então, filhos, pensemos sempre: a vontade de Deus prevalece. E se foi da vontade ou da permissão do Pai que a dor da traição nos atingisse, é porque o Pai vê que essa cruz dolorosa irá nos levar até Ele.

Se seguirmos o nosso caminho certo e reto com as dores que fazem parte do caminho, chegaremos ao Pai, que é o verdadeiro Amor do universo.

Despeço-me, filhos, dando espaço para um amigo muito especial que hoje vem dar mensagem de encerramento do programa.

O amigo espiritual de sempre.


Mensagem de Encerramento – 2

Fiquemos com o Cristo, é o que quero vos dizer novos cristãos.

O mundo hoje passa por um batismo, porque vós recusastes o primeiro batismo. O batismo dado pelo Cristo. Se encontram na Terra aqueles que no passado poderiam ter seguido o Cristo, mas recuaram dizendo: é uma doutrina exótica que ensina o sofrimento.

Quase dois mil anos depois, venho aqui dizer: ainda achais exótica a doutrina do Cordeiro de Deus. Mais uma chance vos é dada e muitos já recuam ante os seus testemunhos.

O sacrifício que vos tornará dignos de participar do banquete do Senhor precisa ser realizado. E esse sacrifício é o sacrifício da vossa ilusão doentia de grandeza, o que Allan Kardec chama de orgulho.

Não conseguireis ascender às esferas iluminadas da vida superior se não abandonardes os vossos falsos ídolos que, na verdade, é uma estátua torpe que tem a vossa aparência.

Encarnados, hoje adorais a vós mesmos. A vossa dinâmica psíquica tão doentia se torna, que vós vos tornardes ídolos e adoradores de vós mesmos.

É o ciclo evolutivo que se fecha. E aqueles que gostosamente permanecerem nessa prisão terão que ser expelidos do planeta. Porque apenas os milênios de dor quebram um ciclo tão pervertido.

Um circuito viciado em que o indivíduo adora a si mesmo, exigindo do universo que se curve ao seu capricho doentio. Mais fácil será a amargura dos milênios para que esse circuito psíquico seja, ainda uma vez, quebrado. [ do que permanecer na Terra]

Quando o Cristo estabelece o sacrifício do cordeiro aos judeus é para que esse ciclo não se forme mais uma vez. Quando o Cristo se dá em sacrifício é para que esse ciclo seja, de uma vez por todas, rompido.

Vocês da Terra não o fizeram ainda e a humanidade navega perigosamente por caminhos que fortalecem essa lógica psíquica. Quanto mais o indivíduo adora a si mesmo, justificando-se de tudo, porque em sua mente doentia a tudo já tem direito, mais ele se distancia da lógica libertadora da cruz.

A cruz, meus filhos, é a vossa única e exclusiva salvação nesse mundo de tormentos sensuais. A cruz, meus filhos, é o único símbolo que irá vos redimir. Afastai de vós tudo aquilo que é torpe e que é adorado em vossa coletividade satânica. Porque o Satanás é, justamente, tudo aquilo que vos afasta da cruz. Não é um ser, é um condicionamento psíquico que carregais e alimentais em vós, achando-vos vencedores.

A doutrina da cruz é a doutrina dos perdedores. Ela fala de mártires que foram despojados do status, da riqueza e do próprio corpo por feras terríveis. A doutrina da cruz fala de uma submissão incompreensível pela lógica satânica do mundo. A doutrina da cruz fala de renúncias sublimes que tornam o ser iluminado para sempre.

Nunca na face desse mundo brilhou uma luz tão pura e poderosa do que no momento em que o Mestre pronunciou as inesquecíveis palavras de redenção no mundo: tudo está realizado, a Ti, Pai, entrego minha alma.

Apenas quando viverdes essa específica experiência de tudo perder em nome de Deus estareis libertos da inferioridade deste planeta infeliz.

Filhos, orai, fugi dos zombeteiros que se infiltram no Consolador com gargalhadas luciferianas pregando a felicidade deste mundo, justificando-se habilmente e pactuando com todos a fuga da cruz.

Não, meus filhos, apenas satã foge da cruz. Nós precisamos abraçá-la com devoção e com gratidão. Porque a cruz, meus filhos, será sempre para as criaturas inferiores o único símbolo da redenção, porque o Cordeiro gravou em nossos corações que apenas com o amargor da vida chegaremos ao Pai.

Um irmão em Cristo.

Nova Geração # 211 – Assuntos do lado de lá

Aprender a identificar do que significa ser verdadeiro herói é necessário, pois a vida nos pede com clareza: sejamos os verdadeiros heróis de nossas existências.

Heróis

Esses seres que passam pelas dores,
As geenas do pranto acorrentados,
Aluviões de peitos sofredores,
No turbilhão dos grandes desgraçados;


Corações a sangrar, ermos de amores,
Revestidos de acúleos acerados,
Nutrindo a luz dos sonhos superiores
Nos ideais maiores esfaimados;


Esses pobres que o mundo considera
Os humanos farrapos dos vencidos,
Prisioneiros da angústia e da quimera,


São os heróis das lutas torturantes,
Que são, sendo na Terra os esquecidos,
Coroados nas Luzes Deslumbrantes!

Cruz e Souza. Catarinense. Funcionário público, encarnou em 1861 e desprendeu-se em 1898, no Estado de Minas. Poeta de emotividade delicada, soube, mercê de um simbolismo inconfundível, marcar sua individualidade literária. Sua vida foi toda dores. Fonte: Parnaso de Além Túmulo. Editora Feb.

Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

407. O sono completo é necessário para a emancipação do espírito?

“Não; o espírito recobra a sua liberdade, quando os sentidos se entorpecem; ele aproveita, para emancipar-se, todos os instantes de trégua que o corpo lhe dá. Desde que haja prostração das forças vitais, o espírito se desprende e, quanto mais fraco for o corpo, mais livre é o espírito.”

É assim que a sonolência ou um simples torpor dos sentidos apresenta, frequentemente, as mesmas imagens do sonho.

408. Parece-nos, algumas vezes, ouvir em nós mesmos, palavras pronunciadas, distintamente, e que não têm relação alguma com aquilo que nos preocupa. De onde isto se origina?

“Sim, e até frases inteiras, principalmente, quando os sentidos começam a se entorpecer. É, algumas vezes, um fraco eco de um espírito que quer se comunicar contigo.”

409. Frequentemente, num estado que ainda não é o de sonolência, quando estamos com os olhos fechados, vemos imagens distintas, figuras cujos detalhes mais minuciosos apreendemos; será isto um efeito de visão ou de imaginação?

“O corpo estando entorpecido, o espírito procura quebrar suas correntes; transporta-se e vê; se o sono fosse completo, isto seria um sonho.”

410. Têm-se, algumas vezes, durante o sono ou a sonolência, ideias que parecem muito boas e que, apesar dos esforços que se fazem para retê-las, elas se apagam da memória; de onde vêm estas ideias?

“Elas são o resultado da liberdade do espírito, que se emancipa e goza de mais faculdades, durante esse momento. São, frequentemente, também, conselhos que outros espíritos dão.”

a) De que servem essas ideias e esses conselhos, visto que se perde a lembrança e deles não se pode tirar proveito?

“Essas ideias pertencem, algumas vezes, mais ao mundo dos espíritos do que ao mundo corporal; porém, geralmente, se o corpo esquece, o espírito se lembra e a ideia volta, no momento necessário, como uma inspiração do momento.”

Mensagem de Encerramento

Que a paz do Cristo, estando conosco, nos faça reconhecer sempre mais que o sofrimento neste mundo é a chave que abrirá a porta aos mundos verdadeiramente felizes. 

Filhos, é importante que vocês tenham o sonho na luz. Vocês precisam alimentar os próprios corações com o consolo de Jesus de Nazaré. Quanto esforço o Mestre fez para nos dar consolo, para nos trazer conforto emocional. Dizia ele: não temam! Sonhem com o Reino da luz, porque sonhando com o Reino da luz a luz realizará o Reino em vocês.

Nosso Mestre nunca condenou os corações mansos e doces que nele confiam e nele depositam a esperança de uma vida melhor, de uma vida envolta em paz, envolta em luz, envolta em ternura.

