PodSim 95 – Magnetismo e Depressão

Resumo: O magnetismo na atualidade é um poderoso instrumento para ajudar na cura da depressão. O estudioso espírita Jacob Melo possui uma ampla pesquisa de sua aplicação em  milhares de pessoas e dedica-se a formação de milhares de magnetizadores no Brasil e no exterior.


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PodSim 94 Ano Novo

Resumo: Esse é o momento em que avaliamos nossa caminhada dos últimos doze meses. Trouxemos algumas reflexões que podem ajudar em sua avaliação e apresentamos de forma um sucinta nossa avaliação do ano do Grupo Marcos.

Feliz 2017!!!

 



 


 

Significação do Ano Novo para a concepção espírita

Importância da medida relativa do tempo no processo de evolução espiritual do homem – Uma lição de “A Gênese”

Encontramos no capítulo sexto de A Gênese, de Allan Kardec, esta curiosa definição: “O tempo é apenas uma medida relativa da sucessão das coisas transitórias”. Devemos então desprezar o tempo, não nos importarmos com as convenções do calendário? O fim do ano, por exemplo, nada mais seria do que um limite convencional, sem maior significação para a vida humana? “Nem o tempo nem o espaço existem, para o homem que conhece o eterno”, afirmou o pensador indiano Khrishnamurti. Os espíritas e os espiritualistas em geral, que conhecem a eternidade da vida e a imortalidade da alma, não deveriam levar em consideração as medidas relativas de espaço e de tempo?

Todo esse capítulo sexto de A Gênese, a que nos referimos, trata dos problemas fundamentais de espaço, tempo, matéria, espírito, criação e vida. E se nos mostra a relatividade de nossos conceitos, também nos demonstra a importância do relativo, no processo de nosso desenvolvimento espiritual. Trata-se do famoso capítulo sobre uranografia geral, recebido do espírito de Galileu, pelo astrônomo e médium Camille Flammarion, na Sociedade Espírita de Paris, entre 1862 e 1863. Kardec o incluiu em A Gênese, sob a orientação do Espírito Verdade, como um dos pontos essenciais do livro.

Conhecemos a concepção do Universo como estrutura tríplice, que nos é dada no capítulo segundo de O Livro dos Espíritos.

O Universo se constitui de dois elementos fundamentais: espírito e matéria, subordinados ao poder supremo de Deus. Assim, a trindade universal, como assinala Kardec, é esta: Deus, Espírito e Matéria. No citado capítulo sexto de A Gênese vamos encontrar a apreciação dos conceitos de espaço e tempo, em função dessa mesma concepção do Universo. Ambos nos são apresentados como formas conceptuais e, portanto, finitas, condicionadas à relatividade dos sentidos humanos, daquilo que poderíamos chamar o “imenso infinito” da realidade superior que nos escapa.

Esquematizando o problema, para torná-lo mais compreensível, podemos expô-lo assim, dentro da própria explicação do texto:

1º) O Universo, na sua constituição tríplice, é infinito em todos os sentidos: tanto espacial, quanto temporal e conceptual.

2º) O espaço é apenas a medida relativa da extensão, qualidade perceptível da imensidade. Quer dizer: existe a imensidade, da qual percebemos a extensão, que nos permite formular o conceito de espaço.

3º) O tempo é apenas a medida relativa da sucessão das coisas, na duração, que é a qualidade perceptível da eternidade.

Quer dizer: existe a eternidade, da qual percebemos a duração, que nos permite formular o conceito de tempo.

4º) Imensidade e Eternidade, como aspectos do Absoluto, que mal podemos imaginar, pertencem à Realidade superior, ao plano supremo da Criação, onde conseguimos intuir a presença de Deus.

A medida do tempo, que nos leva a marcar os dias, os meses e os anos, embora convencional, tem, portanto, uma realidade que a fundamenta. Contando os anos, estamos contando a nossa percepção do fluir da duração na eternidade, da mesma maneira por que, contando os quilômetros, estamos contando o fluir da extensão na imensidade. E tanto o tempo quanto o espaço são reais para nós, em nossa condição de seres que vivem no mundo do relativo.

Não podemos viver sem contá-los, sem levar em consideração a existência real do espaço e do tempo.

