Nova Geração #191 – Prisão Redentora

Vinculação redentora (Silva Ramos)

O fidalgo, ao partir, diz à jovem senhora: “Eu sou teu, tu és minha!… Espera-me, querida!…” Longe, ergue outro lar… Vence, altera-se, olvida… Ela afoga em suicídio a mágoa que a devora.

Falece o castelão… Vê a noiva esquecida… Desencarnada e aflita, é uma sombra que chora… Ele pede outro berço e quer trazê-la agora Em braços paternais ao campo de outra vida!…

O século avançou… Ei-los de novo em cena… Ele o progenitor; ela, a filha pequena A crescer retardada, abatida, insegura…

Hoje, ele, em tudo, é sempre o doce pajem dela E a noiva de outro tempo é a filha triste e bela Agarrando-se ao pai nos traumas da loucura.


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Livro dos Espíritos

Parte 2. Capítulo VII – Retorno à vida corporal

Item.  Idiotia, loucura

371. A opinião, segundo a qual os cretinos e os idiotas teriam uma alma de natureza inferior, tem fundamento?

“Não, eles têm uma alma humana, frequentemente, mais inteligente do que imaginais, que sofre pela insuficiência dos meios de que dispõe para se comunicar, como o mudo sofre, por não poder falar.”

372. Qual é o objetivo da Providência criando seres desgraçados, como os cretinos e os idiotas?

“São espíritos em punição os que habitam corpos de idiotas.

Esses espíritos sofrem pelo constrangimento que experimentam e pela impotência em que se encontram, para se manifestar através de órgãos não desenvolvidos ou destrambelhados.”

a) Então, não é exato dizer que os órgãos não têm influência sobre as faculdades?

“Nunca dissemos que os órgãos não têm influência; eles têm uma muito grande sobre a manifestação das faculdades, mas não dão as faculdades; aí está a diferença. Um bom músico, com um instrumento ruim, não produzirá boa música, e isso não o impedirá de continuar sendo um bom músico.”

É preciso distinguir o estado normal do estado patológico. No estado normal, o moral supera o obstáculo que a matéria lhe impõe; mas há casos em que a matéria oferece uma resistência tal, que as manifestações são entravadas ou desnaturadas, como na idiotia e na loucura; são casos patológicos e, nesse estado em que a alma não goza de toda a liberdade, a própria lei humana a isenta da responsabilidade de seus atos.

373. Qual poderia ser o mérito da existência para os seres que, como os idiotas e os cretinos, não podendo fazer o bem nem o mal, acham-se impedidos de progredir?

“É uma expiação imposta pelo abuso que fizeram de certas faculdades; é uma parada temporária.”

a) Um corpo de idiota pode, então, conter um espírito que tenha animado um homem de gênio, numa precedente existência?

“Sim; o gênio se torna, às vezes, um flagelo quando dele se abusa.”

A superioridade moral nem sempre é proporcional à superioridade intelectual e os maiores gênios podem ter muito que expiar; daí, frequentemente, lhes resulta uma existência inferior à que já tiveram e uma causa de sofrimentos; as dificuldades que o espírito experimenta nas suas manifestações são, para ele, como as correntes que comprimem os movimentos de um homem vigoroso. Pode-se dizer que o cretino e o idiota são estropiados do cérebro, como o manco o é das pernas e o cego, dos olhos.

374. O idiota, no estado de espírito, tem consciência de seu estado mental?

“Sim, muito frequentemente; ele compreende que as correntes que dificultam seu voo são uma prova e uma expiação.”

375. Qual é a situação do espírito na loucura?

“O espírito, no estado de liberdade, recebe diretamente suas impressões e exerce, diretamente, sua ação sobre a matéria; encarnado, porém, ele se encontra em condições inteiramente diferentes e na obrigação de só fazê-lo com o auxílio de órgãos especiais. Se uma parte ou o conjunto desses órgãos fosse alterado, sua ação ou suas impressões, no que concerne a esses órgãos, seriam interrompidas.

Se perde os olhos, torna-se cego; se é a audição, torna-se surdo, etc.

Imagina, agora, que o órgão que preside aos efeitos da inteligência e da vontade esteja parcial ou inteiramente atacado ou modificado e será fácil compreenderes que o espírito, só tendo a seu serviço órgãos incompletos ou deformados, deve experimentar uma perturbação de que ele, por si mesmo e no seu foro íntimo, tem perfeita consciência, mas não é capaz de deter-lhe o curso.”

a) Então, é sempre o corpo e não o espírito que está desorganizado?