Não deixem, filhos e filhas, de sonhar e não pensem que os dois significados da palavra sonhar sejam tão diferentes. Imaginar amorosamente vai fazer vocês viverem espiritualmente.

Todos vocês podem sonhar, desejar um dia colocar as suas cabeças cansadas no ombro do Mestre. Todos vocês podem, ao dormir, imaginar a cabeça deitada no colo de Jesus. Ele sempre gostou disto. Não pense que o nosso Mestre é um Mestre da arrogância, ele gostava de alisar a cabeça dos discípulos, ele gostava quando os discípulos encostavam perto dele.

Nosso Mestre é um Mestre de plena expressão de carinho. Todos vocês que sofrem, por que não buscar este Mestre carinhoso? Por que não sonhar com o consolo deste Mestre? Por que não imaginar esse Mestre alisando nossas cabeças, nossos corações, nos consolando?

Ele sempre fez isso. Ele sempre gostou disso, alisava as crianças olhando-as com ternura, olhava as mulheres com um carinho mais do que maternal. Abraçava os homens apiedando-se de suas dores. Não é outro o nosso Mestre, nosso Mestre é este. Nosso Mestre é o Mestre da ternura.

Por isso compreendam quanto mais profundas e angustiantes forem as suas dores, e mais vocês buscarem esse consolo suave, mas verdadeiro, mais vocês estarão construindo uma vida profunda.

Porque aqui digo algo que vocês não sabem: para todos vocês da civilização terrena, principalmente, arianos que me escutam, que são todos que me escutam hoje, quero dizer: aprender a receber o consolo do Cristo é uma conquista imensa que vocês devem se dedicar, porque vocês não aprenderam, civilização ocidental, civilização que se diz cristã. Vocês ainda não aprenderam a receber o consolo de Jesus e isso é muito triste.

Tenham em mente que aprender a receber o consolo do Cristo é uma conquista espiritual de valor incalculável, de valor eterno. Então, precisam aprender. Treinem, esforcem-se é indispensável para cada um de vocês.

Aprender a receber o consolo do Mestre, por isso encerro pedindo, apelando a cada um de vocês: imaginem nesse instante que o Mestre toca o rosto com uma das mãos, e toca com a outra o coração de vocês, e diz: meu irmãozinho amado, minha irmãzinha querida, sinta as minhas mãos. Estou aqui porque você me pediu.

Que vocês fiquem em paz, do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # 210 – Imaginação e Descobertas dentro do Sonho

Tudo o que é de Deus reclama grande paz e profunda compreensão – ensina Ananias ao recém convertido Paulo de Tarso. Conseguiremos a vitória espiritual sobre nós mesmos sem desenvolvermos essas virtudes?

 
Paciência

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para


(…)

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

Autor: Lenine

Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

405. Frequentemente, veem-se, em sonho, coisas que parecem pressentimentos e que não se confirmam; de onde isto se origina?

“Elas podem confirmar-se para o espírito e não, para o corpo, quer dizer que o espírito vê aquilo que deseja porque vai ao seu encontro. É preciso não esquecer que, durante o sono, a alma está sempre, mais ou menos, sob a influência da matéria e que, por conseguinte, nunca se liberta completamente das ideias terrenas; daí resulta que as preocupações da vigília podem dar, ao que se vê, a aparência do que se deseja ou do que se teme; aí está, verdadeiramente, o que se pode chamar de um efeito da imaginação. Quando se está fortemente preocupado com uma ideia, tudo o que vemos ligamos a ela.”

406. Quando vemos, em sonho, pessoas vivas, que conhecemos perfeitamente, praticarem atos de que absolutamente nem cogitam, não seria isso um efeito de pura imaginação?

“De que absolutamente nem cogitam, o que sabes sobre isto? Seus espíritos podem vir visitar o teu, como o teu pode visitar os delas e nem sempre sabes em que pensam. E, aliás, frequentemente, também, atribuís a pessoas que conheceis e de acordo com os vossos desejos, o que aconteceu ou o que acontece em outras existências.”

Mensagem de Encerramento

Que a paz do Cristo esteja conosco neste momento que precisamos desenvolver uma verdadeira ternura em nós para que, vinculados com o Mestre, nos acalmemos, passemos a observar a vida com mais carinho, com mais gratidão, com mais respeito, de forma pacífica, amiga e amorosa.

Meus filhos, o que vocês aprendem são verdades espirituais que vos acompanharão sempre, porque são verdades basilares. Não ignorem isto! Não é algo curioso, não é algo apenas interessante. São verdades que vocês devem aplicar em vocês, porque elas guiarão vocês ao longo dos milênios.

Fico muito feliz em ver que vocês começam a compreender, a sentir a beleza, a grandeza do que vocês são. Vocês pensam: Ah… um parque de diversão maravilhoso. O sábio tem plena ciência de que em si existem diversões, descobertas, muito mais interessantes, muito mais empolgantes, muito mais verdadeiras, muito mais emocionantes.

Os tolos dizem: como pode, é sábio, passou um ano em profunda meditação e sozinho, isolado… Não, meus filhos. Um sábio que tira um ano para aprofundar-se espiritualmente, ele vive coisas extraordinárias, ele lida com todas as suas vidas passadas, ele se conecta com várias e várias dimensões da vida espiritual. Falta tempo para poder explorar tudo.

Ele sente a grandeza da vida, penetra nos mistérios profundos da natureza, interage com pássaros de forma profunda, entende a linguagem da cachoeira, porque ela gera nele um estado alterado de consciência maravilhoso e o permite alçar voos em dimensões fantásticas.

Por isto, filhos, nós lamentamos tanto que vocês buscam tantas, e tantas e tantas diversões, que na verdade são percas de tempo. Na verdade, elas divergem os vossos espíritos da verdadeira luz, quando vocês podem e devem buscar um lazer de experiências profundas. Deste conhecimento que liberta, desta sintonia com o que há de mais elevado na vida, utilizando-se dos recursos que Deus coloca na natureza, no mar, nas flores e nas florestas.

Sentir a delicadeza e a grandeza do que é a mente de vocês. Entender que é preciso criar um ambiente para que a percepção se expanda. Escutar músicas que elevam, harmonizam. Existem várias em vários períodos da história, busque a que mais toca o coração de vocês ou as múltiplas que elevam vocês.

É preciso que o ser assuma a responsabilidade de harmonizar-se a si mesmo. Experiências espirituais não são: ah, achei uma moeda na rua; ah, tive uma experiência espiritual fantástica. Não! Você pode até ter, como incentivo, algo pontual. Mas, é preciso criar uma capacidade perceptiva profunda e poderosa. Para isto precisa, sim, décadas de esforço verdadeiro que será remunerado de maneira fantástica.

Façamos, pois, um pacto com Jesus de Nazaré: Senhor dê-me uma percepção elevada, pois todo o dia me esforçarei para que o ambiente do teu amor exista em mim e passo a passo eu consiga ver a beleza de Deus em tudo o que eu olhar, sobre tudo o que eu pensar, em tudo que eu sentir. Esta é a libertação do Cristo, filhos. É passar a sentir, ver e viver no mundo com a lógica superior do amor que Ele ensina.

Sejamos nós discípulos e veremos o Reino de Deus em tudo o que percebermos!

 Paz a todos, do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # 209 – O Significado dos Sonhos

O mundo dos sonhos nos desvela muito mais do que simples “dicas” sobre o futuro material. Os sonhos são inspirações superiores, revelações sobre nossas necessidades e instruções sobre nossos compromissos no mundo. É recurso desprezado, mas de incalculável valor para nossa verdadeira felicidade.

Nós somos feitos da matéria de que são feitos os sonhos. 

Fonte: A Tempestade de William Shakespeare

Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

404. O que se deve pensar do significado atribuído aos sonhos?

“Os sonhos não são verdadeiros como o entendem os ledores de sorte, pois é absurdo acreditar que sonhar com tal coisa, anuncia aquela outra. São verdadeiros no sentido de que apresentam imagens reais para o espírito, mas que, frequentemente, não têm relação com o que se passa na vida corporal; com frequência, também, como já o dissemos, é uma recordação; pode ser, enfim, algumas vezes, um pressentimento do futuro, permitido por Deus ou a visão do que se passa, naquele momento, num outro lugar a que a alma se transporta. Não tendes numerosos exemplos de pessoas que aparecem, em sonho, e vêm advertir seus parentes ou seus amigos do que está acontecendo com elas? O que são essas aparições, senão a alma ou espírito dessas pessoas que vêm se comunicar com o vosso? Quando tendes a certeza de que o que vistes realmente aconteceu, não estará aí uma prova de que não foi simples imaginação, principalmente, se aquilo não passava, absolutamente, pelo vosso pensamento, durante a vigília?