Mas o que importa, do ponto de vista espírita, é compreendermos a relatividade das coisas, de maneira a nos servirmos delas como necessidades imediatas, sem transformá-las em realidades absolutas. O espaço e o tempo devem ser, para nós, que conhecemos o Eterno, instrumentos de compreensão da Realidade superior, e não formas de apego à realidade transitória. Foi isso que Jesus ensinou, ao declarar que aquele que se apegasse à vida perdê-la-ia, mas aquele que a perdesse encontrá-la-ia. Porque se apegar à vida é ligar-se inteiramente aos conceitos relativos de espaço e tempo, considerando a passageira encarnação terrena como a única forma de vida, depois da qual só existe a morte.

Mas desapegar-se da vida é compreender a sua relatividade, a sua natureza transitória, e por isso mesmo aprender, com os ensinos de Jesus, a utilizá-la como simples meio de progresso espiritual, para a nossa ascensão a uma vida maior. Cada ano que finda, em nossa existência temporária na Terra, é uma fração do tempo que usamos, bem ou mal, em nosso processo evolutivo. O fim do ano é assim uma oportunidade para avaliarmos o nosso bom ou mau uso do tempo, realizando o balanço de nossa vida, da mesma maneira porque as empresas comerciais procedem ao seu balanço anual de atividades, lucros e perdas. É tão errado pensarmos que o fim do ano nada significa quanto lhe atribuirmos excessiva importância. O ano chega ao fim: pensemos no que fizemos durante o seu transcurso e vejamos o que podemos fazer de melhor, no decorrer do novo ano. Mas, se verificarmos que perdemos o ano que finda, não nos desesperemos.

Temos pela frente um novo ano, ainda intacto, como um presente do Eterno, para o nosso desenvolvimento na duração.

Extraído do Livro O Infinito e o Finito, de J. Herculano Pires, editora Correio Fraterno ABC

PodSim 93 Natal

Resumo: Jesus é o Senhor da Compaixão, sua mensagem como a de Buda, Francisco de Assis e de Allan Kardec – Seus discípulos espirituais – aponta para um único Caminho, Paz na Terra instalada por meio  da compaixão, da boa vontade para com todos os seres humanos.




Natal

“Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens.” (Lucas, 2:14)

As legiões angélicas, junto à Manjedoura, anunciando o Grande Renovador, não apresentaram qualquer palavra de violência.

Glória a Deus no Universo Divino.

Paz na Terra.

Boa vontade para com os Homens.

O Pai Supremo legando a nova era de segurança e tranqüilidade ao mundo, não declarava o Embaixador Celeste investido de poderes para ferir ou destruir.

Nem castigo ao rico avarento.

Nem punição ao pobre desesperado.

Nem desprezo aos fracos.

Nem condenação aos pecadores.

Nem hostilidade para com o fariseu orgulhoso.

Nem anátema contra o gentio inconsciente.

Derramava- se o Tesouro Divino, pelas mãos de Jesus, para o serviço da Boa Vontade.

A justiça do “olho por olho” e do “dente por dente” encontrara, enfim, o Amor disposto à sublime renúncia até à cruz.

Homens e animais, assombrados ante a luz nascente na estrebaria, assinalaram júbilo inexprimível…

Daquele inolvidável momento em diante a Terra se renovaria.

O algoz seria digno de piedade.

O inimigo converter-se-ia em irmão transviado.

O criminoso passaria à condição de doente.

Em Roma, o povo gradativamente extinguiria a matança nos circos.

Em Sídon, os escravos deixariam de ter os olhos vazados pela crueldade dos senhores. Em Jerusalém, os enfermos não mais seriam relegados ao abandono nos vales de imundície.

Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a, transitou vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento.

Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anjos, recorda que o Mestre veio até nós para que nos amemos uns aos outros.

Natal! Boa Nova! Boa Vontade!…

Estendamos a simpatia para com todos e comecemos a viver realmente com Jesus, sob os esplendores de um novo dia.

Extraído: Fonte Viva. Emmanuel, psicografia Francisco Cândido Xavier, editora Feb.

PodSim 92 Terapia do Futuro

Resumo: Conversamos sobre um artigo de Hermínio Miranda que trata do tema da regressão de memória, publicado na revista Reformador, em Junho de 1972. Nele Hermínio conta a experiência da Dra. Edith Fiore com uma paciente que fez com ela terapia de vidas passadas. Uma história forte, emocionante e libertadora.

