Reencarnação – Encontro 1 – Nossa Experiência com o Cristo

Resumo

É com muita alegria que iniciamos nosso módulo Reencarnação!

Nesse Encontro vamos desenvolver um olhar panorâmico sobre nossa caminhada evolutiva ao longo dos milênios em geral e, em particular, a experiência que tivemos com Jesus de Nazaré.

 


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Educação Espírita: um Convite à Juventude

Módulo – Reencarnação

Encontro 1 – Nossa Experiência com o Cristo

Texto do Encontro

Memória de uma Suicida

TERCEIRA PARTE

A CIDADE UNIVERSITÁRIA

IV – O homem Velho

Então, senti-me vivendo no ano trinta e três da era cristã! Eu, porém, não recordava, simplesmente: — eu vivia essa época, estava nela como realmente estive!

A velha cidade santa dos judeus — Jerusalém — vivia horas febricitantes nessa manhã ensolarada e quente. Encontrei-me possuído de alegria satânica, indo e vindo pelas ruas regurgitantes de forasteiros, promovendo arruaças, soprando intrigas, derramando boatos inquietadores, incentivando desordens, pois estávamos no grande dia do Calvário e sabia-se que um certo revolucionário, por nome Jesus de Nazaré, fora condenado à morte na cruz pelas autoridades de César, com mais dois outros réus. Corri ao Pretório, sabendo que dali sairia para o patíbulo o sentenciado de quem tanto os judeus maldiziam. Eu era miserável, pobre e mau. Devia favores a muitos judeus de Jerusalém. Comia sobejos de suas mesas. Vestia-me dos trapos que me davam. Diante do Pretório, portanto, ovacionei, frenético, a figura hirsuta e torpe de Barrabás, ao passo que, à suprema tentativa do Procônsul para livrar o carpinteiro nazareno, pedi a execução deste em estertores de demônio enfurecido, pois aprazia-me assistir a tragédias, embebedar-me no sangue alheio, contemplar a desgraça ferindo indefesos e inocentes, aos quais desprezava, considerando os pusilânimes… E presenciar aquele delicado jovem, tão belo quanto modesto, galgando pacientemente a encosta pedregosa sob a ardência inclemente do Sol, madeiro pesado aos ombros, atingido pelos açoites dos rudes soldados de Roma contrariados ante o dever de se exporem a subida tão árdua em pleno calor do meio dia, era espetáculo que me saberia bem à maldade do caráter e a que, de qualquer forma, não poderia deixar de assistir!…

Contudo, revendo-me nesse passado, a mesma Consciência, que guardara este acontecimento, entrou a repudiá-lo, acusando-se violentamente. Como que suores de pavor e agonia empastaram-me a fronte alucinada pelo remorso e bradei enlouquecido, sentindo que meu grito ecoava por todos os recôncavos do meu Espírito:

“— Oh! Jesus Nazareno! Meu Salvador e meu Mestre! Não fui eu, Senhor! Eu estava louco! Eu estava louco! Não me reconheço mais como inimigo Teu! Perdão! Perdão! Jesus!…”

Pranto rescaldante incendiou minhalma e recalcitrei, afastando a lembrança amargosa do pretérito. Mas, vigilante, bradou em seguida o catedrático ilustre, zeloso do progresso do seu pupilo:

“— Avante, ó Alma, criação divina! Prossegue sem esmorecimentos, que da leitura que ora fazes em ti mesma será preciso que saias convertida ao serviço desse Mestre que ontem apedrejaste!”

Eu não me poderia furtar ao impulso vibratório que me arrojava na sondagem desse passado remoto, porque ali estavam, com suas vontades conjugadas piedosamente em meu favor, Epaminondas e seus auxiliares; e prossegui, então, na recapitulação deprimente.