Mensagem de Encerramento

Que a paz do Cristo toque os nossos corações com a sua sutileza, com a sua bondade, com a sua grandeza.

Hoje vocês já podem compreender o quanto é importante alimentar os sonhos, cultivar carinhosamente experiências espirituais elevadas.

Não importa sua situação do momento, você tem uma semente de luz dentro de você. Se você cultivar isso com zelo, perseverança, com muito carinho, nascerá uma linda planta, preciosa, iluminada como um ouro brilhante dentro do seu coração.

Temos que cultivar, cada um de nós, essa semente de luz, que o Mestre já cultiva em nosso coração e aguarda que com a nossa colaboração ela floresça de maneira muito bela.

Filhos e filhas, é preciso sensibilidade espiritual. Não fraqueza, não comodismo, mas ampliar a sensibilidade espiritual. Sem uma sensibilidade intelectual, o homem não teria inventado instrumentos que o ajudam tão significativamente na vida material; sem a sensibilidade espiritual o ser humano não sairá da prisão de um mundo material que criou: confortável e infeliz.

O novo degrau evolutivo exige de vocês sensibilidade espiritual que requer coragem moral, coragem de dizer não aos vícios. Quantos jovens podem estar em casa, na sexta-feira à noite, orando, cultivando o bem em si, ao invés de estar se degradando, estar se preparando para ter uma noite de verdadeiras aventuras, estudos maravilhosos, conhecimentos novos, visitar outros mundos.

Tudo isso o Cristo faculta a todos vocês, quando vocês cuidam com continuidade do tesouro que carregam no próprio ser.

Pensemos sempre, filhos, a caminhada é árdua, é difícil, mas como vocês ganharão coragem moral, se todas as noites se prepararem para ter sonhos maravilhosos.

Deus não poupa o amor dEle para nenhum dos filhos. O Mestre deseja que todas as noites abramos os nossos corações para receber em abundância: imagens, sons, saberes, consolos infinitos de seu coração. Não há limite! Basta buscarmos com muita garra, com muita disposição, com a proteção dos anjos guardiões. Vocês conseguirão tudo isto.

Não falo de ilusões, não falo de uma experiência única, que pronto: fez uma mágica. Falo de uma ascensão poderosa e bela, para o centro da luz. Saberes, prazeres, luzes, harmonias superiores…

Tudo isto hoje está à disposição de cada um de vocês que me ouvem. Não porque eu quero, não porque eu posso, mas porque é ordem do Mestre! Ele nos fornece os recursos, nós realizamos a obra.

Vocês precisam querer, continuadamente, cotidianamente. Querer, cultivar-se, preparar-se, e nós estaremos com vocês em um processo de ascensão luminoso que nos levará ao seio do amor, onde as luzes e o prazer espiritual intenso e verdadeiro é muito, infinitamente, superior a qualquer prazer material.

Filhos e filhas, queiram verdadeiramente, abram os seus corações e busquem, porque a porta de luz se abrirá e vocês participarão do grande banquete do dia do Senhor.

Paz do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # 208 – Lembrar-se dos sonhos 2: técnicas

De forma direta, estudamos formas de desenvolver a lembrança dos sonhos. É necessário exercício continuado para superarmos os bloqueios naturais da matéria que existem para estimular nosso desenvolvimento espiritual.

Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

403. Por que não nos lembramos sempre dos sonhos?

“No que chamas de sono, só há o repouso do corpo, pois o espírito está sempre em atividade; aí, ele recobra um pouco de sua liberdade e se corresponde com os que lhe são caros, quer neste mundo, quer em outros; porém, como o corpo é uma matéria pesada e grosseira, dificilmente, conserva as impressões que o espírito recebeu, porque este não as percebeu através dos órgãos do corpo.”

Mensagem de Encerramento

Que a paz do Cristo esteja em nós e entre nós! Cultivemos uma vida cristã e tudo nos será concedido.

Meus filhos e minhas filhas tão amados é com muita alegria que abordamos este tema. Vamos, queremos explicar para vocês como conseguir experiências fora do corpo e com lucidez.

Preparem-se sempre. A hora do repouso físico é uma hora sagrada. Vocês deveriam tirar trinta minutos para se preparar, é como uma viagem, é uma partida.

Preparem-se! Preparem-se fazendo tudo que eleva e limpando-se de tudo que rebaixa. Acalmar o coração. Como? Vocês perguntam. De tantas maneiras: tomem um banho com muita paciência, fazendo um apelo para que aquela água que escorre no corpo, leve todas as energias grosseiras.

Vocês já pensaram no símbolo tão profundo e simples do batismo? Permitir que a água leve todas as energias grosseiras. Seria muito bom que todos tomassem esse banho-batismo, porque afinal de contas, de certa forma, vocês vão morrer.

Purificar o corpo, isso seria muito bom. Façam uma prece para que esta água que vocês vão utilizar leve todas as energias grosseiras.

Feito isto, cuide do corpo com carinho, observe como está o corpo. Está tenso, doído, contrito, relaxado? Observe todo o corpo, como está cada parte do meu corpo? Muitos dirão: não tenho tempo para isto. Claro que tem! Mas, é preciso ver que você tem medo de olhar o próprio corpo. Não lembra isto Adão? Quando Adão se desequilibra, ele tem vergonha do corpo. Todo o ser que está longe de Deus, tem vergonha do corpo, não quer olhar, quer esconder o corpo de si mesmo.

Então, este banho e este observar o corpo é fundamental. Limpem o corpo de todas as energias ruins, olhem para o corpo com carinho, cuidando dele, como o seu mais querido e belo animal de estimação.

O primeiro animal de estimação do espírito encarnado é o corpo físico, porque é de fato um animal, um bicho, na verdade são milhões.

Observe o corpo com carinho, cuidando dele, enxugando-o, tocando-o com respeito, com carinho, brincando com ele como se faria com um animal de estimação. Permitindo que ele receba energia. Que ele relaxe. Quanto tempo dura isto? Não sei, vamos dizer quinze minutos. Ótimo, ainda temos quinze minutos.

 Deitar, respirar muito lentamente e agora é a hora de pensar no anjo da guarda, de pensar também no Cristo. Muitos não vão querer, porque eles simbolizam Deus e Adão e Eva e o ser desequilibrado ficam constrangidos em pensar em Deus. Em saber que está sendo visto por Deus. Mas, vocês podem vencer isto.

Pensar, deitar e pensar no Cristo. Deitar e pensar no anjo da guarda. Ah, mas não sei quem é o meu anjo da guarda. Então, já tem o que pensar: como será o meu anjo da guarda? Não pensar criando histórias, sentir. Será que um dia vou sentir a energia do meu anjo da guarda? Será que um dia já senti? Como será a energia dele? Pensar, cinco minutos, ótimo! E aí fazer prece e adormecer.

Não estou propondo nada extremamente difícil do ponto de vista da matéria, externo. Mas esse é um início de uma saga espiritual. Esse é o início de uma viagem espiritual.

Do mesmo jeito que hoje ninguém aceita a pessoa acordar e não escovar os dentes, por exemplo, e lavar o rosto, no mundo equilibrado ou, pelo menos no mundo que começa a se equilibrar mais rapidamente, o que será o caso da Terra em poucas décadas, ninguém aceitará isto. Como o fulano dorme sem se preparar espiritualmente? Será horrível, porque é horrível, meus filhos.

É preciso se preparar… Cada um agora tem um modelo, ajuste, claro que ajuste segundo situações muito particulares, que não posso citar todas, mas já sabem o que fazer.

Sua evolução espiritual e sua higiene física merecem meia hora, meus filhos. Merece. Façam isto. Será possível vocês ampliarem imensamente a percepção espiritual de vocês, a intuição, a capacidade espiritual, os poderes psíquicos.

