Nova Geração #193 – Infância para quê?

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Livro dos Espíritos

Parte 2. Capítulo VII – Retorno à vida corporal

Item:  A infância

384. Por que a primeira manifestação da criança é o choro?

“Para despertar o interesse da mãe e suscitar os cuidados que lhe são necessários. Não compreendes que, se ela só tivesse manifestações de alegria, enquanto ainda não soubesse falar, pouco se inquietariam com o de que ela necessitasse? Admirai, em tudo, a sabedoria da Providência.”

385. De onde se origina a mudança que se opera no caráter, numa certa idade e, particularmente, ao sair da adolescência? É o espírito que se modifica?

“É o espírito que retoma sua natureza e se mostra como era. Não conheceis o segredo que escondem as crianças na sua inocência; não sabeis o que são, nem o que foram, nem o que serão; e, no entanto, vós as amais, vós as acariciais como se fossem parte de vós mesmos, de tal forma que o amor de uma mãe pelos seus filhos é considerado como o maior amor que um ser possa ter por um outro ser. De onde se origina essa meiga afeição, essa terna benevolência que os próprios estranhos sentem por uma criança? Vós o sabeis? Não; é isto que vou vos explicar.

As crianças são os seres que Deus envia a novas existências; e para que não possam acusá-lo de uma severidade muito grande, ele lhes dá todas as aparências da inocência; mesmo que se trate de uma criança de natureza má, cobrem-se suas más ações com a inconsciência de seus atos. Essa inocência não representa uma superioridade real sobre o que eram antes; não, é a imagem do que deveriam ser e, se não o são, é apenas sobre elas que recai o tormento.

Mas não foi apenas por elas que Deus lhes deu esse aspecto; foi também e, sobretudo, pelos seus pais, de cujo amor a fraqueza delas necessita. Esse amor seria singularmente enfraquecido, diante de um caráter áspero e intratável, ao passo que, julgando seus filhos bons e dóceis, eles lhes dão toda a sua afeição e os cercam dos mais delicados cuidados. Porém, quando os filhos não têm mais necessidade dessa proteção, dessa assistência que lhes foi dada durante quinze a vinte anos, seu caráter real e individual reaparece em toda sua nudez: permanece bom, se era fundamentalmente bom; mas, matiza-se, sempre, com as nuanças que estavam escondidas pela primeira infância.

Vedes que os caminhos de Deus são sempre os melhores e, quando se tem o coração puro, é fácil apreender a explicação.

Com efeito, pensai que o espírito das crianças que nascem entre vós pode vir de um mundo onde tenha adquirido hábitos inteiramente diferentes; como quereríeis que fosse, no vosso meio, esse novo ser que vem com paixões bem diversas das que possuís, com inclinações e gostos inteiramente opostos aos vossos; como quereríeis que ele se incorporasse às vossas fileiras senão como Deus o quis, isto é, pela peneira da infância? Nela vêm confundir-se todos os pensamentos, todos os caracteres, todas as variedades de seres gerados por essa infinidade de mundos, nos quais se desenvolvem as criaturas. E vós mesmos, ao morrerdes, vos encontrareis numa espécie de infância, entre novos irmãos; e, na vossa nova existência extraterrena, ignorareis os hábitos, os costumes, as relações desse mundo novo para vós; manejareis com dificuldade uma língua que não estareis habituados a falar e mais viva do que, hoje, é o vosso pensamento. (Ver questão 319.)

A infância tem ainda outra utilidade: os espíritos só entram na vida corporal para se aperfeiçoar, para se melhorar; a fraqueza da pouca idade os torna flexíveis, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devem fazê-los progredir; é, então, que se pode reformar-lhes o caráter e reprimir seus maus pendores; esse é o dever que Deus confiou aos seus pais, missão sagrada pela qual terão que responder.

É assim que a infância é não apenas útil, necessária, indispensável, mas também a consequência natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o Universo.”


 

Mensagem Encerramento

Que Jesus possa em sua generosidade e em sua amizade por cada um de nós nos inspirar neste instante em que vamos falar de tema tão precioso: o lidar com a infância.

O mundo, a sociedade terrena, precisa muito aprender a lidar com a infância. Porque não podemos ter sociedade saudável, quando nós mesmos envenenamos os espíritos que estão nesta fase. Precisam os espíritas se perguntar: como contribuir para uma infância saudável? Hoje abordamos um dos temas, que é o que vocês estudaram.

