Nova Geração # 207 – Lembrar-se dos sonhos

A memória é como um músculo que se desenvolve com o exercício. Lembranças espirituais, como todas as conquistas valiosas do Espírito, requerem dedicação, continuidade e técnica. Poderemos tratar com descaso nossas lembranças mais elevadas e ainda assim nos espiritualizarmos? É um dos pontos centrais de nosso diálogo.

Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

403. Por que não nos lembramos sempre dos sonhos?

“No que chamas de sono, só há o repouso do corpo, pois o espírito está sempre em atividade; aí, ele recobra um pouco de sua liberdade e se corresponde com os que lhe são caros, quer neste mundo, quer em outros; porém, como o corpo é uma matéria pesada e grosseira, dificilmente, conserva as impressões que o espírito recebeu, porque este não as percebeu através dos órgãos do corpo.”

Mensagem de Encerramento

Que a paz do Cristo, nos iluminando sempre, nos ajude a nos prepararmos para colaborar com a verdadeira elevação espiritual do mundo.

Não pensem, meus filhos, que vocês precisarão ser novos mártires, no sentido de testemunhos imensos, como foram os primeiros cristãos nazarenos romanos.

Precisamos, muito mais, do testemunho continuado e diário de cada um de vocês. E um destes testemunhos significa viver com lucidez às experiências do mundo espiritual e trazer para o mundo físico estas experiências e compartilhá-las, todas as experiências de caráter educativo.

Imaginem uma nação onde milhões de pessoas todos os dias, com naturalidade e também com seriedade, compartilham suas experiências espirituais no trabalho, no estudo, no lazer “que sonho interessante que tive… E narra algo que vai trazer ali um toque de sabedoria espiritual. “Sonhei que estava assistindo a uma palestra, uma conferência, e a pessoa que falava dizia isto”. E expressará algo de verdadeira sabedoria… “Ah, sonhei com estes símbolos do Evangelho. Ajude-me a entender o que significa meu amigo, minha amiga?”

Observe que o trabalho do Cristo não é um espetáculo, é, acima de tudo, espiritualizar o coração humano. Por isso, nós convidamos a cada um de vocês, juntem-se a nós, juntem-se a um trabalho que irá espiritualizar o mundo em nome de Jesus de Nazaré.

Como fazer isso? Cultivando sonhos superiores! Compreendendo estas experiências, vivendo-as a tal ponto que elas se tornam parte integrante de suas vidas e, naturalmente, se tornam experiências que vocês poderão compartilhar com seriedade, com tranquilidade e com segurança.

Essa é uma das formas de espiritualizar o mundo, narrar estes sonhos, contar, contagiar as pessoas ao vosso redor com as vibrações superiores que vocês vão colher durante estes sonhos, que são experiências espirituais.

Tudo isso é o fermento que o Cristo fala que é invisível, que é insignificante, mas que faz toda a massa crescer. Que massa é essa que falamos meus filhos? É a massa da consciência espiritual.

Se nós tivermos no Brasil e no mundo, milhões de pessoas que com muita naturalidade compartilham suas experiências superiores, sem arrogância, sem besteira, com outras pessoas, elas começam a ajudar a que o outro se espiritualize, a que o outro pense: será que eu não poderia ter também isto? Será que eu não poderia ter algo parecido?

Então é um estímulo natural, simples, mas, também, um estímulo poderoso. Cabe por obrigação a todo espírita cristão, fazer isto: espiritualizar-se e a partir de seus pequenos e modestos, mas sinceros passos de espiritualização, estimular a que os outros irmãos de caminhada se espiritualizem.

Compreendam. O projeto do Cristo é um projeto de crescimento da consciência espiritual do mundo. Você quer colaborar? Você quer participar? Candidatem-se de coração aberto, porque assim nós ajudaremos vocês e vocês ajudarão outros, e todos cresceremos em conjunto.

Esta é a proposta do Cristo em tudo e quando se trata de experiência espiritual, isto é muito claro, muito valioso e muito precioso.

E nós que trabalhamos inspirados e sob as ordens do Cristo estamos muito dispostos a ajudar a todos que realmente queiram trabalhar em nome de Jesus para viver e compartilhar experiências que ajudem o processo de iluminação da Terra.

Paz a todos, do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # 206 – O Sonho dos Profetas : o sonho salvador

A paz é a condição básica para encontrarmos a solução de nossas angústias mais dolorosas, bem como, de nossos graves desafios materiais. José é a lição prática de como lidar com a traição, a calúnia e a solidão e crescer com essas experiências.

Genesis 41

14 O faraó mandou chamar José, que foi trazido depressa do calabouço. Depois de se barbear e trocar de roupa, apresentou-se ao faraó.

15 O faraó disse a José: “Tive um sonho que ninguém consegue interpretar. Mas ouvi falar que você, ao ouvir um sonho, é capaz de interpretá-lo”.

16 Respondeu-lhe José: “Isso não depende de mim, mas Deus dará ao faraó uma resposta favorável”.

17 Então o faraó contou o sonho a José: “Sonhei que estava em pé, à beira do Nilo, 18 quando saíram do rio sete vacas, belas e gordas, que começaram a pastar entre os juncos. 19 Depois saíram outras sete, raquíticas, muito feias e magras. Nunca vi vacas tão feias em toda a terra do Egito. 20 As vacas magras e feias comeram as sete vacas gordas que tinham aparecido primeiro. 21 Mesmo depois de havê-las comido, não parecia que o tivessem feito, pois continuavam tão magras como antes. Então acordei.

22 “Depois tive outro sonho. Vi sete espigas de cereal, cheias e boas, que cresciam num mesmo pé. 23 Depois delas, brotaram outras sete, murchas e mirradas, ressequidas pelo vento leste. 24 As espigas magras engoliram as sete espigas boas. Contei isso aos magos, mas ninguém foi capaz de explicá-lo”.

25 “O faraó teve um único sonho”, disse-lhe José. “Deus revelou ao faraó o que ele está para fazer. 26 As sete vacas boas são sete anos, e as sete espigas boas são também sete anos; trata-se de um único sonho. 27 As sete vacas magras e feias que surgiram depois das outras, e as sete espigas mirradas, queimadas pelo vento leste, são sete anos. Serão sete anos de fome.

28 “É exatamente como eu disse ao faraó: Deus mostrou ao faraó aquilo que ele vai fazer. 29 Sete anos de muita fartura estão para vir sobre toda a terra do Egito, 30 mas depois virão sete anos de fome. Então todo o tempo de fartura será esquecido, pois a fome arruinará a terra. 31 A fome que virá depois será tão rigorosa que o tempo de fartura não será mais lembrado na terra. 32 O sonho veio ao faraó duas vezes porque a questão já foi decidida por Deus, que se apressa em realizá-la.

Fonte:  https://www.biblegateway.com/passage/?search=G%C3%AAnesis+39&version=NVI-PT

Livro dos Espíritos

Parte 2. Capítulo VIII – Emancipação da alma

402. Como podemos julgar da liberdade dos espíritos durante o sono?

Através dos sonhos. Acredita-o: quando o corpo repousa, o espírito possui mais faculdades do que no estado de vigília; tem a lembrança do passado e, algumas vezes, a previsão do futuro; adquire maior potência e pode comunicar-se com os outros espíritos, quer deste mundo, quer de um outro. Dizes, com frequência: tive um sonho estranho, um sonho horrível, mas que não tem verossimilhança alguma; tu te enganas; frequentemente, é uma lembrança dos lugares e das coisas que viste ou verás, numa outra existência ou num outro momento. O corpo estando adormecido, o espírito tenta quebrar suas correntes, pesquisando no passado ou no futuro. 

Pobres homens, como conheceis pouco os fenômenos mais comuns da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais vulgares vos confundem; a estas perguntas que todas as crianças fazem: O que fazemos quando dormimos? O que são os sonhos? Ficais embaraçados.

O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo. Quando dormimos, ficamos, durante certo tempo, no estado em que nos encontraremos, de uma maneira fixa, depois da morte. Os espíritos que rapidamente se desligaram da matéria, por ocasião de sua morte, tiveram sonos inteligentes; esses, quando dormem, juntam-se à sociedade dos outros seres superiores a eles; com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham mesmo em obras que, ao morrerem, acham-se inteiramente concluídas. Isto deve vos ensinar, ainda uma vez, a não temer a morte, visto que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo.

Isto, para os espíritos elevados; mas, quanto à massa dos homens que, por ocasião da morte, têm de permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que já vos falaram, estes vão, ora para mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, ora em busca dos prazeres talvez ainda mais baixos do que aqueles que aqui têm; vão haurir doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam no vosso meio. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao despertar, ligados pelo coração com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer.

O que também explica essas antipatias invencíveis é que sabemos, no fundo do nosso coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque nós as conhecemos sem jamais tê-las visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, visto que não se procura fazer novos amigos, quando se sabe que existem outros que nos amam e nos querem. Numa palavra, o sono influi, sobre a vossa vida, mais do que imaginais.

Graças ao sono, os espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos espíritos, e é isto o que faz com que os espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós.

Deus quis que, durante o contato deles com o vício, eles pudessem ir se retemperar na fonte do bem, para eles próprios não falirem, eles que tinham vindo para instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para irem em direção a seus amigos do céu; é a recreação após o trabalho, enquanto aguardam a grande libertação, a liberação final, que deve restituí-los ao meio que lhes é próprio.

O sonho é a lembrança do que o vosso espírito viu, durante o sono; mas observai que não sonhais sempre, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. É vossa alma que não está em toda sua potência; frequentemente, é apenas a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa chegada, a que se soma o que fizestes ou o que vos preocupa no estado de vigília; sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm os mais sábios, assim como os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.

Aliás, dentro em pouco, vereis vulgarizar-se uma outra espécie de sonhos; ela é tão antiga quanto a que conheceis, mas a ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos: este sonho é a lembrança da alma inteiramente desligada do corpo, a recordação dessa segunda vida de que vos falava ainda há pouco.

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos entre aqueles de que vos lembrais; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos à vossa fé.