PodSim 91  A Regressão de Memória de Léon Denis

Resumo: Conversamos sobre um texto de Léon Denis em que ele fala sobre as formas de como conhecer o passado e as tendências que ele “trouxe” de seu passado e a utilização da hipnose como método de regressão. O tema é fascinante, espero que você goste!



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Livro: O Além e a Sobrevivência do Ser

Parte 2

Estudo sobre a Reencarnação ou as Vidas Sucessivas

Resposta ao inquérito aberto pela revista Internacional “La Philosophie de la Science”, setembro de 1912.

II

O valor científico desta doutrina não é menos considerável do que o seu valor moral e social. Com efeito, incitandonos a procurar as provas experimentais que lhe servem de apoio, ela nos coloca em presença dos aspectos mais profundos e mais ignorados da natureza humana.

Pelo que me concerne pessoalmente, já pude colher algumas provas de minhas vidas anteriores. Consistem essas provas diferentes, por meio de médiuns que se não conheciam e que jamais tiveram relação entre si. Tais revelações são concordes e idênticas. Além disso, logrei verificar-lhes a exatidão pela introspecção, isto é, por um estudo analítico e atento do meu caráter e da minha natureza psíquica.

Este exame me fez descobrir, muito acentuados em mim, os dois principais tipos de homem que realizei no curso das idades e que dominam todo o meu passado: o monge estudioso e o guerreiro. Ser-me-ia possível ajuntar numerosas impressões e sensações que me permitiram reconhecer, nesta vida, seres já encontrados anteriormente.

Creio que muitos homens, observando-se com atenção, conseguiriam constituir seu passado pré-natalício, senão nas minúcias, pelo menos nas grandes linhas.

Mas é sobretudo pela hipnose, pelo transe, pelo desprendimento da alma que o passado pode ressurgir e reviver. Fiz com muitos pacientes experiências nesse sentido. Adormecidos, quer por mim, quer por Entidades invisíveis, eles reproduziam cenas de suas existências precedentes, cenas pungentes ou trágicas, que nenhum teria podido ou sabido inventar, por muitas razões. Algumas particularidades dessas Léon Denis vidas se puderam examinar e foram reconhecidas como verdadeiras. Infelizmente, a natureza toda íntima dos fatos não me consente entregá-los à publicidade.

O coronel de Rochas fez, seguindo a mesma ordem de estudos, experiências que relatei e resumi em meu livro O Problema do Ser, do Destino e da Dor, cap. XIV. Acrescentei-lhes outros testemunhos provindos dos príncipes Galitzin e Wiszniewsky, além de muitos experimentadores espanhóis.

Em resumo, todos esses fatos demonstram que a nossa personalidade é muito mais ampla do que até hoje se acreditou. Nossa consciência e nossa memória têm profundezas que se conservam mudas enquanto nos achamos despertos, mas que, no sono hipnótico e no estado de desprendimento, se revelam e entram em ação. Aí repousa um mundo de conhecimentos, de lembranças, de impressões acumuladas por nossas vidas antecedentes e que o véu da carne ocultou ao renascermos. É a isso que alguns experimentadores e críticos chamam consciência subliminal, subconsciência superior ou o Ser subconsciente. Na realidade, não há aí mais do que um estado do ser que constitui a consciência integral, a plenitude do eu. Quanto mais profundo é o sono, mais o desprendimento da alma se acentua e as camadas veladas da memória começam a vibrar: o passado ressuscita e revive. O ser pode então recompor as cenas longínquas, os quadros da sua própria história. Essa ordem de pesquisas constitui uma psicologia nova e amplificada, cujo estudo atento, junto a uma observação rigorosa, revolucionará a ciência da alma e ocasionará uma renovação completa da filosofia e da religião.

Às experiências indicadas acima convém acrescentar as reminiscências de homens e de crianças. Grande número de casos desses citei em O Problema do Ser, cap. XV. Poderia aditar os de muitas crianças se lembrarem de suas vidas anteriores, casos que não se explicam nem pela imaginação, nem pela influência do meio, porquanto os pais, na sua maioria, são hostis à idéia de reencarnação. Semelhantes fenômenos desaparecem com o crescimento, quando a consciência profunda, de alguma forma sepultada sob o invólucro carnal, deixa de vibrar. As reminiscências de homens célebres se explicam pelo grau de evolução e o apuramento dos sentidos psíquicos.

