Educação Espírita: um Convite à Juventude – Reencarnação – 4

Iniciamos nossa reflexão histórica sobre as barreiras enfrentadas pelo cristianismo e os obstáculo psicológicos que devemos enfrentar para realizar nosso crescimento espiritual, baseados na  questão 800 de o Livro dos Espíritos e do capítulo VI de O Evangelho Segundo o Espiritismo


 


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Educação Espírita: um Convite à Juventude

Módulo – Reencarnação

Encontro 4 – Desafios da Evolução

 

Livro dos Espíritos

 

800. Não será de temer que o Espiritismo não consiga triunfar da negligência dos homens e do seu apego às coisas materiais?

Conhece bem pouco os homens quem imagine que uma causa qualquer os possa transformar como que por encanto. As idéias só pouco a pouco se modificam, conforme
os indivíduos, e preciso é que algumas gerações passem, para que se apaguem totalmente os vestígios dos velhos hábitos. A transformação, pois, somente com o tempo, gradual e progressivamente, se pode operar. Para cada geração uma parte do véu se dissipa. O Espiritismo vem rasgá-lo de alto a baixo. Entretanto, conseguisse ele unicamente corrigir num homem um único defeito que fosse e já o haveria forçado a dar um passo. Ter-lhe-ia feito, só com isso, grande bem, pois esse primeiro passo lhe facilitará os outros.

 

Evangelho Segundo o Espiritismo

Capítulo VI – Cristo Consolador

8. Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que lha pedem. Seu poder cobre a Terra e, por toda a parte, junto de cada lágrima colocou Ele um bálsamo que consola. A abnegação e o devotamento são uma prece contínua e encerram um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritos sofredores compreender essa verdade, em vez de clamarem contra suas dores, contra os sofrimentos morais que neste mundo vos cabem em partilha. Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõem. O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o espírito.

O Espírito de Verdade. (Havre, 1863.)

 

Diálogo Mediúnico

 

Encontro 4 – Reencarnação

 

Que a paz do Cristo possa iluminar os nossos corações nesse instante em que começamos a entender a gravidade de nossos compromissos com o Senhor desse mundo, a gravidade de nossos erros e o valor de nossos acertos.

Que nós possamos, meus filhos e filhas, abrir os nossos corações para que dele possamos observar os impulsos da indiferença e do apego que nos distanciaram do coração do Mestre de Nazaré, bem como, os impulsos da devoção verdadeira que nos vinculam ao coração do Mestre, que para os habitantes da Terra, simboliza o próprio Criador do universo e que nos ensinará o caminho da perfeição possível, do amor inabalável e da felicidade plena. Já podemos iniciar.

Muito obrigada pela sua presença, amiga Patrícia. Como, na atualidade, a indiferença e o apego às coisas materiais influenciam os espíritas em geral?

Para entendermos, em profundidade, a psicologia dominante no atual movimento do Espiritismo no mundo necessário será compreender a história dos últimos dois mil anos dos grupos que hoje, adultos, compõem a psicologia espírita da atualidade.

A psicologia social do movimento espírita atual, portanto, é fruto da composição desses espíritos que cometeram erros calamitosos no período que estudamos.

Predominam em seus corações, ainda, infelizmente, o caráter combativo das Cruzadas. Em um grupo menor, mas, significativo, predomina ainda o caráter do puritanismo inquisitorial que se reveste da defesa da Doutrina como outrora se revestiu na defesa do Evangelho, mas que tem como impulso emotivo central o domínio, a maldade, o autoritarismo.

A doce mensagem de Jesus de Nazaré não pôde penetrar nesses corações, porque eles amam a superficialidade. E a verdade é que a mensagem suave do Mestre se torna amarga nos corações arrogantes. Seria necessário que esses irmãos desejassem experimentar o amargor que cura para que se tornassem simples e bons como deseja o Mestre de Nazaré.

