Nova Geração -110 – O Livro dos Espíritos, 160 anos

Resumo

Refletirmos a importância de O Livro dos Espíritos, publicado em 18 de abril de 1857, destacando sua proposta e sua estrutura de quatro partes que guiam nosso pensamento sobre a origem do universo, a vida social, a realidade psicológica e a percepção do nosso futuro comum.


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Mensagem de encerramento


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Nova Geração – 109 – Paixão de Cristo

Resumo

Refletirmos a partir da mensagem de Emmanuel – A Palavra da Cruz –  sobre o significado espiritual do período da Páscoa e da crucificação de Jesus de Nazaré.

 


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Mensagem de encerramento


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Que o Cristo possa iluminar os nossos corações, nos dando tranquilidade, porque apenas com o sentimento de tranquilidade íntima poderemos atravessar os momentos de grandes testemunhos, que todos, sem nenhuma exceção, somos convocados a viver.

A palavra do Cristo que é a palavra do amor e da misericórdia sempre, em todos os instantes, por isso, precisamos nos preparar para que, quando chegar o momento de nossos testemunhos, não percamos a referência do amor e da misericórdia dentro de nós.

Somos espíritos necessitados da compreensão, do amor e da paz de Jesus de Nazaré. Todos nós precisamos exercitar o vibrar com compaixão, no momento em que somos mais atacados, no momento em que mais sofremos. No momento em que a dor se faz mais intensa.

Esta é a lição que eu quero muito destacar no dia de hoje, em que lembramos o momento do intenso sofrimento do Mestre de Nazaré. Isso deve ficar marcado em nós. Ele nos ensina isso. Misericórdia, com o que abandono, misericórdia com o que humilha, misericórdia com todos aqueles que foram tão ajudados e que gritaram: crucifica Jesus, porque cederam às pressões do mundo, cederam às pressões da vaidade e do medo de punições sociais.

Muito importante que você pense nisso meu amigo, minha amiga. Será que eu serei capaz no momento em que se espera acolhimento, vier uma calúnia? Serei capaz de agir com compaixão? Senão é importante pedir ajuda daquele que veio a este mundo nos ensinar isso, porque testemunho supremo significa:

  • Agir como o Mestre no momento de maior dor;

  • Agir como o Mestre no momento de maior solidão;

  • Agir como o Mestre no momento de maior abandono.

E agir como o Mestre significa:

  • Sentir compaixão;

  • Ser capaz de olhar para aquele que trai e ver pelo ângulo de que o outro também é fraco, o outro também é doente e que o outro terá também sua estrada de amargura, e não apenas sentir-se a vítima, o coitado, o sofredor maior de todos.

Entender isso é muito importante porque o coração que faz esse exercício diariamente, se prepara para uma importantíssima ascensão espiritual. Cada dia pensar: quem me magoou hoje e tentar entender de uma forma elevada, que a situação que trouxe mágoa. Quem me fez sentir mal… Tentando entender de uma forma elevada, principalmente vendo a vantagem espiritual que a dor traz.

  • O que posso ganhar com isso se eu souber lidar de uma maneira cristã?

  • O que posso ganhar com isso se souber lidar como o Cristo lidou com aqueles que trouxeram tantas dores para o seu corpo e seu coração?

Esse exercício é simples, mas que, ao mesmo tempo, traz muitas reflexões e ensinos preciosos.

Que possamos, neste momento, ficar em paz refletindo sobre isso. Pois aquele que quer chegar preparado ao seu testemunho supremo, precisa, obrigatoriamente, treinar todos os dias a perdoar as pequenas coisas. Não apenas dizer perdoo, mas aprender a traduzir em paz, em misericórdia, em compaixão, a dor que foi trazida durante o dia.

Se você fizer isso, estará aproximando seu coração ao do Mestre. No dia do testemunho supremo, que todos nós temos de sofrer, que toda a encarnação obrigatoriamente tem. Estará muito mais preparado e conseguirá ser fiel ao Cristo na própria crucificação, que acontece de várias formas, mas que devemos contar como algo certo.

Que todos, nesse período de reflexão tão elevada, sobre a morte do governador do planeta, possam pensar também: ele não fez isso à toa, ele fez isso para que eu aprenda uma lição, porque também terei meu testemunho, posso aprender com ele e sair vitorioso.

Que todos tenham muita paz e que seja um período de intensas reflexões.

Do amigo espiritual de sempre.

 

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A PALAVRA DA CRUZ

“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós que somos salvos é o poder de Deus.” — I CORÍNTIOS 1:18

A mensagem da cruz é dolorosa em todos os tempos.