Comentário Kardec

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se tornou mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí, uma espécie de clarividência indefinida que se estende aos lugares mais afastados ou que nunca se viram e, algumas vezes, até em outros mundos. Daí, também, a lembrança que traz à memória os acontecimentos efetuados na existência presente ou nas existências anteriores; as estranhas imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas com as coisas do mundo atual, formam esses conjuntos singulares e confusos que parecem não ter sentido ou ligação.

A incoerência dos sonhos se explica, ainda, pelas lacunas que produz a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho. Seria, assim, como uma narrativa da qual tivessem truncado, ao acaso, frases ou partes de frases: os fragmentos restantes, sendo reunidos, não teriam qualquer significado racional.

Mensagem de Encerramento

Que Jesus esteja conosco hoje e sempre.

Que bela história, meus filhos, vocês tem diante de vocês. Quanta sabedoria, quantos ensinos! Quanta coisa ainda poderemos revelar sobre esta história. Mas, é preciso, como ensina o personagem José, que vocês aprendam a educar o coração.

As revelações de Deus só podem ser compreendidas quando o coração é mantido em paz. Muitos pensam que uma correria excessiva, fazer e fazer e fazer é agradável a Deus. Não é meus filhos. Porque não pode ser agradável a Deus algo que distancia dEle os corações dos filhos. Sim, precisamos fazer muito, mas precisamos fazer muito com muita paz no coração.

Não se justifica do ponto de vista do amor divino, nós nos distanciarmos de Deus alegando muitas tarefas. E para que façamos muitas tarefas com Deus, coração precisa permanecer em paz.

Vemos estudantes dizerem: Ah… Estou estudando muito e por isto estou tão nervoso! Mas, se você tiver perto de Deus, você não aprendera melhor, meu filhos? Ah, estou aqui estou com muito ódio, porque fui traída, abandonada! Mas, minha filha, se você se distanciar de Deus a solidão não será mais cruel? Vamos pensar um pouco: qualquer que seja a situação, se ficamos longe de Deus, tudo tende a piorar…

José estava no calabouço. É um símbolo, meus filhos, porque todos nós, ao passarmos pela Terra, vamos para um calabouço. Vamos para um momento em que tudo está escuro ao nosso redor, que a solidão é imensa, que nos sentimos totalmente desamparados, que não conseguimos ver como sairemos daquela situação.

Eu vivi isto tantas vezes, filhos, onde você pensa e sente e diz: não tem saída, não vejo como sair disto, não vejo como sair deste poço escuro.

Vejam que José foi jogado, primeiro, no poço pelos irmãos, segundo o texto de Gênese, depois estava no calabouço. Porque, filhos, que todas as vezes que somos traídos é assim que nos sentimos. Num poço escuro, em um calabouço sombrio.

Vocês, certamente, passarão por este tipo de experiência em um momento ou outro. Lembrem-se que se o coração de vocês estiver em paz, vocês sempre terão acesso à sabedoria divina.

Esse é o ensino que eu gostaria humildemente de destacar desta história maravilhosa: não importa se você foi traído, não importa se você está no fundo de um calabouço sórdido, não importa se aparentemente não tem solução. Se o seu coração estiver com Deus, você terá a solução! No momento certo você será elevado. No momento certo a solidão vira convívio maravilhoso. A miséria vira abundância. A escassez vira fartura. A inanição vira trabalho.

Portanto, filhos, guardem isto: só há uma saída dos calabouços da vida e essa saída se chama: entender a vontade de Deus. E para entender a vontade de Deus é indispensável manter o coração elevado, livre de rancor, livre de inveja, de mágoas, de ódios.

Então, nos vossos calabouços existenciais saibam que tudo deve ser feito para permanecer a ligação com o Pai, porque Ele, de forma inesperada, no momento adequado e certo, vos tirará desta situação tenebrosa e vos colocará em um lugar maravilhoso.

Esta é uma lição que carrego ainda hoje no coração e com muita alegria e com muita emoção eu dou ao coração de cada um de vocês que queiram recebê-la, porque ela me salvou muitas vezes. Ela foi o auxílio para suportar tantas dores. Que José possa inspirar vocês a nunca esquecerem que no pior momento da vida é quando Deus vos libertará.

Paz a todos, do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # 205 – O Sonho dos Profetas : condição emocional

A vida de José do Egito por meio de seu exemplo moral e de sua excepcional mediunidade e capacidade de compreensão dos símbolos deve servir de referência de como conduta emocional e mediunidade estão indissociavelmente vinculados.

Gênesis 37 

9. Depois teve outro sonho e o contou aos seus irmãos: “Tive outro sonho, e desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de mim”.

10. Quando o contou ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e lhe disse: “Que sonho foi esse que você teve? Será que eu, sua mãe, e seus irmãos viremos a nos curvar até o chão diante de você?” 11 Assim seus irmãos tiveram ciúmes dele; o pai, no entanto, refletia naquilo.

Gênesis 39 

José havia sido levado para o Egito, onde o egípcio Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá.

Ninguém desta casa está acima de mim. Ele nada me negou, a não ser a senhora, porque é a mulher dele. Como poderia eu, então, cometer algo tão perverso e pecar contra Deus?”

Genesis 40 

Eles responderam: “Tivemos sonhos, mas não há quem os interprete”.

Disse-lhes José: “Não são de Deus as interpretações? Contem-me os sonhos”.

Então o chefe dos copeiros contou o seu sonho a José: “Em meu sonho vi diante de mim uma videira, 10 com três ramos. Ela brotou, floresceu e deu uvas que amadureciam em cachos. 11 A taça do faraó estava em minha mão. Peguei as uvas, e as espremi na taça do faraó, e a entreguei em sua mão”.

12 Disse-lhe José: “Esta é a interpretação: os três ramos são três dias. 13 Dentro de três dias o faraó vai exaltá-lo e restaurá-lo à sua posição, e você servirá a taça na mão dele, como costumava fazer quando era seu copeiro. 14 Quando tudo estiver indo bem com você, lembre-se de mim e seja bondoso comigo; fale de mim ao faraó e tire-me desta prisão, 15 pois fui trazido à força da terra dos hebreus, e também aqui nada fiz para ser jogado neste calabouço”.

16 Ouvindo o chefe dos padeiros essa interpretação favorável, disse a José: “Eu também tive um sonho: sobre a minha cabeça havia três cestas de pão branco. 17 Na cesta de cima havia todo tipo de pães e doces que o faraó aprecia, mas as aves vinham comer da cesta que eu trazia na cabeça”.

18 E disse José: “Esta é a interpretação: as três cestas são três dias. 19 Dentro de três dias o faraó vai decapitá-lo e pendurá-lo numa árvore[a]. E as aves comerão a sua carne”.

20 Três dias depois era o aniversário do faraó, e ele ofereceu um banquete a todos os seus conselheiros. Na presença deles reapresentou o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros; 21 restaurou à sua posição o chefe dos copeiros, de modo que ele voltou a ser aquele que servia a taça do faraó, 22 mas ao chefe dos padeiros mandou enforcar[b], como José lhes dissera em sua interpretação.

23 O chefe dos copeiros, porém, não se lembrou de José; ao contrário, esqueceu-se dele.

Fonte:  https://www.biblegateway.com/passage/?search=G%C3%AAnesis+39&version=NVI-PT

Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

402. Como podemos julgar da liberdade dos espíritos durante o sono?

“Através dos sonhos. Acredita-o: quando o corpo repousa, o espírito possui mais faculdades do que no estado de vigília; tem a lembrança do passado e, algumas vezes, a previsão do futuro; adquire maior potência e pode comunicar-se com os outros espíritos, quer deste mundo, quer de um outro. Dizes, com frequência: tive um sonho estranho, um sonho horrível, mas que não tem verossimilhança alguma; tu te enganas; frequentemente, é uma lembrança dos lugares e das coisas que viste ou verás, numa outra existência ou num outro momento. O corpo estando adormecido, o espírito tenta quebrar suas correntes, pesquisando no passado ou no futuro. 

Pobres homens, como conheceis pouco os fenômenos mais comuns da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais vulgares vos confundem; a estas perguntas que todas as crianças fazem: O que fazemos quando dormimos? O que são os sonhos? Ficais embaraçados.

O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo. Quando dormimos, ficamos, durante certo tempo, no estado em que nos encontraremos, de uma maneira fixa, depois da morte. Os espíritos que rapidamente se desligaram da matéria, por ocasião de sua morte, tiveram sonos inteligentes; esses, quando dormem, juntam-se à sociedade dos outros seres superiores a eles; com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham mesmo em obras que, ao morrerem, acham-se inteiramente concluídas. Isto deve vos ensinar, ainda uma vez, a não temer a morte, visto que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo.

Isto, para os espíritos elevados; mas, quanto à massa dos homens que, por ocasião da morte, têm de permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que já vos falaram, estes vão, ora para mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, ora em busca dos prazeres talvez ainda mais baixos do que aqueles que aqui têm; vão haurir doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam no vosso meio. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao despertar, ligados pelo coração com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer.

O que também explica essas antipatias invencíveis é que sabemos, no fundo do nosso coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque nós as conhecemos sem jamais tê-las visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, visto que não se procura fazer novos amigos, quando se sabe que existem outros que nos amam e nos querem. Numa palavra, o sono influi, sobre a vossa vida, mais do que imaginais.

Graças ao sono, os espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos espíritos, e é isto o que faz com que os espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós.

Deus quis que, durante o contato deles com o vício, eles pudessem ir se retemperar na fonte do bem, para eles próprios não falirem, eles que tinham vindo para instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para irem em direção a seus amigos do céu; é a recreação após o trabalho, enquanto aguardam a grande libertação, a liberação final, que deve restituí-los ao meio que lhes é próprio.

O sonho é a lembrança do que o vosso espírito viu, durante o sono; mas observai que não sonhais sempre, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. É vossa alma que não está em toda sua potência; frequentemente, é apenas a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa chegada, a que se soma o que fizestes ou o que vos preocupa no estado de vigília; sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm os mais sábios, assim como os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.