Quem fizer isto terá o nosso suporte, mas não apenas fazer uma semana ou duas. Se parou, reinicia sem condenação. Fazer sempre, estamos criando um clima de trabalho com vocês.

E todos que nos ouvirem, não importa em que momento, ao fazer isso de forma continuada, nós saberemos. E nós estaremos com vocês, porque formaremos um grupo imenso de Espíritos em todo o mundo que vão praticar isto e a cada dia nós vamos construir este grupo.

E, se vocês fizerem, em poucos anos muitos terão as mesmas lembranças ao acordar em lugares diferentes do mundo e poderão relatar no Grupo Marcos.

Mas essa experiência precisa de disciplina, filhos, precisa de muita devoção, precisa que vocês se unam aos seus anjos guardiões e ele se unirá ao nosso grupo, para juntos conseguirmos criar um campo psíquico que será um apoio para todos nós. Pensem com carinho, façam uma prece e avaliem a proposta que estamos lançando com toda a clareza e objetividade agora.

Preparar-se diariamente para dormir, para estar conosco no futuro e por toda a encarnação. Não faltam oportunidades de estudo, aprendizado e lazer saudável aqui na vida espiritual. E nós prometemos: daremos acesso a coisas maravilhosas a todos aqueles que buscarem o Cristo com o coração aberto e com devoção.

Que vocês fiquem em paz, do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # 207 – Lembrar-se dos sonhos

A memória é como um músculo que se desenvolve com o exercício. Lembranças espirituais, como todas as conquistas valiosas do Espírito, requerem dedicação, continuidade e técnica. Poderemos tratar com descaso nossas lembranças mais elevadas e ainda assim nos espiritualizarmos? É um dos pontos centrais de nosso diálogo.

Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

403. Por que não nos lembramos sempre dos sonhos?

“No que chamas de sono, só há o repouso do corpo, pois o espírito está sempre em atividade; aí, ele recobra um pouco de sua liberdade e se corresponde com os que lhe são caros, quer neste mundo, quer em outros; porém, como o corpo é uma matéria pesada e grosseira, dificilmente, conserva as impressões que o espírito recebeu, porque este não as percebeu através dos órgãos do corpo.”

Mensagem de Encerramento

Que a paz do Cristo, nos iluminando sempre, nos ajude a nos prepararmos para colaborar com a verdadeira elevação espiritual do mundo.

Não pensem, meus filhos, que vocês precisarão ser novos mártires, no sentido de testemunhos imensos, como foram os primeiros cristãos nazarenos romanos.

Precisamos, muito mais, do testemunho continuado e diário de cada um de vocês. E um destes testemunhos significa viver com lucidez às experiências do mundo espiritual e trazer para o mundo físico estas experiências e compartilhá-las, todas as experiências de caráter educativo.

Imaginem uma nação onde milhões de pessoas todos os dias, com naturalidade e também com seriedade, compartilham suas experiências espirituais no trabalho, no estudo, no lazer “que sonho interessante que tive… E narra algo que vai trazer ali um toque de sabedoria espiritual. “Sonhei que estava assistindo a uma palestra, uma conferência, e a pessoa que falava dizia isto”. E expressará algo de verdadeira sabedoria… “Ah, sonhei com estes símbolos do Evangelho. Ajude-me a entender o que significa meu amigo, minha amiga?”

Observe que o trabalho do Cristo não é um espetáculo, é, acima de tudo, espiritualizar o coração humano. Por isso, nós convidamos a cada um de vocês, juntem-se a nós, juntem-se a um trabalho que irá espiritualizar o mundo em nome de Jesus de Nazaré.

Como fazer isso? Cultivando sonhos superiores! Compreendendo estas experiências, vivendo-as a tal ponto que elas se tornam parte integrante de suas vidas e, naturalmente, se tornam experiências que vocês poderão compartilhar com seriedade, com tranquilidade e com segurança.

Essa é uma das formas de espiritualizar o mundo, narrar estes sonhos, contar, contagiar as pessoas ao vosso redor com as vibrações superiores que vocês vão colher durante estes sonhos, que são experiências espirituais.

Tudo isso é o fermento que o Cristo fala que é invisível, que é insignificante, mas que faz toda a massa crescer. Que massa é essa que falamos meus filhos? É a massa da consciência espiritual.

Se nós tivermos no Brasil e no mundo, milhões de pessoas que com muita naturalidade compartilham suas experiências superiores, sem arrogância, sem besteira, com outras pessoas, elas começam a ajudar a que o outro se espiritualize, a que o outro pense: será que eu não poderia ter também isto? Será que eu não poderia ter algo parecido?

Então é um estímulo natural, simples, mas, também, um estímulo poderoso. Cabe por obrigação a todo espírita cristão, fazer isto: espiritualizar-se e a partir de seus pequenos e modestos, mas sinceros passos de espiritualização, estimular a que os outros irmãos de caminhada se espiritualizem.

Compreendam. O projeto do Cristo é um projeto de crescimento da consciência espiritual do mundo. Você quer colaborar? Você quer participar? Candidatem-se de coração aberto, porque assim nós ajudaremos vocês e vocês ajudarão outros, e todos cresceremos em conjunto.

Esta é a proposta do Cristo em tudo e quando se trata de experiência espiritual, isto é muito claro, muito valioso e muito precioso.

E nós que trabalhamos inspirados e sob as ordens do Cristo estamos muito dispostos a ajudar a todos que realmente queiram trabalhar em nome de Jesus para viver e compartilhar experiências que ajudem o processo de iluminação da Terra.

Paz a todos, do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # 206 – O Sonho dos Profetas : o sonho salvador

A paz é a condição básica para encontrarmos a solução de nossas angústias mais dolorosas, bem como, de nossos graves desafios materiais. José é a lição prática de como lidar com a traição, a calúnia e a solidão e crescer com essas experiências.

Genesis 41

14 O faraó mandou chamar José, que foi trazido depressa do calabouço. Depois de se barbear e trocar de roupa, apresentou-se ao faraó.

15 O faraó disse a José: “Tive um sonho que ninguém consegue interpretar. Mas ouvi falar que você, ao ouvir um sonho, é capaz de interpretá-lo”.

16 Respondeu-lhe José: “Isso não depende de mim, mas Deus dará ao faraó uma resposta favorável”.

17 Então o faraó contou o sonho a José: “Sonhei que estava em pé, à beira do Nilo, 18 quando saíram do rio sete vacas, belas e gordas, que começaram a pastar entre os juncos. 19 Depois saíram outras sete, raquíticas, muito feias e magras. Nunca vi vacas tão feias em toda a terra do Egito. 20 As vacas magras e feias comeram as sete vacas gordas que tinham aparecido primeiro. 21 Mesmo depois de havê-las comido, não parecia que o tivessem feito, pois continuavam tão magras como antes. Então acordei.

22 “Depois tive outro sonho. Vi sete espigas de cereal, cheias e boas, que cresciam num mesmo pé. 23 Depois delas, brotaram outras sete, murchas e mirradas, ressequidas pelo vento leste. 24 As espigas magras engoliram as sete espigas boas. Contei isso aos magos, mas ninguém foi capaz de explicá-lo”.

25 “O faraó teve um único sonho”, disse-lhe José. “Deus revelou ao faraó o que ele está para fazer. 26 As sete vacas boas são sete anos, e as sete espigas boas são também sete anos; trata-se de um único sonho. 27 As sete vacas magras e feias que surgiram depois das outras, e as sete espigas mirradas, queimadas pelo vento leste, são sete anos. Serão sete anos de fome.

28 “É exatamente como eu disse ao faraó: Deus mostrou ao faraó aquilo que ele vai fazer. 29 Sete anos de muita fartura estão para vir sobre toda a terra do Egito, 30 mas depois virão sete anos de fome. Então todo o tempo de fartura será esquecido, pois a fome arruinará a terra. 31 A fome que virá depois será tão rigorosa que o tempo de fartura não será mais lembrado na terra. 32 O sonho veio ao faraó duas vezes porque a questão já foi decidida por Deus, que se apressa em realizá-la.