A infância é uma fase de repouso, mas o que devemos entender por repouso? Apenas dormir? Não! Também, mas não só isto. Repouso das lutas emocionais, repouso das fadigas de disputas entre espíritos inferiores, por isto a infância precisa estar cercada de carinho.

Todos temos obrigação em cercar a infância com carinho, tornar a infância um momento de repouso de conflitos desnecessários. Porque muitas vezes vocês impõem à infância muitos conflitos, exigências absurdas, vocês expõem a criança a situação de muito estresse. Isso é muito ruim! Porque o sábio é aquele que segue a lei de Deus. Se Lei de Deus diz: repouso, é repouso! Estupidez fazer diferente! Dar-se ao trabalho de prestar à infância aquilo que Deus determina. Como fazer isto? Nunca exponha infância em atividades excessivas, nunca exigir tantos absurdos de uma criança. Proporcionar um ambiente de paz, quando espírito fala repouso, fala de paz.

O ambiente em que vive uma criança tem de ser estruturado de tal forma que estará saturado de energias pacíficas, pacificadoras, não expor criança a conflitos que espírito terá de ter quando adulto. Quando vocês entendem isso e fazem: o mundo se transforma. Quantos pais brigam e se agridem na frente de um bebê? Isto é uma infração à lei de Deus.

A infância deve ser preservada de tudo isto. Muito grave! Se quiser ter atrito e, às vezes, é importante que tenha, preserve-se a infância. Quantas energias distorcidas as crianças sofrem? Existem pais que levam as crianças para um verdadeiro inferno psíquico e muitas vezes transportam para dentro de casa, tumultos difíceis de orgias psíquicas que invadem o lar.

Os pais e os adultos em geral não têm direito de expor criança a esse tipo de coisa. Tudo bem, um dia aquele espírito terá de enfrentar isto, mas já será adulto, terá catorze, quinze anos de idade, mas não uma criança. Não uma criança.

Quando se fala de repouso, se fala de um amparo psíquico, um amparo energético. Pode ser que aquele espírito vá trabalhar socorrendo espíritos das trevas, pode ser que vá ter de ajudar pessoas brutas, que matam, que torturam e está neste meio para auxilia-los. Ok. Pode ser. Mas a obrigação do adulto é proporcionar repouso espiritual, energético, psíquico.

Vocês não tem noção o mal que fazem ao expor a criança a isto. Imagine um espírito que cometeu erros infernais em uma guerra. Matou, violência fez com maldade e por isto perturbou o seu psiquismo. Reencarna, suplica a chance. Quer se refazer. E ali está aquele espírito com um ano de idade, dormindo, descansando. E pai começa a agredir mãe, e eles se batem, e aquele espírito, por conta do estímulo psíquico, relembra todos os terríveis episódios que viveu na guerra. Que os pais estão fazendo? Estão acabando com o repouso daquele espírito. Estão colaborando para que aquele espírito retome toda a maldade e, às vezes, vai até se voltar contra eles.

Muitas vezes, um assassinato de um pai começa assim. De quem é a responsabilidade? De todos os envolvidos! Porque eles receberam espírito que pela lei de Deus, deveria ter repouso, não respeitaram… Fizeram o espírito alimentar tudo aquilo e vinte anos depois, um assassinato.

Ódio, brigas, tudo é terrível. Como acabar com tudo isto? Seguindo a Lei do Pai! Se a infância é feita para o repouso, que cada um, em sua vida, assuma o compromisso consigo mesmo de obedecer à Lei de Deus e se comprometer em fazer todo o possível para proporcionar à infância ambiente que permita o repouso espiritual. Um repouso psíquico, o repouso emocional, que eles merecem para que um dia também vocês mereçam.

Tenham paz! Porque isto irá levar também às crianças que convivem com vocês. Não pensem que repouso é indolência. Não! O repouso, filhos, é o repouso da semente que repousa no solo… Como repouso espiritual, na infância, para um dia eclodir e virar árvore: forte, poderosa e maravilhosa, que irá dar frutos para todos e sombra para os cansados.

Isto é a infância hoje. A infância que está vivendo a nova geração, e todos aqueles que se comprometerem, eu garanto, criar repouso para estes espíritos, poderão usufruir da sombra e do fruto desses espíritos maravilhosos que já estão no mundo e conseguirão amizades extraordinárias que durarão séculos e milênios sem fim.

Muita paz, do amigo espiritual de sempre.

 

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