Aliás, dentro em pouco, vereis vulgarizar-se uma outra espécie de sonhos; ela é tão antiga quanto a que conheceis, mas a ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos: este sonho é a lembrança da alma inteiramente desligada do corpo, a recordação dessa segunda vida de que vos falava ainda há pouco.

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos entre aqueles de que vos lembrais; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos à vossa fé.

Comentário Kardec

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se tornou mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí, uma espécie de clarividência indefinida que se estende aos lugares mais afastados ou que nunca se viram e, algumas vezes, até em outros mundos. Daí, também, a lembrança que traz à memória os acontecimentos efetuados na existência presente ou nas existências anteriores; as estranhas imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas com as coisas do mundo atual, formam esses conjuntos singulares e confusos que parecem não ter sentido ou ligação.

A incoerência dos sonhos se explica, ainda, pelas lacunas que produz a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho. Seria, assim, como uma narrativa da qual tivessem truncado, ao acaso, frases ou partes de frases: os fragmentos restantes, sendo reunidos, não teriam qualquer significado racional.

Mensagem de Encerramento

Meus filhos, que o Cristo nos ampare a todos neste instante. Neste exato momento estamos unidos, estamos próximos de todos vocês que nos escutam seja em que momento for, porque trabalhamos em imensa equipe espiritual que possui esta tarefa, inclusive.

Filhos, nunca separem conquistas, experiências espirituais de vossas emoções. Não pensem de maneira tão bruta, tão grosseira e mesquinha, achando que mediunidade, que desdobramento, que sonambulismo, que passe magnético é uma coisa à parte e dissociada das emoções.

São as emoções, filhos, que dão o tom de vossas vibrações espirituais. São as emoções que vocês carregam que formam a qualidade de vossas percepções. Que vibram de maneira mais ou menos elevada em seu corpo espiritual. Podemos mesmo dizer que a vossa vibração espiritual, em larga medida, reflete as vossas emoções.

Não é possível um crescimento espiritual verdadeiro sem um trabalho muito profundo das próprias emoções. Não pensem que Espiritismo é ciência de superficialidade. Allan Kardec já ensinou, porque o nome de sua publicação regular era Jornal de Estudos Psicológicos.

Precisamos entender que comunicação mediúnica não é uma comunicação de um mundo para o outro como se fossem dois planetas com um walkie-talkie, como vocês dizem, como um aparelhinho de falar. Não é assim, filhos. Comunicação mediúnica, como toda experiência espiritual, são experiências de interpenetração emotiva, entendam isto!

Nossas emoções se interpenetram, se comunicam em dimensões maravilhosas. Quando vocês me escutam as minhas energias penetram vocês e eu sinto quem vocês são.

Não é comunicação verbal é comunicação fluídica, espiritual, emocional. Ou vocês acham que o Cristo por meio de poucas publicações, como vocês dizem, conseguiria se comunicar com todo o mundo? Não é filhos. Por que o Cristo diz, onde estiver dois ou mais reunidos em meu nome eu estarei no meio deles? Porque quando seres estão ali em nome do Cristo se estabelece uma comunicação espiritual. As energias do Mestre estão ali, penetrando o coração de cada um. Mexendo e ordenando o turbilhão emocional que existe em vocês. Não existe comunicação espiritual que não seja emocional.

Se quiserem entender comunicação mediúnica como uma mensagenzinha de aparelho de walkie-talkie, de celular, de qualquer coisa, vocês podem, mas não irão longe, porque esta própria definição limitará a vossa capacidade.

Por que se diz: ah, grande médium? Se for verdadeiro, se receber comunicação muito boas é porque tem um trabalho emocional muito sério, muito sério… Médium pode ver e ouvir e ter fenômeno sem este trabalho, claro que pode… Mas, nunca passará do limite da grosseria.

Porque o fenômeno cristão, o fenômeno que precisamos, é o fenômeno transformador. Ou vocês podem acreditar, meus filhos, que o Sermão da Montanha é um discurso? Não! Nunca!

O Sermão do Monte é uma comunicação espiritual, não no sentido meramente mediúnico, é uma comunicação espiritual no sentido mais belo do termo. É algo que comunica energias transformadoras. É algo que comunica símbolos, porque quando se tem a percepção do Cristo dizendo bem-aventurados os aflitos, não se ouve algumas palavras, se percorre a saga humana da dor e da redenção.

E isto não é uma comunicação verbal, jamais poderá ser, não se pode transmitir tanto por meios tão limitados. É como querer transportar o mar em um canudo. Quando se ouve: Bem-aventurados os que sofrem, eu os consolarei. É algo tão poderoso, filhos, significa amparo eterno e profundo.

Como isto será transmitido a vocês se vocês têm o coração fechado? Se vocês só querem saber de palavras, de nomes e de frases? Aqueles que não se abrirem, portanto, não poderão ser alimentados por este mar de luz que sai do coração do Mestre. E morrerão sedentos. Mas aqueles que como José, na prisão da vida, não perderem a fé, receberão a paz profunda que sustentam todos os momentos de dor e de dificuldades.

Amem, e aprender a amar significa antes de tudo: aprender a abrir o coração para o Cristo para que ele vos ensine a amar.

Muita paz, do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # 204 – O Sonho dos Profetas : preparação emocional

Por muito tempo, os conhecedores do Espiritismo discordaram de Allan Kardec sobre a forma de lidar com os símbolos. Kardec, os estuda, os valoriza e os utiliza para compreender e, como o Cristo, torna-os instrumentos para divulgar a verdade. Os conhecedores pensavam que os símbolos deveriam ser esquecidos. Hoje, amadurecidos, descobrimos que Cristo e Kardec têm razão.

Gênesis 37 

9. Depois teve outro sonho e o contou aos seus irmãos: “Tive outro sonho, e desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de mim”.

10. Quando o contou ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e lhe disse: “Que sonho foi esse que você teve? Será que eu, sua mãe, e seus irmãos viremos a nos curvar até o chão diante de você?” 11 Assim seus irmãos tiveram ciúmes dele; o pai, no entanto, refletia naquilo.

Gênesis 39 

José havia sido levado para o Egito, onde o egípcio Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá.

Ninguém desta casa está acima de mim. Ele nada me negou, a não ser a senhora, porque é a mulher dele. Como poderia eu, então, cometer algo tão perverso e pecar contra Deus?”

Genesis 40 

Eles responderam: “Tivemos sonhos, mas não há quem os interprete”.

Disse-lhes José: “Não são de Deus as interpretações? Contem-me os sonhos”.

Então o chefe dos copeiros contou o seu sonho a José: “Em meu sonho vi diante de mim uma videira, 10 com três ramos. Ela brotou, floresceu e deu uvas que amadureciam em cachos. 11 A taça do faraó estava em minha mão. Peguei as uvas, e as espremi na taça do faraó, e a entreguei em sua mão”.

12 Disse-lhe José: “Esta é a interpretação: os três ramos são três dias. 13 Dentro de três dias o faraó vai exaltá-lo e restaurá-lo à sua posição, e você servirá a taça na mão dele, como costumava fazer quando era seu copeiro. 14 Quando tudo estiver indo bem com você, lembre-se de mim e seja bondoso comigo; fale de mim ao faraó e tire-me desta prisão, 15 pois fui trazido à força da terra dos hebreus, e também aqui nada fiz para ser jogado neste calabouço”.

16 Ouvindo o chefe dos padeiros essa interpretação favorável, disse a José: “Eu também tive um sonho: sobre a minha cabeça havia três cestas de pão branco. 17 Na cesta de cima havia todo tipo de pães e doces que o faraó aprecia, mas as aves vinham comer da cesta que eu trazia na cabeça”.

18 E disse José: “Esta é a interpretação: as três cestas são três dias. 19 Dentro de três dias o faraó vai decapitá-lo e pendurá-lo numa árvore[a]. E as aves comerão a sua carne”.

20 Três dias depois era o aniversário do faraó, e ele ofereceu um banquete a todos os seus conselheiros. Na presença deles reapresentou o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros; 21 restaurou à sua posição o chefe dos copeiros, de modo que ele voltou a ser aquele que servia a taça do faraó, 22 mas ao chefe dos padeiros mandou enforcar[b], como José lhes dissera em sua interpretação.

23 O chefe dos copeiros, porém, não se lembrou de José; ao contrário, esqueceu-se dele.

Fonte:  https://www.biblegateway.com/passage/?search=G%C3%AAnesis+39&version=NVI-PT

Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

402. Como podemos julgar da liberdade dos espíritos durante o sono?

“Através dos sonhos. Acredita-o: quando o corpo repousa, o espírito possui mais faculdades do que no estado de vigília; tem a lembrança do passado e, algumas vezes, a previsão do futuro; adquire maior potência e pode comunicar-se com os outros espíritos, quer deste mundo, quer de um outro. Dizes, com frequência: tive um sonho estranho, um sonho horrível, mas que não tem verossimilhança alguma; tu te enganas; frequentemente, é uma lembrança dos lugares e das coisas que viste ou verás, numa outra existência ou num outro momento. O corpo estando adormecido, o espírito tenta quebrar suas correntes, pesquisando no passado ou no futuro. 

Pobres homens, como conheceis pouco os fenômenos mais comuns da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais vulgares vos confundem; a estas perguntas que todas as crianças fazem: O que fazemos quando dormimos? O que são os sonhos? Ficais embaraçados.

O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo. Quando dormimos, ficamos, durante certo tempo, no estado em que nos encontraremos, de uma maneira fixa, depois da morte. Os espíritos que rapidamente se desligaram da matéria, por ocasião de sua morte, tiveram sonos inteligentes; esses, quando dormem, juntam-se à sociedade dos outros seres superiores a eles; com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham mesmo em obras que, ao morrerem, acham-se inteiramente concluídas. Isto deve vos ensinar, ainda uma vez, a não temer a morte, visto que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo.