Eis-me à frente do Pretório, em atitude hostil. Não houve insulto que minha palavra felina deixasse de verberar contra o Nazareno. Feroz na minha pertinácia, acompanhei-o na jornada dolorosa gritando apupos e chalaças soezes; e confesso que só não o agredi a pedradas ou mesmo à

força do meu braço assassino, por ser severo o policiamento em torno dele. É que eu me sentia inferior e mesquinho em toda parte onde me levavam as aventuras. Nutria inveja e ódio a tudo o que soubesse ou considerasse superior a mim! Feio, hirsuto, ignóbil, mutilado, pois faltava-me um braço, degenerado, ambicioso, de meu coração destilava o vírus da maldade. Eu maldizia e perseguia tudo, tudo o que reconhecesse belo e nobre, cônscio da minha impossibilidade de alcança-lo!

Integrando o cortejo extenso, entrei a desrespeitar com difamações vis e sarcasmos infames a sua Mãe sofredora e humilde, anjo condutor de ternuras inenarráveis para os homens degredados nos sofrimentos terrenos, já então, a mesma Maria, piedosa e consoladora, que agora me albergava maternalmente, com solicitudes celestes! E depois, em subsequências sinistras e aterradoras, eis-me a continuar o abominável papel de algoz denunciando cristãos ao Sinédrio, perseguindo, espionando, flagelando quanto podia por minha conta própria; apedrejando Estevão, misturando-me à turba sanhuda do poviléu ignaro; atraiçoando os “santos do Senhor” pelo simples prazer de praticar o mal, pois não me assistiam nem mesmo os zelos que impeliam a raça hebraica à suposição de que defendia um patrimônio nacional quando tentava exterminar os cristãos: eu não era filho de Israel!

Viera de longe, incrédulo e aventureiro, da Gália distante, foragido de minha tribo, onde fora condenado à morte pelo duplo crime de traição à Pátria e homicídio, tendo aportado na Judéia casualmente, nos últimos meses do apostolado do Salvador!

Fora me, pois, concedida a oportunidade máxima de regeneração e eu a rejeitara, insurgindo-me contra a “Luz que brilhou no meio das trevas”…


 

Diálogo Mediúnico

Rogo ao Cristo que nos ampare a todos e, em especial, a todos aqueles que sentem em seus corações um chamado mais profundo para as realizações na atual existência. Porque é necessário para o trabalhador cristão sentir na própria pele a grandeza dos ensinos trazidos por Jesus.

Da mesma forma, os cristãos espíritas que buscam expandir uma compreensão de vida mais ampla e verdadeira precisam sentir em seus corações as verdades explicadas por Allan Kardec, o grande iniciador da Nova Revelação, para que suas obras sejam repletas de verdade.

Precisarão compreender em si evolução e reencarnação para que tudo o que façam expresse uma compreensão da vida que atravessa os milênios e que, por isso, os torna fortes e abnegados ante os rudes testemunhos da matéria densa que foram convocados a viver pelo próprio Mestre.

Que Ele nos abençoe a todos e nos guie no caminho da realização verdadeira. Podemos iniciar, minha filha.

1ª pergunta: Agradecemos a sua presença, amiga Patrícia, e é com muita alegria que iniciamos esse módulo. Como primeira pergunta, tem algum motivo especial para que a regressão do Camilo Castelo Branco se inicie na época de Jesus?

Duas coisas são centrais neste fato que foi narrado. A primeira é entender que a vinda do Cristo ao mundo é um marco simbólico e real de transformação da Terra.

A vinda do eleito do Senhor do universo, a este planeta, significa uma mobilização espiritual jamais realizada em toda a história planetária e essa mobilização se desdobra a cada dia desde que o Mestre nasceu.

O nascimento de Jesus, envolto em uma assembleia jamais reunida no solo do planeta, marca a tomada de providências em todos os setores da atividade humana.

Por isso, nenhum espírito do planeta passou incólume a esta data. Às regiões inferiores foram enviados anjos, daí o nome anjos do Senhor, para aqueles que anunciaram a transformação e [levaram] a compreensão de quem era Jesus.

Quis o Mestre que seu nascimento fosse assistido por todas as regiões do planeta numa poderosa lição de humildade. E espíritos que se julgavam poderosos foram abalados e confundidos. Como poderia o governador do mundo se tornar uma criança frágil?