A esses casos acrescentarei um, citado pelo Sr. H. Varigny, no folhetim científico do Journal des Débats, de 11 de abril de 1912: “Segundo um autor que muito conviveu com os Birmans e os estimulou, consagrando-lhes um livro de grande interesse, o Sr. Fielding Hall relatou o fato seguinte, que não é mais do que unum et pluribus. Entre os Birmans, encontrar-se-iam freqüentemente crianças que se recordavam de vidas anteriores. Infelizmente essa lembrança se apaga e desaparece com a idade.

Cinqüenta anos antes, duas crianças, um menino e uma menina, nasceram no mesmo dia e na mesma aldeia. Para abreviar: casaram-se e morreram na mesma data, depois de terem fundado uma família e praticado todas as virtudes.

Sobrevieram dias agitados, diz a história, cuja lembrança, entretanto, pouca utilidade tem para esta narrativa. Basta dizer-se que dois jovens de sexos diferentes foram obrigados a fugir da aldeia, onde o primeiro episódio se passara, e foram estabelecer-se alhures. Tiveram dois filhos gêmeos. Aqui começa o segundo episódio.

Os dois gêmeos, em lugar de se tratarem pelos respectivos nomes, se designavam pelos nomes (muito semelhantes) do casal virtuoso que morrera; por conseguinte, uma das crianças dava a outra um nome feminino.

Os pais se admiraram disso um pouco, porém logo compreenderam o que havia. Para eles o casal virtuoso se reencarnara nos meninos. Quiseram tirar a prova. Levaram ambos à aldeia onde tinham nascido. Reconheceram tudo: estradas, casas, pessoas, até as roupas do casal, conservadas sem que se saiba por que razão. Um se lembrou de haver emprestado certa soma a determinada pessoa, que ainda vivia e confirmou o fato.

Ao Sr. Fielding Hall, que viu os dois meninos quando tinham seis anos, parecia que um apresentava aspecto um tanto feminil: era o que abrigava a alma da mulher defunta. Antes da reencarnação, viveram, dizem os dois, algum tempo sem corpo, nos galhos das árvores, mas suas reminiscências se vão tornando cada vez menos nítidas e se apagam: as da vida anterior, naturalmente.


Mensagem de Encerramento

Que a paz e a alegria possa tocar os vossos corações, queridos filhos.

Reencarnação é assunto que merece estudo sério. Acima de tudo, estudo de si mesmo. Não poderemos jamais querer aprofundar este assunto com uma mente leviana, confusa e indisciplinada. Não poderemos jamais pensar que reencarnação é brincadeira estúpida e tola. Isso é muito grave, porque é desrespeitar o conhecimento sagrado que o Cristo suplicou autorização ao Pai para revelar às criaturas tão grosseiras e atrasadas da Terra.

No passado e no presente, grupos sérios e disciplinados conheceram e conhecem tudo isto. Realizam pesquisas, experiências. Mas é vontade do Cristo que isto se espalhe pelo mundo, porque somente quando o espírito encarnado – e mesmo desencarnado da Terra – entender que possui longa e profunda história, quando o espírito encarnado tiver o mínimo de capacidade emocional de conhecer seu passado, atentar para os erros, perdoar-se pelos erros do passado, chorar suas dores, refazer-se terá condições de servir verdadeiramente a Deus, o que significa o caminho de auto-iluminação.

Quando tratamos, portanto, de reencarnação estamos dizendo, se você deseja verdadeiramente vincular-se ao Cristo, não de maneira fingida, tola, social; mas de maneira emotiva, silenciosa e profunda, se esse é o seu desejo real dizemos: filho, filha busca conhecer tuas vidas. Vá pede ao Cristo, cada noite, permissão, não por ter curiosidade tola, mas, acima de tudo, para conhecer os próprios erros, para pedir misericórdia do Pai para não repetir erros novamente.

Isto deveria ser fácil de entender, se o coração não fosse tão revoltado e tão medroso. Pede ao Cristo, filho, pede ao Cristo, filha, ajuda, com muita humildade, Mestre quero conhecer meu passado, não para ser tolo e vão, mas para, acima de tudo, conhecer minhas fraquezas. Para estar atento a elas. Se fui alguém vicioso no jogo, na disputa; vou orar para que esta tendência não domine a minha vida. Se fui cardeal fanático, inquisidor e maléfico; vou orar para não ser espírita inquisidor e maléfico. Mas irei entender que devo me regenerar.