A esta psicologia se opõe, de maneira pacífica, a Nova Geração. Os espíritos nobres em corpos juvenis entenderão que não devem entrar em disputas de vaidade, porque a verdade é que eles perderiam a disputa social, porque seus corações não estão vinculados às estratégias da calúnia, às loucuras cometidas em nome da vaidade, as disputas mesquinhas para cargos vazios.

Portanto, os corações jovens e adultos que vinculam-se ao projeto do Cristo vencerão a batalha, mas nunca utilizarão a estratégia do combate agressivo e direto das trevas, não irão eles dedicar-se a caluniar a ninguém, não irão eles dedicar-se a disputas de cargos em instituições em que predominam a vaidade. Se assumirem cargos será por aclamação da maioria, legitimado por corações bondosos e nunca por disputas de vaidade.

Acima de tudo, o movimento espírita se modificará muito em breve pela atuação desses espíritos, porque eles não estarão vinculados às guerras institucionais. Participarão ou não de instituições, mas para eles isso é secundário, porque a eles cabe direcionar, a partir de seus corações, os projetos do Cristo. Porque o anticristo já se instalou no atual movimento espírita: as guerras, as calúnias, as disputas, os desvios de conduta realizados provam isso.

Cabe à Nova Geração, independente da idade, porque a Nova Geração se caracteriza, principalmente, pela geração que adota o projeto do Cristo. Não importa sessenta anos, oitenta anos ou doze anos de idade. Importa: você vive o projeto do Cristo? Você adota o projeto do Mestre em sua conduta diária? A sua conduta diária, não apenas num grupamento espírita ou no momento de uma reunião mediúnica, a sua conduta diária caracteriza-se pela devoção e pela abnegação? Ou você finge abnegação em determinados setores sociais, enquanto em seu setor profissional você age como um ganancioso? Você é devotado apenas em uma atividade semanal ou sua devoção se apresenta em todas as esferas de sua vida? A sua devoção está presente na família? A sua dedicação ao bem-estar do outro está presente no seu trabalho? A sua abnegação se expressa no trânsito? A sua abnegação se expressa nas ruas no seu caminhar? Nas filas, nas esperas?

Meus filhos, não é mais possível esconder que existe dois projetos que se instalaram no próprio seio do movimento espírita. Não é possível esconder que cada um de vocês, frequentando ou não instituições espíritas, precisarão definir-se. Que projeto vocês participam? O da abnegação? O da devoção? Ou da indiferença e o do apego?

Por isso, essa mensagem difícil de expressar, torna-se necessária. Alerta o Apocalipse, de João Evangelista, que no final da era, no início da era da renovação, haverá apenas dois grupos.

Podemos dizer, sem acrescentar nada a esse belíssimo livro, que esses grupos serão conhecidos como o grupo da devoção e da abnegação e como o grupo da indiferença e do apego, não importando o credo religioso, a definição filosófica, o status social.

Nos alertemos uns aos outros, porque a caridade, que só existe quando há verdadeiro devotamento e abnegação, se esfria. E o que é o esfriar da caridade, meus filhos, senão a indiferença? Quando a humanidade é alertada que a caridade se esfriará é disso que se trata. A indiferença dominará o coração de muitos. Sim, é o que vemos hoje, sempre mais conforto, sempre mais comodismo, que leva à indiferença.

Buscai, portanto, meus filhos, preparar os vossos corações. Iniciamos hoje um estudo autorizado pelo mais Alto, porque chegou a hora que cada um de vocês deverá, apenas com o testemunho do Cristo, decidir em seus corações – que caminho irei trilhar. E será essa decisão, meus filhos, que marcará vossas vidas pelos próximos séculos e pelos próximos milênios. E vos asseguro, os vossos anjos da guarda, a partir de agora, estarão mais próximos dos corações que suplicarem ajuda. Por isso, diremos: supliquem, peçam e insistam amparo de vossos anjos guardiões, porque chegou a hora de olhar para si mesmo e tornar-se o trigo salutar na Seara do Mestre.

Paz a todos, de vossa irmã e amiga,

Patrícia.

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