Isto, para os espíritos elevados; mas, quanto à massa dos homens que, por ocasião da morte, têm de permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que já vos falaram, estes vão, ora para mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, ora em busca dos prazeres talvez ainda mais baixos do que aqueles que aqui têm; vão haurir doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam no vosso meio. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao despertar, ligados pelo coração com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer.

O que também explica essas antipatias invencíveis é que sabemos, no fundo do nosso coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque nós as conhecemos sem jamais tê-las visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, visto que não se procura fazer novos amigos, quando se sabe que existem outros que nos amam e nos querem. Numa palavra, o sono influi, sobre a vossa vida, mais do que imaginais.

Graças ao sono, os espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos espíritos, e é isto o que faz com que os espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós.

Deus quis que, durante o contato deles com o vício, eles pudessem ir se retemperar na fonte do bem, para eles próprios não falirem, eles que tinham vindo para instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para irem em direção a seus amigos do céu; é a recreação após o trabalho, enquanto aguardam a grande libertação, a liberação final, que deve restituí-los ao meio que lhes é próprio.

O sonho é a lembrança do que o vosso espírito viu, durante o sono; mas observai que não sonhais sempre, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. É vossa alma que não está em toda sua potência; frequentemente, é apenas a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa chegada, a que se soma o que fizestes ou o que vos preocupa no estado de vigília; sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm os mais sábios, assim como os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.

Aliás, dentro em pouco, vereis vulgarizar-se uma outra espécie de sonhos; ela é tão antiga quanto a que conheceis, mas a ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos: este sonho é a lembrança da alma inteiramente desligada do corpo, a recordação dessa segunda vida de que vos falava ainda há pouco.

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos entre aqueles de que vos lembrais; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos à vossa fé.

Comentário Kardec

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se tornou mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí, uma espécie de clarividência indefinida que se estende aos lugares mais afastados ou que nunca se viram e, algumas vezes, até em outros mundos. Daí, também, a lembrança que traz à memória os acontecimentos efetuados na existência presente ou nas existências anteriores; as estranhas imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas com as coisas do mundo atual, formam esses conjuntos singulares e confusos que parecem não ter sentido ou ligação.

A incoerência dos sonhos se explica, ainda, pelas lacunas que produz a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho. Seria, assim, como uma narrativa da qual tivessem truncado, ao acaso, frases ou partes de frases: os fragmentos restantes, sendo reunidos, não teriam qualquer significado racional.

Mensagem de Encerramento

Que o Cristo nos inspire neste instante em que buscamos compreender verdades tão simples e tão profundas; tão importantes na fase atual em que se vive. Para muitos de vocês é uma compreensão indispensável para que possam ter verdadeiro crescimento espiritual.

Meus filhos, a verdade é uma só: Deus vos ama e o Pai criou milhares de diferentes linguagens para que a fraternidade se expressasse da forma mais adequada para cada nível espiritual.

Não poderemos crescer além do patamar em que estamos na Terra, se não entendermos a importância da linguagem simbólica, porque o símbolo transmite coisas que a palavra objetiva, direta e seca é incapaz de fazer.

Quem de vocês não se comove com o símbolo da cruz? Quem de vocês não se alegra com o símbolo que é uma flor? Se vocês entenderam isto, devem abrir os seus corações para dialogar com os símbolos, porque a cruz é o símbolo deixado pelo Mestre e a flor é o símbolo de Deus para o mundo da Natureza. Quero dizer com isto tanto a Natureza, quanto os seres humanos e os anjos, lidam com a comunicação por meio dos símbolos.

Que seria vocês se não estivessem lidando com os símbolos. Meus filhos amados? Movimento espírita perde muito achando que Kardec não queria saber de símbolos, mas a verdade é que muitos são incapazes de abrir o coração e por isso não conseguem lidar com os símbolos e usam de uma interpretação distorcida para justificar a própria limitação emocional.

Dizem: ah, isto é confuso, isto não interessa. Mas, filhos, se vocês não aderirem plenamente ao símbolo da cruz, nunca terão redenção espiritual, nunca. Se vocês não compreenderem que precisam desenvolver a mansuetude do carneiro, nunca terão paz. Mas, filhos, se vocês não aceitarem que nos primeiros séculos o peixe era o símbolo do Cristo e dos cristãos, nunca compreenderão a linguagem do Novo Testamento.

Filhos, não se pode crescer espiritualmente negando-se a vivenciar as lições da vida e da própria natureza. Ora, por que o Cristo apelidava Pedro de pedra? Por que o Cristo chamava João de trovão? Nunca pensaram nisto? Filhos, há muito a aprender com os símbolos, com a relação entre as expressões externas da vida e a vida espiritual profunda, íntima, dentro de cada um de nós.

Não é possível sair da prisão mental que vocês construíram, achando que era proteção, sem buscar os recursos fundamentais da linguagem simbólica.

Falo hoje muito didaticamente, porque sei que isto vai chocar os seus corações, acostumados a ouvir “Kardec era direto e objetivo”. Claro! Os símbolos também o são.

Quando espírito de verdade ensina: venho em nome de meu Pai, que ergue as ondas e faz germinar a semente. Filhos, que símbolo maravilhoso!

Não conseguiremos falar uma linguagem espiritual elevada, se não nos dispusermos a compreender os símbolos do cristianismo, porque se vocês não sabem, entendam: a palavra Cristos é um símbolo maravilhoso que vocês deviam buscar compreender mais.

Que vocês fiquem em muita paz, do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # Especial – Carnaval 2019 – Estranho Concerto

Há pouco dias de mais uma festa carnavalesca, refletimos sobre o significado emocional de vincular-se as manifestações de alegria eufórica desse período.

 

Estranho concerto


Clamou o Orgulho ao homem: – “Goza a vida!
E fere, brasonado cavaleiro,
Coroado de folhas de loureiro,
Quem vai de alma gemente e consumida...


Veio a Vaidade e disse: – “A toda brida!
Dominarás, além, no mundo inteiro,
Cavalga o tempo e corre ao teu roteiro
De soberana glória indefinida!...


Mas a Verdade, sobre a humana furna,
Gritou-lhe, angustiada, em voz soturna:
– “Insensato! aonde vais, sem Deus, sem norte?”


E impeliu, sem detença e sem barulho,
Cavaleiro e corcel, vaidade e orgulho,
Aos tenebrosos pântanos da Morte

Antero de Quental

Nascido na ilha de São Miguel, nos Açores, em 1842, e desencarnado por suicídio, em 1891. É vulto eminente e destacado nas letras portuguesas, caracterizando-se pelo seu espírito filosófico. Extraído Parnaso de Além-Túmulo, editora Feb.

Mensagem de Encerramento

Que o Cristo esteja conosco hoje.

Aos que me ouvem em período anterior ou durante a festa tenebrosa, pedimos ajuda.

Muito importante! Muito necessário estar atento, não é uma simples brincadeira, é um verdadeiro campo de concentração em termos de desgraça humana, com a diferença é que aqueles que se tornam prisioneiros voluntários estão aparentemente felizes.

É chocante, é assustador, observar como as trevas convencem vocês a irem para verdadeiros campos de autodestruição psíquica. Mostram-se imagens falsas de supostas alegrias quando, na verdade, no dia em que vocês forem estudar este assunto, vão ver que são imagens de pacientes psiquiátricos no sentido técnico do termo.

Então, se coloca estes pacientes psiquiátricos, bem maquiados, com discursos bem decorados, com fingimentos já treinados e vocês caem nesta armadilha, porque ainda são lobos, ainda possuem a própria loucura e lobos caem em armadilhas de lobos, loucos caem em armadilha de loucos!

Eu sei que não interessa dizer: não vá, porque os que estão loucos, estão loucos. Mas, existe opção para aqueles que tem humildade de reconhecer que tem alguma loucura em si e buscam o Cristo para se tratarem. Buscam os meios necessários para desenvolver lucidez, cuidar de tantas paixões imundas que todos temos, mas que necessitamos lidar com elas de forma responsável, meus filhos.

Passou a época de brincar disto ou daquilo, chegou à época de aprender o que é o verdadeiro amor. Precisamos de vocês, que vocês tenham mais lucidez, que vocês tenham coragem de desafiar as tendências estúpidas do passado, que tenham mais sensatez de dizer a si mesmo: neste Carnaval não estarei entre os malditos; malditos porque se autoelegeram malditos. Estarei entre os servidores abnegados que reconhecem a própria necessidade e ajudarei vibrando, orando e servindo.

O Cristo precisa da ajuda de cada um de nós, pequenos servidores, para que consigamos reverter este triste espetáculo em que as trevas tanto se comprazem, porque gritam enlouquecidos: jamais será aqui a Pátria do Evangelho. Não entendem estes espíritos, que se tornam dementes, que por ser a Pátria do Evangelho, o Cristo lhes dá uma última chance, mas que serão profundamente infelizes, se mais uma vez escarnecerem o olhar de ternura do Mestre, que sofre com tanta loucura e vaidade, mas que terá de tomar, na verdade, já tomou, as providências necessárias para a limpeza espiritual, psíquica, do planeta e do Brasil, muito em breve… E serão infelizes, os que tiverem estes vínculos com a maldade que profana a Pátria sagrada do bem.

Filhos, contamos com vocês neste período tão difícil, porque o Cristo nos convoca a todos. Estamos no fechamento de um ciclo, e digo a vocês: estamos presenciando os últimos festivais da carne, no Brasil… Porque da mesma forma que providências foram tomadas em outros setores sociais, o Brasil será a Pátria do Evangelho, e onde existe amor a autodegradação não tem espaço.

Que o Cristo lhes fortaleçam nesta verdadeira batalha pela paz, que é a atuação dos cristãos sinceros neste período de trevas do país.

Que todos fiquem em paz,

Do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # 203 – Sexualidade Doentia: Sonhos Infelizes

O sonho de desdobramento mostra a verdade de nossa sintonia espiritual. Nessa fase de nossa evolução, um dos maiores desafios é o de manter-se sexualmente equilibrado em uma sociedade que adota por normal os profundos desregramentos da emoção e as experiências embrutecedoras dos relacionamentos vulgares.

Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

402. Como podemos julgar da liberdade dos espíritos durante o sono?

“Através dos sonhos. Acredita-o: quando o corpo repousa, o espírito possui mais faculdades do que no estado de vigília; tem a lembrança do passado e, algumas vezes, a previsão do futuro; adquire maior potência e pode comunicar-se com os outros espíritos, quer deste mundo, quer de um outro. Dizes, com frequência: tive um sonho estranho, um sonho horrível, mas que não tem verossimilhança alguma; tu te enganas; frequentemente, é uma lembrança dos lugares e das coisas que viste ou verás, numa outra existência ou num outro momento. O corpo estando adormecido, o espírito tenta quebrar suas correntes, pesquisando no passado ou no futuro. 

Pobres homens, como conheceis pouco os fenômenos mais comuns da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais vulgares vos confundem; a estas perguntas que todas as crianças fazem: O que fazemos quando dormimos? O que são os sonhos? Ficais embaraçados.

O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo. Quando dormimos, ficamos, durante certo tempo, no estado em que nos encontraremos, de uma maneira fixa, depois da morte. Os espíritos que rapidamente se desligaram da matéria, por ocasião de sua morte, tiveram sonos inteligentes; esses, quando dormem, juntam-se à sociedade dos outros seres superiores a eles; com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham mesmo em obras que, ao morrerem, acham-se inteiramente concluídas. Isto deve vos ensinar, ainda uma vez, a não temer a morte, visto que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo.

Isto, para os espíritos elevados; mas, quanto à massa dos homens que, por ocasião da morte, têm de permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que já vos falaram, estes vão, ora para mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, ora em busca dos prazeres talvez ainda mais baixos do que aqueles que aqui têm; vão haurir doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam no vosso meio. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao despertar, ligados pelo coração com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer.

O que também explica essas antipatias invencíveis é que sabemos, no fundo do nosso coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque nós as conhecemos sem jamais tê-las visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, visto que não se procura fazer novos amigos, quando se sabe que existem outros que nos amam e nos querem. Numa palavra, o sono influi, sobre a vossa vida, mais do que imaginais.

Graças ao sono, os espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos espíritos, e é isto o que faz com que os espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós.

Deus quis que, durante o contato deles com o vício, eles pudessem ir se retemperar na fonte do bem, para eles próprios não falirem, eles que tinham vindo para instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para irem em direção a seus amigos do céu; é a recreação após o trabalho, enquanto aguardam a grande libertação, a liberação final, que deve restituí-los ao meio que lhes é próprio.

O sonho é a lembrança do que o vosso espírito viu, durante o sono; mas observai que não sonhais sempre, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. É vossa alma que não está em toda sua potência; frequentemente, é apenas a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa chegada, a que se soma o que fizestes ou o que vos preocupa no estado de vigília; sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm os mais sábios, assim como os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.

Aliás, dentro em pouco, vereis vulgarizar-se uma outra espécie de sonhos; ela é tão antiga quanto a que conheceis, mas a ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos: este sonho é a lembrança da alma inteiramente desligada do corpo, a recordação dessa segunda vida de que vos falava ainda há pouco.

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos entre aqueles de que vos lembrais; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos à vossa fé.

Comentário Kardec

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se tornou mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí, uma espécie de clarividência indefinida que se estende aos lugares mais afastados ou que nunca se viram e, algumas vezes, até em outros mundos. Daí, também, a lembrança que traz à memória os acontecimentos efetuados na existência presente ou nas existências anteriores; as estranhas imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas com as coisas do mundo atual, formam esses conjuntos singulares e confusos que parecem não ter sentido ou ligação.

A incoerência dos sonhos se explica, ainda, pelas lacunas que produz a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho. Seria, assim, como uma narrativa da qual tivessem truncado, ao acaso, frases ou partes de frases: os fragmentos restantes, sendo reunidos, não teriam qualquer significado racional.

Mensagem de Encerramento

Que Jesus, meus filhos, nos inspire a todos, neste instante, em que falaremos de tema tão delicado aos corações sofridos da Terra.

O desequilíbrio sexual toca a mente de todos vocês, mas não precisa tocar o coração. Situações aberrantes são propostas constantemente como se fossem normais. Meus filhos, olhem sempre a simplicidade da Natureza.

Os seres humanos em busca de satisfações tão breves e tão infelizes abrem mão de alegrias inimagináveis hoje. Por uma farra se perde uma vida; por uma loucura se compromete o futuro.

Trabalhadores espíritas vítimas de obsessão sexual desencarnam todos os dias e aqueles fluidos que deveriam ser para transmitir as energias do Cristo, se tornam fontes de prazer grosseiro intenso: de loucura e de maldade. E muitos dizem: todos são assim. Não! Existem os sinceros, existem aqueles que choram, suplicando a ajuda do Alto para vencer as suas tentações carnais; existem aqueles que acordam e de joelhos suplicam o perdão do Cristo. A esses nós abençoamos sempre!

Não quero saber de santos, esses não precisam. Me interessa você que tem o coração conturbado, mas que não tem dúvida de uma coisa: quer o Cristo dentro de você. Não me interessa vergonha, interessa a Luz. Trevas todos temos, mas o Cristo aguarda o convite para acender a sua chama em nosso ser.

Precisamos tratar deste tema de forma didática, mas também direta. Não é possível que tantos, comprometidos com o Cristo, hoje queiram viver orgias sexuais depravadas para que em poucos anos estejam absolutamente aniquilados como instrumentos da Luz.

Isso fazem esses espíritos, eles dão prazer até que você esteja totalmente desarmonizado e ai depois, filhos, começam a dar angústias insuportáveis. Porque ai eles já lhe inutilizaram para o trabalho direto do bem.

Médiuns famosos tornam-se vítimas e se tornam caricaturas públicas. Médiuns tornam-se seres tenebrosos, porque suas energias passam a nutrir o verdadeiro anticristo do mundo, entidade consolidada pelas paixões depravadas.

Não é possível ser médium do mal e médium do Cristo, não é possível em cada ambiente direcionar as energias para depravar, para perturbar os sentidos dos outros filhos de Deus, e dizer-se verdadeiro cristão. Não é possível desejar a depravação e, ao mesmo tempo, construir o mundo sublime que a Terra será. Não é possível contaminar as próprias energias e querer realizar curas maravilhosas.

O Cristo não precisa de vocês para curar, mas vocês precisam do Cristo para que através de vocês o bem se instale no mundo e floresça no vosso próprio coração.

Filhos não se trata de moralismos falsos. Trata-se de abandonar a luz; trata-se, muitas vezes, de optar por trevas terríveis, por imundices tenebrosas; trata-se de optar pela própria regeneração ou pelo abismo de milênios de loucuras e dores e angústias sem fim.

Não há pessoa que vivendo de forma depravada seja feliz. Impossível, porque teria que ter mais poder que Deus para isto. As Leis indicam o amor, nunca a maldade e não há amor quando se sabe que o que se faz gera angústia para o outro. Não há amor quando se age para destruir, desestruturar psiquicamente o outro ser.

O amor acolhe, protege, ampara, o amor é a força e a energia que cura. O amor eleva, nunca rebaixa o ser espiritual. Por isto, filhos, tenham compaixão de todas estas entidades depravadas que querem impor sua regra ao mundo, mas que apenas conseguirão a loucura e a demência em séculos de dores excruciantes e milênios de recuperação.

Que o Cristo nos ampare a todos nos ensinando a misericórdia com os nossos próprios erros, nos ensinando a compaixão a quem nos quer mal e disfarça o veneno com prazer sexual, porque dia virá em que uma sexualidade sublime existirá no mundo e nós saberemos a alegria de ser filhos de Deus.

Muita paz, do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # 202 – Opiniões Infelizes e Vida Espiritual

Conversamos sobre o poder de nossas opiniões sobre a vida e sobre as outras pessoas. Sem nos darmos conta, podemos nos vincular a muitas situações espiritualmente desastrosas por não sabermos como nos posicionar ante o nosso próximo. Nesse programa estudamos um exemplo comum e revelador.

Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

402. Como podemos julgar da liberdade dos espíritos durante o sono?

“Através dos sonhos. Acredita-o: quando o corpo repousa, o espírito possui mais faculdades do que no estado de vigília; tem a lembrança do passado e, algumas vezes, a previsão do futuro; adquire maior potência e pode comunicar-se com os outros espíritos, quer deste mundo, quer de um outro. Dizes, com frequência: tive um sonho estranho, um sonho horrível, mas que não tem verossimilhança alguma; tu te enganas; frequentemente, é uma lembrança dos lugares e das coisas que viste ou verás, numa outra existência ou num outro momento. O corpo estando adormecido, o espírito tenta quebrar suas correntes, pesquisando no passado ou no futuro. 

Pobres homens, como conheceis pouco os fenômenos mais comuns da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais vulgares vos confundem; a estas perguntas que todas as crianças fazem: O que fazemos quando dormimos? O que são os sonhos? Ficais embaraçados.

O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo. Quando dormimos, ficamos, durante certo tempo, no estado em que nos encontraremos, de uma maneira fixa, depois da morte. Os espíritos que rapidamente se desligaram da matéria, por ocasião de sua morte, tiveram sonos inteligentes; esses, quando dormem, juntam-se à sociedade dos outros seres superiores a eles; com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham mesmo em obras que, ao morrerem, acham-se inteiramente concluídas. Isto deve vos ensinar, ainda uma vez, a não temer a morte, visto que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo.

Isto, para os espíritos elevados; mas, quanto à massa dos homens que, por ocasião da morte, têm de permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que já vos falaram, estes vão, ora para mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, ora em busca dos prazeres talvez ainda mais baixos do que aqueles que aqui têm; vão haurir doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam no vosso meio. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao despertar, ligados pelo coração com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer.

O que também explica essas antipatias invencíveis é que sabemos, no fundo do nosso coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque nós as conhecemos sem jamais tê-las visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, visto que não se procura fazer novos amigos, quando se sabe que existem outros que nos amam e nos querem. Numa palavra, o sono influi, sobre a vossa vida, mais do que imaginais.