Isto é motivo sério de conhecer vida passada, isto justifica-se perante o Mais Alto e, na hora certa, portas que cerram as lembranças serão abertas. Não há problema. O próprio Kardec fala: o espírito quando desencarna e é lúcido, lembra tudo. Espírito quando não é lúcido, quando vive envolto em inferioridade, como a maioria da Terra, não lembra nada, porque o coitado não é capaz sequer de ver a sua incapacidade, porque se acha muito importante, porque está cego pelo orgulho. Para estes, não adianta, só o tempo, só muita paciência.

Mas, o Cristo permite, como sempre permitiu, ao mundo o conhecimento adequado de vida passada para todos aqueles que desejam crescer, que desejam preparar-se. Vocês não se esqueçam do exemplo do senador romano que hoje chama Emmanuel. Senador romano, que antes de encontrar com o Cristo, teve vida passada revelada em sonho, por quê? Para começar a entender como mais profundidade as Leis da vida, para ter mais chance de abrir o coração para o Cristo. E se o encontro não deu certo, na mesma existência, tudo deu certo, porque ele começou a educação profunda do próprio coração. E a regressão que ele sofreu feita por seu guia norteada por Jesus foi extremamente útil, ele mesmo fala isso. Então é importante: a reencarnação, compreensão por meio de regressão só deve ser buscada por quem quer, de fato, ter Cristo no coração. Quem ainda tem medo, não sabe se ama o Cristo ou não, só sabe fingir; é melhor ficar longe, mas, por favor, não atrapalha.

Jovens, entendam, decisão importante deve ser tomada: vocês vão servir ao Cristo ou ao mundo? Aos que querem servir ao Cristo, não há problema nenhum. As portas do vosso psiquismo serão abertas e a regressão de memória será umas das coisas que vocês conhecerão, não tenham dúvidas, porque o nosso Senhor, o Senhor da seara que é a Terra, é extremamente generoso com todos aqueles que querem ter uma vida com o coração em paz, mas com as mãos extremamente ocupadas, servindo das diversas formas que seja possível.

Paz a todos do vosso amigo espiritual.

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PodSim 90 – Desencarne coletivo – O time de Chapecó

Resumo: Conversamos sobre um de Emmanuel e de Herculano Pires sobre desencarnes coletivos em que ambos destacam o necessidade das provas educativas solicitadas pelos espíritos antes de reencarnarem.
No final, uma interessante mensagem sobre o aspecto emocional-magnético do desencarne coletivo.




Livro dos Espíritos

737. Com que fim Deus castiga a Humanidade com flagelos destruidores?

— Para fazê-la avançar mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição? É necessário ver o fim para apreciar os resultados. Só julgais essas coisas do vosso ponto de vista pessoal, e as chamais de flagelos por causa dos prejuízos que vos causam; mas esses transtornos são freqüentemente necessários para fazerem que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos.

Chico Pede Licença

Capítulo 19

Emmanuel, Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?

(Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião pública, na noite de 23-2-1972, em Uberaba, Minas).

RESPOSTA:

Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.

Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.

É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.

***

Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.

Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.

Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lágrimas.

Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidade na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.

***

Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as conseqüências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança.

É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.

***

Lamentemos sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos.

Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.

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AS LEIS DA CONSCIÊNCIA

Irmão Saulo (José Herculano Pires)

A resposta de Emmanuel vem do plano espiritual e acentua o aspecto terreno da autopunição dos encarnados, em virtude de um fator psicológico: o das leis da consciência. Obedecendo a essas leis, as vítimas de mortes coletivas aparecem como as mais severas julgadoras de si mesmas. São almas que se punem a si próprias em virtude de haverem crescido em amor e trazerem consigo a justiça imanente. Se no passado erraram, agora surgem como heroínas do amor no sacrifício reparador.