Do Calvário desceu para o mundo uma voz, a princípio desagradável e incompreensível.

No martirológio do Mestre situavam-se todos os argumentos de negação superficialmente absoluta.

O abandono completo dos mais amados.

A sede angustiosa.

Capitulação irremediável.

Perdão espontâneo que expressava humilhação plena.

Sarcasmo e ridículo entre ladrões.

Derrota sem defensiva.

Morte infamante.

Mas o Cristo usa o fracasso aparente para ensinar o caminho da Ressurreição Eterna, demonstrando que o “eu” nunca se dirigirá para Deus, sem o aprimoramento e sem a sublimação de si próprio.

Ainda hoje, a linguagem da cruz é loucura para os que permanecem interminavelmente no círculo de reencarnações de baixo teor espiritual; semelhantes criaturas não pretendem senão mancomunar-se com a morte, exterminando as mais belas florações do sentimento.

Dominam a muitos, incapazes do próprio domínio, ajuntam tesouros que a imprudência desfaz e tecem fios escuros de paixões obcecantes em que sucumbem, vezes sem conta, à maneira da aranha encarcerada nas próprias teias.

Repitamos a mensagem da cruz ao irmão que se afoga na carne e ele nos classificará à conta de loucos, mas todos nós, que temos sido salvos de maiores quedas pelos avisos da fé renovadora, estamos informados de que, nos supremos testemunhos, segue o discípulo para o Mestre, quanto o Mestre subiu para o Pai, na glória oculta da crucificação.

Emmanuel

Livro Fonte Viva de Emmanuel, Edição Feb. 

Nova Geração – Todos

Ouça os nossos mais de 170 programas sobre os mais variados temas que aqui são apresentados na ordem em que foram gravados e postados. Ao final de cada programa, um amigo espiritual faz o encerramento que transcrevemos para ajudar nossa reflexão.

Todas às sextas-feiras, publicamos um novo programa.

Espero que você goste e nos dê sua valiosa opinião e sua preciosa ajuda divulgando nosso programa para  amigos e conhecidos!

O que é o Programa Nova Geração

Nova Geração – 108 – Evangelho e Compaixão

Resumo

Conversamos sobre o significa do conceito paixão e sobre a atitude íntima do Samaritano na parábola contada por Jesus.

 


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Mensagem Final

 

Paz e alegria em seus corações filhos e filhas, que buscam com verdadeira sinceridade compreender as questões básicas, mas indispensáveis para ter uma vida cristã.

Ao longo dos séculos, a Igreja resolveu combater os sentimentos, de uma forma ou de outra, isto trouxe resultados muito infelizes para todos vocês que, de uma forma ou de outra, quiseram acreditar nestas ideias porque pareciam mais confortáveis ou mais certas, mas é um grande erro achar que se evolui combatendo os próprios sentimentos. Ora, os sentimentos foram dados por Deus, tem uma gênese muito profunda que precisará de muito estudo para ser entendido, mas vocês já podem saber uma coisa: não se pode crescer, ter paz, felicidade, combatendo os sentimentos.

Vocês muitas vezes tornam-se inimigos deles e vivem muito infelizes. As drogas quase sempre são utilizadas para combater o sentimento, não pensem que se utiliza droga para se sentir feliz. Isto é a ilusão e desculpa. Usa-se droga para fugir dos verdadeiros sentimentos, criando falsos sentimentos, mas que nunca se sustentam, mas que sempre acabam de forma trágica, independente de qualquer coisa.

Um espírito pode chegar até o final da vida, mas se utilizou droga, mesmo tendo uma vida aparentemente de equilíbrio, todo o seu corpo espiritual está danificado. Frequentemente, muitas vezes, deformado. Por isto precisa entender, que quando se fala de paixão, fala-se de educar sentimentos para senti-los, para desenvolvê-los com muita intensidade no caminho do bem, no caminho da luz, da paz sincera.

Não pensem que é possível ascender aos mundos superiores sem um sentimento poderoso, um sentimento intenso. Sem uma paixão sublime. Não pensem que existiria um Francisco de Assis ou um Allan Kardec, em seu mundo, se esses espíritos não carregassem em si um sentimento, uma paixão imensa e avassaladora, mas, ao mesmo tempo, sublimada, doce, profunda.

Todos os que encontraram com esses espíritos puderam sentir isso. Porque eles transbordam de uma maneira intensa, mas, ao mesmo tempo, de uma maneira não destrutiva, que não esmaga aqueles que ainda fogem de sentir a si mesmo.