Fonte:  https://www.biblegateway.com/passage/?search=G%C3%AAnesis+39&version=NVI-PT

Livro dos Espíritos

Parte 2. Capítulo VIII – Emancipação da alma

402. Como podemos julgar da liberdade dos espíritos durante o sono?

Através dos sonhos. Acredita-o: quando o corpo repousa, o espírito possui mais faculdades do que no estado de vigília; tem a lembrança do passado e, algumas vezes, a previsão do futuro; adquire maior potência e pode comunicar-se com os outros espíritos, quer deste mundo, quer de um outro. Dizes, com frequência: tive um sonho estranho, um sonho horrível, mas que não tem verossimilhança alguma; tu te enganas; frequentemente, é uma lembrança dos lugares e das coisas que viste ou verás, numa outra existência ou num outro momento. O corpo estando adormecido, o espírito tenta quebrar suas correntes, pesquisando no passado ou no futuro. 

Pobres homens, como conheceis pouco os fenômenos mais comuns da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais vulgares vos confundem; a estas perguntas que todas as crianças fazem: O que fazemos quando dormimos? O que são os sonhos? Ficais embaraçados.

O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo. Quando dormimos, ficamos, durante certo tempo, no estado em que nos encontraremos, de uma maneira fixa, depois da morte. Os espíritos que rapidamente se desligaram da matéria, por ocasião de sua morte, tiveram sonos inteligentes; esses, quando dormem, juntam-se à sociedade dos outros seres superiores a eles; com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham mesmo em obras que, ao morrerem, acham-se inteiramente concluídas. Isto deve vos ensinar, ainda uma vez, a não temer a morte, visto que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo.

Isto, para os espíritos elevados; mas, quanto à massa dos homens que, por ocasião da morte, têm de permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que já vos falaram, estes vão, ora para mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, ora em busca dos prazeres talvez ainda mais baixos do que aqueles que aqui têm; vão haurir doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam no vosso meio. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao despertar, ligados pelo coração com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer.

O que também explica essas antipatias invencíveis é que sabemos, no fundo do nosso coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque nós as conhecemos sem jamais tê-las visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, visto que não se procura fazer novos amigos, quando se sabe que existem outros que nos amam e nos querem. Numa palavra, o sono influi, sobre a vossa vida, mais do que imaginais.

Graças ao sono, os espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos espíritos, e é isto o que faz com que os espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós.

Deus quis que, durante o contato deles com o vício, eles pudessem ir se retemperar na fonte do bem, para eles próprios não falirem, eles que tinham vindo para instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para irem em direção a seus amigos do céu; é a recreação após o trabalho, enquanto aguardam a grande libertação, a liberação final, que deve restituí-los ao meio que lhes é próprio.

O sonho é a lembrança do que o vosso espírito viu, durante o sono; mas observai que não sonhais sempre, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. É vossa alma que não está em toda sua potência; frequentemente, é apenas a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa chegada, a que se soma o que fizestes ou o que vos preocupa no estado de vigília; sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm os mais sábios, assim como os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.

Aliás, dentro em pouco, vereis vulgarizar-se uma outra espécie de sonhos; ela é tão antiga quanto a que conheceis, mas a ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos: este sonho é a lembrança da alma inteiramente desligada do corpo, a recordação dessa segunda vida de que vos falava ainda há pouco.

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos entre aqueles de que vos lembrais; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos à vossa fé.

Comentário Kardec

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se tornou mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí, uma espécie de clarividência indefinida que se estende aos lugares mais afastados ou que nunca se viram e, algumas vezes, até em outros mundos. Daí, também, a lembrança que traz à memória os acontecimentos efetuados na existência presente ou nas existências anteriores; as estranhas imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas com as coisas do mundo atual, formam esses conjuntos singulares e confusos que parecem não ter sentido ou ligação.

A incoerência dos sonhos se explica, ainda, pelas lacunas que produz a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho. Seria, assim, como uma narrativa da qual tivessem truncado, ao acaso, frases ou partes de frases: os fragmentos restantes, sendo reunidos, não teriam qualquer significado racional.

Mensagem de Encerramento

Que Jesus esteja conosco hoje e sempre.

Que bela história, meus filhos, vocês tem diante de vocês. Quanta sabedoria, quantos ensinos! Quanta coisa ainda poderemos revelar sobre esta história. Mas, é preciso, como ensina o personagem José, que vocês aprendam a educar o coração.

As revelações de Deus só podem ser compreendidas quando o coração é mantido em paz. Muitos pensam que uma correria excessiva, fazer e fazer e fazer é agradável a Deus. Não é meus filhos. Porque não pode ser agradável a Deus algo que distancia dEle os corações dos filhos. Sim, precisamos fazer muito, mas precisamos fazer muito com muita paz no coração.

Não se justifica do ponto de vista do amor divino, nós nos distanciarmos de Deus alegando muitas tarefas. E para que façamos muitas tarefas com Deus, coração precisa permanecer em paz.

Vemos estudantes dizerem: Ah… Estou estudando muito e por isto estou tão nervoso! Mas, se você tiver perto de Deus, você não aprendera melhor, meu filhos? Ah, estou aqui estou com muito ódio, porque fui traída, abandonada! Mas, minha filha, se você se distanciar de Deus a solidão não será mais cruel? Vamos pensar um pouco: qualquer que seja a situação, se ficamos longe de Deus, tudo tende a piorar…

José estava no calabouço. É um símbolo, meus filhos, porque todos nós, ao passarmos pela Terra, vamos para um calabouço. Vamos para um momento em que tudo está escuro ao nosso redor, que a solidão é imensa, que nos sentimos totalmente desamparados, que não conseguimos ver como sairemos daquela situação.

Eu vivi isto tantas vezes, filhos, onde você pensa e sente e diz: não tem saída, não vejo como sair disto, não vejo como sair deste poço escuro.

Vejam que José foi jogado, primeiro, no poço pelos irmãos, segundo o texto de Gênese, depois estava no calabouço. Porque, filhos, que todas as vezes que somos traídos é assim que nos sentimos. Num poço escuro, em um calabouço sombrio.

Vocês, certamente, passarão por este tipo de experiência em um momento ou outro. Lembrem-se que se o coração de vocês estiver em paz, vocês sempre terão acesso à sabedoria divina.

Esse é o ensino que eu gostaria humildemente de destacar desta história maravilhosa: não importa se você foi traído, não importa se você está no fundo de um calabouço sórdido, não importa se aparentemente não tem solução. Se o seu coração estiver com Deus, você terá a solução! No momento certo você será elevado. No momento certo a solidão vira convívio maravilhoso. A miséria vira abundância. A escassez vira fartura. A inanição vira trabalho.

Portanto, filhos, guardem isto: só há uma saída dos calabouços da vida e essa saída se chama: entender a vontade de Deus. E para entender a vontade de Deus é indispensável manter o coração elevado, livre de rancor, livre de inveja, de mágoas, de ódios.

Então, nos vossos calabouços existenciais saibam que tudo deve ser feito para permanecer a ligação com o Pai, porque Ele, de forma inesperada, no momento adequado e certo, vos tirará desta situação tenebrosa e vos colocará em um lugar maravilhoso.

Esta é uma lição que carrego ainda hoje no coração e com muita alegria e com muita emoção eu dou ao coração de cada um de vocês que queiram recebê-la, porque ela me salvou muitas vezes. Ela foi o auxílio para suportar tantas dores. Que José possa inspirar vocês a nunca esquecerem que no pior momento da vida é quando Deus vos libertará.

Paz a todos, do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # 205 – O Sonho dos Profetas : condição emocional

A vida de José do Egito por meio de seu exemplo moral e de sua excepcional mediunidade e capacidade de compreensão dos símbolos deve servir de referência de como conduta emocional e mediunidade estão indissociavelmente vinculados.

Gênesis 37 

9. Depois teve outro sonho e o contou aos seus irmãos: “Tive outro sonho, e desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de mim”.

10. Quando o contou ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e lhe disse: “Que sonho foi esse que você teve? Será que eu, sua mãe, e seus irmãos viremos a nos curvar até o chão diante de você?” 11 Assim seus irmãos tiveram ciúmes dele; o pai, no entanto, refletia naquilo.

Gênesis 39 

José havia sido levado para o Egito, onde o egípcio Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá.

Ninguém desta casa está acima de mim. Ele nada me negou, a não ser a senhora, porque é a mulher dele. Como poderia eu, então, cometer algo tão perverso e pecar contra Deus?”