As leis da Justiça Divina estão escritas na consciência humana. Caim matou Abel por inveja e a sua própria consciência o acusou do crime. Ele não teve a coragem heróica de pedir a reparação equivalente, mas Deus o marcou e puniu. Faltava-lhe crescer em amor para punir-se a si mesmo. O símbolo bíblico nos revela a mecânica da autopunição cumprindo-se compulsoriamente. Mas, nas almas evoluídas, a compulsão é substituída pela compaixão.

Para a boa compreensão desse problema precisamos de uma visão clara do processo evolutivo do homem. Como selvagem ele ainda se sujeita mais aos instintos do que à consciência. Por isso não é inteiramente responsável pelos seus atas. Como civilizado ele se investe do livre arbítrio que o torna responsável. Mas o amor ainda não o ilumina com a devida intensidade. As civilizações antigas (como o demonstra a própria Bíblia) são cenários de apavorantes crimes coletivos, porque o homem amava mais a si mesmo do que aos semelhantes e a Deus. Nas civilizações modernas, tocadas pela luz do Cristianismo, os processos de autopunição se intensificam.

O suicídio de Judas é o exemplo da autopunição deter-minada por uma consciência evoluída. O que ocorreu com Judas em vida, ocorre com as almas desencarnadas que enfrentam os erros do passado na vida espiritual. Para encontrar o alívio da consciência elas sentem a necessidade (determinada pela compaixão) de passar pelo sacrifício que impuseram aos outros. Mas o que é esse sacrifício passageiro, diante da eternidade do espírito? A misericórdia divina se manifesta na reabilitação da alma após o sacrifício para que possa atingir a felicidade suprema na qualidade de herdeira de Deus e co-herdeira de

Cristo, segundo a expressão do apóstolo Paulo.

Encarando a vida sem a compreensão das leis da consciência e do processo da reencarnação não poderemos explicar a Justiça de Deus – principalmente nos casos brutais de mortes coletivas. Os que assim perecem estão sofrendo a autopunição de que suas próprias consciências sentiram necessidade na vida espiritual. A diferença entre esses casos e o de Judas é que essas vítimas não são suicidas, mas criaturas submetidas à lei de ação e reação.

Judas apressou o efeito da lei ao invés de enfrentar o remorso na vida terrena. Tornou-se um suicida e aumentou assim a sua própria culpa, rebelando-se contra a Justiça Divina e tentando escapar a ela.

(Transcrito do livro: XAVIER, Francisco C. Autores diversos. Chico Xavier pede licença. S.Bernardo do Campo: Ed. GEEM. Cap. 19).

PodSim 89- Reencarnação o caso de Gewn Mcdonald

PodSim 89-  Reencarnação o caso de Gewn Mcdonald

Resumo: Conversamos sobre um caso interessantíssimo de lembrança do passado, estudado pelo estudioso australiano Peter Ramster, registrado no filme In Another Life e no livro In Search of Lives Past 




Livro dos Espíritos

395. Podemos ter algumas revelações sobre as nossas existências anteriores?

— Nem sempre. Muitos sabem, entretanto, o que foram e o que fizeram; se lhes fosse permitido dizê-lo abertamente, fariam singulares revelações sobre o passado.


Mensagem de Encerramento

Meus filhos, quero lhes falar hoje sobre a preciosidade que vocês têm em vossas mãos, ao entender o que é reencarnação, mas não entender apenas com palavras vazias e tolas. Entender a reencarnação como suas vidas; como parte de suas vidas. Sou médico, por isso, falo, também, fazendo paralelos com o corpo. Você tem um coração, tem que entender isso. Ele pulsa; é um músculo. Tem pulmão, faz parte de você. A reencarnação também faz parte de você.

Muitos, antigamente, diziam, que não se podia tocar nas partes do corpo, num coração, não se podia operar isto ou aquilo por ignorância. A pessoa precisava, sofria e morria, porque a ignorância humana, preconceito estúpido, não permitia que pessoas de bem ajudassem. Hoje é a mesma coisa com a reencarnação, pessoas que não entendem, que são apavoradas com religiosismo medieval atrasado temem. Como temiam antes e diziam, não podiam operar coração, não podiam abrir corpo para estudo. Hoje elas dizem: não podem abrir mente, não podem abrir memória para estudo. É ignorância! Uma tolice que mostra a estupidez humana da Terra.