Nosso Mestre mostra com toda clareza, ao longo de sua vida, que sempre foi um jovem de intensa paixão, de uma vida emocional muito forte e ao mesmo tempo muito suave. Sei que parece contraditório, pois vocês acham que suavidade é fraqueza. Não é filhos! Suavidade, a verdadeira e penetrante suavidade, só pode vir de uma alma poderosa, de uma alma que soube mexer com os sentimentos mais grosseiros do ser e sublimá-los. A suavidade verdadeira é como um perfume que sai de um caldeirão intenso de paixões de todos os tipos e que são depurados dentro do ser. Então não dizemos: vivam todos os sentimentos intensamente, não! O que dizemos é preparem-se para viver os verdadeiros sentimentos com toda a intensidade possível, porque a intensidade dos sentimentos grosseiros é vazia, não se sustenta. Ela vem e vai e depois se esgota e se exauri. A verdadeira paixão, filhos, atravessa os séculos – a verdadeira paixão cria obras que duram milênios e milênios. A verdadeira paixão gera uma paz duradoura e imperturbável.

Vocês podem alcançar isto, porque vocês possuem sentimentos. O sentimento não abafado, o sentimento da paixão bem conduzido leva a luz e a verdade, filhos. É que só o sentimento intenso nos leva a Deus. Por isso, Jesus pode chocar a tantos ainda hoje, pois a sua paixão é intensa para cada um de nós. Jesus nunca olhou o ser com indiferença, nunca olhou para ninguém e disse: é só uma pessoa. Jesus é um ser apaixonado por todos nós. Jesus é um ser apaixonado por toda a vida.

Quando estamos em assembleias em planos superiores, e observamos o comportamento dos espíritos, podemos dar este testemunho: não existe nenhum espírito verdadeiramente evoluído, que seja indiferente. São todos espíritos apaixonados, são espíritos que possuem paixão sublime por tudo o que os cerca. Por tudo, pois eles sabem que tudo é uma fonte de tocar com o sentimento, isso Jesus ensina. Tudo deve ser tocado com sentimento. O que sofre e o que se alegra, o nascer e o por do sol, a árvore e o fruto, o animal pequeno e o grande.

Nada passava indiferente aos olhos de nosso Mestre, porque ele é o Mestre do sentimento intenso e profundo. Ao ver um por do sol, o Mestre se fundia com ele. As suas vibrações adquiriam ondulações muito preciosas e muito específicas e até hoje isto é muito estudado por nós, nos mundos em que isto é possível, nos planos em que isto faz sentido educativo.

Apenas dou exemplos para que vocês entendam o que significa paixão verdadeira. É um sentimento que toca a tudo que cerca a todos os seres. O Mestre via a beleza da infância, mas também a da velhice, nada passava a ele despercebido. O Mestre olhava com carinho as dobras nos rostos das mulheres idosas, o Mestre olhava com respeito a mão calejada dos velhos pescadores que se aproximavam dele. O Mestre observava os traços fisionômicos dos jovens, observando como cada traço revela a personalidade. O Mestre olhava nos olhos de cada ser, não apenas vendo o fulano filho do beltrano, o menino danado e o obediente. Ele olhava e ficava apaixonado, sim, pela história daquele espírito, pelo o que tinha conseguido, e o que o mais empolgava: para dizer a verdade, era ver como aquele espírito iria chegar ao Pai. Isso era segundos, mas ainda assim com sentimento intenso e profundo.

Isso é viver sentimento, é permitir-se sentir intensamente a beleza, o lado elevado. Posso resumir da seguinte forma: viver paixão segundo o Cristo, viver sentimento segundo o Cristo, é descobrir o toque de Deus em tudo que está ao redor. Isto o Mestre fazia, ainda melhor, observava: como meu Pai se revela neste ser, neste passarinho, como o meu Pai se revela neste peixe? Como o meu Pai se revela neste doutor da lei? Isso é o olhar com paixão, filhos. Ver o lado divino, sentir com o outro, que, em verdade, deve sempre representar Deus também para nós. Descobrir isto, nosso Mestre sempre descobriu em tudo. Por isso, a todos ele amou e ama intensamente, pois não vê nossas falhas e erros, mas a centelha de Deus em nós e nos ama com uma intensidade que nem todos os milênios podem abalar. Isso é olhar a cada um como o Mestre ensina. Quem quiser faça, é um exercício que cada um pode fazer e devemos começar pensando: sou obra de Deus!

Descubra Deus em você, filha e filho, porque o Mestre já descobriu e doou tudo para que o coração dele tocasse o seu.

Fiquem em paz, do amigo espiritual de sempre.