Genesis 40 

Eles responderam: “Tivemos sonhos, mas não há quem os interprete”.

Disse-lhes José: “Não são de Deus as interpretações? Contem-me os sonhos”.

Então o chefe dos copeiros contou o seu sonho a José: “Em meu sonho vi diante de mim uma videira, 10 com três ramos. Ela brotou, floresceu e deu uvas que amadureciam em cachos. 11 A taça do faraó estava em minha mão. Peguei as uvas, e as espremi na taça do faraó, e a entreguei em sua mão”.

12 Disse-lhe José: “Esta é a interpretação: os três ramos são três dias. 13 Dentro de três dias o faraó vai exaltá-lo e restaurá-lo à sua posição, e você servirá a taça na mão dele, como costumava fazer quando era seu copeiro. 14 Quando tudo estiver indo bem com você, lembre-se de mim e seja bondoso comigo; fale de mim ao faraó e tire-me desta prisão, 15 pois fui trazido à força da terra dos hebreus, e também aqui nada fiz para ser jogado neste calabouço”.

16 Ouvindo o chefe dos padeiros essa interpretação favorável, disse a José: “Eu também tive um sonho: sobre a minha cabeça havia três cestas de pão branco. 17 Na cesta de cima havia todo tipo de pães e doces que o faraó aprecia, mas as aves vinham comer da cesta que eu trazia na cabeça”.

18 E disse José: “Esta é a interpretação: as três cestas são três dias. 19 Dentro de três dias o faraó vai decapitá-lo e pendurá-lo numa árvore[a]. E as aves comerão a sua carne”.

20 Três dias depois era o aniversário do faraó, e ele ofereceu um banquete a todos os seus conselheiros. Na presença deles reapresentou o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros; 21 restaurou à sua posição o chefe dos copeiros, de modo que ele voltou a ser aquele que servia a taça do faraó, 22 mas ao chefe dos padeiros mandou enforcar[b], como José lhes dissera em sua interpretação.

23 O chefe dos copeiros, porém, não se lembrou de José; ao contrário, esqueceu-se dele.

Fonte:  https://www.biblegateway.com/passage/?search=G%C3%AAnesis+39&version=NVI-PT

Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

402. Como podemos julgar da liberdade dos espíritos durante o sono?

“Através dos sonhos. Acredita-o: quando o corpo repousa, o espírito possui mais faculdades do que no estado de vigília; tem a lembrança do passado e, algumas vezes, a previsão do futuro; adquire maior potência e pode comunicar-se com os outros espíritos, quer deste mundo, quer de um outro. Dizes, com frequência: tive um sonho estranho, um sonho horrível, mas que não tem verossimilhança alguma; tu te enganas; frequentemente, é uma lembrança dos lugares e das coisas que viste ou verás, numa outra existência ou num outro momento. O corpo estando adormecido, o espírito tenta quebrar suas correntes, pesquisando no passado ou no futuro. 

Pobres homens, como conheceis pouco os fenômenos mais comuns da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais vulgares vos confundem; a estas perguntas que todas as crianças fazem: O que fazemos quando dormimos? O que são os sonhos? Ficais embaraçados.

O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo. Quando dormimos, ficamos, durante certo tempo, no estado em que nos encontraremos, de uma maneira fixa, depois da morte. Os espíritos que rapidamente se desligaram da matéria, por ocasião de sua morte, tiveram sonos inteligentes; esses, quando dormem, juntam-se à sociedade dos outros seres superiores a eles; com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham mesmo em obras que, ao morrerem, acham-se inteiramente concluídas. Isto deve vos ensinar, ainda uma vez, a não temer a morte, visto que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo.

Isto, para os espíritos elevados; mas, quanto à massa dos homens que, por ocasião da morte, têm de permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que já vos falaram, estes vão, ora para mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, ora em busca dos prazeres talvez ainda mais baixos do que aqueles que aqui têm; vão haurir doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam no vosso meio. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao despertar, ligados pelo coração com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer.

O que também explica essas antipatias invencíveis é que sabemos, no fundo do nosso coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque nós as conhecemos sem jamais tê-las visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, visto que não se procura fazer novos amigos, quando se sabe que existem outros que nos amam e nos querem. Numa palavra, o sono influi, sobre a vossa vida, mais do que imaginais.

Graças ao sono, os espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos espíritos, e é isto o que faz com que os espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós.

Deus quis que, durante o contato deles com o vício, eles pudessem ir se retemperar na fonte do bem, para eles próprios não falirem, eles que tinham vindo para instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para irem em direção a seus amigos do céu; é a recreação após o trabalho, enquanto aguardam a grande libertação, a liberação final, que deve restituí-los ao meio que lhes é próprio.

O sonho é a lembrança do que o vosso espírito viu, durante o sono; mas observai que não sonhais sempre, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. É vossa alma que não está em toda sua potência; frequentemente, é apenas a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa chegada, a que se soma o que fizestes ou o que vos preocupa no estado de vigília; sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm os mais sábios, assim como os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.

Aliás, dentro em pouco, vereis vulgarizar-se uma outra espécie de sonhos; ela é tão antiga quanto a que conheceis, mas a ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos: este sonho é a lembrança da alma inteiramente desligada do corpo, a recordação dessa segunda vida de que vos falava ainda há pouco.

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos entre aqueles de que vos lembrais; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos à vossa fé.

Comentário Kardec

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se tornou mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí, uma espécie de clarividência indefinida que se estende aos lugares mais afastados ou que nunca se viram e, algumas vezes, até em outros mundos. Daí, também, a lembrança que traz à memória os acontecimentos efetuados na existência presente ou nas existências anteriores; as estranhas imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas com as coisas do mundo atual, formam esses conjuntos singulares e confusos que parecem não ter sentido ou ligação.

A incoerência dos sonhos se explica, ainda, pelas lacunas que produz a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho. Seria, assim, como uma narrativa da qual tivessem truncado, ao acaso, frases ou partes de frases: os fragmentos restantes, sendo reunidos, não teriam qualquer significado racional.

Mensagem de Encerramento

Meus filhos, que o Cristo nos ampare a todos neste instante. Neste exato momento estamos unidos, estamos próximos de todos vocês que nos escutam seja em que momento for, porque trabalhamos em imensa equipe espiritual que possui esta tarefa, inclusive.

Filhos, nunca separem conquistas, experiências espirituais de vossas emoções. Não pensem de maneira tão bruta, tão grosseira e mesquinha, achando que mediunidade, que desdobramento, que sonambulismo, que passe magnético é uma coisa à parte e dissociada das emoções.

São as emoções, filhos, que dão o tom de vossas vibrações espirituais. São as emoções que vocês carregam que formam a qualidade de vossas percepções. Que vibram de maneira mais ou menos elevada em seu corpo espiritual. Podemos mesmo dizer que a vossa vibração espiritual, em larga medida, reflete as vossas emoções.

Não é possível um crescimento espiritual verdadeiro sem um trabalho muito profundo das próprias emoções. Não pensem que Espiritismo é ciência de superficialidade. Allan Kardec já ensinou, porque o nome de sua publicação regular era Jornal de Estudos Psicológicos.

Precisamos entender que comunicação mediúnica não é uma comunicação de um mundo para o outro como se fossem dois planetas com um walkie-talkie, como vocês dizem, como um aparelhinho de falar. Não é assim, filhos. Comunicação mediúnica, como toda experiência espiritual, são experiências de interpenetração emotiva, entendam isto!

Nossas emoções se interpenetram, se comunicam em dimensões maravilhosas. Quando vocês me escutam as minhas energias penetram vocês e eu sinto quem vocês são.

Não é comunicação verbal é comunicação fluídica, espiritual, emocional. Ou vocês acham que o Cristo por meio de poucas publicações, como vocês dizem, conseguiria se comunicar com todo o mundo? Não é filhos. Por que o Cristo diz, onde estiver dois ou mais reunidos em meu nome eu estarei no meio deles? Porque quando seres estão ali em nome do Cristo se estabelece uma comunicação espiritual. As energias do Mestre estão ali, penetrando o coração de cada um. Mexendo e ordenando o turbilhão emocional que existe em vocês. Não existe comunicação espiritual que não seja emocional.