Filhos, entendam: tudo pode ser feito sob a autorização do Mais Alto que reflete o pensamento de Deus e Deus nunca proibiu a memória. O que se faz é ter que ter estudo sério, preparação adequada, prece sincera, orientação e tudo dá certo. Então, quero dizer, muitos sofrimentos poderiam ser poupados, se ignorantes da Terra não prendessem a medicina por tantos séculos. Muito sofrimento emocional poderá ser poupado, se vocês não acreditarem nos ignorantes da Terra que proíbem todas as formas a lembrança do passado.

Como a cirurgia física, precisa preparo, ambiente constantemente organizado, estruturado para a função da regressão. Mas não pode proibir, não pode embarreirar o processo de cura de tantas doenças, de tantos conflitos. Espiritismo ficou para trás. Hoje, não se estuda quase nada de técnica, de prática, de alívio a angústia. É importante que o Espiritismo recupere a sua visão original, pacífica, corajosa, destemida, para que consiga, de fato, fazer como deseja o Codificador. Honrando o seu sacrifício, sua memória digna e elevada.

Por isto, filhos, investimos tanto em vocês. Acreditamos que a nova geração não será tola como muitos são hoje. Acreditamos que a nova geração será pacífica, sábia e corajosa. A lembrança da reencarnação será apenas uma das técnicas que serão utilizadas para se conseguir instalar o bem nos corações dos homens e das mulheres na Terra, para que a paz seja uma verdade e não apenas uma palavra vazia. Por isso, precisa entender a necessidade do ser humano encarnado e desencarnado da Terra e ter técnica suficientemente competente para consolar, auxiliar e ajudar a cura.

Muita paz a todos,

Um amigo espiritual.

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PodSim 88 – O Brasil, o mundo e a sombra

 

Resumo

A sombra é tudo o que escondemos, tudo o que que negamos ao invés de educarmos. Nesse momento, nosso país tem uma oportunidade de olhar para as próprias falhas emocionais e com amor transformar-se.

 


 


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O Brasil, o mundo e a sombra

PodSim 88 mensagem encerramento

 

Paz e alegria em vossos corações! Que possamos nós, em nome do Mestre, aprender a discernir a verdadeira da falsa fraternidade. A verdadeira fraternidade nunca condena, mas também nunca gera desculpas mentirosas que alimenta a corrupção íntima.

A verdadeira fraternidade reconhece o erro do outro, mas reconhece, acima de tudo, a necessidade de suporte e amparo para o outro que erra. Esse é o verdadeiro caminho da construção de um agrupamento de indivíduos que poderão representar o nosso Mestre neste mundo tão difícil.

Amigos, a construção do Evangelho inicia-se e completa-se no coração de cada um de vocês, orando abnegadamente, a cada dia, pedindo ao Senhor a luz íntima e espiritual para discernir as próprias virtudes dos defeitos, pedindo amparo do Mestre para que ele nos envolva em suas energias, para que tenhamos a paz e a tranquilidade suficientes para abrirmos os nossos corações para o Pai.

Uma nação se constrói apenas com almas abnegadas. Todos os impérios da face da Terra, que foram construídos com base na intriga e na calúnia, no ódio e na guerra, na maldade e no vício, desmoronaram fatalmente, e assim será, tantas vezes quantas forem necessárias, para que os filhos de Deus entendam que apena só há estabilidade real quando ela é construída a partir de corações fraternos. Todos os movimentos sociais serão infelizes até que adotem a fraternidade pura e santa orientada pelo Mestre de Nazaré.

Todas as conquistas individuais serão tolas e ilusórias até que aprendam que todas as virtudes e todas as riquezas deverão servir e submeter-se a um único propósito: que é a Lei do Amor, que é a Vontade suprema do Criador do universo. Isso é o que dará sustentação ao crescimento individual e coletivo, às obras artísticas e às obras religiosas, às famílias, aos grupos espíritas, aos agrupamentos religiosos do planeta.

Todos seremos fortes, independente da causa que estamos esposando, quando tivermos por base o Amor do Cristo a traduzir-se em sentimentos e ações da fraternidade pura e santa que Ele exemplificou.

Irmão e amigos, precisamos dar um passo além, precisamos pensar como estender a fraternidade em nossos corações em um proposta diária de ação, para que o Cristo, após a nossa construção, limitada, mas abnegada, possa fazer morada em nosso ser.

Paz a todos, do vosso irmão e amigo.

Caibar Schutel.

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