Graças ao sono, os espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos espíritos, e é isto o que faz com que os espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós.

Deus quis que, durante o contato deles com o vício, eles pudessem ir se retemperar na fonte do bem, para eles próprios não falirem, eles que tinham vindo para instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para irem em direção a seus amigos do céu; é a recreação após o trabalho, enquanto aguardam a grande libertação, a liberação final, que deve restituí-los ao meio que lhes é próprio.

O sonho é a lembrança do que o vosso espírito viu, durante o sono; mas observai que não sonhais sempre, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. É vossa alma que não está em toda sua potência; frequentemente, é apenas a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa chegada, a que se soma o que fizestes ou o que vos preocupa no estado de vigília; sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm os mais sábios, assim como os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.

Aliás, dentro em pouco, vereis vulgarizar-se uma outra espécie de sonhos; ela é tão antiga quanto a que conheceis, mas a ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos: este sonho é a lembrança da alma inteiramente desligada do corpo, a recordação dessa segunda vida de que vos falava ainda há pouco.

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos entre aqueles de que vos lembrais; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos à vossa fé.

Comentário Kardec

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se tornou mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí, uma espécie de clarividência indefinida que se estende aos lugares mais afastados ou que nunca se viram e, algumas vezes, até em outros mundos. Daí, também, a lembrança que traz à memória os acontecimentos efetuados na existência presente ou nas existências anteriores; as estranhas imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas com as coisas do mundo atual, formam esses conjuntos singulares e confusos que parecem não ter sentido ou ligação.

A incoerência dos sonhos se explica, ainda, pelas lacunas que produz a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho. Seria, assim, como uma narrativa da qual tivessem truncado, ao acaso, frases ou partes de frases: os fragmentos restantes, sendo reunidos, não teriam qualquer significado racional.

Mensagem de Encerramento

Que a paz do Cristo toque nossos corações no momento em que tanto precisamos de ternura, perdão, compreensão.

Imaginem sempre, meus filhos: antes de acusar a qualquer ser, que aquele ser precisa de um abraço teu. Não interessa quem seja ou o que fez, antes de acusar, traz este ser ao seu coração. Abraça-o, coloca a cabeça dele em teu ombro, em teu peito, como fazia o jovem adolescente João, quando estava ao lado do Cristo. Encosta, repousa a cabeça dele em teu peito, é um gesto mental, um gesto nobre, um gesto que ajuda a todos a caminhar para o Cristo. Não interessa o que fez, oferece o teu ombro amigo e teu peito generoso, sempre.

O Cristo não vem trazer ao mundo renovações tecnológicas. A missão desse Mestre, deste espírito puro, é ensinar a tecnologia do Espírito. É mostrar os tipos de transmissões que as emoções geram, é ensinar como a mecânica interior funciona. É mostrar como ondas e vibrações criam dinamismo dentro do ser e, principalmente, como isso deve ser conduzido.

Você vai se sentir muito só, meu filho e minha filha, se amar o Cristo. Porque o mundo hoje vive em um conluio satânico contra o Mestre. Desenvolvem-se hábitos que parecem normais, mas que são a negação do Cristo. Não pensem que a besta apocalíptica é um monstro, um bicho, se fosse, seria muito bom, bastava matar ele. Aplicava veneno nele e ele morria envenenado, o desgraçado… Não é isto! O monstro apocalíptico é um ser energético, por isso, a descrição é tão complexa. É um ser energético, mantido, criado e inflado pelas vibrações dos seres encarnados e desencarnados da Terra.

Se você junta a vibração de milhões de espíritos que estão acusando, que estão degradando, que estão maltratando uns aos outros, o que isso dará? Uma obra de arte? O que isto constituirá, um belo espetáculo? Não! Um ser monstruoso. Esse é o ser monstruoso que João descreve, que pode materializar-se em instituições, mas no aspecto energético é um ser nutrido por milhões de vibrações de muitos seres.

Filhos, muitos não entendem, vocês entendem. O cristianismo é simples, muito simples de ser vivido. Mas, na Terra, viver a simplicidade ensinada por nosso Mestre tão querido é muito difícil. Não participar de acusações, não participar de movimentos de massa, não participar de grupos que se alimentam com acusações mútuas, porque não conhecem o padrão simples e nobre de nosso Mestre.

Mas, eu garanto a vocês, mesmo que se sintam solitários por não participarem desses, como se chamam aqui, ritos malévolos, eu garanto a vocês: participarão da comunhão superior conosco todas as noites e acordarão revigorados, felizes e merecerão a glória eterna.

Não fiquemos com o mal, fiquemos com a simplicidade e a sabedoria profunda do bem e o Cristo viverá em nós, em nossos corações, em nosso ser e nós estaremos unidos em nome dele, todas as noites.

Muita paz, do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # 201 – O Desafio de Sonhar

O sonho é o grande apoio a todos os que desejam verdadeiramente espiritualizarem-se, é o momento de renovação e aprendizado vivido por aqueles que quiseram, durante a vigília, prepararem-se para conviver em esferas superiores durante o descanso físico.


Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

402. Como podemos julgar da liberdade dos espíritos durante o sono?

“Através dos sonhos. Acredita-o: quando o corpo repousa, o espírito possui mais faculdades do que no estado de vigília; tem a lembrança do passado e, algumas vezes, a previsão do futuro; adquire maior potência e pode comunicar-se com os outros espíritos, quer deste mundo, quer de um outro. Dizes, com frequência: tive um sonho estranho, um sonho horrível, mas que não tem verossimilhança alguma; tu te enganas; frequentemente, é uma lembrança dos lugares e das coisas que viste ou verás, numa outra existência ou num outro momento. O corpo estando adormecido, o espírito tenta quebrar suas correntes, pesquisando no passado ou no futuro. 

Pobres homens, como conheceis pouco os fenômenos mais comuns da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais vulgares vos confundem; a estas perguntas que todas as crianças fazem: O que fazemos quando dormimos? O que são os sonhos? Ficais embaraçados.

O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo. Quando dormimos, ficamos, durante certo tempo, no estado em que nos encontraremos, de uma maneira fixa, depois da morte. Os espíritos que rapidamente se desligaram da matéria, por ocasião de sua morte, tiveram sonos inteligentes; esses, quando dormem, juntam-se à sociedade dos outros seres superiores a eles; com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham mesmo em obras que, ao morrerem, acham-se inteiramente concluídas. Isto deve vos ensinar, ainda uma vez, a não temer a morte, visto que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo.

Isto, para os espíritos elevados; mas, quanto à massa dos homens que, por ocasião da morte, têm de permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que já vos falaram, estes vão, ora para mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, ora em busca dos prazeres talvez ainda mais baixos do que aqueles que aqui têm; vão haurir doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam no vosso meio. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao despertar, ligados pelo coração com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer.

O que também explica essas antipatias invencíveis é que sabemos, no fundo do nosso coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque nós as conhecemos sem jamais tê-las visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, visto que não se procura fazer novos amigos, quando se sabe que existem outros que nos amam e nos querem. Numa palavra, o sono influi, sobre a vossa vida, mais do que imaginais.

Graças ao sono, os espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos espíritos, e é isto o que faz com que os espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós.

Deus quis que, durante o contato deles com o vício, eles pudessem ir se retemperar na fonte do bem, para eles próprios não falirem, eles que tinham vindo para instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para irem em direção a seus amigos do céu; é a recreação após o trabalho, enquanto aguardam a grande libertação, a liberação final, que deve restituí-los ao meio que lhes é próprio.

O sonho é a lembrança do que o vosso espírito viu, durante o sono; mas observai que não sonhais sempre, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. É vossa alma que não está em toda sua potência; frequentemente, é apenas a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa chegada, a que se soma o que fizestes ou o que vos preocupa no estado de vigília; sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm os mais sábios, assim como os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.

Aliás, dentro em pouco, vereis vulgarizar-se uma outra espécie de sonhos; ela é tão antiga quanto a que conheceis, mas a ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos: este sonho é a lembrança da alma inteiramente desligada do corpo, a recordação dessa segunda vida de que vos falava ainda há pouco.

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos entre aqueles de que vos lembrais; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos à vossa fé.

Comentário Kardec

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se tornou mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí, uma espécie de clarividência indefinida que se estende aos lugares mais afastados ou que nunca se viram e, algumas vezes, até em outros mundos. Daí, também, a lembrança que traz à memória os acontecimentos efetuados na existência presente ou nas existências anteriores; as estranhas imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas com as coisas do mundo atual, formam esses conjuntos singulares e confusos que parecem não ter sentido ou ligação.

A incoerência dos sonhos se explica, ainda, pelas lacunas que produz a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho. Seria, assim, como uma narrativa da qual tivessem truncado, ao acaso, frases ou partes de frases: os fragmentos restantes, sendo reunidos, não teriam qualquer significado racional.

Mensagem de Encerramento

Que a paz do Cristo nos ilumine a todos. O tema de hoje é por demais severo, importante. Por isto, meus filhos, peço licença, aos seus corações, para que vocês, por favor, me permitam ser sincero no nível necessário.

O que acontece? Por ordem do Cristo, desde que o Consolador veio ao mundo, foram ampliadas e criadas estruturas de trabalho que só existiam em colônias superiores para que vocês, espíritos da Terra, ligados à Terra, pudessem ter experiências, cursos, palestras, estudos e trabalhos educativos de um nível que espíritos ligados à Terra nunca tiveram.

Muitos de nós até nos espantamos com o tanto de coisas maravilhosas que, por ordem do Cristo, hoje está colocada à disposição de todos vocês, meus filhos.

São laboratórios maravilhosos, são cursos que, antigamente, para nós termos acesso, precisávamos de muitas vidas de sacrifícios, de ajustes de corpo espiritual. E o Mestre nos ordenou a fazer todo um esforço para conseguir ajustar àqueles de boa vontade para que tivessem condições de ter acesso a esses ensinos, a essa sabedoria profunda, a estes equipamentos tão delicados e tão desenvolvidos.