Se quiserem entender comunicação mediúnica como uma mensagenzinha de aparelho de walkie-talkie, de celular, de qualquer coisa, vocês podem, mas não irão longe, porque esta própria definição limitará a vossa capacidade.

Por que se diz: ah, grande médium? Se for verdadeiro, se receber comunicação muito boas é porque tem um trabalho emocional muito sério, muito sério… Médium pode ver e ouvir e ter fenômeno sem este trabalho, claro que pode… Mas, nunca passará do limite da grosseria.

Porque o fenômeno cristão, o fenômeno que precisamos, é o fenômeno transformador. Ou vocês podem acreditar, meus filhos, que o Sermão da Montanha é um discurso? Não! Nunca!

O Sermão do Monte é uma comunicação espiritual, não no sentido meramente mediúnico, é uma comunicação espiritual no sentido mais belo do termo. É algo que comunica energias transformadoras. É algo que comunica símbolos, porque quando se tem a percepção do Cristo dizendo bem-aventurados os aflitos, não se ouve algumas palavras, se percorre a saga humana da dor e da redenção.

E isto não é uma comunicação verbal, jamais poderá ser, não se pode transmitir tanto por meios tão limitados. É como querer transportar o mar em um canudo. Quando se ouve: Bem-aventurados os que sofrem, eu os consolarei. É algo tão poderoso, filhos, significa amparo eterno e profundo.

Como isto será transmitido a vocês se vocês têm o coração fechado? Se vocês só querem saber de palavras, de nomes e de frases? Aqueles que não se abrirem, portanto, não poderão ser alimentados por este mar de luz que sai do coração do Mestre. E morrerão sedentos. Mas aqueles que como José, na prisão da vida, não perderem a fé, receberão a paz profunda que sustentam todos os momentos de dor e de dificuldades.

Amem, e aprender a amar significa antes de tudo: aprender a abrir o coração para o Cristo para que ele vos ensine a amar.

Muita paz, do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # 204 – O Sonho dos Profetas : preparação emocional

Por muito tempo, os conhecedores do Espiritismo discordaram de Allan Kardec sobre a forma de lidar com os símbolos. Kardec, os estuda, os valoriza e os utiliza para compreender e, como o Cristo, torna-os instrumentos para divulgar a verdade. Os conhecedores pensavam que os símbolos deveriam ser esquecidos. Hoje, amadurecidos, descobrimos que Cristo e Kardec têm razão.

Gênesis 37 

9. Depois teve outro sonho e o contou aos seus irmãos: “Tive outro sonho, e desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de mim”.

10. Quando o contou ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e lhe disse: “Que sonho foi esse que você teve? Será que eu, sua mãe, e seus irmãos viremos a nos curvar até o chão diante de você?” 11 Assim seus irmãos tiveram ciúmes dele; o pai, no entanto, refletia naquilo.

Gênesis 39 

José havia sido levado para o Egito, onde o egípcio Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá.

Ninguém desta casa está acima de mim. Ele nada me negou, a não ser a senhora, porque é a mulher dele. Como poderia eu, então, cometer algo tão perverso e pecar contra Deus?”

Genesis 40 

Eles responderam: “Tivemos sonhos, mas não há quem os interprete”.

Disse-lhes José: “Não são de Deus as interpretações? Contem-me os sonhos”.

Então o chefe dos copeiros contou o seu sonho a José: “Em meu sonho vi diante de mim uma videira, 10 com três ramos. Ela brotou, floresceu e deu uvas que amadureciam em cachos. 11 A taça do faraó estava em minha mão. Peguei as uvas, e as espremi na taça do faraó, e a entreguei em sua mão”.

12 Disse-lhe José: “Esta é a interpretação: os três ramos são três dias. 13 Dentro de três dias o faraó vai exaltá-lo e restaurá-lo à sua posição, e você servirá a taça na mão dele, como costumava fazer quando era seu copeiro. 14 Quando tudo estiver indo bem com você, lembre-se de mim e seja bondoso comigo; fale de mim ao faraó e tire-me desta prisão, 15 pois fui trazido à força da terra dos hebreus, e também aqui nada fiz para ser jogado neste calabouço”.

16 Ouvindo o chefe dos padeiros essa interpretação favorável, disse a José: “Eu também tive um sonho: sobre a minha cabeça havia três cestas de pão branco. 17 Na cesta de cima havia todo tipo de pães e doces que o faraó aprecia, mas as aves vinham comer da cesta que eu trazia na cabeça”.

18 E disse José: “Esta é a interpretação: as três cestas são três dias. 19 Dentro de três dias o faraó vai decapitá-lo e pendurá-lo numa árvore[a]. E as aves comerão a sua carne”.

20 Três dias depois era o aniversário do faraó, e ele ofereceu um banquete a todos os seus conselheiros. Na presença deles reapresentou o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros; 21 restaurou à sua posição o chefe dos copeiros, de modo que ele voltou a ser aquele que servia a taça do faraó, 22 mas ao chefe dos padeiros mandou enforcar[b], como José lhes dissera em sua interpretação.

23 O chefe dos copeiros, porém, não se lembrou de José; ao contrário, esqueceu-se dele.

Fonte:  https://www.biblegateway.com/passage/?search=G%C3%AAnesis+39&version=NVI-PT

Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

402. Como podemos julgar da liberdade dos espíritos durante o sono?

“Através dos sonhos. Acredita-o: quando o corpo repousa, o espírito possui mais faculdades do que no estado de vigília; tem a lembrança do passado e, algumas vezes, a previsão do futuro; adquire maior potência e pode comunicar-se com os outros espíritos, quer deste mundo, quer de um outro. Dizes, com frequência: tive um sonho estranho, um sonho horrível, mas que não tem verossimilhança alguma; tu te enganas; frequentemente, é uma lembrança dos lugares e das coisas que viste ou verás, numa outra existência ou num outro momento. O corpo estando adormecido, o espírito tenta quebrar suas correntes, pesquisando no passado ou no futuro. 

Pobres homens, como conheceis pouco os fenômenos mais comuns da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais vulgares vos confundem; a estas perguntas que todas as crianças fazem: O que fazemos quando dormimos? O que são os sonhos? Ficais embaraçados.

O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo. Quando dormimos, ficamos, durante certo tempo, no estado em que nos encontraremos, de uma maneira fixa, depois da morte. Os espíritos que rapidamente se desligaram da matéria, por ocasião de sua morte, tiveram sonos inteligentes; esses, quando dormem, juntam-se à sociedade dos outros seres superiores a eles; com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham mesmo em obras que, ao morrerem, acham-se inteiramente concluídas. Isto deve vos ensinar, ainda uma vez, a não temer a morte, visto que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo.

Isto, para os espíritos elevados; mas, quanto à massa dos homens que, por ocasião da morte, têm de permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que já vos falaram, estes vão, ora para mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, ora em busca dos prazeres talvez ainda mais baixos do que aqueles que aqui têm; vão haurir doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam no vosso meio. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao despertar, ligados pelo coração com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer.

O que também explica essas antipatias invencíveis é que sabemos, no fundo do nosso coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque nós as conhecemos sem jamais tê-las visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, visto que não se procura fazer novos amigos, quando se sabe que existem outros que nos amam e nos querem. Numa palavra, o sono influi, sobre a vossa vida, mais do que imaginais.

Graças ao sono, os espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos espíritos, e é isto o que faz com que os espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós.

Deus quis que, durante o contato deles com o vício, eles pudessem ir se retemperar na fonte do bem, para eles próprios não falirem, eles que tinham vindo para instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para irem em direção a seus amigos do céu; é a recreação após o trabalho, enquanto aguardam a grande libertação, a liberação final, que deve restituí-los ao meio que lhes é próprio.

O sonho é a lembrança do que o vosso espírito viu, durante o sono; mas observai que não sonhais sempre, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. É vossa alma que não está em toda sua potência; frequentemente, é apenas a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa chegada, a que se soma o que fizestes ou o que vos preocupa no estado de vigília; sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm os mais sábios, assim como os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.

Aliás, dentro em pouco, vereis vulgarizar-se uma outra espécie de sonhos; ela é tão antiga quanto a que conheceis, mas a ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos: este sonho é a lembrança da alma inteiramente desligada do corpo, a recordação dessa segunda vida de que vos falava ainda há pouco.