“Sim; mas é preciso não perder de vista que, assim como o espírito age sobre a matéria, esta reage sobre ele, numa certa medida, e que o espírito pode se encontrar, momentaneamente, impressionado pela alteração dos órgãos através dos quais ele se manifesta e recebe suas impressões. Pode acontecer que com o tempo, caso se prolongue a loucura, a repetição dos mesmos atos acabe por ter, sobre o espírito, uma influência de que ele só se libertará, após sua completa liberação de qualquer impressão material.”

376. Donde se origina a ideia de que a loucura leva, algumas vezes, ao suicídio?

“O espírito sofre pelo constrangimento que experimenta e pela impotência em que está de manifestar-se livremente, é por isso que procura, na morte, um meio de quebrar seus elos.”

377. O espírito do alienado se ressente, após a morte, da desorganização de suas faculdades?

“Pode ressentir-se, durante algum tempo, após a morte, até que esteja completamente desligado da matéria, como o homem que desperta se ressente, por algum tempo, da perturbação em que o sono o mergulhou.”

378. Como a alteração do cérebro pode reagir sobre o espírito, depois da morte?

“É uma recordação; um peso oprime o espírito e, como ele não teve a compreensão de tudo o que se passou durante a sua loucura, sempre lhe é necessário um certo tempo, para pôr-se a par de tudo; é por isso que, quanto mais durar a loucura durante a vida, mais tempo durará a dificuldade, o constrangimento, após a morte.

O espírito liberto do corpo se ressente, por algum tempo, da impressão

dos seus vínculos.”


Mensagem Encerramento

 

Filhos e filhas amados, que o Mestre em seu amor e em sua ternura toque neste instante os nossos corações.

Eu lido muito, filhos; eu e minha equipe, nós lidamos com centenas de milhares de casos de Espíritos da Terra. Eles sempre tem uma atitude que leva a dores terríveis: a negação de se curar. Vocês não querem entender isto: Deus não tem raiva de ninguém. Deus envia a cura. Não existe punição divina no sentido de que Deus agora vai descontar o que você fez. Isto é de uma estupidez que só cabe na cabeça de espírito muito inferior. Não funciona assim, isto é estúpido, tosco e grosseiro demais! Como funciona? Deus envia a cura e, às vezes, a cura é amarga, mas não é para se vingar.

O caso dessa moça é muito emblemático. Porque ela viveu o abandono? Porque ela necessitava viver essa experiência para se curar. É isto que vocês não entendem. Não é que Deus diz: ah… Estou com raiva de você e agora você vai viver essa experiência, pois estou muito magoado… Estúpido isto! Como funciona? Espírito sabe que precisa se curar e o remédio para esse espírito era viver a dor de ser abandonada, se ela sorvesse esta dor se curaria. Esta é a lógica da encarnação: sorver a taça da dor que cura. Se ela tivesse vivido esta dor com humildade e consciência, ela sairia curada daquilo que ela pediu para se curar. É como cirurgia. Há… Tem aqui algo podre dentro de mim… Se tirar eu fico saudável. Ai você vai para a sala, médico abre você e você vai sai correndo com a barriga aberta… Isto é o que ela fez. Saiu correndo de plena sala de cirurgia com a barriga aberta. Resultado: pegou uma infecção muito pior e terrível. Isto ela fez!

Isso vocês espíritas querem fazer sempre. Falam, falam, falam, mas na hora que vem a dor, a taça amarga, o remédio que é desagradável, saem correndo.

Não querem conviver com ninguém difícil, não querem ter dificuldade material, não querem ter doença. Então, como vai curar? A cura para vocês da Terra sempre vem com um sabor amargo, se vocês não aceitarem isto vão fazer como ela, vão tomar atitudes que pioram a doença.

O amargor da prova significa: estou me curando… Estou ficando melhor… Porque o contrário era para ter acontecido: ela deveria de ter se curado e ele é que deveria amargar para ser ajudado por ela em encarnação futura. Ela poderia ficar desencarnada, amparando. Se quisesse, se tivesse se curado.

Filhos, nunca se esqueçam disto: experiência áspera é a cura das suas dores piores e se vocês fogem covardemente acumulam porque vocês fortalecem o desequilíbrio que existe em vocês. Porque o que interessa para Deus é a harmonia, então, que acontece? Quem comete erro, se desarmoniza. O processo de voltar à harmonia é de conquistar a harmonia, dói! É doloroso, não tem jeito. Mas se vocês vivem essa dor e voltam à harmonia, ótimo, não necessita mais de dor. Por isto Cristo diz: o amor cobre a multidão de pecados.

Quem se harmonizou para onde vai tem uma bela canção para doar e isso  repara tudo. Fundamental, filhos reamornizar-se  com a ajuda da dor. E Deus abençoará por toda a eternidade.

Na verdade, Deus abençoa sempre. Mas somente harmonizados vocês serão capazes de por todo o sempre captar esta harmonia divina.

Paz a todos, do amigo espiritual de sempre.

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