Mas, filhos, é muito triste ver o quanto, mesmo os que dizem amar o Espiritismo, desprezam tudo isto! Muitas vezes, nossos olhos se enchem de lágrimas ao preparar a sala imensa, ao preparar cada lugar de vocês com muito carinho, a pesquisar a vida de cada um de vocês para poder dar um curso em que pudéssemos dar experiências muito significativas para vocês.

Muitas vezes, marcamos encontros com espíritos muito queridos de vocês em encarnação passada e temos a tristeza de ver as salas vazias. Estes amigos que vieram de outras tarefas para encontrar um de vocês, para matar saudade, para tocar os seus corações com vibrações muito nobres e muitos de vocês, filhos, não comparecem. Estão envolvidos em atividades muito tristes, estão se degradando, estão muitas vezes trabalhando até contra o Cristo, filhos. Nós ficamos muitas vezes em salas solitárias que levaram meses para serem organizadas para vocês. E vocês não aparecem.

Eu lembro aqui um dia que vivi esta experiência de forma particularmente difícil, pois estava muito empenhado a oferecer a determinados grupos de espíritas, uma experiência que para mim, acho que seria sublime e não veio ninguém.

Estava tendo uma festa destas de Carnaval de fora de época como se diz, eu acho que Carnaval em mundo decente será sempre fora de época. Na verdade será tão fora de época que não será em época nenhuma, mas isto é com vocês que estão encarnados. O que eu acho é que a época do mal deveria acabar.

Filhos, todos os trabalhadores espíritas estavam envolto em energias tão pesadas que não compareceram e os poucos que os meus auxiliares conseguiram trazer, não foram capazes de entrarem na sala que preparei com tanto carinho, dada a grosseria de energias que estavam totalmente impregnados. Foram encaminhados para a enfermaria estes poucos.

Filhos, não é possível, não conseguiremos amar ao Cristo envoltos em energias tão perversas. Envolto em maldades, envolto em desrespeito a si mesmo e ao outro. Vocês podem se iludir com estas doutrinas da perversão chamando de amor. Qualquer um que veja as energias saindo dos seres que se pervertem, não terão dúvidas, são colorações de ódio, vingança, de destruição e vontade de causar sofrimento no outro.

Não há carinho, não há ternura, não há paz, não há grandeza, filhos. Por isso, preciso dizer a todos vocês, meus filhos: pensem com muita, muita sinceridade e avaliem se vocês de fato estão se preparando para receber tantas bênçãos que o Cristo ordenou que fossem oferecidas a vocês. Que o Cristo orientou que preparássemos com muito zelo e muita ternura no coração para cada um de vocês.

A Terra precisa de seres renovados e eu digo a vocês, meus filhos: vocês só conseguirão se renovarem verdadeiramente, se vocês se comprometerem ao saírem do corpo, frequentarem estes cursos e estes trabalhos, porque se não filhos, vocês serão levados pelas vibrações magnéticas da loucura e do mal, porque nós estamos de fato no fim dos tempos e aqueles que se não vincularem com toda a garra, com toda a força de suas almas, aos espíritos que trabalham em nome do Cristo e ao próprio Mestre, nunca conseguirão superar as más tendências.

Por isto filhos, por favor, não duvidem disto: aqueles que não orarem com o coração aberto para estar vinculados às hostes do Senhor, serão levados e terão séculos e séculos tenebrosos em mundos inferiores.

Fiquem em paz meus filhos.

Esta mensagem é dura, mas eu peço que meditem, porque eu quero estar ligado ao coração de cada um de vocês que queiram participar de nossos cursos.

Hoje mesmo, vos garanto, eu e toda a minha equipe estaremos visitando todos, todos vocês, sem nenhuma exceção, por favor, se preparem. Quero abraçar com carinho e amor a todos vocês em nosso ambiente de estudo e trabalho cristão.

Paz a todos, do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração # 200 – Medo da morte é falta de experiência

Estudaremos uma das técnicas utilizadas por Jesus para auxiliar aos necessitados para aprender como agir para integrar a equipe do Cristo.

Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

402. Como podemos julgar da liberdade dos espíritos durante o sono?

“Através dos sonhos. Acredita-o: quando o corpo repousa, o espírito possui mais faculdades do que no estado de vigília; tem a lembrança do passado e, algumas vezes, a previsão do futuro; adquire maior potência e pode comunicar-se com os outros espíritos, quer deste mundo, quer de um outro. Dizes, com frequência: tive um sonho estranho, um sonho horrível, mas que não tem verossimilhança alguma; tu te enganas; frequentemente, é uma lembrança dos lugares e das coisas que viste ou verás, numa outra existência ou num outro momento. O corpo estando adormecido, o espírito tenta quebrar suas correntes, pesquisando no passado ou no futuro. 

Pobres homens, como conheceis pouco os fenômenos mais comuns da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais vulgares vos confundem; a estas perguntas que todas as crianças fazem: O que fazemos quando dormimos? O que são os sonhos? Ficais embaraçados.

O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo. Quando dormimos, ficamos, durante certo tempo, no estado em que nos encontraremos, de uma maneira fixa, depois da morte. Os espíritos que rapidamente se desligaram da matéria, por ocasião de sua morte, tiveram sonos inteligentes; esses, quando dormem, juntam-se à sociedade dos outros seres superiores a eles; com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham mesmo em obras que, ao morrerem, acham-se inteiramente concluídas. Isto deve vos ensinar, ainda uma vez, a não temer a morte, visto que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo.

Isto, para os espíritos elevados; mas, quanto à massa dos homens que, por ocasião da morte, têm de permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que já vos falaram, estes vão, ora para mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, ora em busca dos prazeres talvez ainda mais baixos do que aqueles que aqui têm; vão haurir doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam no vosso meio. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao despertar, ligados pelo coração com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer.

O que também explica essas antipatias invencíveis é que sabemos, no fundo do nosso coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque nós as conhecemos sem jamais tê-las visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, visto que não se procura fazer novos amigos, quando se sabe que existem outros que nos amam e nos querem. Numa palavra, o sono influi, sobre a vossa vida, mais do que imaginais.

Graças ao sono, os espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos espíritos, e é isto o que faz com que os espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós.

Deus quis que, durante o contato deles com o vício, eles pudessem ir se retemperar na fonte do bem, para eles próprios não falirem, eles que tinham vindo para instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para irem em direção a seus amigos do céu; é a recreação após o trabalho, enquanto aguardam a grande libertação, a liberação final, que deve restituí-los ao meio que lhes é próprio.

O sonho é a lembrança do que o vosso espírito viu, durante o sono; mas observai que não sonhais sempre, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. É vossa alma que não está em toda sua potência; frequentemente, é apenas a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa chegada, a que se soma o que fizestes ou o que vos preocupa no estado de vigília; sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm os mais sábios, assim como os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.

Aliás, dentro em pouco, vereis vulgarizar-se uma outra espécie de sonhos; ela é tão antiga quanto a que conheceis, mas a ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos: este sonho é a lembrança da alma inteiramente desligada do corpo, a recordação dessa segunda vida de que vos falava ainda há pouco.

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos entre aqueles de que vos lembrais; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos à vossa fé.

Comentário Kardec

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se tornou mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí, uma espécie de clarividência indefinida que se estende aos lugares mais afastados ou que nunca se viram e, algumas vezes, até em outros mundos. Daí, também, a lembrança que traz à memória os acontecimentos efetuados na existência presente ou nas existências anteriores; as estranhas imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas com as coisas do mundo atual, formam esses conjuntos singulares e confusos que parecem não ter sentido ou ligação.

A incoerência dos sonhos se explica, ainda, pelas lacunas que produz a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho. Seria, assim, como uma narrativa da qual tivessem truncado, ao acaso, frases ou partes de frases: os fragmentos restantes, sendo reunidos, não teriam qualquer significado racional.

Mensagem de Encerramento

Filhos e filhas, que Cristo, em sua ternura inesgotável, envolva a todos nós.

Certamente, não é uma técnica de dormir e acordar que vai nos dar uma verdadeira conquista espiritual, mas tão certamente quanto isto, o esforço íntimo, feito ao dormir e ao acordar, irá acrescentar muito em nosso aprendizado espiritual.

Filhos, se todos aqueles espíritas que deveriam se dizer sempre e agir sempre como cristãos, antes de dormir, com um coração sincero, pedisse ajuda ao seu guia para ir trabalhar em nome do Cristo, o nosso mundo já seria diferente. Porque vocês não sabem o quanto podemos realizar, quando trabalhadores encarnados se dispõem a servir de verdade.

 Pessoas dizem: não tenho tempo de fazer caridade. Mentira. Você pode cuidar de um paciente, de um necessitado, cinco minutos, criar um vínculo de amor, e ao longo da semana cuidar dele por cinquenta, sessenta horas por semana… Como não ter tempo de fazer caridade? Deus nunca, nunca, deixaria seus filhos impossibilitados de fazer caridade, porque isto seria a condenação ao inferno.

Se vocês querem saber o que é inferno? É uma local onde é impossível de fazer o bem. Não há limitações para quem realmente quer servir. Não há! Às vezes, vocês veem coisas que não explicam: este espírito passou aqui e depois que ele veio aqui tomar um café, toda a minha vida melhorou. Como pode? Porque o espírito se condoeu do seu sofrimento e durante o seu sono ajudou muito, reuniu com o seu guia espiritual, doou suas energias, estudou e melhorou a sua vida.

Vejam como é bonito poder do bem, talvez não tivesse tempo para cuidar de todos os assuntos para lhe ajudar, mas ele olhou, vinculou-se energeticamente, fez uma prece. Ao sair do corpo foi lidar com todas as questões que embaraçavam aquele que queria ajudar.

Veja como isto é bonito! Assim fez Jesus, vocês não entendem como Jesus marcou tanto a história do mundo, que coisa estranha como este personagem, por mais combatido que foi não sai do coração da multidão.