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos entre aqueles de que vos lembrais; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos à vossa fé.

Comentário Kardec

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se tornou mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí, uma espécie de clarividência indefinida que se estende aos lugares mais afastados ou que nunca se viram e, algumas vezes, até em outros mundos. Daí, também, a lembrança que traz à memória os acontecimentos efetuados na existência presente ou nas existências anteriores; as estranhas imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas com as coisas do mundo atual, formam esses conjuntos singulares e confusos que parecem não ter sentido ou ligação.

A incoerência dos sonhos se explica, ainda, pelas lacunas que produz a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho. Seria, assim, como uma narrativa da qual tivessem truncado, ao acaso, frases ou partes de frases: os fragmentos restantes, sendo reunidos, não teriam qualquer significado racional.

Mensagem de Encerramento

Que o Cristo nos inspire neste instante em que buscamos compreender verdades tão simples e tão profundas; tão importantes na fase atual em que se vive. Para muitos de vocês é uma compreensão indispensável para que possam ter verdadeiro crescimento espiritual.

Meus filhos, a verdade é uma só: Deus vos ama e o Pai criou milhares de diferentes linguagens para que a fraternidade se expressasse da forma mais adequada para cada nível espiritual.

Não poderemos crescer além do patamar em que estamos na Terra, se não entendermos a importância da linguagem simbólica, porque o símbolo transmite coisas que a palavra objetiva, direta e seca é incapaz de fazer.

Quem de vocês não se comove com o símbolo da cruz? Quem de vocês não se alegra com o símbolo que é uma flor? Se vocês entenderam isto, devem abrir os seus corações para dialogar com os símbolos, porque a cruz é o símbolo deixado pelo Mestre e a flor é o símbolo de Deus para o mundo da Natureza. Quero dizer com isto tanto a Natureza, quanto os seres humanos e os anjos, lidam com a comunicação por meio dos símbolos.

Que seria vocês se não estivessem lidando com os símbolos. Meus filhos amados? Movimento espírita perde muito achando que Kardec não queria saber de símbolos, mas a verdade é que muitos são incapazes de abrir o coração e por isso não conseguem lidar com os símbolos e usam de uma interpretação distorcida para justificar a própria limitação emocional.

Dizem: ah, isto é confuso, isto não interessa. Mas, filhos, se vocês não aderirem plenamente ao símbolo da cruz, nunca terão redenção espiritual, nunca. Se vocês não compreenderem que precisam desenvolver a mansuetude do carneiro, nunca terão paz. Mas, filhos, se vocês não aceitarem que nos primeiros séculos o peixe era o símbolo do Cristo e dos cristãos, nunca compreenderão a linguagem do Novo Testamento.

Filhos, não se pode crescer espiritualmente negando-se a vivenciar as lições da vida e da própria natureza. Ora, por que o Cristo apelidava Pedro de pedra? Por que o Cristo chamava João de trovão? Nunca pensaram nisto? Filhos, há muito a aprender com os símbolos, com a relação entre as expressões externas da vida e a vida espiritual profunda, íntima, dentro de cada um de nós.

Não é possível sair da prisão mental que vocês construíram, achando que era proteção, sem buscar os recursos fundamentais da linguagem simbólica.

Falo hoje muito didaticamente, porque sei que isto vai chocar os seus corações, acostumados a ouvir “Kardec era direto e objetivo”. Claro! Os símbolos também o são.

Quando espírito de verdade ensina: venho em nome de meu Pai, que ergue as ondas e faz germinar a semente. Filhos, que símbolo maravilhoso!

Não conseguiremos falar uma linguagem espiritual elevada, se não nos dispusermos a compreender os símbolos do cristianismo, porque se vocês não sabem, entendam: a palavra Cristos é um símbolo maravilhoso que vocês deviam buscar compreender mais.

Que vocês fiquem em muita paz, do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # Especial – Carnaval 2019 – Estranho Concerto

Há pouco dias de mais uma festa carnavalesca, refletimos sobre o significado emocional de vincular-se as manifestações de alegria eufórica desse período.

 

Estranho concerto


Clamou o Orgulho ao homem: – “Goza a vida!
E fere, brasonado cavaleiro,
Coroado de folhas de loureiro,
Quem vai de alma gemente e consumida...


Veio a Vaidade e disse: – “A toda brida!
Dominarás, além, no mundo inteiro,
Cavalga o tempo e corre ao teu roteiro
De soberana glória indefinida!...


Mas a Verdade, sobre a humana furna,
Gritou-lhe, angustiada, em voz soturna:
– “Insensato! aonde vais, sem Deus, sem norte?”


E impeliu, sem detença e sem barulho,
Cavaleiro e corcel, vaidade e orgulho,
Aos tenebrosos pântanos da Morte

Antero de Quental

Nascido na ilha de São Miguel, nos Açores, em 1842, e desencarnado por suicídio, em 1891. É vulto eminente e destacado nas letras portuguesas, caracterizando-se pelo seu espírito filosófico. Extraído Parnaso de Além-Túmulo, editora Feb.

Mensagem de Encerramento

Que o Cristo esteja conosco hoje.

Aos que me ouvem em período anterior ou durante a festa tenebrosa, pedimos ajuda.

Muito importante! Muito necessário estar atento, não é uma simples brincadeira, é um verdadeiro campo de concentração em termos de desgraça humana, com a diferença é que aqueles que se tornam prisioneiros voluntários estão aparentemente felizes.

É chocante, é assustador, observar como as trevas convencem vocês a irem para verdadeiros campos de autodestruição psíquica. Mostram-se imagens falsas de supostas alegrias quando, na verdade, no dia em que vocês forem estudar este assunto, vão ver que são imagens de pacientes psiquiátricos no sentido técnico do termo.

Então, se coloca estes pacientes psiquiátricos, bem maquiados, com discursos bem decorados, com fingimentos já treinados e vocês caem nesta armadilha, porque ainda são lobos, ainda possuem a própria loucura e lobos caem em armadilhas de lobos, loucos caem em armadilha de loucos!

Eu sei que não interessa dizer: não vá, porque os que estão loucos, estão loucos. Mas, existe opção para aqueles que tem humildade de reconhecer que tem alguma loucura em si e buscam o Cristo para se tratarem. Buscam os meios necessários para desenvolver lucidez, cuidar de tantas paixões imundas que todos temos, mas que necessitamos lidar com elas de forma responsável, meus filhos.

Passou a época de brincar disto ou daquilo, chegou à época de aprender o que é o verdadeiro amor. Precisamos de vocês, que vocês tenham mais lucidez, que vocês tenham coragem de desafiar as tendências estúpidas do passado, que tenham mais sensatez de dizer a si mesmo: neste Carnaval não estarei entre os malditos; malditos porque se autoelegeram malditos. Estarei entre os servidores abnegados que reconhecem a própria necessidade e ajudarei vibrando, orando e servindo.

O Cristo precisa da ajuda de cada um de nós, pequenos servidores, para que consigamos reverter este triste espetáculo em que as trevas tanto se comprazem, porque gritam enlouquecidos: jamais será aqui a Pátria do Evangelho. Não entendem estes espíritos, que se tornam dementes, que por ser a Pátria do Evangelho, o Cristo lhes dá uma última chance, mas que serão profundamente infelizes, se mais uma vez escarnecerem o olhar de ternura do Mestre, que sofre com tanta loucura e vaidade, mas que terá de tomar, na verdade, já tomou, as providências necessárias para a limpeza espiritual, psíquica, do planeta e do Brasil, muito em breve… E serão infelizes, os que tiverem estes vínculos com a maldade que profana a Pátria sagrada do bem.

Filhos, contamos com vocês neste período tão difícil, porque o Cristo nos convoca a todos. Estamos no fechamento de um ciclo, e digo a vocês: estamos presenciando os últimos festivais da carne, no Brasil… Porque da mesma forma que providências foram tomadas em outros setores sociais, o Brasil será a Pátria do Evangelho, e onde existe amor a autodegradação não tem espaço.

Que o Cristo lhes fortaleçam nesta verdadeira batalha pela paz, que é a atuação dos cristãos sinceros neste período de trevas do país.

Que todos fiquem em paz,

Do amigo espiritual de sempre.