Nova Geração # 180 – Amigos Esquecidos

Como nos relacionarmos com aqueles a quem amamos e que partiram? Como eles reagem a nossas lembranças, as nossas ações? É o tema de nosso Nova Geração 180. 

 

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Bem no fundo

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.

Paulo Leminski


Livro dos Espíritos – Parte 2. Capítulo VI.

Comemoração dos Mortos

320. Os espíritos são sensíveis à lembrança daqueles que amaram na Terra?
“Muito mais do que podeis supor; se são felizes, essa lembrança lhes aumenta a felicidade; se são infelizes, representa, para eles, um alívio.”

321. O dia da comemoração dos mortos tem, para os espíritos, algo de mais solene? Preparam-se para ir visitar aqueles que vão orar sobre seus despojos?
“Os espíritos atendem ao chamado do pensamento, nesse dia, como nos outros.”

a) Esse é, para eles, um dia de encontro junto de suas sepulturas?
“Nesse dia, eles lá estão em maior número, porque há mais pessoas que os chamam; porém, cada um deles só comparece ali pelos seus amigos e não pela multidão dos indiferentes.”

b) Sob que forma ali comparecem e como os veríamos, se pudessem tornar-se visíveis?
“Aquela sob a qual os conhecemos quando encarnados.”

322. Os espíritos esquecidos, cujos túmulos ninguém vai visitar, ali comparecem, apesar disso, e experimentam um pesar por verem que nenhum amigo deles se lembra?
“O que representa a Terra para eles? A ela só nos prendemos pelo coração. Se não há amor, nada mais liga o espírito a ela: ele tem para si todo o Universo.”

323. A visita ao túmulo proporciona mais satisfação ao espírito do que uma prece feita em casa?
“A visita ao túmulo é uma forma de manifestar que se pensa no espírito ausente: é uma imagem. Já vos disse: é a prece que santifica o ato da recordação; pouco importa o lugar, se ela é dita com o coração.”

324. Os espíritos das pessoas a quem se erigem estátuas ou monumentos assistem a essas espécies de inaugurações e as veem com prazer?
“Muitos aí comparecem, quando o podem, porém, são menos sensíveis às honras que lhes prestam do que à lembrança.”

325. Qual a origem do desejo de certas pessoas de serem enterradas num lugar de preferência a um outro? Elas aí retornam com mais boa vontade, após sua morte? E essa importância atribuída a uma coisa material é um sinal de inferioridade do espírito?
“Afeição do espírito por alguns lugares; inferioridade moral. O que representa um canto de terra mais do que outro, para o espírito elevado? Ele não sabe que sua alma se reunirá àqueles que ama, mesmo que seus ossos estejam separados?”

a) A reunião dos despojos mortais de todos os membros de uma mesma família deve ser considerada como uma coisa fútil?
“Não; é um piedoso costume e um testemunho de simpatia pelos amados; se essa reunião não importa muito para os espíritos, ela é útil aos homens: as lembranças ficam mais concentradas.”

326. A alma, ao retornar à vida espiritual, é sensível às honras prestadas ao seu despojo mortal?
“Quando o espírito já chegou a um certo grau de perfeição, não tem mais vaidade terrestre e compreende a futilidade de todas essas coisas; porém, fica sabendo que, frequentemente, há espíritos que, nos primeiros momentos de sua morte material, experimentam um grande prazer com as honras que lhes prestam ou um aborrecimento, com o pouco caso pelo seu envoltório, pois ainda conservam alguns dos preconceitos desse mundo.”


Mensagem de Encerramento

 

Que a paz do Cristo esteja sempre presente, porque estamos reunidos neste instante, em nome do grande Mestre de Nazaré.

A lembrança dos que partiram é essencial, mas, é mais importante ainda, que possamos aprender a manter o contato com eles de forma saudável. A família espírita do futuro, do futuro próximo, falo de poucas décadas, haverá de resgatar as práticas de Allan Kardec publicadas na Revista Espírita. Em que os membros da família desencarnavam e continuavam dialogando com os seus familiares, muito comum, em mundo de regeneração, isso.

Desencarna o pai, o avô, a tia daquele grupo que tem proximidade verdadeira. Poucos meses depois já está se comunicando, conversando normalmente, tentando colaborar, tentando ajudar na solução dos problemas emocionais. Não é ficar pedindo, pedindo coisas materiais e vantagens. Não. É dizer: que dificuldades emocionais eu devo enfrentar porque estou desempregado? Que devo fazer? Esforçar-me mais, orar mais, perdoar… Claro que isto é importante para quem está desencarnado e ama quem está encarnado, mas para isto não basta dizer: eu quero. É preciso construir um núcleo familiar, um grupo familiar, energeticamente saudável, porque se for fazer em grupo que não é saudável vem muitos obsessores e enganam vocês. Mas um grupo que viveu junto, que tem energias saudáveis, que se complementam, deve fazer isto. Vai ser instruído a fazer isto.

Haverá cursos espíritas que ensinarão as famílias se comunicarem com os seres que se amam. É a promessa do Cristo: vossos filhos e filhas profetizarão. Onde lugar melhor para profetizar senão que não lar harmônico e honesto, onde o respeito pauta o padrão energético do lar?

Vejam, filhos e filhas, como a solidão vai ser banida da Terra. O pai vai continuar conversando com os filhos, só que agora o pai conversa orientado pelo guia espiritual do grupo e dizendo esse assunto, como resolveremos. O pai dará a opinião da conversa ocorrida entre  ele e o guia na qual chegaram a um consenso, e o pai se comunica e conversa com o filho. O irmão que desencarnou mais cedo vem explicar os motivos, dar dicas para superar bloqueios emocionais. Ah…  Eu estudei o seu caso aqui com os amigos espirituais e eles acham que se você se dedicar um pouco mais ao estudo desta parte aqui do Evangelho, você vai conseguir se tornar melhor neste aspecto. E na outra semana a pessoa vai dizer: li e não entendi nada e eles vão rir e conversar.

Vejam que cenas belas o Cristo está preparando para todos vocês. Hoje, em nosso plano, nós já estudamos tudo isto. Já estamos qualificando pessoas, isso vai se tornar realidade nos lares verdadeiramente espíritas do Brasil. Será uma prática tão comum, que o Espiritismo se tornará prática de toda a sociedade, porque as pessoas pedirão para ir ver, pedirão para conhecer, pedirão consolo, amparo. Esta é uma das tarefas da Nova Geração, que Euripedes coordenará.

Filhos, irmãos, pais, esposas, avôs, bisavós, e num passo seguinte porque este é um pouco mais complexo, talvez em cem anos, iremos discutir em conjunto os planejamentos naquele grupo. Que mundo maravilhoso o Cristo prepara para todos!

Por isto, quando falamos do coração generoso de nosso Mestre, falamos grandes verdades que vocês na Terra não podem imaginar. O Cristo se desvela para construir na Terra um jardim de belezas, que vocês hoje não imaginam, que superam as suas melhores ficções positivas, por isto dizemos: vamos seguir o caminho do Mestre, vamos aprender a nos tornar merecedores de tanto amor e tanta misericórdia, pois muito em breve, solidão será palavra que não existirá mais nos corações dos que amam Jesus.

Paz a todos, do amigo espiritual de sempre.

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