Por isto, todos nós, minha filha, deste planeta, temos uma experiência marcante com Jesus de Nazaré. Todos nós, em determinada fase evolutiva, teremos que reviver em plenitude essa experiência, de amor ou de rejeição, [em relação] ao Senhor da vida deste mundo. É um marco. Muitos poderão não conseguir, mas trabalharão por aproximação e pouco a pouco remontarão a essa experiência central. Esse é o primeiro motivo que lhe coloco, respondendo à questão.

O segundo é que o futuro da humanidade, de cada um de nós, está decidido a partir do que fizermos com esse encontro. Fomos marcados. Que faremos com a marca desse encontro? Temos as marcas do Cristo, que faremos com elas? Que faremos? Muitos o acolheu com os lábios e se desviaram desastrosamente; outros o repeliram, mas aprenderam a amá-lo depois. Onde estaremos nós? Esta regressão é colocada no livro como uma voz poderosa que irá ecoar na consciência de toda a comunidade espírita e simpatizante. Que estais fazendo com as marcas que o Cristo fez em teu ser? Que estais fazendo com a fonte que jorrou amor em ti? Como estais reagindo ao chamado do verdadeiro pastor? O destino humano será a resposta à esta questão.

Por isso, dividimos, falamos do passado e do que ocorreu até agora, mas também estamos falando do aspecto do futuro. É uma decisão individual que se concretizará de forma coletiva segundo cada um responda, hoje, que estou fazendo do meu encontro com o Cristo?

Não há um espírito no planeta, minha filha, que não tenha tido um encontro com o Cristo, não há nenhum. Nem aqueles que há milênios não veem à crosta do mundo. As situações vividas do Cristo foram direcionadas a todos os espíritos deste planeta segundo as necessidades emocionais de cada grupo. Um dia mostraremos cada cena e cada grupo a que foi dirigida.

Por ora, é fundamental a compreensão de que você teve um encontro com Jesus e que hoje a sua caminhada evolutiva faz, propõe a questão, independente de como tenha sido a sua reação a esse encontro, que fareis hoje desse encontro? Como agireis em relação a esse encontro? Ireis ignorar? Ireis rejeitar? Ireis agredir? Ireis acolher? Ireis fugir?

2ª pergunta: Como utilizar esse exemplo do Camilo em benefício da nossa própria evolução?

Alimentando o sentimento de que tivestes um encontro com o Cristo e, independente de qual reação tivestes, és amado pelo Mestre.

O que podemos entender nesse instante de lição preciosa para você é que, mesmo que você tenha agredido o Mestre, mesmo que tenha zombado e cuspido em sua santa mãe, mesmo que tenhais apedrejado Estevão, o Mestre vos ama.

O Mestre continua nutrindo o mesmo amor que nutria antes do seu nascimento no mundo e o Mestre utilizará toda a sabedoria que vem de Deus para te amparar.

As técnicas mais profundas, o saber mais sutil, o poder vindo do próprio Pai, que está em Suas mãos, Ele utilizará porque te ama. Não és rejeitado, mesmo que tenhas feito tudo isso mil vezes, o coração de Maria te acolhe e Mestre vela por ti, porque o amor desse espírito por ti é inabalável.

Aceitai essa lição e podereis olhar o vosso passado e os vossos erros atuais com coragem, porque o Mestre continua ao teu lado, continua preocupado contigo e continua a usar todos os recursos de seu poder divino a teu favor. Por isso, perdoa-te do teu passado e ama, porque os braços dele estão abertos para te acolher sempre e sempre estarão.

 

Conclusão: Muito obrigada amiga Patrícia, deixo agora o espaço para a mensagem de encerramento desse encontro.

Meus filhos,

Que Eurípedes, que coordena todo o grupo, possa estar presente em suas vidas, porque caberá a ele a mobilização das energias necessárias para que, em seus corações, vocês revivam as experiências de elevação espiritual proporcionadas pelo Cristo.

Peçam a esse espírito o amparo necessário, e ele não faltará aos apelos sinceros, conduzindo vocês às experiências extraordinárias que só ele poderá conduzir em nome de Jesus.

Que todos fiquem em paz.

 

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