Por isto, Jesus passava em local e via uma situação de intenso sofrimento e olhava com carinho,  a pessoa sentia que algo muito diferente acontecia, depois o Mestre, fora do corpo, tomava milhares de providências para ajudar àquela pessoa.

Veja como é bonito. É isto que queremos que vocês entendam o poder da caridade. O poder da Caridade. Ajudar passo a passo, pouco a pouco, mas com profundo desejo de que o outro seja feliz. Quando dizemos que o amor, que a prática do bem, amplia poderosamente os poderes do espírito, falamos disso, meus filhos.

 Imagine que cada um de vocês ao sair do corpo tivessem um pedido a fazer ao Cristo: Mestre, hoje eu queria tanto ajudar fulano… Me ajuda. Mestre dirá a vocês: que bom meu filinho. Você ainda não sabe ajudar fulano, mas eu vou lhe mandar para uma escola superior para você aprender. É uma técnica que vai ajudar fulano.

Assim fez Jesus comigo, com Eurípedes, assim faz Jesus com todos os que querem servir de verdade. E assim faremos nós com todos vocês que saiam do corpo e com o coração sincero digam: eu queria tanto amenizar o sofrimento de alguém e nós ensinaremos a você a amenizar o sofrimento daquele que você busca beneficiar, porque assim fez Jesus conosco. Assim fazem todos os verdadeiramente cristãos, porque o bem é a única verdadeira prática libertadora do ser.

Paz do amigo espiritual de sempre.

Nova Geração #199 – Saber como desencarnaremos: sonhos

Iniciamos o estudo da questão 402 de O Livro dos Espíritos – uma das mais importantes da codificação para o momento que vivemos. Se não entendermos o alerta do Cristo para o momento atual, nos perderemos nas falsas experiências. Não é opcional, devemos vincular nossos corações a amigos superiores que nesse momento aguardam nosso chamado.

Livro dos Espíritos

Segunda Parte – Mundo Espírita ou Dos Espíritos

Capítulo 8 – Emancipação da alma. Item 1. O sono e os sonhos

402. Como podemos julgar da liberdade dos espíritos durante o sono?

“Através dos sonhos. Acredita-o: quando o corpo repousa, o espírito possui mais faculdades do que no estado de vigília; tem a lembrança do passado e, algumas vezes, a previsão do futuro; adquire maior potência e pode comunicar-se com os outros espíritos, quer deste mundo, quer de um outro. Dizes, com frequência: tive um sonho estranho, um sonho horrível, mas que não tem verossimilhança alguma; tu te enganas; frequentemente, é uma lembrança dos lugares e das coisas que viste ou verás, numa outra existência ou num outro momento. O corpo estando adormecido, o espírito tenta quebrar suas correntes, pesquisando no passado ou no futuro. 

Pobres homens, como conheceis pouco os fenômenos mais comuns da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais vulgares vos confundem; a estas perguntas que todas as crianças fazem: O que fazemos quando dormimos? O que são os sonhos? Ficais embaraçados.

O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo. Quando dormimos, ficamos, durante certo tempo, no estado em que nos encontraremos, de uma maneira fixa, depois da morte. Os espíritos que rapidamente se desligaram da matéria, por ocasião de sua morte, tiveram sonos inteligentes; esses, quando dormem, juntam-se à sociedade dos outros seres superiores a eles; com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham mesmo em obras que, ao morrerem, acham-se inteiramente concluídas. Isto deve vos ensinar, ainda uma vez, a não temer a morte, visto que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo.

Isto, para os espíritos elevados; mas, quanto à massa dos homens que, por ocasião da morte, têm de permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que já vos falaram, estes vão, ora para mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, ora em busca dos prazeres talvez ainda mais baixos do que aqueles que aqui têm; vão haurir doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam no vosso meio. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao despertar, ligados pelo coração com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer.

O que também explica essas antipatias invencíveis é que sabemos, no fundo do nosso coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque nós as conhecemos sem jamais tê-las visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, visto que não se procura fazer novos amigos, quando se sabe que existem outros que nos amam e nos querem. Numa palavra, o sono influi, sobre a vossa vida, mais do que imaginais.

Graças ao sono, os espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos espíritos, e é isto o que faz com que os espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós.

Deus quis que, durante o contato deles com o vício, eles pudessem ir se retemperar na fonte do bem, para eles próprios não falirem, eles que tinham vindo para instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para irem em direção a seus amigos do céu; é a recreação após o trabalho, enquanto aguardam a grande libertação, a liberação final, que deve restituí-los ao meio que lhes é próprio.

O sonho é a lembrança do que o vosso espírito viu, durante o sono; mas observai que não sonhais sempre, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. É vossa alma que não está em toda sua potência; frequentemente, é apenas a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa chegada, a que se soma o que fizestes ou o que vos preocupa no estado de vigília; sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm os mais sábios, assim como os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.

Aliás, dentro em pouco, vereis vulgarizar-se uma outra espécie de sonhos; ela é tão antiga quanto a que conheceis, mas a ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos: este sonho é a lembrança da alma inteiramente desligada do corpo, a recordação dessa segunda vida de que vos falava ainda há pouco.

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos entre aqueles de que vos lembrais; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos à vossa fé.

Comentário Kardec

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se tornou mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí, uma espécie de clarividência indefinida que se estende aos lugares mais afastados ou que nunca se viram e, algumas vezes, até em outros mundos. Daí, também, a lembrança que traz à memória os acontecimentos efetuados na existência presente ou nas existências anteriores; as estranhas imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas com as coisas do mundo atual, formam esses conjuntos singulares e confusos que parecem não ter sentido ou ligação.

A incoerência dos sonhos se explica, ainda, pelas lacunas que produz a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho. Seria, assim, como uma narrativa da qual tivessem truncado, ao acaso, frases ou partes de frases: os fragmentos restantes, sendo reunidos, não teriam qualquer significado racional.

Mensagem de Encerramento

Que a paz do Cristo fique e permaneça para sempre em nossos corações.

Filhos e filhas amados, estamos no momento em que precisamos transformar vontades vagas em ação objetiva, teoria em prática. A partir de uma vontade sincera e continuada.

Precisamos de vocês, mas não de qualquer forma, espíritas estão se tornando mais pacientes de extrema necessidade do que colaboradores ativos. Não é mais possível continuarmos assim.

Devemos entender que aqueles que tiveram e que têm contato com a revelação do Mestre, chamada Consolador, têm obrigação de devotar-se ao bem, têm obrigação de instruir-se para amar servindo e não apenas de se tornar um alucinado pregador daquilo que não vive.

Comecemos por nos prepararmos. É impossível ser mais claro do que isto: ai está o caminho! Preparar-se, estar com espíritos que podem de fato lhe ensinar muito e trabalhar abnegadamente com eles. Isto é necessário! Isto é importante!

Muitos não querem tocar neste assunto em movimento espírita, porque não têm convicção, porque nunca viveram estas experiências de forma superior. Precisamos de milhares de pessoas que comecem a viver isto e comecem a compartilhar com naturalidade, porque há uma distorção maligna de palestrantes, que contam estas experiências como se fosse um sinal de grandeza e vocês acreditam com um sinal de estupidez, me perdoem.

Vocês têm de viver essas experiências, vocês precisam. Ninguém sairá deste mundo pelas portas do desencarne, de forma superior, se não cultivar as verdadeiras experiências transformadoras.

Não é uma opção, não é uma experiência esquisita, não é algo estranho que se deve fazer ou não. Não é algo de mistérios tenebrosos, místicos, não! Esta é a classificação dos estúpidos; classificação espírita: simples e necessária. Simples e necessária!

Quando o Cristo lhes alertou que nos fins dos tempos haveria sonhos, não foi, como querem interpretar alguns, para dizer: vocês terão um sinalzinho, uma diversão a mais, um milagre tal… Não!

O Cristo dizia: a caridade irá se esfriar a tal ponto que vocês precisarão disso. Vocês que me seguem precisarão deste apoio, desde jovem até a velhice. Vocês, que quiserem continuar vinculados ao meu coração, terão estas experiências porque necessitarão, porque isto vai ajudar vocês a não se desligarem de mim por conta dos apelos estúpidos e esdrúxulos do mundo. Aqueles que assim não fizerem serão levados principalmente pela maré infeliz da sexualidade desregrada, por isso muitos não querem tocar neste assunto, porque estão envoltos nisto e isto os desmascararia.

Muitos são santos, mas que vivem tendo prazeres infernais, porque a sua santidade é a da voz, do gesto, da conversa inferior disfarçada de evolução.

São santos porque apresentam uma falsa preocupação com a obra do Cristo, porque mentem. Mas vivem prazeres destrutivos. Não se pode agir assim se queres estar com o Cristo! Não podeis! Preparai-vos, se um dia cair em regiões inferiores, ore a Deus, humilhem-se, suplicando socorro. Porque vocês serão socorridos, porque o poder do Cristo não é de uma região. O poder do Cristo transcende em todas as dimensões que envolvem este planeta.

Vocês pensam: Cristo cuida da Terra e você pensa que só cuida da dimensão material. Existem dimensões muito mais difíceis de cuidar, muito mais complexas, sofridas, do que a da Terra encarnada. Ele cuida de todas! 

Filhos, preparem-se, é preciso fazer um vínculo profundo conosco, porque todos precisamos estarmos unidos para potencializarmos a energia do Mestre que vem aos nossos corações, para cada um de vocês, para cada um de nós desencarnados, precisamos disto. Precisamos deste modelo.

 Por isto aviso a vocês, jovens e adultos espíritas, se assim não fizerem, perderão grande parte de suas evoluções. De conquistar a vossa evolução, porque estamos, sim, nos fins dos tempos, aqueles que não buscarem esta fonte de luz, já anunciada pelo Mestre, registrada e passada de geração em geração até chegar a nós, para que seja aplicada, sucumbirão ao mal, à vaidade e à loucura de prazeres doentios.

Aqueles que conosco se dispuserem ao trabalho da Luz, crescerão muito e sentirão a paz do Cristo.

Do amigo espiritual de sempre.